Boa Sorte Edward!
28 Capítulo 28 - Super Cullens ao Resgate. - Parte II
Notas iniciais
Agora aproveitem o cap q está ótimo =D
Super Cullens ao Resgate. — Parte II.
POV Alice.
Caraca maluco! Essa cobertura do Jacob é o máximo. É tão grande. E o elevador dá direto na sala.
–Vou morar aqui para sempre! – Disse para mim mesma me jogando na grande cama que tinha no quarto que o Jake separou para mim.
Acredita que aqui tem até roupas que ele mandou comprar só para mim? Isso que é homem minha gente.
Suspirei! O Jake estava sendo muito legal mesmo, bem mais legal que o príncipe de araque.
Ontem falei com minha família, estavam todos juntos incluindo o “cabeça de mamão” do príncipe. Devia de está se sentindo muito culpado para está lá.
A noite tive que ficar em casa comportadinha por que o Jake tinha uma gravação. Lógico que o cabeçudo esqueceu-se de me deixar jantar e eu tive que me virar e acredita que o fogão mau caráter se rebelou e quase explode? Sorte que o Jakinho lindo chegou bem em tempo ou eu teria virado “pó de Alice”.
Imagina o mundo sem mim que tristeza? As pessoas iam querer se matar.
Rolei na super cama extra grande! Estava super com saudades da Sister, do titio viúvo negro, do papi, da mami, da vóviz, do vôviz, todos menos do príncipe cara de pastel.
Ok. Estou saudades do Jasper também. Condenem-me.
Ele é um mané, mas é um mané gato e rico!
O Jake saiu novamente e me deixou aqui plantada nesse quarto.
QUE TÉDIO MEU DEUS!
Eu prometi ao Jake que ia procurar na internet o programa de quinta categoria que ele participou ontem. Ele ficou todo cheio de olhares esquisitos para cima de mim, me perguntando se eu assistir.
Será que ele quer que eu vire fã? Puxa! Eu não gosto de seresta.
OWNT! Será que ele quer saber minha humilde e super entendida opinião? Claro que é isso. Ele reconheceu meu talento musical e quer saber o que eu acho dele por que vai me convidar para ser sua empresária.
Não se preocupe Jacob Black, cuidarei da sua by InstantSavings\">carreira estagnada.
Em minhas mãos humildes, macias e com unhas bem feitas, o Jakinho vai virar sucesso rapaz.
Levantei da cama em um pulo e corri até a escrivaninha onde estava o computador que o Jakinho comprou para mim. Depois de ligar coloquei na pagina do Youtube.
Cara! Minhas coisas aqui são melhores do que em casa.
Vou pedir pro Jakinho me comprar um pônei. Vou dizer que é meu sonho, mas na verdade só quero por que toda criança rica de filme pedi um.
Vou ligar para ele.
Abandonei o computador e peguei o telefone lindinho em forma de exclamação rosa.
Disquei e ele atendeu no segundo toque.
–Alice, aconteceu alguma coisa? – Perguntou todo cheio de preocupação.
–Não. Onde by InstantSavings\">você esta? Estou morrendo de tédio. – Disse para enrolar ele e depois aplicar o golpe “Alice quer, Alice tem”.
–Oh minha encrenca, eu estou em reunião, só sair da sala para te atender. Em uma hora estou em casa. – Disse naquele tom amável de sempre.
Sorrir. Ia ser fácil by InstantSavings\">ganhar um pônei. Talvez eu devesse pedir um carro também? E uma fonte de chocolate. Vou pedir só isso, não quero que digam “Nossa a Alice é folgada hein?” Por que eu não sou.
–Jake me dá um pônei? E um carro? Mais tem que ser um carrão, daquele igual ao do Batman. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH eu quero o batmóvel. – Disparei a falar animada. – E tem que ter uma fonte de chocolate. Uma não, duas. Uma no batmóvel e outra no meu quarto. Diz que sim Jakinho eu seria a pessoa mais feliz do mundo se tivesse isso, por que você sabe como sou infeliz sozinha, sem amor ou família, largada no mundo e sem um vintém para pagar um copo de leite gelado nas noites mais quentes. – Terminei chorosa com a minha triste realidade.
