Boku No Hero Academia - Be a Hero
11 Retorno às Aulas
Notas iniciais
Quebrar as regras pode até parecer algo interessante, mas, mesmo que não pareça nada de mais, ainda sim existem punições para esses que não seguem a risca as leis diretas do diretor. E quem melhor pra quebrar regras do que um grupo de jovens estudantes que anseiam por aventura e por mostrar o quão forte e habilidosos são?
O único problema é que quebrar regras tem consequências.
Boku no Hero Academia — Be a Hero
Arco 2 — Um Desafio Maior
Dois — Retorno às Aulas
— Eu nunca mais vou sair com vocês. — Yamino era o motivo de risada por seus amigos. Eles acabaram de entrar na mansão assombrada e no primeiro rangido ouvido por eles, o garoto morcego deixou escapar um grito assustado. — Eu não gosto de lugares assim. — Disse se escondendo atrás de Hiro, que era o mais próximo dele no momento.
— O garoto morcego está com medo do escuro? — Zaiko zombava do menor enquanto usava um esqueleto de brinquedo para assustá-lo. — Vá um abracinho aqui, vem. -
— Deixa de palhaçada, mané. — Helena dá um leve tapa na cabeça do ruivo. — Vai me dizer que o idiota não tem medo de nada? -
— Por incrível que pareça, não. — Ele deixa o esqueleto de lado e segue pelos corredores da mansão assombrada.
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Numa ala especial da enfermaria, longe de onde os alunos possam chegar, um herói especialista tratava de um dos casos mais graves que aconteceram até então no colégio.
— Vá chamar o diretor Nezu, parece que o garoto está acordando. — O homem pede apressado, notando uma fraca respiração vinda do jovem em uma maca. -
— Parece que algo está acontecendo. — A enfermeira com corpo enfaixado parece notar algumas faíscas, o que a preocupa. — Qual é a individualidade do rapaz? -
Uma segunda enfermeira olha a ficha técnica do garoto de cabelos loiros e arrepiados. — Combustão, ele pode criar, controlar e também é a prova de fogo. -
— Fiquem atentos. -
Tudo aconteceu em questão de segundos, o rapaz acorda criando uma grande explosão que, se não fosse pelo pensamento rápido de Stopwatch, que para o tempo no momento exato em que o rapaz utiliza seus poderes.
— Saiam daqui, agora!. — Assim como todos ali, sua individualidade tem um ponto negativo, que no caso, é o tempo em que consegue manter o tempo parado, trinta segundos.
Seus ajudantes foram rápidos, saíram de forma controlada e tranquila da sala, deixando apenas o líder da equipe, que se mantinha lá para não deixar a explosão pegar seus subordinados.
— Seja o que deus quiser! — O homem cancelou sua individualidade e correu pra debaixo da maca metálica, recebendo uma forte onda de calor em seu corpo, porém, não as chamas em si. — Você precisa se acalmar! — Gritou para o jovem de fogo, que se contorcia enquanto lançava suas camas descontroladamente. — Não precisa lutar mais, está a salvo agora. — Ele tenta de todas as maneiras acalmar o rapaz, enquanto que sua equipe acompanhava tudo do lado de fora, pelo vidro de proteção.
— Você não vai me vencer! — O rapaz sai da maca em um salto, olhando em volta, a procura de seu algoz. — Eu não vou deixar que você os leve, iremo… Iremos. — A adrenalina acaba e o rapaz desmaia.
