Boatos
1 Boatos
Notas iniciais
ATO I
— Você ficou sabendo?
— Que James Sirius Potter e Rose Weasley estavam transando nas arquibancadas?
— O que? Eu achei que eles só tinham se beijado!
— Eu ouvi dizer que Ronald Weasley proibiu o relacionamento deles e prometeu deserdar a Weasley!
— E eu ouvi que ela está grávida!
— Você não soube? Ela abortou!
— Não acredito!
— O que você acha que Scorpius vai fazer?
— Por que ele faria alguma coisa?
— Ele é o ex dela!
— E daí?
— Boatos que eles ficaram juntos na última festa da Corvinal.
— Dessa semana?
— Dessa semana!
— Eu acho que é um relacionamento de fachada só para ela mostrar que superou o Malfoy.
— Eu não sei... Eles sempre estavam juntos, né?
— Você acha que ela traia o Malfoy com o James?
— Sempre achei ela uma vadia. E agora isso! Ficou até com o primo!
— Isso não é, tipo, crime?
— Acho eles tão perfeitos juntos!
— O filho de Harry Potter e a filha de Hermione e Rony Weasley!
— Será que ela vai usar o sobrenome Potter quando eles se casarem?
ATO II
— Você não tem nada para me contar, Rose Weasley?
— Não...?
— Resposta errada.
— Não faço a mínima ideia do que você está falando, Roxy.
— Você não ouviu os boatos?
— Não. Você sabe que eu detesto fofocas.
— Eu acho que você deveria ouvir essa.
— Qual é?
— Há um boato de que James e você estão saindo.
— Como é que é?
— Estão dizendo que vocês foram vistos se beijando.
— Quem é que está dizendo isso?!
— Todo mundo.
— Mas... por quê?
— Eu estava esperando que você me esclarecesse isso.
— Eu? Eu não tenho nada a dizer sobre isso.
— Então, é mentira?
— Eu preciso encontrar o James! Ele vai me pagar por isso.
— Pagar pelo o que? Você acha que foi ele que inventou isso? Rose, volte aqui!
ATO III
— James Sirius Potter!
— Eu acho que esse é o meu nome...
— Por que diabos você contou para as pessoas que me beijou?!
— Então, você ouviu o boato...
— Quem não ouviu? A escola inteira está falando disso.
— Bem, eu não tenho nada a ver com isso.
— Por que será que eu não acredito nisso? É típico de você algo assim.
— Por que eu espalharia isso?
— Porque você gosta de se vangloriar e tem um ego do tamanho do universo.
— A forma que você me ofende depois de me beijar é diferente.
— Você me beijou.
— Que estranho, eu me lembro de você me puxando para um beijo.
— Você me forçou a te beijar.
— Como eu faria isso?
— Não vou entrar em detalhes.
— Você está admitindo que foi o meu charme que te forçou a me beijar?
— Não foi isso o que eu disse!
— Não?
— Tire esse sorriso idiota do rosto, James, e resolva o que você começou.
— Eu não espalhei o boato, Rose.
— Ainda não estou convencida disso.
— Não foi eu e não há nada o que possamos fazer sobre. Só espere passar, logo eles esquecem.
— E enquanto isso eu tenho que aguentar eles falando sobre mim?
— Não há o que fazer, Rose.
— Você poderia fazer alguma coisa.
— O que você quer que eu faça?
— Ameace todo mundo! Diga para eles que é mentira! Eu não sei!
— Você acha que eles vão me ouvir?
— Por algum motivo idiota eles te respeitam.
— É assim que você me pede um favor?
— Só resolva isso, James!
ATO IV
— Olá, família!
— De repente o ambiente ficou radioativo...
— Vai ficar me tratando assim até quando, Rose?
— Você resolveu aquilo que eu pedi?
— Eu tentei, mas eu não controlo as pessoas.
— Sobre o que eles estão falando?
— Sobre o boato.