Um pônei e o carro do Batman com fonte de chocolate ia mesmo fazer diferença nessa minha vida sofrida, quase de uma pobre morta de fome, quer dizer uma pobre morta de coisas chiques e necessárias como a fonte de chocolate.
–Encrenca, respira! – Jake disse com a voz risonha. Fiz o que ele pediu e respirei fundo contendo a emoção ao contar minha vida desgraçada. – Antes de tudo para que você quer um pônei?
–Para brincar Jakinho. – Disse tentando convencê-lo. – E para tornar os meus dias mais belos.
Ele riu. – E onde eu vou achar o carro do Batman? Aliás, para que você quer um hein? E ainda por cima com uma fonte de chocolate dentro?
–Pobre Jakinho. – Lamentei a vagareza da pessoa.– Ainda não sacou nada meu filho? O pônei alegra meus dias miseráveis, o carro do Batman é o mais seguro do mundo e aí quando eu sair com o meu pônei ninguém me rouba e a fonte de chocolate é para alimentar o pônei.
–E pôneis se alimentam de chocolate?
–Claro que sim! – Disse com toda a certeza do mundo. – Não assistiu “pôneis malditos na terra do nunca” não?
–Você assistiu? – Jake perguntou com toda a calma do mundo.
–Eu ia assistir no fatídico dia de minha fuga. – Disse tristonha, cabisbacha e infeliz. –Mais eu sei que a história é assim... Os pôneis viviam felizes e saltitantes na terra do nunca junto ao Peter Pan e os meninos perdidos, aí o belo dia enquanto os pôneis nadavam e se alimentavam no rio de chocolate, o capitão gancho joga muitos quilos que pó de cereja no rio e pó de cereja deixa eles malucos, tipo quando molha os Gremlins sabe? – Fui explicando e ele ouvindo tudo direitinho. – Aí os pôneis ficam com os olhos vermelhos e uns espinhos sinistros pelo corpo e saem matando os meninos perdidos, perfurando os corpinhos deles com os espinhos, até que o Peter Pan consegue na terra das fadas um pó de laranja-lima que ele taca na cara dos pôneis amaldiçoados e eles voltam ao normal, mas até lá já mataram muita gente incluindo do tonto do capitão gancho.
–Credo! Que filme horrível. – Jake disse com uma voz engraçada.
–Ah Jakinho você vai me dá? Vai realizar um sonho de uma vida inteira? – Já comecei a mentir. – Quando eu era só uma garotinha saltitante e melequenta, eu sentava na janela e olhava a vizinha brincar com o pônei dela que eu nunca podia encostar. Era tão triste. – Comecei a me engasgar com tanta lorota.
–Faz assim, eu daqui a pouco estou aí. Não prometo nada, mas podemos ver como solucionamos a seu problema tão triste. – Ele disse quase rindo.
–Valeu Jakinho. Não se preocupe que serei a melhor empresaria do mundo para você. Sua carreira vai ser um sucesso. – Disse já desligando o telefone, mas ainda o ouvir perguntar: “Minha o que?”, mas eu estava com pressa então nem dei bola.
Após aquela ligação tão produtiva, tive que comemorar.
Antes de sair correndo do quarto, me olhei no espelho me admirando.
Como eu sou linda.
No dia que eu cheguei eu reclamei pro Jake que estava tão triste que só curaria no salão, então ele trouxe toda uma equipe aqui para cuidar de mim. Fiz unhas, massagem e cortei o cabelo. Sim, meus cabelos agora estavam curtos e repicados.
Sucesso total. Beleza internacional. Sou Alice a maior gostosa, a sensacional.
Quando cheguei ao topo das escadas passei uma perna pelo corrimão montando nele como fazem nos filmes e tentei deslizar.
