Boku No Hero Academia - Be a Hero
17 Preparação para o Festival
Notas iniciais
A última coisa que uma escola de heróis com o número de alunos reduzidos deve fazer, é um festival esportivo aberto para todos os públicos, principalmente quando um novo grupo de vilões está se formando e planejando contra o colégio.
Esse deveria ser o foco principal do famoso diretor Nezu, porém, com o desaparecimento dos novos alunos, a aproximação de sua aposentadoria e a escolha de seu sucessor, o evento não parece algo que precise de tanta atenção, levando em conta os anos anteriores.
Boku no Hero Academia — Be a Hero
Arco 2 — Um Desafio Maior
Quinze — Preparação para o Festival
Já haviam se passado uma semana desde a batalha contra Creati de Tailman, a maior parte dos jovens já haviam se recuperado e alguns já até retornaram para suas rotinas diárias de treinamento. Teiko era uma dessas alunas que treinavam com o restante de sua turma, era dia de combate corpo a corpo e a jovem de cabelos arroxeados enfrentava Aisha, ambas sem utilizar suas individualidades, apenas no bom e velho combate físico.
— Você até que é boa, garota da água. — A loira dá um curto salto para trás se afastando de um rápido soco dado pela menor. — Poderia até ser uma boa policial algum dia. -
— Policial? — As palavras da garota sereia faz com que Teiko perca o foco, sendo atingida por um poderoso chute no estômago, sendo jogada pra trás, de bunda no chão. — Porque disse que eu seria uma boa policial? -
— Eu não disse. — Sorriu e ajeitou o cabelo em um rabo de cavalo. — O treino de hoje acabou. — Comento, depois de ouvirem seus professores chamarem.
— Garota estranha. -
Indo até onde seus amigos estavam, Teiko comenta consigo mesmo, observando a loira se afastar de todos, voltando para as instalações do colégio. Helena, Liam, Cinez, Yamino, Aiko, Kaito e Daria se mantinham parados, ofegantes e aguardando as palavras finais de seus professores.
— Amanhã teremos treinamento de resgate, enquanto isso, podem ir visitar seus amigos na enfermaria. — A professora com poderes de criação diz, ajeitando seu cabelo.
— Estão dispensados por hoje. — Completou o loiro com uma cauda.
<><><><><>
— Eu já estou bem, juro. — Hiroki tentava se levantar da cama, escondido da enfermeira de corpo enfaixado que cuidava do paciente ao seu lado, Zaiko. — Me deixa ver meus amigos. — Pede sendo descoberto e tendo seu corpo envolto por uma faixa, o jogando de novo sobre a cama.
— Você ainda precisa ficar em observação por hoje. — As faixas se desprendem do corpo do rapaz, retornando para a mulher. — Então fique deitado e aproveite os cuidados. — Ela pede, se virando e mostrando o que ele suspeitou ser um sorriso por debaixo das faixas de seu rosto.
No mesmo momento, uma das portas do quarto em que esta é posta abaixo por alguém. — Hiro, Zaiko!! — Primeiro repararam nos cabelos arroxeados, e depois numa expressão um pouco preocupante vinda da garota de cabelos curtos e roupas casuais.
— Hiro não está aqui, está? — Com o barulho causado pela destruição da porta, o ruivo se senta, tentando reconhecer a voz que chamava seu nome. — “Malditas sejam todas as faixas existentes no mundo. Isso é muito chato, além de ter a sensação de que tem sempre alguém me olhando, isso é muito ruim.” Pensava consigo mesmo enquanto se concentra ainda mais na voz. — Eu não vejo nada com essa coisa na cara. -
— I… Idiotas! — A com poderes de água se aproxima de Zaiko. Pra sua sorte, o rapaz está com uma faixa cobrindo os olhos, e não pode ver sua cara de choro. Ela o abraça forte.
— Ei, ei… Calma, estou bem, parcialmente…”
— O que foi isso? — Devido a cortina esverdeada que separa cada maca, Hiro não pode ver de fato a porta do quarto ser destruída, e muito menos quem o fizera. Mas reconheceu a voz da amiga. — Teiko? -
— Hiro?? — Ao ouvir seu nome ser chamado, a garota solta o ruivo, abrindo a cortina de repartição, revelando o moreno. — Idiota dois! Vocês me deixam doida! — Ainda com cara de choro, ela o abraça.
— Eu também estou bem. — O do campo de força diz. — Não sei porque ainda não me liberaram. -
— Eu já te disse três vezes só essa manhã. — Com um olhar sério, a enfermeira enfaixada se aproxima dele. — Seu corpo perdeu muita energia devido ao gasto excessivo de sua individualidade, e por isso você precisa ficar de repouso por mais um dia, e amanhã terá alta.
