Blue Wedding - Conto de Blue Demigod

1 Capítulo Único - The Wedding


Notas iniciais
Foi muito louco voltar a escrever essa fic depois de 4 anos. O último capítulo dela foi postado em Março de 2014. O tempo voou. E eu nem percebi.
Senti muita falta desses personagens, e dessa história. E lá vai um último pedacinho dela.

BEATRIZ

Uma claridade inesperada atingiu meus olhos, acordando-me.

— Pronta para o grande dia? — disse Julliana, parada ao lado da cortina do quarto.

Abri um sorriso largo, sentando-me na cama e olhando para o lado de fora. O sol estava forte, entrando pela janela e iluminando todos os cantos do quarto. Tudo ali era azul, num tom muito puro, fraco. Quase branco.

Caio adorava essa cor.

Levei minha mão ao colar em meu peito. Um C dourado, cortado por uma espada azul bebê. Algo que mandei fazer, após a morte de meu irmão. Era um modo de manter-me próxima dele, mesmo estando tão longe. Sem que eu pudesse impedir, as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto.

— Eu também sinto falta dele — disse Juh, sentando-se ao meu lado. Ela passou o dedo pelo meu rosto, secando-o. — Mas, hoje não é um dia para chorar. Caio odiaria ver você estragar sua maquiagem no altar.

— Eu só queria que o Jack não tivesse insistido em uma cerimônia tão grande — murmurei. Olhei para Julliana, tentando conter as lágrimas. — Nossas famílias estão mortas. A parte que conhecemos, pelo menos. A maioria dos nossos amigos também. Qual o sentido?

— Celebrar, Bia — disse Julliana. Ela sorriu. — Nossos amigos, nossa família, todos eles morreram pra gente estar aqui hoje. Nós devemos uma festa grande a eles.

Assenti com a cabeça.

— Tudo bem — concordei. Após um suspiro longo, continuei: — Isso tudo seria tão mais fácil se eles estivessem aqui.

— Eu sei que não é assim que os Elíseos funcionam. Mas, eu sei que eles estão.

CAIO

— Bom dia, belezura — disse Danielle, que se aproximava com uma cesta de frutas.

— Bom dia. — Dei um sorriso amarelo. — Sabe que dia é hoje?

— Não faço ideia — respondeu a garota. Sentou-se ao meu lado. — Mas, não deve ser bom.

— É... — Apoiei-me nos braços, olhando para o céu azul. — Hoje é o dia do casamento.

— Casamento? — Dani me olhou confusa. — Fico lisonjeada, mas acho que Afrodite não vai apoiar isso.

Sorri.

— Minha irmã — disse eu. — Beatriz e Jack casam hoje. Nico conseguiu uma brecha e me contou.

— Hum... acho que eu estou devendo cinco dólares à Juh. — Danielle balançou os ombros, jogando a cabeça para trás. — Quem sabe na próxima vida.

— Eu daria tudo para estar lá — murmurei.

— Eu sei. — Dani passou os braços sobre meus ombros. — Mas...

— Eu sei. — Abaixei a cabeça. — Eu morri.

Danielle me olhou. Ela parecia assustada. Levantou-se rápido, afastando-se.

— O que foi? — perguntei.

— Caio, você...

Não consegui pegar o final da frase. Quando pisquei, já não estava mais nos campos floridos e belos dos Elíseos. Estava em... Toronto?

BEATRIZ

Olhei-me no espelho. Estava um desastre. Cabelo bagunçado, olheiras, unhas arruinadas — graças ao nervosismo do casamento. Precisava me arrumar.

— UAU! — uma voz feminina me surpreendeu. — Você está horrível!

Eu não precisava me virar para saber a quem pertencia.

— Obrigada, Afrodite — disse, virando-me para a deusa do amor. — Exatamente o que uma noiva espera ouvir no dia do casamento. Da boca da deusa do amor e da beleza, para ser mais especial.