–CASSETE. – Gritei ao sentir a madeira do corrimão deslizando feito fogo no meio das minhas pernas.
Acho que nos filmes eles não fazem isso de saia. Putz! Agora estou toda assada.
Saltei do corrimão e quase rolo o restante da escada a baixo. Levantei juntando o que me resta da minha arruinada dignidade e terminei de descer as escadas andando parecendo um Cowboy, com as pernas abertas.
Fui andando assim de pernas abertas até a cozinha.
O Jacob tinha que dispensar a criadagem né? Quem ia me ajudar agora? Estou com problemas no lugarzinho feliz que um dia vai pertencer ao cara muito lindo e legal, vulgo periquita.
Abrir a geladeira e tirei de lá uma caixa de suco retangular, sentei no banco alto que ficava na bancada da cozinha e coloquei a caixa de suco entre minhas pernas.
–AHHH! Agora eu tenho uma periquita congelada. – Reclamei para as paredes.
Tirei a caixa do meio das minhas pernas e coloquei em cima do balcão. Desci do banco e ataquei a geladeira, pegando queijo, presunto, tomate, peito de peru fatiado. Deixei tudo no balcão e abrir a porta do armário, mas acho que usei muita força por que ela bateu contra a parte de vidro que se espatifou por cima da pia e o chão.
–MERDA! O Jake vai comer meu fígado. — Ai meu Deus. Eu vou ser vitima do Jakannibal Lecter.
Arregalei os olhos, horrorizada ao imaginar qual parte de mim ele ia comer primeiro. Bom, se fosse a periquita ele ia ter que por alguns minutos no micro-ondas por que ainda esta congelada.
Meu estômago roncou. Dei de ombros e fui terminar meu sanduíche ignorando a bagunça.
Peguei o pão. Fui abrir a gaveta para pegar a faca e ela veio com tudo na minha mão espalhando os talheres pelo chão.
Abaixei-me e peguei a faca e voltei para o balcão e fiz meu sanduba.
Peguei a mostarda e apertei, mas nada saiu.
Sacudi, mas nada de sair.
–Sai mostarda maldita. – Virei o fundo para mim, super concentrada em extrair a mostarda. – SAI SUA INFELIZ OU EU CHAMO O CATCHUP PARA TE PEGAR SUA MALDITA.
–Alice? – Alguém me chamou bem em frente a mim, somente separado pelo balcão, ao mesmo tempo em que eu apertava com toda força o frasco que jorrou um esguicho de mostarda na cara do desavisado.
–JACOB! – Gritei assustada, enquanto ele tirava a mostarda da cara. – Nem te vi, que susto. Quer me matar? – Ralhei com ele.
Jake olhou em volta com os olhos arregalados.
–O que você aprontou Alice? – Perguntou com a voz baixa e os olhos se estreitando.
Sorrir sem graça. – Estava com fome. – Ele me olhou serio. – Nem vem que a minha periquita esta congelada.
Quando terminei de falar me arrependi. Olha eu passando vergonha.
Jake começou a rir. – Sua o que?
–Nada. – Disse e peguei papel toalha e estendi para ele.
Ele limpou a cara, veio até mim e me fez sentar no banco alto que eu estava antes. Terminou meu sanduba, pegou uma latinha de refrigerante e me entregou.
Comecei a comer feliz da vida, quando o Jakinho pegou a caixa de suco em cima do balcão e ia levando a boca.
AI MEU DEUS!
–Não bebe isso não menino. – Disse tacando a mão na caixa que voou para o chão espalhando suco. – Estava na minha periquita.
Minha maldita boca. Por que não nasci muda? Por que o mundo ia ser privado da minha bela voz é claro. O mundo me devia mais essa.
–Eu nem vou perguntar. – Disse Jake prendendo o riso. – Já tomou seus remédios?
Assentir voltando a comer. Meus remédios eu tinha levado comigo na minha bolsa, então não tive problemas com isso.
