Boa Sorte Edward!

23 Cap 23: Desculpa, eu falhei. - Recado de Alice


Notas iniciais
N/B: Gente desculpa a demora eu passei o dia na rua e cheguei ainda agora. Mas assim que eu cheguei corri pra betar o capítulo pra postar o mais rápido aqui...
Cap super emocionante...
aproveitem

Capitulo 23. Desculpa, eu falhei. — Recado de Alice.

POV Bella.

E algo estava se partindo dentro de mim.

Desespero.

Alice era parte de mim, parte do que eu sou.

Não somos somente irmãs, somos amigas, almas que tiveram a chance de se encontrar.

Agora ela está por aí e eu estou tão preocupada, tão desnorteada.

Sentir os braços de Edward ao meu redor, ele me sacudia de leve na ânsia de me fazer despertar desta letargia em que me encontro, mas eu não queria enfrentar.

Alice tinha fugido. Meu peito doeu como se rachasse ao meio.

E eu queria chorar, mas lagrimas já não saiam mais de mim, eu estava seca, minha alma estava seca, oca.

Droga, Droga, Droga.

- Vamos Bella. – Ouvir Edward dizer em algum lugar fora de mim.

Sentir que era arrastada para algum lugar, só sabia que estava em movimento.

“Eu faria qualquer coisa para ter você aqui”.

Remexi-me sentada em algum lugar, não sabia onde estava.

Só pensava na minha nanica perdida por aí, confiando em alguém que pode machucá-la.

Alice é péssima com julgamentos. Alguém pode esta se aproveitando dela.

Vozes alteradas estavam ao meu redor, discutiam algo, mas eu só pegava fragmento da conversa.

- Alguém poderia ter me dito eu jamais teria a tratado daquela forma.

- Cala boca moleque, com ou sem doença você foi um idiota.

- Onde ela foi? Quem era o do carro?

- Era um homem? Você conseguiu ver?

- Vamos no meu carro.

- Devemos levá-la a um hospital?

Sentir ser carregada. Um cheiro familiar invadiu os meus sentindo me fazendo despertar somente o suficiente para tomar consciência de que estava nos braços de Edward.

Logo conseguir me recuperar um pouco e me dei conta que estávamos em um carro em movimento, o carro de Edward.

Eu estava no banco do passageiro.

Edward dirigia e discutia possibilidades de onde Alice poderia está e com quem com Jasper que estava no banco traseiro em frenesi de preocupação.

Tive vontade de xingá-lo mais me faltava força.

Somente encostei minha testa na janela do carro e fiquei observando os prédios, as ruas.

Forks. Seis anos atrás.

Entrei em casa correndo. Tinha passado a tarde na casa da Jully, uma amiguinha da escola.

Tínhamos brincado de casinha, de desfile e de um montão de coisas.

Não vi ninguém na sala, logo imaginei que a mamãe deveria ter saído com a chata da Alice.

Eu não entendia por que ela não podia ser uma pessoa normal.

Sempre quebrava os meus brinquedos, sempre fazia alguma amiga parar de falar comigo.

Ela era uma chata, burra, que sempre estragava tudo.

Fui até a cozinha e peguei um copo de leite, subi bebendo o meu leitinho gelado.

AH refrescante.

Estava a caminho do meu quarto quando ouvir vozes e um choro vindo do quarto da Alice.

Me aproximei sorrateira, querendo ver se a Alice ia tomar alguma bronca. Ela sempre escapava dos castigos, já quando eu era eu a coisa era diferente.

Tudo era para a filhinha Alice.

Olhei pela brechinha da porta do quarto e vi mamãe sentada na cama abraçando Alice que chorava sem parar.

- Calma meu Bebê. – Mamãe dizia tentando acalmá-la.

- Não mãe, todo mundo me odeia, até a minha irmã. – Ela dizia chorando.

- Bella não te odeia, não diga isso. – Ah odeio sim.

- Todas as vezes que eu quebro algo dela, que faço ela passar alguma vergonha, que ela perde alguma amiga por minha causa eu vejo os olhos dela mãe. Seria melhor eu nunca ter nascido.

- Não digo isso Alice, jamais. Você não tem culpa.

Eu sabia que a Alice tinha uma doença, não entendia muito bem o que era, mas achava que as coisas que ela fazia era só vontade de pentelhar.

- Agora mesmo mãe, a Bella está lá brincando com aquela nojenta da Jully cabeça de minhoca morta que disse que eu não podia ir por que eu iria destruir a casa dela.