— Bom, a boa notícia é que eu estou aqui para te salvar.

A deusa sorriu e me abraçou.

— Obrigada, Dite. — Retribuí o abraço carinhoso de minha cunhada. — Eu realmente preciso de um toque mágico.

— Nem pensar — protestou, como se eu tivesse dito algum absurdo. — Nenhuma mulher deveria ser privada da maravilha que é se arrumar para o próprio casamento.

— Olha, eu agradeço a ajuda, mas...

— Ei! Eu sei qual é o problema — interrompeu-me. — Você acha que não penso nele todo dia? Confie em mim, isso vai ajudar.

— Certo. Vamos lá.

Passamos horas e horas escolhendo cada detalhe do meu visual para o casamento. Eu e Afrodite sempre acabávamos discordando de algo, Julliana entrava na discussão com uma terceira opção, e nós voltávamos a gritar. No final, a deusa da beleza sempre acabava ganhando a discussão. É muito difícil discordar dos conselhos de maquiagem de alguém que é, basicamente, a deusa da moda. E, acreditem, ela usou esse argumento muitas vezes.

Olhei-me no espelho. Faltava apenas uma hora para o casamento. E, graças a Afrodite e Julliana, eu estava preparada. Modestamente, estava linda. O penteado que Afrodite escolhera era perfeito para o vestido. O coque ficara perfeito, graças aos poderes e ao perfeccionismo da deusa. Julliana cuidou de minhas unhas, um tom muito claro de azul. Afrodite não gostou muito da ideia no começo, mas quando citei o nome de Caio, ela cedeu. O vestido era deslumbrante. A cauda era longa, arrastando no chão por cerca de um metro e meio, tinha poucos bordados, e as costas praticamente nuas, com apenas um detalhe. Era todo branco, e tinha um pequeno decote na frente, para que meu colar ficasse a mostra. Era perfeito.

Sorri.

— Dite — chamei.

— Diga, querida.

— Obrigada.

CAIO

Olhei ao redor. Meu coração estava acelerado. Minha respiração ofegante.

Espera.

Coração acelerado? Respiração ofegante? Nada disso era normal. Meu coração não batia há anos, e eu não precisava mais respirar. Estava morto.

— Acalme-se, filho de Poseidon. — Uma voz masculina me chamou atenção.

Virei-me assustado, instintivamente colocando minha mão na cintura, onde costumava ficar minha espada. Não havia nada lá.

— Desculpe. Não deu para trazer tudo de volta.

O homem deu um passo a frente, saindo da escuridão. Meu coração quase parou de novo.

— Jack?

O filho de Mors sorriu. Era ele. Com certeza.

— Oi, Caio — disse ele, aproximando-se. — Bem-vindo de volta.

Jack levou um tempo explicando-me como havia me trazido de volta. Desde minha morte, ele tem procurado uma forma de me trazer de volta. Disse que encontrou uma solução, mas que apenas um filho de Hades poderia fazer o que ele precisava. Ele disse que conseguiu convencer Nico, usando Bianca como argumento — um pouco cruel, mas funcionou.

— Eu sei que está um pouco vago — disse o filho de Mors. — Mas, eu não tenho muito tempo. Temos um casamento para comparecer hoje, e você precisa de um smoking.

— E você precisa se arrumar — concordei. — Eu posso comprar um smoking sozinho. Tem algum dinheiro aí?

Jack sorriu, entregando-me algumas notas.

— Achei que precisaria.

— Pois é. Não usamos dólares nos Elíseos. E acho que não aceitam frutas como pagamento por aqui.

— É, os vivos preferem dinheiro — disse ele, sorrindo. — Boas compras. Esteja na antiga igreja de sua mãe em uma hora. E espere na porta. E não se atrase.

— Nada faria eu me atrasar para isso, Jack.