–Cadê meu pônei? – Perguntei depois de dá um gole no meu refrigerante.
–Estava pensando Encrenca, onde você vai colocar um pônei? – Perguntou se recostando no balcão. – Por que não compramos um carro? Você procura qual você quer, um que tenha nas lojas e eu compro para você. Você tem carteira?
Assentir desanimada. Puxa! Eu queria um pônei e o batmóvel.
–E a fonte de chocolate? – Perguntei me animando novamente.
–Já providenciei, vão entregar amanhã.
–JURA? – Pulei no banco e corri até o Jake e pulei em seu colo o agarrando com os braços e as pernas.
Ele assentiu e sorriu.
–AMO VOCÊ JAKE! – Disse super feliz. – NUNCA MAIS EU VOU EMBORA. – Acrescentei animada e soltei dele. – Vou procurar qual carro eu quero.
Quando estava saindo, parei na porta da cozinha e olhei para ele.
Ele estava me olhando estranho quase emocionado. Sorrir e ele sorriu de volta.
–Também amo você minha encrenca. – Disse e eu sorrir mais e corri para o meu quarto.
Fui direto para a escrivaninha e sentei na cadeira que tinha em frente a ela. O computador estava ligado e a pagina do Youtube aberta do jeito que deixei.
Ia abrir o Google quando um dos vídeos na página me chamou atenção.
Chamava-se “Declaração de Jacob Black”.
Cliquei intrigada e então o vídeo começou.
“ –Esta namorando, solteiro, enrolado? – Perguntou o apresentador. Jacob sorriu envergonhado. – Na verdade estou em um monologo. – Disse dando uma risadinha.
–Como assim?
–Eu gosto de uma garota, mas ela só me ver como um irmão. – Disse e deu risada com o “Oh” da plateia. – E essa garota sabe dos seus sentimentos?
–Não, mas eu fiz uma musica para ela. – Disse e deu uma piscadinha. – Quem sabe eu não a conquisto assim?
O apresentador riu concordando e disse. – Cante então, se ela estiver assistindo quem sabe não lhe dá uma chance?
Jacob concordou e logo uma pessoa da produção apareceu com um violão.
–Sei que ela esta agora nos assistindo. – Ele disse enquanto ajeitava o violão. – “Minha Encrenca” essa é para você.”
Então ele cantou. Meu coração disparou no peito, era a musica mais linda que já ouvir.
Era para mim, era como ele me enxergava. Ele admirava e amava o que todo o resto considerava um defeito.
“Me encontre aqui
E fale pra mim
Quero te sentir
Preciso te ouvir
Você é a luz
Que está me guiando para o lugar
Onde encontrarei paz... Novamente”
Jacob conseguia ser um guia para mim, como o a minha luz particular que me guiava, que zelava por mim.
Como pude ser tão estupida a ponto de não perceber? O verdadeiro príncipe havia me resgatado, cuidava de mim com o maior amor do mundo enquanto eu sonhava com o príncipe perdido.
Levantei assustada por toda aquela explosão no meu peito. Percebi ao longe a cadeira caindo para trás.
Jacob me amava? Ele me amava como ninguém nunca se deu ao trabalho de amar. Ele me amava mesmo com todos os defeitos, mesmo com todos os problemas.
“Você é a força
Que me mantém andando
Você é a esperança
Que me mantém confiante
Você é a vida
Para a minha alma
Você é meu propósito
Você é tudo”
Minha cabeça estava rodando, sentia meu peito se oprimindo. Eu estava apavorada, era tudo novo, tudo era tão confuso e intenso.
Eu já sabia que Jacob me amava, mas eu o amava?
Sentir minha cabeça pesar. Eu não sabia lidar com aquilo, era demais para mim.
–Alice? – Ouvir a voz de Jacob me chamar.
Assim como quando eu o procurei na empresa do tio, meu foco passou a ser ele, minha mente clareou.
A verdade era que Jacob Black era a minha força, era o meu alicerce.
“E como posso ficar aqui com você
E não ser comovido por você?