— Eu queria ter visto o chute da Teiko na porta. — Imaginando a cena, Zaiko deixa um sorriso escapar.
— Eu chuto depois por você! — Ela responde, sorrindo que nem boba.
— Haha, vou aguardar para ver então. -
Ela cora com o comentário. — O...Ok. -
— Acho melhor não ficar quebrando portas assim… Mesmo que as enfermeiras não te deixem entrar no quarto. — Hiroki recebe mais um olhar da enfaixada, que tinha uma seringa na mão, pronta para aplicar uma injeção em outro aluno que chegara ferido.
— Mas eu tinha que vir ver meus amigos! Mesmo que sejam dois idiotas que me deixam preocupada! — Mais uma vez ela abraça Hiro, dando-lhe um beijo na bochecha dele. — Idiota número dois. -
— Não tive culpa, era a única coisa que eu poderia fazer! — Virando o rosto pra onde ouvia as vozes, o ruivo diz. — Fiquei com medo da individualidade do Hiro, que não é acostumado ao meu corpo e me explodir, mas… Aconteceu algo pior, essa faixa! — Ele leva uma das mãos até o pano que cobre seus olhos.
— Não diga isso! — A garota o olhava com expressão brava, porém ainda de maneira chorosa. — Vocês são muito importantes pra mim, são meus amigos! Eu amo vocês e não sei o que faria se os perdesse. -
— Não se preocupe, nunca vamos te deixar.” — O ruivo recebe mais um abraço da menor, que fungava o nariz.
— IDIOTAAA! — Grita, seguindo para um choramingo.
— Ei, ei, não precisa apertar tão forte. — Sorrindo e entrelaçando os dedos entre os cabelos roxos da garota, ele tenta a acalmar.
Chorando silenciosamente, ela fecha os olhos, afrouxando o abraço para não machucar o outro. — Vocês me deixam sensível… — Diz num resmungo.
— Você sentia algo quando usava sua individualidade no início, Hiro? -
— Um pouco de náusea no início, mas foi até entender que minha individualidade vem dos meus sentimentos, e controlá-la melhor. -
— Foi muito estranho comigo, parecia que eu tinha feito um campo de força ao meu redor contra mim mesmo, mas deve ser por não ter prática. — Diz, se lembrando do que acontecera no treinamento. — Eu não imaginava o quão poderosa seria aquela técnica combinada, não deveria ter feito. — O ruivo se lamenta.
— B...Bom, você nos salvou… É um herói! — Vira o rosto para ele e beija sua bochecha.
— Não é heroísmo quando você mesmo causa o problema… — Ele baixa a cabeça. — E eu até já imaginava uma técnica combinada com você, mas podemos até causar uma inundação ou coisa do tipo. -
A garota sorri. — Ou uma grande pista de patinação. Talvez uma sauna. -
— Talvez chuva, não sei bem como sua individualidade funciona, mas poderia ser algo extremo também. -
— Seria incrível! A gente deveria testar uma hora. — Olhava animada e sorrindo, um pouco próxima demais.
— Talvez, mas por agora definitivamente não dá. Meu corpo não tá doendo, só os olhos ardendo um pouco. — Diz, sentido uma brisa quente em seu rosto. — Ei, você tá perto de mim? -
— Hm? Um pouco, desculpa. — Ela se afasta. — E claro que não agora. Eu quero que os dois se recuperem até o último fio! Ok? — Afaga o cabelo dele com ele havia feito nela antes.
— Eu vou me recuperar primeiro, ouviu Hiro? Quem vai incitar comportamentos errôneos, lutas e gerar pânico no Yamino além de mim? — Apontando para a direção em que achava que seu amigo estava, ele diz, se voltando em seguida para a garota. — Teiko, queria perguntar algo sobre sua individualidade.
— Você não pode fazer o Yamino ficar como você! — Hiro finalmente diz algo, depois de terminar uma barrinha de cereal que recebeu da enfermeira.
— Isso não é uma competição! — Ela bufa. — E o que é? — Agora o olhava curiosa.
— Tudo é competição! — Conclui, prosseguindo com seu questionamento. — Enfim, você consegue controlar a água no corpo humano? -
Não, eu só consigo controlar água, no máximo água com outras poucas coisas. Mas o sangue tem muitas outras substâncias além de água. — Explica, listando o que não podia controlar. — Eu também não posso controlar suco, etc. -
— Precisa haver uma fonte de água existente? — E a última pergunta, você pode virar água? -
— Virar? Eu… Bem, nunca tentei, mas tenho medo de tentar agora que comentou. — Diz, se arrepiando só de pensar na possibilidade. — E não preciso ter uma fonte, eu retiro a água do meu corpo. Por isso tomo vinte litros por dia. -
— Haha, um pouquinho só né? Talvez seja perigoso mesmo. -
— E sobre me transformar… Vai que alguém me beba! Mas o ruim de usar a água do próprio corpo, é que eu fico toda molhada! — Ela não percebe os vários sentidos de sua frase.