O filho de Mors sorriu, e saiu correndo até o carro que estava estacionado na nossa frente. Entrou, e acelerou.

Caminhei pelas ruas de Toronto um pouco perdido. Já fazia muito tempo que estava morto. As coisas mudaram um pouco.

Após perguntar a alguns mortais e caminhar bastante, encontrei um lugar que poderia me vender um smoking. Entrei, falei com a vendedora, e entrei no provador.

E foi aí que tudo começou a dar errado.

Um barulho do lado de fora me chamou atenção. Parecia que alguém havia quebrado algo. Ouvi disparos de tiros, e saí correndo do provador. Os dois seguranças da loja estavam caídos no chão, enquanto um homem vestido de terno estava parado na frente do balcão. Mesmo após esses anos, eu sabia reconhecer um deus quando os via.

— Olá, tio — disse eu.

— Deveria ter ficado lá, filho de Poseidon. — Zeus virou-se em minha direção. Suas mãos brilhavam, como se estivesse prestes a disparar um raio em mim. — Não pode ficar aqui. Você não pertence mais ao mundo dos vivos, Caio.

Dei um passo atrás. Sabia que Zeus não era o cara mais compreensivo do mundo, mas não achei que me mataria. De novo.

— Calma — pedi. — Eu não fiz nada. Sou um dos bonzinhos, lembra?

O deus deu um passo em minha direção, fechando os punhos.

— Bonzinhos? — murmurou. — Tem noção do que você fez, criança? Ninguém deveria sair dos Elíseos. Isso causa problemas.

— Eu não...

— Não, você não fez nada. — Zeus segurou-me pelo colarinho da blusa. — Seu cunhado fez. E foi um erro.

— Olha, seja o que for, podemos lidar com isso — disse eu. — Lidamos com Mors.

— Vocês podem ter conseguido matar Mors, mas o que está acontecendo é muito maior do que ele — disse o deus. O temor em sua voz era assustador. — Você não pode desafiar o Estige, e achar que vai ficar tudo bem.

— O Estige?

— Exatamente, filho de Poseidon. O único ser mais poderoso do que todos nós. Monstros, heróis, deuses, titãs. Não somos nada comparado a ele.

Murmurei um palavrão.

— Entendi. Foi um erro — disse eu. — Olha, eu volto. Eu faço o que quiser, e volto ao Elíseos. Eu só preciso de duas horas.

— Você não pode barganhar com o Estige, Caio.

— Eu só preciso de duas horas. É tudo.

Zeus me soltou.

— Não. Nenhum minuto a mais. Você volta. Agora.

Abaixei a cabeça. Sinto muito, tio, mas não vai dar.

Abri as mãos. Não sabia se funcionaria. Ou o quanto funcionaria. Estava sem prática. E talvez nem tivesse meus poderes.

Felizmente, eu estava enganado.

Repentinamente, a terra tremeu. Zeus foi pego de surpresa, desequilibrando-se. Os canos ao redor da loja soltaram-se, e as paredes quebraram com a pressão da água, que vinha na direção do deus. A água agarrou-se nos pés e nos braços de Zeus, segurando-o.

— Como...?

— Eu...

Estava tão surpreso quanto o deus. Mas, não perderia a chance. Fiz sinal para a água jogar o deus na parede e prendê-lo, mas ela não me obedeceu.

— O que você está esperando, Caio? — uma voz masculina veio da porta. Poseidon entrou na loja, usando um smoking sobre sua pele morena. — Vá logo. E diga à minha filha que é meu presente de casamento.

— Pai...

— Vá! Ande! — gritou.

Corri. Muito. O mais rápido que conseguia. Não sabia quanto tempo Poseidon conseguiria segurar seu irmão, mas esperava que tempo o suficiente para eu ver minha irmã.

Pedi um Táxi na saída da loja. O homem ficou assustado ao olhar para a loja. Prometi que não tinha nada a ver com a destruição das paredes e com os dois homens se encarando. Deduzi que ele não conseguiria ver muito mais que isso. A Névoa não permitiria.