— Coloquem ele na maca novamente. — Mesmo com seu corpo parcialmente queimado pelo calor, o herói vai até o rapaz de fogo, analisando suas condições e dando sinal para que os outros volte para a sala. — Alguém já foi chamar o diretor Nezu? -
— Estou aqui. — Os sons do andador tocando o chão a cada passo do pequeno roedor de pelugem branco acinzentada dava, chama a atenção dos que ali se encontram. — O que está havendo? Porque toda essa algazarra? — Ele caminha lentamente pela sala, observando os materiais queimados e o rapaz sendo posto novamente sobre a maca. — Esse é o rapaz? -
— Sim senhor, esse é Liam Wolke Malkov, quinze anos e um dos alunos que desapareceram no início do ano letivo. — Stopwatch tinha seu braço direito sendo enfaixado por Bandaged. — Estamos estabilizando ele, precisamos terminar os exames pra podermos liberá-lo. -
— E tiveram alguma informação de quem fez isso com ele? -
— Ainda não, senhor. -
— Me chamem quando descobrirem algo. — Dito isso, o pequeno rato volta para o corredor, provavelmente retornando para sua sala, mas não sem antes resmungar algo. — “Não consigo um minuto de sossego nesse colégio.” -
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— Vocês estão muito enganados se acham que vou mais uma vez nessa mansão assombrada. — Yamino já se preparava para alçar voo e ir pra casa quando o dos campo de força o segura pelo braço.
— Helena e eu também não vamos, podemos ir em outro brinquedo se quiser. — Hiro diz, esperando convencer o morceguinho a ficar por ali mais um pouco. — Vai ficar? -
O ruivo passa olhos pelos outros que estão por ali também, percebendo uma risada disfarçada de Zaiko, esse que zombava dele desde o início do passeio. — Eu fico. — Concorda, notando um sorriso de Hiro e Helena. — Mas não vou naquela mansão de novo.
— Tudo bem, também não vamos. — Helena confirma o que o amigo dos campo de força disse antes.
— Quem vai voltar pra mansão e dar uma surra naqueles monstros comigo, sigam-me. — O ruivo com poderes de cópia começa a caminhar, retornando para a entrada da mansão assombrada. Cinez o segue, seu propósito é melhorar sua percepção por sua individualidade, e Daria decidiu caminhar sozinha, por lugares mais iluminados.
— Então, vamos pra onde? — O rapaz morcego caminhava vagarosamente ao lado de Hiroki e Helena. — Acho que estou com um pouco de fome. -
— Vamos comprar algo pra comer então. — Hiro espera até a confirmação da amiga para dar as opções do que comprar. — Pipoca, maçã do amor, algodão doce, milho cozido ou churros? -
— Churros! — A jovem de cabelos alaranjados e em degradê, que até agora estava calada, nem esperou os amigos e já decidiu para todos. — Vocês gostam né? vou só procurar um banheiro e já encontro vocês na barraca de churros. -
— Me desculpe por me esconder em você lá na mansão. — Yamino tinha um certo rubor em seu rosto. — Não costumo sair muito pra locais assim, e aquelas criaturas. -
— Tá tudo bem, eu também me assustei um pouco quando vi aqueles monstros. — O moreno diz, contando o dinheiro para os churros. — Vai querer com recheio de que? -
— Quê? Não precisa, eu pago. — O morceguinho tenta argumentar porém já era tarde, Hiroki já havia entregado o dinheiro para o senhor de barba branca, assim como seu cabelo curto e com duas entradas próximas a testa.
— De qualquer forma, eu já iria pagar pra Hel mesmo. — O moreno entrega o doce para o outro. — Peguei todos iguais, com confeitos e doce de leite, tudo bem? -
— Claro, é meu preferido pra falar a verdade. -
— Espero que tenham guardado pra mim. — A garota da turma de apoio se aproxima correndo. — Doce de leite e confeitos? — Sorri ao observar o recheio escolhido pelo amigo. — Boa escolha a sua. -
— Vamos em algum brinquedo? Depois preciso ir embora, minha mãe me disse pra não voltar muito tarde. — Hiro olhava para o relógio, vendo que já se passavam alguns minutos do horário dado por sua mãe.
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No outro dia, os grupo foi recebido pelo pequeno roedor, Nezu os esperava no portão de entrada dos dormitórios, o que não significava algo bom, já que o diretor não costuma sair de sua sala por motivos fúteis.