— Que boato?
— Que mundo você vive, Louis?
— Esse. O mesmo que você.
— Eles estão falando do boato que diz que James e Rose se beijaram. A escola inteira está comentando.
— Qual é o problema disso?
— O problema é que James espalhou mentiras para a escola toda.
— Ahn... Talvez não tenha sido o James.
— É claro que foi ele. Olhe para a cara dele!
— Ei!
— Talvez tenha sido... meio que... eu.
— O que, Louis? Eu acho que não ouvi direito.
— Eu comentei com algumas pessoas sobre vocês.
— Por que diabos você fez isso?
— Porque eu vi vocês dois se beijando. Não achei que fosse segredo!
— Vocês estavam o que?
— Como assim vocês estavam se beijando?
— Esse não é o ponto!
— Eu acho que é bem o ponto. Vocês não têm nada para dizer?
— É que...
— Não! Não temos nada para dizer. E, Louis, qual é o seu problema? Por que você quer o meu fim?
— O que? Eu não quero o seu fim, Rose!
— Não é o que está parecendo.
— Desculpe! Eu não sabia que não deveria falar nada...
— Na dúvida, não fale!
— Desculpe! Eu sei disso... agora.
— Parece ter sido um erro legítimo, Rose.
— Argh. Eu sei.
— Eu realmente sinto muito, Rosie.
— Tudo bem. Venha cá, Louis. Eu não consigo sentir raiva de você.
— Acho engraçado que eu não recebi esse tipo de tratamento.
— Me poupe, James.
— O que nós achamos engraçado é vocês fingindo como se nada tivesse acontecido.
— Nada aconteceu.
— Rose, qual é!
— Nós somos família. Você pode nos contar.
— Eu não sei do que você está falando e agora eu vou indo, pois esqueci um livro... na biblioteca.
— Não fuja, garota!
— Você acha que vai conseguir escapar para sempre? Nós moramos no mesmo lugar!!!
ATO V
— Rose!
— O que foi?
— Você não acha que me deve desculpas?
—...
— Vai ficar só me encarando?
— Eu estava pensando, James. E, sim, eu te devo desculpas.
— Estou esperando.
— Desculpe por, sabe, ter te acusado de espalhar o boato.
— Em uma escala de 0 a 10, o quanto isso doeu?
— Você é detestável, James.
— E ainda assim você me beijou.
— Uma falha de caráter momentânea.
— Você tem resposta para tudo, não tem?
— O que mais você quer, James? Eu já me desculpei.
— Eu quero resolver nossas pendências.
— Por que você está tão próximo assim? Não sabe o que é espaço pessoal?
— Você sabe qual é a melhor maneira de acabar com um boato?
— Não...
— Dizendo a verdade.
— O que você está sugerindo? Que eu suba na mesa de jantar e diga que sim, eu beijei o meu primo e daí?
— Mais ou menos isso. Se você quiser acrescentar que eu beijo muito bem, eu não veria problemas.
— Eu pensei que a ideia era dizer verdades.
— Você pode mentir, Rose, mas o seu corpo dificilmente vai.
— James...
— Eu pensei que o seu receio fosse que todo mundo ficasse sabendo, mas agora todo mundo sabe.
— Você realmente quer que eu suba na mesa de jantar, não é?
— Não literalmente... Mas eu não quero esconder mais. É desgastante.
— E ineficaz já que falhamos completamente.
— Então...?
— Eu odeio isso.
— O que?
— Quando você está certo.
— O jeito que você gosta de mim é bem diferente.
— Bem, supere.
— Talvez eu precise de um tempo...e de alguns beijos.
— Tudo bem.
— O que? Fácil assim?
— Eu só tenho uma observação para fazer.
— Qual?
— Você deveria sorrir menos. Pode deixar a sua mandíbula dolorida.
— Não posso demonstrar meu bom humor?
— Só se você quiser que surjam boatos de que você está apaixonado...
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