O taxista deu a partida, e acelerou. Pedi que fosse o mais rápido possível, pois estava atrasado. E ele fez exatamente como o pedido.

BEATRIZ

Eu estava nervosa. Faltavam poucos minutos para o início do casamento. Estava a caminho da igreja, com Julliana ao meu lado.

— Será que o Jack já chegou? — perguntei.

— Com certeza — disse ela. — Ele deve ter chegado ontem.

Sorrimos.

Uma luz azulada começou a materializar-se ao meu lado. Antigamente, eu teria me assustado. Agora, eu já sabia quem era.

Meu pai apareceu na limusine. Ensopado.

— O que é isso? — perguntei. — Foi dar um mergulho antes do meu casamento?

— Ah... não se preocupe com isso — disse ele. Sorriu.

Percebi algumas feridas em seu rosto, como se estivesse brigando com alguém. Alguém extremamente poderoso.

— Devo me preocupar com isso? — Apontei para seu rosto.

— Não. Foi um problema, mas já está resolvido — disse ele. — Eu, porém, tenho uma surpresa para você.

— Surpresa?

— Sim. — Poseidon sorriu. — Na entrada da igreja.

— O que você aprontou, Poseidon? — perguntou Julliana.

Meu pai apenas sorriu.

— Só posso dizer uma coisa — disse ele. Fazer suspense no dia do meu casamento não era nada legal de meu pai. Aproximou-se de mim e sussurrou. — Ele veio.

A imagem do deus desapareceu.

Meu colar aqueceu em meu peito. Segurei-o, instintivamente. Ele veio?

CAIO

Afrodite me abraçou. Seus olhos estavam marejados, e fixos em mim.

— Você está lindo — disse a deusa.

— Graças a você — respondi. Beijei-a.

Eu nunca esqueci como era o beijo de Afrodite. Nunca esqueci o gosto suave e doce de seus lábios, a sensação de calor que sentia quando nossos corpos se tocavam. Mas, a minha memória não chegava sequer perto da realidade.

Por um minuto, tudo parecia ter desaparecido. Éramos nós dois, e apenas.

— Eu te amo — sussurrei.

— Eu sempre te amarei — ela sussurrou de volta. — Mesmo quando tiver que voltar ao Elíseos.

— Como sabe?

— Eu sou uma deusa, Caio — disse. Sorriu e me beijou mais uma vez. — Eu sei as regras.

— Eu queria que não existissem regras.

A deusa afastou-se um passo.

— Eu também. Mais que tudo. — Apontou para trás de mim, onde a limusine de Beatriz se aproximava. — Mas, hoje, é a noite dela.

Sorri.

BEATRIZ

Ao sair do carro, minhas pernas bambearam. Julliana segurou-me, e me ajudou a dar um passo à frente.

Ele estava ali.

Parado. Usando um smoking lindo. Com um sorriso nos lábios. Um sorriso que eu não via há três anos. Um sorriso que eu daria de tudo para ver novamente. E ali estava.

Corri em sua direção. Não consegui segurar a ansiedade. Pulei em seus braços. Ele girou-me no ar.

— Você... — As lágrimas escorriam pelos meus olhos, incontroláveis. — É real?

— Cem porcento — ele confirmou. Sua voz era a mesma. Exatamente como eu me lembrava.

— Como isso é possível?

— Acho que quando você deseja muito algo... — ele fez uma pausa dramática. Sorriu e olhou para a igreja. — Um filho de Mors aparece, e realiza.

— Jack?

— Ele, definitivamente, tem minha benção.

Sorri. As lágrimas não paravam de cair.

— Sua maquiagem vai ficar arruinada — brincou meu irmão.

— Afrodite cuidou para que isso não acontecesse — garanti. O sorriso em meus lábios não sumia. — Por quanto tempo você vai ficar?