— Toda molhada é? — O ruivo gargalhava com o comentário. — Não é certo falar imoralidades aquáticas para um herói debilitado. -
— A conversa está tomando um rumo estranho. — Depois da quarta barra de cereal, Hiro comenta.
— Ahm? Como assim? — Teiko o olhava confusa. E depois para um pouco pra pensar, por fim ficando completamente corada. — P… PERVERTIDO! EU NÃO QUIS DIZER ISSO! -
— É a Teiko explicando aí como fica molhada… Não é perversão, você disse. — Zaiko ainda ria da situação.
A de cabelos roxos lhe dá um tapa de leve. — IDIOTAAA! -
— Vai me matar! -
— O… Oi? — Ela entra em pânico com o comentário dele e volta a choramingar.
— Esquece, esquece, não vou te torturar continuando. -
— Pare de me assustar… — Ela cruza os braços fazendo bico.
— Vocês têm sérios problemas, sabiam? — Hiro sorria ao ver a situação.
— E você também tem! — A garota responde. — E sabe de uma coisa? Isso é maravilhoso. Porque como se diz em Alice no País das Maravilhas, as melhores pessoas são loucas. -
— Muito bem dito, realmente os… os… — Interrompendo sua fala, o ruivo leva as mãos até seus olhos. — Meus olhos. -
— Zaiko? H...Hey, está tudo bem? — Ela o olhava com muita preocupação, se aproximando dele. — Quer que eu chame a enfermeira? -
— Não, não, eu to bem. — Continua pressionando a mão contra os olhos, estavam ardendo e não pareciam querer melhorar.
— O que tem com seus olhos? — Pergunta, reparando que ele os pressionava. — Por favor, me diga. — Aproxima a mão sobre a que ele não estava usando.
— Nada, é só… — Ele mais uma vez se interrompeu, sentindo um líquido molhando a faixa. Ele tinha a sensação de quando usara a individualidade de Hiro, não teve forças para conter a ardência, desmaiando.
— Z… Zaiko?... Zaiko! ENFERMEIRA! — A garota da água se vira desesperada ao notar o sangue escorrendo pelo rosto do outro, arregalando seus olhos e lacrimejando.
A enfermeira entrou correndo no quarto compartilhado, se apressando até a maca onde Zaiko estava, dispensando a garota para poder cuidar do paciente.
<><><><><>
— Mais uma vez! — Liam e Helena decidiram que deveriam treinar um pouco mais depois das aulas diárias e foram para o pátio do colégio.
— Meus desenhos já estão acabando. — A garota de cabelos de fogo responde, estava com alguns papéis em branco em sua mão direita e outros poucos ainda desenhados na esquerda. — Preciso de um tempo pra fazer mais. -
— Não temos um tempo, Hel. — Ele diz, criando uma bola de fogo em sua mão e jogando contra a garota.
Antes de ser atingida, Helena pega um dos papéis desenhados e o joga em sua frente, se concentrando e dando “vida” a seu desenho. Um escudo feito de água a protege, se desmanchando em seguida.
— Porque fez isso? Eu disse que precisava de um tempo! — Assustada ela o questiona.
— Em uma batalha de vida ou morte. — Mais duas bolas de fogo são lançadas. — Você não vai ter um tempo para desenhar ou pra fazer qualquer outra coisa! — O loiro corre em direção a namorada.
— Você ficou louco? — Utilizando seus desenhos da forma mais eficaz possível, a garota desvia de todas as esferas de foco com certa dificuldade. Percebendo tarde demais seu namorado, que a acerta o estômago, lançando-a pra trás com força, até atingir uma árvore com as costas. — Liam! — Com um pouco de dor devido ao impacto ela se levanta.
— Vamos, Helena. Reaja! — Ele grita dando mais uma investida. — Você tem que ser mais forte se vai entrar para a turma de heróis. — Diz, tentando acertar mais uma soco nela, mas dessa vez ela salta para o lado pra desviar.
