Boa Sorte Edward!
1 Capítulo 1. Edward você tem um problema.
Notas iniciais
espero que gostem.
Boa leitura ;)
Estacionei meu volvo na primeira vaga que conseguir em frente ao aeroporto, não iria demorar só precisava buscar as duas pestinhas.
Quando soube que a minha mãe tinha sofrido um derrame me apavorei, mesmo estando longe a tanto tempo perder a mãe não é uma coisa que a gente lide de forma positiva. Peguei o primeiro avião que conseguir e voltei para o meu pesadelo chamado Forks. Aquilo lá é praticamente uma cova gigante, passei minha vida toda tentando sair de lá e quando conseguir uma bolsa para estudar em Brown não pensei duas vezes e com a ajuda do meu pai, um medico local me mudei para Rhode Island sem olhar para trás. Não foi fácil, devo admitir, foram muitas noites em claro, muitos fins de semana perdidos mais valeu apena. Formei-me com louvor em administração de empresas e fundei junto com um colega de sala James Stalin uma pequena produtora que se expandiu com rapidez e um pouco mais de dois anos depois já éramos conhecidos nacionalmente como Cullen&Stalin Produções. Éramos responsáveis por produções de comerciais, grandes eventos, shows e estávamos pensando em investir na área de filmes. Hoje em dia moro em Manhattan já que é onde fica a nossa sede.
Todo este trabalho e a realização de um sonho me fez afastar de minha família e nesses últimos 7 anos quase não os vi. Meu irmão Emmett era casado com a nossa vizinha Rosalie e tinha duas filhas, nunca fui muito próximo das pirralhas já que a ultima vez que as vi elas tinham 9 e 10 anos cada e na época eu era um adolescente e não me sentia muito próximo as crianças. Nas vezes que esteve em Forks minhas sobrinhas estavam coincidentemente de ferias e em algum acampamento de verão ou sei lá o que. Sempre falei com mamãe e papai ao telefone e algumas vezes com Emmett e até mesmo com Rosalie e sempre ouvir as mesmas coisas, de como as meninas estavam crescendo rápido, como aprontavam e por ai vai. Tudo bem que ser pais não deve ser fácil, principalmente de duas meninas, mas para mim o que falta é pulso firme isso sim.
Caminhei lentamente entre os passantes e fui para o portão de desembarque esperar por elas. Vi que o vôo delas estava atrasado. Suspirei o jeito era esperar. Sentei naquelas cadeiras desconfortáveis do aeroporto e esperei. Comigo eles iriam se comportar direitinho.
Fiquei me perguntando como as meninas estavam encarando a doença da avó. Quando a mamãe estava no hospital e eu fui até Forks, as meninas estavam viajando com os pais de Rose e nem sabiam de nada ainda.
Doença na família é um verdadeiro transtorno. Rosalie tirou ferias de seu emprego como professora primaria somente para cuidar de minha mãe, já que meu pai mesmo sendo médico não poderia cuidar dela sozinho e Rose não aceitou de jeito nenhum contratar uma enfermeira, preferindo fazer tudo ela mesma. Sorrir pensando em minha cunhada, era realmente uma guerreira, tinha engravidado aos 14 anos do meu irmão que tinha 17 na época. O pior de tudo que depois do nascimento de Alice eles acabaram por se descuidarem novamente e no ano seguinte nasceu Isabella.
Hoje eles tinham mais de trinta anos e nunca tinham feito nada da vida. Emmett não tinha ido para faculdade por que precisava sustentar a mulher e as duas filhas e acabou abrindo um pequeno negocio uma loja de materiais para acampamento em Forks. Rosalie foi mais persistente e estudou e assim que se formou começou a trabalhar em uma escola local. Eles se diziam felizes e talvez fossem mesmo, mas eu jamais me contentaria com tão pouco.
Como Rose iria ficar com a mamãe, papai e Emmett trabalham, minha querida cunhada me pediu para ficar com as meninas. Não era como se elas não soubessem se cuidas, mas precisavam de alguém para olhar por elas e os pais de Rose viviam viajando e as meninas precisavam frequentar a escola, então no calor do momento e tentando diminuir a minha culpa por não ser eu a cuidar da minha mãe, eu aceitei e aqui estou eu, esperando as minha sobrinhas que passariam um tempo de qualidade com o tio aqui.
Tio, que coisa estranha. Não me imagino como tio. Será que elas iriam me chamar de Tio Edward? Bom, ao menos das poucas vezes que nos falamos foi exatamente assim que elas me chamaram.
Suspirei irritado. Como eu iria viver com duas adolescentes completamente estranhas dentro da minha casa?
Mas antes de formar um pensamento uma voz feminina soou nos autos falantes do aeroporto.
– Atenção Edward Cullen, favor comparecer a central de segurança.
Levantei preocupado, será que tinha acontecido algo com as meninas. Andei o mais rápido possível até a bendita sala da segurança do aeroporto. Um cara alto me deixou entrar assim que me identifiquei.
Quando entrei na pequena sala fiquei confuso. Lá tinha uma aeromoça totalmente descabelada e histérica, dois seguranças grandões e duas moças incrivelmente bonitas. Uma era de estatura baixa, com cabelos pretos e lisos que iam até os ombros, um sorriso doce e um corpo muito bonito e a outra era sex como o inferno. Lábios cheios e rosados, olhos chocolate, cabelos castanhos adulados que iam até o meio das costas. Um corpo perfeito, cheio de curvas deliciosas.
Mas o que mais me chamou atenção é que as duas beldades estavam algemadas e mesmo assim sorriam para a pobre aeromoça que xingava e gritava sem parar.
Um dos seguranças então falou comigo. — O senhor é Edward Cullen? — assentir ainda sem entender a situação. — Bom senhor as suas sobrinhas causaram uma grande confusão no avião e estão detidas por perturbação da ordem e agressão física.
Para tudo. Eu entendi bem? As garotas que agora a pouco achei GOSTOSAS e estavam algemadas eram as minhas sobrinhas?
Como se para confirmar meus pensamentos, elas sorriam para mim e falaram juntas. — Oi tio Edward!
Oh Deus se aqueles dois furacões eram as minhas sobrinhas, então definitivamente eu tinha um problema, um grande problema.
Notas finais
Se gostarem deixem reviews ok? se forem muitos eu posto logo.
Beijoos s2
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