— Uma hora — disse ele. Secou minhas lágrimas, e eu sequei as dele. Sorriu. — Eu ficaria para sempre...

— Eu entendo. — Sorri. — Já me basta que esteja aqui hoje.

— Eu estou sempre com você, Bia. — Beijou minha testa. — Sempre.

Abracei-o novamente. Forte. Queria não o soltar.

— Ei. Vamos lá — disse ele. Olhei-o. — Tenho que te entregar para o cara lá dentro.

Sorri.

— Vamos.

— Última chance para desistir.

Ele sorriu.

— Acho que ele me merece — brinquei.

— A propósito, adorei as unhas.

Abraçamo-nos uma última vez.

CAIO

Levar Beatriz ao altar foi a sensação mais feliz de toda minha vida. E de toda minha não-vida. Eu podia sentir o quanto ela amava Jack. E o quando ele a amava. Você não enfrenta o Estige por qualquer um. Tem que ser amor.

Caminhamos lentamente. Carregados pela música, e pela emoção.

Ao chegarmos no altar, beijei a testa de Beatriz, e apertei a mão de Jack.

Cuide bem dela — sussurrei. — Ou eu volto e te pego.

Sorri. E Jack também.

Ele pegou a mão de Beatriz. E eu fui para o lado do altar, próximo a meu pai.

BEATRIZ

— Jack, eu passei por muitos momentos emocionantes em minha vida. Juntos, lutamos contra monstros, semideuses e deuses. Até hoje, nossas vidas não têm sido exatamente pacatas. Todo dia é uma guerra. Todo dia é uma batalha. Todo dia é um desafio. — Sorri, respirando fundo. — E, mesmo que nossas vidas sejam assim, eu não poderia ser mais feliz. Eu encontrei o amor da minha vida. Eu encontrei o herói da minha vida. A pessoa com quem eu quero passar o resto dos meus dias mortais. A pessoa com quem eu quero lutar todas as minhas batalhas. Pois sei que, enquanto estiver com você, nenhum monstro, semideus, deus, titã ou qualquer coisa que o universo jogue contra nós, irá nos vencer. Eu te amo, e sempre te amarei. Até o fim dos meus dias, e além.

Jackson sorriu. E suas lágrimas pingaram sobre nossas mãos, unidas.

— Pelos deuses, eu não sabia que seria tão difícil — disse ele.

Sorrimos.

— Você consegue.

Ele assentiu com a cabeça. Respirou fundo, e começou:

— Há três anos, eu conheci a mulher que mudaria minha vida. E eu não fazia ideia de que seria para sempre. Meu pai fez muitas coisas erradas. Coisas terríveis. Mas, teve uma vez que ele acertou. Foi um sonho, estávamos apenas nós dois, em um quarto escuro. Eu não sabia que era um semideus, ainda. Mas, ele segurou minha mão, e disse que o meu futuro era incerto. Porém, mesmo que eu tivesse que passar por momentos dolorosos, no final, tudo compensaria. E eu seria feliz. Graças a você, meu amor, finalmente sou feliz. E, como meu pai disse, tudo valeu a pena. Todos os momentos de desespero, todas as lutas, todos os monstros. Todos me trouxeram até você. Até esse altar. E eu faria tudo de novo. Porque eu te amo, e sempre te amarei. Até o fim dos meus dias, e além.

Após as palavras e as lágrimas, Quíron finalmente retomou a palavra.

— Pelo poder investido em mim pelos deuses olimpianos, e pelo Estado do Canadá, eu vos declaro, Marido e Mulher.

O centauro deu um sorriso. E então, continuou:

— Pode beijar a noiva.

Notas finais
Essas provavelmente foram as últimas palavras dessa série, que foi uma das primeiras que consegui terminar. E fico feliz por saber que é uma história a mais no mundo!
E espero que tenham gostado ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!