— Eu não tenho uma individualidade como a sua. — Ela grita com ele. — E não pratiquei várias artes marciais pra saber luta corpo a corpo também! — Procurando em sua pequena pilha de desenhos, ela encontra um que ainda não havia terminado. — Isso tem que funcionar como uma técnica secreta. -
— Não é a individualidade e muito menos as artes marciais que me fizeram ser forte. — Ele a encara segurando um papel com um desenho pela metade. — É minha vontade de ser um herói, de ajudar as pessoas, é isso que me deixa mais forte! — Envolvendo suas mãos em chamas, ele corre pra ela.
— Já que é assim! — Ela joga o papel pra cima e fecha os olhos se concentrando. — Técnica Secreta, Correntes Eternas! — “É um desenho de correntes, incompleto pois não possui um alvo para prender. Mas se eu tiver meu alvo, talvez as correntes possam funcionar.” Ela pensa, abrindo os olhos e focando Liam.
A folha branca se ilumina, e dela, duas correntes douradas são materializadas, indo em direção ao loiro, se prendendo por todo seu corpo o arremessando contra uma árvore atrás dele, o prendendo nela. Depois, o brilho na folha se foi, mas dessa vez, o desenho permaneceu ali, diferente dos outros.
— É disso que eu to falando! -
<><><><><>
Em um dos corredores menos movimentados do colégio, uma garota de cabelos azulados, olhos negros e pele clara parecia esperar alguém. Estava impaciente pela demora, já que dava rápidas pisadas no chão com seu tênis branco. — Onde é que ela se meteu agora? — Resmunga pra si mesma, olhando nas duas direções possíveis para alguém se aproximar.
— Me desculpe! — A voz conhecida diz, e se virando na direção em que vinha, ela nota uma Teiko com os olhos avermelhados.
— Você está bem? — Pergunta, percebendo que a amiga secava algumas lágrimas que tentavam sair.
— S… Sim, estou. — Responde engolindo o choro. — Então, o que queria falar comigo? -
— Bem, Você me pediu para investigar o colégio, e fiz isso. — Ela começa, olhando mais uma vez em volta, pra checar se mais alguém estava por ali. — A investigação sobre End Time já chegou no colégio, eles acham que o vilão está se disfarçando como aluno e por isso estão observando cada um de vocês. -
— Estão nos investigando? -
— Sim, e além disso. — Ela respira fundo. — Pandora, uma super vilã conhecida quase que mundialmente está trabalhando com End Time e Main Attention. — Diz, reparando que a de cabelos roxos fica com uma expressão aterrorizada. — O que foi, Você conhece algum desses nomes. Teiko? -
— N… Não é que… Eu… — Se afastando pouco a pouco, A garota de água começa a correr. — “Não é possível! Primeiro Hiro e Zaiko, agora você? Não pode ser, você não faria isso! Me recuso acreditar que você iria para o lado dos vilões… Mari.”
<><><><><>
— Aí está você. — Daria estava na sala de estar do dormitório das garotas, parecia exausta, mas não de treinar, de permanecer tanto tempo esperando a chegada da outra. — Finalmente apareceu, eu queria… — Não tivera nem tempo de completar sua fase. Teiko passa em disparada, aos prantos por ela, seguindo na direção de seu dormitório. — Teiko? -
— Daria, você viu a Teiko? -
Poucos minutos depois da passagem da de cabelos arroxeados, Aiko também aparece no dormitório.
— Daria? Você viu a Teiko? — Repete a pergunta, notando que a morena não havia notado sua presença da primeira vez.
— S… Sim, eu vi. — Se levanta, caminhando até a com poderes de fogos. — Ela acabou de passar aqui. — Sua voz parecia preocupada. — E estava chorando muito. -
— Chorando? — Recebe uma confirmação da outra. — Será que aconteceu algo com os meninos na enfermaria? -
— Eu não sei, ela simplesmente passou como um jato aqui sem falar nada. — Explica. — Devemos ir falar com ela. -
— Melhor não. — A com mecha avermelhada diz. — Logo ela sai do quarto e tentamos conversar com ela. -
— Tudo bem, mas eu queria treinar com ela. — Uma expressão triste é vista no rosto de Daria, porém logo se esvai. — Vamos tentar uma técnica secreta nós duas? -
— Sério? Seria demais! -
<><><><><>
— Você tem certeza de que devemos alarmar o diretor Nezu? Ele já deve ter problemas demais com a aproximação do Festival Esportivo. — O herói número um, Midoriya, caminhava apressado pelo corredor principal da U.A, e ao seu lado, Bakugou e Todoroki, outros dois heróis de nível SS com quem formou equipe para capturarem um terrível vilão que desapareceu sem deixar rastros, e começou a atacar novamente.
