Body Cold, Hot Heart - Faberry
44 Capítulo 44 - Razão e Emoção
Notas iniciais
Quinn : como ela esta?
Rachel : magoada! – respondeu – ela queria saber como eu não sofro longe de vocês!
Quinn : maldita hora que fiz aquela promessa! – a morena sorriu –
Rachel : bom... você sabe que promessas foram feitas para serem quebradas! – as duas sorriram – e você como está?
Quinn : bem! – respondeu – o problema é que o sangue da Bella e extremamente convidativo!
Rachel : imagino!
Quinn : desde que me entendo como vampira que não conheço um sangue como o da Bella.
Rachel : posso te perguntar algo? – sentou sobre a pedra –
Quinn : claro!
Rachel : como foi?
Quinn : o que?
Rachel : que você foi transformada!
A loira que ainda estava de pé, rapidamente estava sentada atrás da namorada, a mesma deixou seu corpo escorar-se no da loira.
Quinn : foi estranho! Parece que seu corpo vai explodir, o veneno é cortante, a sensação é a pior possível!
Flashback
O carro relativamente luxuoso para época andava pelas ruas. A noite chuvosa e escura não ajudava muito. Quinn havia saído tarde de sua faculdade. Cursava medicina em Harvard. O vidro embaçado dificultava sua visão.
A loira tentava a todo custo enxergar o que se passava, mas a única coisa que viu, foi dois enormes faróis a sua frente e um som estridente de buzina.
Logo depois apenas a confusão. O som do impacto ainda rondava sua cabeça, seu corpo ainda parecia em choque, era como se uma corrente elétrica atravessasse seu corpo, sentia que estava fraca e que estava presa. Tentava lembrar o que ocorrera, mas tudo havia sido tão rápido.
Ao longe duas figuras se aproximaram do acidente, ela não conseguia falar, talvez por conta do maxilar quebrado. O estranho homem de olhos vermelhos apareceu em sua frente...
... : ela ainda esta vida! – confirmou o homem de cabelos pretos –
... : não por muito tempo! – confirmou o loiro –
... : o que faremos?
... : temos que transforma-la antes que os paramédicos cheguem!
A loira sentiu o loiro puxar seu braço, a homem que apesar dos assustadores olhos vermelhos parecia gentil, olhou para ela e falou...
... : perdão, mas é sua única chance de vida!
A loira sentiu dentes afiados em seu braço, queria gritar mais não conseguia. De repente seu corpo parecia que iria explodir, cada parte dela queimava como se tivesse sido jogada em fogo. Seus olhos, assim como sua boca ardiam desesperadamente, seus corpo tinha movimentos involuntários. A sensação de acido sendo derramado sobre sua cabeça apenas aumentava.
Até que tudo mais uma vez ficou escuro. Quando abriu os olhos a loira estava deitada em uma maca, com algumas pessoas a olhando. Estranho era que todos eles tinham olhos vermelhos, a loira sentiu, sua visão e sua audição mais aguçados, e seu tato lhe respondia perfeitamente, não sentia e dor e nem tinha marcar nas mãos, como lembrava das mesma praticamente mutiladas depois do acidente...
... : esta tudo bem! Somos seus amigos!
Flashback
As duas ainda estavam na mesma posição, Rachel ouvia claramente cada pedacinho daquela historia...
Rachel : e depois!?
Quinn : depois um sede incontrolável tomou conta de mim, e eles me explicaram o que eu era!
Rachel : “eles” eram os Cullen? – perguntou –
Quinn : não! – confirmou – eles não eram um Clã!
Rachel : o que eram?
Quinn : eram membros que resolveram deixar os volturi!
Rachel : então Carlisle estava lá!?
Quinn : estava!
Rachel : obrigada por contar! – sorriu e virou sua cabeça em direção a loira –
Quinn : eu falo qualquer coisa para você! – ganhou um selinho da namorada –
Rachel : quando conheceu os Cullen!?
Quinn : no Canadá, um pouco antes deles mudarem de volta pra cá!
Rachel : quando você ainda era humana... você gostava de garotas?