Poderia me dizer como isso poderia ficar melhor do que isso?”
–Esta tudo bem encrenca? – Perguntou preocupado.
Comecei a chorar, não conseguia me conter.
Era impossível não me emocionar diante de tanta preocupação, de tanta devoção.
Ele correu até mim e me enlaçou nos braços, me prendendo contra seu peito.
Respirei fundo sentindo o seu cheiro. Jacob cheirava tão bem, me lembrava uma mistura de madeira, campo, liberdade.
Afastei o rosto do seu peito e o olhei nos olhos. Ele levou uma das mãos ao meu rosto enxugando as lagrimas que teimavam em cair.
–Por que não me falou? – Perguntei com a voz rouca pelo pranto.
Ele suspirou.
–Eu tentei. – Disse com um pequeno sorriso nos lábios. – Você se estalou tão rápido, nem tive a chance de parar e entender, só sentia. Eu sinto... Eu amo você.
“Você acalma as tempestades
E você me dá repouso
Você me segura em suas mãos
Você não vai me deixar cair
Você roubou meu coração
E me deixou sem fôlego
Você vai me receber?
Vai me atrair mais ainda?”
–É loucura sabia? Eu nem sei como me sinto a respeito. – Disse sendo sincera.
–O que você esta sentindo agora? – Perguntou me olhando nos olhos.
–É como esta no meio de uma tempestade, no olho de um furacão, mas saber que não vou ser atingida por que você esta comigo, cuidando, me segurando. – Suspirei. – Eu estou segura.
–E o outro garoto? – Perguntou com um olhar angustiado.
–Eu gosto dele. – Disse respirando fundo, lembrando-me de Jasper. – Foi como nos contos de fadas, quando você encontra tudo que sempre quis e procurou.
–É ele que você quer então? – Me perguntou com a voz baixa, me olhando com tristeza.
–Não. – Disse e então o beijei.
“Pois você é tudo que quero
Você é tudo que preciso
Você é tudo, tudo [...]”
Sentir os lábios de Jacob, macios e quentes junto aos meus.
Minha cabeça latejou e meu coração palpitou acelerado, tropeçando nas batidas.
Não me importava mais nada. Naquele momento era ele que eu queria, era isso que eu precisava.
Naquele momento Jacob era tudo para mim. E o depois, ficaria para depois.
[ IMAGEM ]
POV Edward.
Ok! Agora eu mato o Emmett.
Os russos nos encaravam com o semblante sério.
–Nós não sabíamos que aqui era a área dessa Galaxie. – Disse o tonto do Emmett. – Nos perdemos.
–A culpa é toda dele. – Disse apontando para o jumento do meu irmão em uma atitude nada digna, mas necessária.
Mal acabei de falar e levei um soco no ombro.
–Ai, Bella! – Reclamei esfregando o ombro dolorido. – Por que me bateu?
–Não entrega o meu pai seu idiota. – Falou e me beliscou.
–Ai! – Tirei a mão dela de mim. – A culpa é dele mesmo.
–Cala a boca Pijama Man. – Disse meu pai no banco da frente. – Ou eu vou aí te dá um cascudo.
–A culpa é desse seu GPS porcaria, do seu carro podre mano. – Disse Emmett me olhando pelo espelho retrovisor. – Tremenda tranqueira.
Dei um pescotapa no imbecil. – Mais respeito com o meu volvo, seu animal.
–Não bata no meu pai. – Disse Bella me puxando de volta para o lugar.
–Oh “eletrocutada” fica na sua e senta a bunda no lugar. – Disse meu pai se achando o líder de algo.
–Se eu morrer eu vou matar todo mundo. – Disse Emmett.
Jasper começou a choramingar se agarrando a mim. – Vamos todos morrer. – Disse me abraçando.
–Me larga sua ferida. – Disse me sacudindo.
–Não fale assim com ele. – Disse Bella. – Ele está abalado.