— End Time pode estar infiltrado na U.A, e não sabemos qual sua aparência. — O herói meio quente e meio frio diz enquanto guia os outros dois pelo caminho. — Precisamos avisar Nezu que iremos fazer a guarda do evento, para evitar grandes problemas e com sorte, trazer de volta os alunos desaparecidos. -
— E como vamos fazer isso? — O último membro do trio, que caminhava atrás dos outros dois, mãos nos bolsos da calça jeans rasgada e cara fechada, questiona. — Até onde sei, não temos o arquivo de nenhuma individualidade de avanço no tempo. E sem uma individualidade assim, não podemos trazer ninguém de volta do passado. -
— Sei disso, mas… -
— Heróis? — Com seu andador de metal, pelos mais brancos que o normal e caminhando lentamente em direção ao trio, Nezu os encara com dúvida. — Aconteceu algo? Descobriram mais alguma coisa sobre a investigação? -
— Não exatamente, mas precisamos fazer uma proposta para o Festival. — Todoroki vai direto ao ponto, recebendo um convite para irem até a sala do diretor, onde poderiam conversar melhor.
— Me digam o que descobriram. — Já em sua poltrona, o roedor se atenta ao que poderiam dizer.
— Bem, a gente leu alguns relatórios da polícia, fizemos algumas pesquisas e descobrimos algumas coisas. — Midoriya tentava ir pelo caminho mais longo, explicando o que sabiam sem alarmar muito o diretor.
— End Time está no colégio! -
— Ka-chan! -
— Já disse pra não me chamar assim. — O loiro de cabelos espetados o encara com raiva. — Já não somos mais crianças e também não podemos perder muito tempo aqui. -
— Ele tem razão. — Todoroki concorda. — Depois de vermos alguns relatórios, descobrimos que End Time está trabalhando com Pandora e uma nova vilã, Main Attention. — Ele entrega uma foto das duas vilãs.
A primeira, uma mulher de longos cabelos negros, estava de lado e seu rosto não aparecia muito na foto. Ela usa um longo vestido negro, parecia estar entregando algo a um jovem. Já a segunda, um pouco menor que a primeira, de cabelos avermelhados, um pouco puxado para o rosa, preso em dois rabos enrolados e presos com laços negros. Seu rosto, por estar de frente para a câmera, podia ser visto claramente, todo pintado com tinta branca, com os olhos envoltos de sombra negra e tinta, de mesma cor, escorrendo com lágrimas, e na sua bochecha direita, um coração de copas, também negro a fazia chamar ainda mais atenção, mas não tanto quanto suas vestes, ela usa roupas iguais a de uma palhaça de circo, porém mais sensuais e sexualizadas, uma sombra cobria boa parte de seu corpo, mas não impedia de vê-la. O terceiro, que estava de costas, só se via uma roupa formal e uma maleta em suas mãos.
— Quem é ele? — O rato perguntou, apontando para o homem de costas.
— Não sabemos, mas acreditamos que seja End Time. -
— Impossível. — O diretor parecia incrédulo. — Esse vilão é de minha época, deve ter minha idade, ou bem mais, não pode ser alguém tão jovem assim. -
— Senhor, também pensávamos assim. — Dessa vez é Midoriya que se pronuncia. — Mas lendo um pouco sobre sua individualidade e fazendo altas suposições, acreditamos que ele conseguiu desenvolver uma técnica para regressar a idade de seu corpo, se tornando mais jovem. -
— Ele seria capaz de fazer isso? -
— Provavelmente sim. — Bakugou cruza os braços e bufa um pouco. — A individualidade dele e o retorno temporal. Hora ou outra ele conseguiria melhorar isso e usar em si mesmo. -
— Então ele se infiltrou no colégio e está atrás de que? -
— Talvez vingança contra o herói que o mandou para a prisão. Contra aquele que acabou com seus planos e arruinou sua vida. — O com poderes de explosão sorria sadicamente. — Isso te lembra alguém? -
— Ele está atrás de mim? -
— Não exatamente. — Dando uma rápida encarada no loiro, Todoroki explica melhor o que poderia acontecer. — Ele pode estar querendo acabar com a U.A, já que você é o diretor e tem a responsabilidade por tudo o que acontece aqui. Por isso… -
— Por isso ele está desaparecendo com os alunos. — A resposta veio como um aceno positivo. — E o que pretendem fazer? -
— Montaremos guarda no Festival, se ele, Pandora ou Main Attention decidirem atacar, estaremos lá para detê-los. — Os três heróis se encaram e sorriem confiantes um para o outro.
— Por isso viemos pedir permissão para montar guarda no festival. -
— Tudo bem, façam isso. — Aceita de prontidão. — Protejam nossos futuros heróis. -
Fale com o autor