E iria mesmo, Alice sempre acabava com tudo, falava rápido demais, era um saco.

- Eu brinco com você meu amor, você não precisa da Jully cabeça de minhoca morta. – Disse mamãe rindo.

- Não mãe, não me importo com aquela mini assombração.

- Então por que esta chorando?

- Por que tudo que eu mais queria era ser amiga da Bella como a filhote de cruz-credo é.

Aquilo foi como um golpe na minha cabeça.

Eu nunca fiz ideia de como Alice se sentia. Na verdade sempre achei que ela nem gostava de mim e tinha como missão atormentar minha vida.

Sem pensar irrompi o quarto me jogando sobre uma assustada Alice a abraçando.

- Me perdoa irmãzinha, me perdoa. Eu sou uma bobona, você é a mais legal de todas. – Disse chorando.

- Você não gosta de brincar comigo, eu entendo. – Alice disse me abraçando de volta.

- Claro que gosto, só não entendia, mas agora eu sei. Você pentelha não por que é uma chata, mas por que é dodói. – Disse soluçando entre lagrimas.

Alice riu um pouco se afastando.

- Vou continuar a ser uma pentelha Bella, vou continuar quebrando coisas, passando vergonha.

- Então eu passarei com você. Vamos pentelhar juntas, aprontar juntas, passar vergonha juntas. Vamos ser as melhores amigas do mundo. – Disse convicta de que nunca abandonaria a minha irmã.

Alice soluçou e me abraçou apertado.

- Sempre juntas.

Ouvimos mamãe chorando e olhamos para ela.

- Chora não mãe, eu sei que é lindo ver duas irmãs assim. – Disse Alice.

- Não é isso. – Disse e a olhamos confusa. – É que agora eu tenho duas pestinhas em vez de uma. – Disse nos olhando desesperada, mas podíamos ver o orgulho brilhar em seus olhos.

Alice riu e virou para mim.

- Para sempre juntas, para tudo e contra a todos. – Disse sorrindo.

- Para sempre juntas, cuidando uma da outra. – Completei dando o midinho a ela que encaixou o seu no meu.

- Juramento de sister, não pode ser quebrado.

Sorrir, nunca o quebraria disso eu tinha certeza.

***

Desde então eu fui por Alice e ela por mim.

E agora ela estava por aí, sem mim e eu não fazia ideia do por que.

Sentir meu celular vibrar no bolso da minha calça.

Suspirando pesadamente o peguei.

- Mensagem de Alice. – Disse em voz alta atraindo a atenção de Edward e Jasper.

From: Alice fugitiva Cullen.

To: Bellinha alma piedosa Cullen.

Não fica brava comigo. Deixei algo para vocês no meu quarto. Entrarei em contato, não se preocupem. Com amor, Alice.

- E então? – Jasper perguntou aflito.

Nem dispensei minha atenção com ele, ainda estava morrendo de ódio daquele inglês espírito de porco.

Olhei para Edward. – Ela disse que está bem, que não é para se preocupar e que deixou algo para nós no quarto dela.

- Talvez tenha alguma pista de onde ela esta. – Disse acelerando.

- Isabella. – O inglês me chamou, não o olhei, mas fiquei quieta e ele entendeu isso como um consentimento para prosseguir. – Eu não fazia ideia, eu fiquei surpreso e desesperado com a atitude sem sentido dela, sentir vergonha, constrangimento. Juro que nunca quis magoar Alice.

Suspirei sabendo que não ia adiantar ficar com raiva dele, sendo que um dia até mesmo eu agir um pouco como ele e eu sou irmã.

- Tudo bem, você não sabia. – Disse com a voz fraca.

Ficamos em silencio até chegarmos em casa.

Fui a primeira a pular do carro e correr para dentro de casa. Subir as escadas em velocidade recorde, logo chegando no quarto de Alice.

Nem precisei procurar muito, a sua câmera estava em cima da cama.

Peguei e junto a ela tinha um bilhete.

Assista com o tio Ed.”

Peguei os cabos da câmera e sair do quarto.

Logo estava no andar de baixo, dando de cara com Edward e Jasper.

- Temos que ver isso. – Disse e fui indo em direção a sala de tv.

Como estava nervosa, deixei o trabalho de conectar a câmera para Jasper.

Fiquei no sofá agarrada a Edward que respirava irregular e me perguntei se ele estava tentando controlar seu próprio desespero.

Jasper veio até nós e sentou do outro lado de Edward. Apertou o play.