Quinn : sim! – sorriu – oh Deus era algo tão proibido na época! Na verdade ainda se estava no século do famoso “buraco no lençol”! – a morena gargalhou com a expressão usada pela namorada – ser homossexual naquela época era... inaceitável! Ou melhor, para os humanos até hoje isso é considerado um problema. O ser humano é uma raça tão medíocre e inferior, Bella que me desculpe, mas é verdade. Para eles tudo tem de ser rotulado, tudo tem que seguir um padrão exigido por uma sociedade hipócrita que tem como unica função, não ter um pouco de complacência, nada agrada a sociedade humana. E cada dia a situação só piora. — a loira falou sua visão sobre sua raça anterior — E eles ainda se acham a raça superior.
Rachel : eu queria ter a oportunidade de perguntar a um humano, como eles se acham a raça superior se conseguem ao menos lidar com suas diferenças! — comentou, completando a fala da namorada -
Quinn : eles são humanos demais, para tentarem viver além de suas fronteiras! — sorriu — Bella está destinada a ser uma vampira. Ela nunca foi uma simples humana!
Rachel : amor os humanos tem uma raça inimiga?
Quinn : tem sim! — sorriu — eles mesmos!
Rachel : isso é triste, mas voltando a você... e depois, como vampira?
Quinn : continuei lésbica, tudo o que somos como humanos, herdamos para vida vampiresca, até mesmo orientação sexual, mas quando somos transformados em vampiros, não conseguimos fazer coisas por diversão! Nosso corpo, só corresponde ao amor das nossas existências!
Rachel : então...
Quinn : desde que fui transformada em vampira eu não estive com ninguém!
Rachel : mas você não era...
Quinn : virgem? – a morena confirmou com a cabeça – eu me relacionei com alguém quando ainda era humana!
Rachel : então, você meio que estava esperando por mim?
Quinn : talvez! – sorriu –
Rachel : Alice sabia?
Quinn : estranhamente não! – a morena sorriu e voltou a “deitar-se” no corpo na namorada – me conte como é um imprinting...
Rachel : é uma força que lhe atrai constantemente para a pessoa. É como a gravidade, aquela pessoa é sua vida, é seu motivo, sua força... sem ela você não é nada.
Quinn : como você sabia que era eu!?
Rachel : há um aviso! – sorriu – você sente o imprinting quando olha nos olhos daquele que é pra ser!
Quinn : é como o amor! – comparou –
Rachel : talvez seja mais fraco! – elas sorriram – porém tão indestrutível quanto!
Quinn : é fácil para mim entender!
Rachel : claro... quando se convive diariamente com lobos! – sorriu –
Quinn : não por isso! — afastou um pouco a morena que olhou nos olhos da namorada – mas por saber como é ter outra pessoa como sua fonte de vida!
Rachel : eu tenho certeza que alem do imprinting... eu amo incondicionalmente você!
Quinn : Rachel... – a loira colou sua testa com a da namorada, suas respirações tornaram-se apenas uma – você é tudo para mim! Eu te amo tanto, que as vezes acho que eternidade será insuficiente!
A morena como resposta, apenas colou seus lábios aos da namorada, iniciando um beijo calmo, sem pressa alguma, porém assim como iniciou a morena cortou o beijo...
Rachel : Quinn... não sou como você! – confirmou – eu não vou viver para sempre, muitos anos talvez, mas pra sempre não!
Quinn : quando você partir, eu vou junto!
Rachel : Quinn não fala besteira! Você estaria abrindo mão...
Quinn : da vida eterna por você! – completou a frase da morena — Rachel entenda de uma vez por todas, minha vida é você, eu não teria motivos para viver aqui sem te ter!
Rachel : Quinn...
Quinn : eu prefiro te amar enquanto vida existir, do que passar a eternidade sentindo sua falta!
Rachel : é impossível não amar você! – falou baixo –
Quinn : eu só preciso de você! Porque sem você, nada mais importa!
Foi a vez a loira puxar a morena e iniciar um beijo, em sua mente apenas uma coisa se passava, sem Rachel ela não tinha mais razão ou emoção para nada. A morena não era parte dela, a morena era simplesmente ela.
Qual o exato momento em que transformamos a pessoa amada em nossa fonte vida? Seria no momento em que os olhares se cruzam e os corações disparam ou quando percebemos que não importa o que façamos aquela pessoa já é uma parte nossa? Se a resposta simplesmente não fluir, basta uma análise... se os olhares não se cruzarem e os corações não dispararem, não haverá momento nenhum para percebermos que somos dependentes de uma outra pessoa para tudo, inclusive para viver!
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