— Senhores Zaiko Yagami e Yamino Batto, e também as senhoritas Cinez Rettel e Aisha Mencer, me sigam até minha sala, precisamos terminar nossa conversa a respeito do incidente em que se meteram antes das férias escolares. — O olhar sério do pequeno rato deixa todos preocupados, mesmo assim, eles o seguem.
— Muito bem. — Já na sala do diretor, as duas garotas permaneciam sentadas nas únicas poltronas disponíveis enquanto os rapazes ficavam de pé ao lado delas, aguardando atentamente para ouvir um sermão do mais velho. — Vocês tem o total entendimento de que não devem usar suas individualidades fora da U.A, não é mesmo? — Os quatro acenaram positivamente. — E sabem que punições são dadas àqueles que desobedecem essa regra, certo? — Mais uma vez eles consentem, já prevendo o rumo da conversa. — Pois bem, terão que limpar o dormitório de vocês por um mês, sem participar das aulas especiais e treinamentos. -
— Sem participais de treinos de combate também? — Aisha só não se levantou e estapeou a mesa, pois se tratava do diretor do colégio.
— Nenhum tipo de treinamento. — Confirmou para eles, apertando um botão em sua mesa de madeira, fazendo com que a porta se abra. — Podem ir, ou vão perder a aula. A punição de vocês começa hoje mesmo. -
Não reclamaram, não resmungaram e não questionaram as ordens do diretor, apenas saíram para suas salas de aula e decidiram acatar tudo o que lhes havia sido passado pelo pequeno roedor.
— Muito bem turma, essa é… Zaiko, Cinez, por favor, sentem-se. — O professor Tailman estava de pé ao lado de uma garota de cabelos roxos, coincidentemente a mesma que haviam encontrado no parque de terror, nas férias. — Estamos recebendo uma nova aluna que veio por recomendação. -
— “Ogarotolindodooutrodianamansãoassombradameudeusinhomeajude…”— A nova garota começa a murmurar algo muito rapidamente, olhando atentamente para o ruivo que a encarava com olhar confuso, como da última vez.
— Essa é Teiko Kohata, uma jovem muito poderosa e que sempre estudou em casa com seus pais, mas que agora foi recomendada para o colégio, onde poderá aprender muito mais. — O homem aponta para os lugares vazios na sala. — Sente-se, por favor, a aula vai começar. -
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— Como eu ia dizendo. — Uma bela mulher, de cabelos castanhos até o pescoço, vestindo sua roupa de heroína, um macacão, cobrindo quase todo seu corpo, preto e com detalhes em rosa, assim como seu cinto e munhequeiras. Ela se interrompe ao perceber dois alunos da turma 1-A, Yamino e Aisha, adentrarem a sala e se direcionarem para seus lugares. — A partir de amanhã, tanto vocês, quanto a turma 1-B, terão alguns treinos especiais comigo, Uravity. — A mulher toca a mesa da professora Creati, que começa a levitar. — Minha individualidade é Gravidade Zero. — Explica antes das perguntas. — Mas isso não quer dizer que dependo dela pra tudo. — Tocando seus dedos, a mulher diz um “Liberar”, fazendo com que a mesa, que flutuava sobre sua cabeça, despenque, não a atingindo, já que com apenas um soco, ela quebra o objeto em dois. — Sou mais forte do que aparento. -
— Uraraka. — A professora estava de braços cruzados, sua mesa havia sido destruída. — Você poderia se controlar um pouco. — Ela se vira de costa para os alunos, desabotoando a frente de seu uniforme, criando uma nova mesa. — Livre-se disso e não deixe o diretor ter ver com um objeto do colégio quebrado.
— Pode se livrar disso pra mim? — Antes que Creati notasse, sua amiga e também heroína, já estava do lado de fora da sala de aula, acenando para ela. — Ainda tenho que ir na 1-B dar o recado pra eles, beijinho amiga. -
— Está cada vez mais parecida com ele. — Um sorriso disfarçado e a mulher, seguido de um olhar preocupado para seus alunos. — Você será um bom preparo para o que está por vir. — Murmurou pra si mesma antes de iniciar definitivamente sua aula do dia.
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