Começamos a gritar uns com os outros, até que ouvimos um tiro. Nos calamos na hora, mais ainda deu para ouvir a ultima frase de Jasper.
–EU SOU O HOMEM ARANHA.
O Russo que estava na janela olhou para ele com uma careta.
–Sério? Homem Aranha? – Perguntou com cara de nojo. – Parece uma hemorroida.
–Eu disse isso a ele. – Eu disse ao russo.
–Até os bandidos me esculacham. – Reclamou Jasper cruzando os braços.
–Chega. – Disse o russo mal encarado. – Saiam do carro.
–Eu prefiro ficar aqui. – Disse Bella.
–AGORA! – Gritou abrindo a porta em que Bella estava.
Prontamente saiamos do carro. Todos os russos nos olharam de cima a baixo e começaram a rir.
Não basta ser praticamente sequestrado, tem que ser humilhado também.
Que vontade de socar o Emmett. Isso é tudo culpa dele.
–Vamos levá-los para o Karma. – Disse um dos russos. – Ele decide se deve chamar a Senhora.
Os homens nos guiaram para dentro de um beco escuro e bem sinistro.
É nós vamos morrer.
Será que dava para eu dá uma rapidinha com a Bella antes de morrer? Queria me despedir desse mundo fazendo algo bom.
Paramos em frente a uma porta de metal alta quase no fim do Beco.
O russo que tinha ficado todo tempo na janela do carro, deu três toquinhos no metal da porta com o cano da arma e uma portinhola abriu e alguém colocou a cara ali.
Cara! Esses russos parecem irmãos. Todos iguais, com os cabelos loiros com corte militar, olhos pretos, nariz quebrado e dente de ouro.
O Russo da portinhola olhou bem para todos nós. – O que querem?
–Vamos levá-lo para o Karma. – Disse o russo da janela do carro.
Estava ficando difícil nominá-los.
A portinhola se fechou e então a grande porta de metal se abrir, revelando um corredor estreito e escuro.
Entramos. O lugar era tão pequeno que tínhamos que andar em fila.
No fim do corredor tinha uma cortina de veludo vermelha. Passamos por ela e entramos em uma ampla sala iluminada e decorada em vermelho e rosa.
Era uma explosão de tecidos, cores e brilho e quase fiquei cego.
Em um grande sofá de vinil rosa estava o homem mais estranho que eu já vi.
Ele levantou assim que entramos e eu quase engasguei tentando não rir.
O homem era negro e muito alto, mas o esquisito eram as suas roupas. Ele usava uma espécie de paletó vermelho de seda e a calça seguia o mesmo estilo, tinha sapatos e blusa douradas, a barra da calça, do paletó, os bolsos, a lapela e o chapéu era feitos de uma espécie de tecido de zebra. Usava uns óculos escuros, mesmo ali dentro. Tinha também uma bengala preta e dourada e usava um colar de ouro com um imenso cifrão.
[ FOTO DO KARMA ]
Um dos russos, eu já não sabia qual era qual, chamou a atenção da criatura esquisita.
–Karma! – O homem estranho olhou para ele. – Os pegamos parados aqui na esquina. O que faremos com eles?
O tal do Karma mancou até a gente, de um jeito que parecia ser só marra para andar mesmo. Parou na frente de Emmett.
–Perdidos? – Perguntou ao meu irmão, com um sotaque jamaicano.
Emmett assentiu e eu logo vi que ele estava se mordendo para falar algo da roupa do homem.
Deus, se esse animal abrir a boca e eu morrer eu juro que volto só para assombrar esse energúmeno. Eu sei que ele tem medo de fantasmas.
–Gostei das roupas. – Karma falou nos olhando.
Nos entreolhamos e então Emmett abriu a boca.
–Que da hora a sua roupa. – Disse animado. – Esta vestido de que?
O Jamaicano fechou a cara e tacou a bengala no joelho do Emmett que se encolheu de dor.
–Estou vestido de mim mesmo. – Disse raivoso.