[Kelly Clarkson — Maybe (live) ]

Vídeo de Alice. Naquele mesmo dia em seu quarto.

Alice apareceu na tela. Estava em seu quarto, vestindo as roupas que usava naquela tarde. Fez aquele vídeo enquanto fingia procurar uma roupa para vestir.

Alice olhava diretamente para a câmera. Uma musica soava de fundo.

Era Maybe de Kelly Clarkson.

(Sou forte mas eu me quebro

Sou teimosa e erro bastante

Yeah eu sou difícil

E a vida comigo nunca é fácil

Para entender, para amar

Estou entediada mas tão amável

Tudo que você tem que fazer é me abraçar

E você vai saber e você vai ver

Quão doce pode ser

Se você confiar em mim,

Me ame, permita-me

Talvez, talvez

Um dia quando estivermos no mesmo lugar

Quando estivermos na mesma estrada, quando não houver problema em segurar minha mão

Sem nos sentirmos perdido, sem todas as desculpas)

Suspirou.

- Durante toda a minha vida eu fui julgada, apontada e vista somente pelos os meus erros. Durante muito tempo eu me renegava e me odiava por ser como sou. Chorava escondida e evitava encarar até o espelho, mas nunca abaixei a cabeça. Eu saia por aí com um sorriso, fingindo ser uma pessoa despreocupada, que não se importava com os olhares tortos. Eu tinha os meus problemas, os meus Demônios internos e lutava com eles diariamente, mas eu sabia que ninguém precisava saber, então eu sorria. – Ela respirou controlando a emoção. – As pessoas nunca me deram uma chance de me conhecer, de ver além da fachada. Eu as envergonhava, as assustava e as espantava e então elas me magoavam. Eu só queria uma chance de mostrar que eu poderia ser doce e encantadora como as outras garotas, que bastava me aceitar e me amar, que eu era capas de fazer alguém feliz, mesmo sendo como sou.

(Quando for só porque você me ama,

Você me permite, você precisa de mim, talvez, talvez

Tudo que você tem que fazer é me abraçar

E você vai saber e você vai ver o quão doce pode ser

Se você confiar em mim, me ame, permita-me Talvez, talvez)

- A Bellinha me deu essa chance quando éramos criança. Ela me amou e ficou do meu lado. – Ela deixou lagrimas caírem. – E era por que ela me amava, mesmo com todos os problemas. Quando eu fazia alguma bobagem ela me abraçava e me permitia chorar. Ela foi meu porto seguro, quando eu não podia contar com mais ninguém.


(Sou confusa demais eu sou norte e sul

E eu provavelmente nunca entenderei tudo

Mas o que eu sei é que não fui destinada

A andar nesse mundo sem você

E prometo que vou tentar

Eu vou tentar te dar cada pedacinho de mim

Cada detalhezinho que você perdeu com seus olhos

Talvez, yeah talvez)

- Ninguém foi feito para ser sozinho. E eu então, era quase impossível sobreviver sem ninguém. Eu tive muita sorte de ter um pai que olhava para mim como um pedaço de seu paraíso, como um presente e não um problema. E eu tive a sorte de ter uma mãe que cuidou de cada machucado, que criou as formas mais mirabolantes para facilitar a minha vida, aliviar o meu martírio. Eu tive tanta sorte de ter avós que sentavam comigo e me explicavam cada coisa que eu não entendia. – Ela engoliu o choro. — É vovô acho que eu nunca vou entender tudo, mas valeu somente de te ouvir ser paciente e amável. E então quando eu achava que não poderia mais existir mais sorte para mim ele apareceu. O meu titio atrapalhado e carrancudo. Eu cair de pára-quedas na sua vida perfeita e coloquei tudo de cabeça para baixo e mesmo metendo os pés pelas mãos ele se esforçou e me amou do jeito dele e eu agora o amo como se ele sempre estivesse na minha vida e só o que eu poderia retribuir é um “obrigado, muito obrigado por cuidar de mim”. – Ela agora chorava. – E agora eu vou ter que retribuir de verdade, por que eu não posso e não quero vê-los sofrendo, fazendo sacrifícios, chegou a hora de me sacrificar por vocês e mesmo com o coração partindo, a cabeça rodando e enlouquecendo eu tenho que dizer Adeus.


(Um dia nos reencontraremos

E você precisará de mim, você me verá completamente

Cada pedacinho, oh yeah talvez você me amará, você me amará)

- Está doendo e me faltam palavras para explicar como é deixar tudo para trás. Mas um dia eu vou voltar a encontrá-los e talvez, só talvez eu possa amá-los como merecem, como eu sempre desejei, sendo completamente Alice Cullen e não a garota problema que todos tem que cuidar para não estragar as coisas.