Foi então que a coisa mais estranha do mundo aconteceu. Meu pai espirrou e então o tal do Karma começou a se sacudir.
Ele batia os pés no chão e sacudia os ombros para frente e para trás.
–Sai daqui assombração, está procurando em vão, minha alma você não leva não. – Ele ficou repetindo isso até que de repente parou. – Quase morri vocês viram?
Bella se engasgou do meu lado, prendendo a risada.
Como ninguém queria morrer, concordamos.
Karma olhou para os Russos. – Podem ir.
Logo estávamos sozinhos com o maluco do espirro. Essas coisas só acontecem comigo... Vai ser azarento assim na “patilha que os pariu”.
–Seu Karma. – Disse Bella chamando a atenção do homem que olhou para ela. – Tudo é um mal entendido. Estamos procurando a minha irmã e de algum modo paramos aqui, por engano.
Sei! Um engano que meus pais cometeram a trinta anos. Deixaram Emmett nascer.
–É seu Karma. – Disse meu pai. – Minha neta fugiu e só queremos encontrá-la.
–Nos vestimos assim para fazer uma surpresa a ela. – Disse Emmett.
–Nós somos estranhos, mas somos gente boa. – Eu disse.
Então o Jamaicano olhou para Jasper.
–Vai falar nada não? – Perguntou e Jasper negou com a cabeça. – Não vai confirmar a história deles? – Jasper ficou parado.
Karma então foi para frente dele.
–Você é mudo? – Jasper negou.
Ele ainda olhou um tempo para Jasper e então voltou para olhar para mim.
–Por que o “menino hemorroida” não diz nada? – Perguntou.
Eu ia responder quando Jasper gritou.
–PORRA! EU SOU O HOMEM ARANHA.
Ao ouvir o grito irritadinho do mauricinho, Karma virou para ele, tirou o chapéu e os óculos, jogando-os no sofá e estreitou os olhos.
–Eu conheço essa voz. – Disse e arrancou o gorro que Jasper tinha enfiado na cara.
–Merda! – Disse o mauricinho arregalando os olhos.
Karma começou a rir, ou melhor, começou a gargalhar e então olhou para a gente.
–Vocês não vão a lugar nenhum. Vocês vão ter um encontro com a Natasha Galaxie.
É! FUDEU DUAS VEZES.
Notas finais
Segundamente, se é que existe essa palavra =P, eu sou tão leitora da fic quanto vcs. Então eu to louca pra saber pq o gigolô Árvore de natal reconheceu a voz do Jazz. Minha cabeça maluca, que não faz ideia do que se passa na cabeça da Lili, tem algumas possibilidades que eu imagino aqui.
E vcs? O que vcs acham que aconteceu? Pq ele reconheceu a voz do Jazz?
Terceiramente, me sentindo a Alice aqui rsrsrrs, QUE BEIJO FOI ESSE DA LICE COM O JAKE???????????
Gzus, Maria José!!!!
Eu sempre fui e sempre serei Alisper, mas eu amo o Jake e realmente não quero ele sofrendo. To dividida aqui gente. Com quem vcs acham q a Alice deve ficar?
Já vou avisando q eu não sei se nossos desejos serão atendidos pela Lili... mas não custa expressar nossa opinião, certo?
Não consigo achar uma solução, de verdade. Pq por mais q eu seja Alisper não posso negar q o Jake reagiu muito melhor ao problema da Alice e tal, mas tbm acho q o Jazz errou e se arrependeu e segundas chances são sempre bem vindas. Além disso não sei se nenhum deles seriam a melhor coisa pra ela. Ela precisa de alguém q saiba reduzir o grau de destruição da nossa fadinha maluca....
aiiii
Já estou divagando de mais rsrsrsrrs
Próximo cap já está em andamento, mas não sei quando sai.
Não se preocupem, mesmo de faculdade nova eu vou postar os caps assim q os betar o q será, provavelmente, assim q eu chegar da facul. Igual à hoje ^^
xoxo Gaby
Fale com o autor