(Eu não quero ser dura e eu não quero ser orgulhosa

Não preciso ser consertada e certamente não preciso ser achada

Não estou perdida e eu preciso ser amada

Eu só preciso ser amada, eu só quero ser amada por você e eu não vou parar

Porque acredito que talvez, yeah talvez

Talvez, yeah talvez)

- Não quero parecer ingrata, mas eu não acho que preciso que me procurem. Eu preciso fazer isso por mim mesma. Eu preciso ser amada por mim, antes de deixar que me amem. Porque aí quando eu puder voltar, quando eu voltar para casa, eu saberei que talvez eu mereça toda essa dedicação que vocês tem por mim. – Alice parou, deixando as lagrimas rolarem pelo seu rosto em um choro ainda mais forte e cantou baixinho a ultima parte da musica. — Eu deveria saber melhor do que tocar no fogo duas vezes. Mas estou pensando talvez, yeah talvez você devesse. Talvez, meu amor, talvez. E que ali ficasse subentendido a promessa de que talvez ainda tivesse um amanhã.

*****

Sentir meu corpo sacudir em espasmos violentos. O choro vinha com tanta força que eu tremia inteira.

Toda a minha visão embaçada pelas lagrimas.

Edward me abraçava forte e ele também chorava silenciosamente.

Meu Deus, onde estava a minha irmã, com quem ela estava.

- Temos que ligar para a policia. – Dizia Jasper.

- São vinte e quatro horas para dá queixa. – Disse Edward tentando conter as lagrimas.

Levantei de um pulo, sentindo sufocar com o choro incontrolável.

- O que vai fazer? – Edward me perguntou ainda perdido em sua própria dor.

Não o respondi. Somente caminhei até o telefone e disquei o numero de casa.

No terceiro toque a voz da minha mãe soou pelo telefone.

- Mãe. – Conseguir dizer entre choro.

- Bella? Filha o que houve? – Perguntou desesperada, mas eu só chorava. – Bella filha pelo amor de Deus o que aconteceu? É com a Alice não é?

Quando ela disse isso me joguei no chão de joelho ainda chorando.

- PELO AMOR DE DEUS BELLA, PASSA PARA O SEU TIO. – Ela gritou de tal forma que foi ouvida por Edward que tomou o telefone de mim.

Jasper me ergueu do chão e me abraçou. Eu me perdi ali, rezando fervorosamente para ter a minha irmã de volta.

Eu só ouvir Edward dizer.

- Vocês precisam vim, peguem o primeiro avião, eu pago. – Ele parou e então sussurrou as lagrimas. – Me perdoem, eu falhei.

E então não ouvir mais nada, simplesmente apaguei.

Notas finais
N/B: =/ não sei vcs mas meus olhos se enxeram de lágrimas aqui...='(
E viram...o Jazz não é de todo o ruim... ele ta preocupado com a Alice e arrependido do que fez.
E sejamos francas, se vc, e até eu mesma, estivesse no lugar dele a gente poderia agir muito pior do que ele.
Sei q estou defendendo ele, mas o que eu posso fazer se sou tipo SUPER Alisper rsrsrs
e só pra falar de uma vez eu AMO o Jake rsrsrs
por mim a Bella que fique com o Tio Ed...o Jake é meu rsrsrsrsrs só divido ele com a Nessie rsrsrs
ok, voltando pra fic rsrsrs
Agora vem a família inteira sofrer com a fuga da Alice (quase escrevi fuga das galinhas rsrsrs to com sono =P)
Onde será que ela está? Com quem eu já imagino e acho q vcs tbm...já que a deixa já foi dada ;)
agora é torcer pra Alice tomar juízo...
não sei pq, mas acho q isso vai demorar muito rsrsrs
Anyway...
Não se esqueçam de deixar um review porreta pra gente ^^
E desculpem o comentário gigante, minha mãe diz que quando eu to com sono falo muito...não sei de onde ela tirou isso...
ok to meio Alice agora rsrsrs
Gente eu juro, entrou um menino pela minha janela e escreveu esse comentário enorme...eu não tenho nada haver com isso. Pior que eu moro no 3º andar...ele deve ser um mutante =O
rsrsrrs
Não esquece de deixar o review pq se não eu mando o menino mutante invadir a casa de vcs kkkkkkkkkk
xoxo Gaby