Blue Velvet.
1 O brilho do sol.
O brilho do sol.
Era um verão de 86, as nuvens escondiam o sol no céu, mas de longe você conseguia ver os raios de sol se espalhando por todas as partes. Todos os comerciantes abrindo suas bancas, lojas e suas tendas. De longe se avista uma linda garota, branca feita à lua, com um sorriso exuberante nos lábios, que por sinal eram vermelho feito rosas. Carmen, esse era o nome da tal garota que chamava a atenção de todos os rapazes da cidade, ela vestia uma vestido de cor clara, com fitas nos cabelos e sapatilhas nos pés. Simples, porém, graciosa...
“Carmen.” – Escuta-se uma voz de longe pronunciando este nome.
“Sim, diga...”
“Onde estas tua mãe?”
Carmen suspirou fundo e lhe respondeu “Estas em casa, ela não se sentiu bem esta manhã e me mandou ao lugar dela.”
“Ah sim, compreendo...” – Está era Genoveva, amiga de Mercedes, que por sinal é mãe de Carmen. Genoveva era uma das pessoas mais intrusas da cidade, se você desse atenção a ela, passaria um tempo e ela iria falar de todos a sua volta, mas sempre falando mal... Carmen não dava muita atenção a ela, na verdade ninguém dava... A não ser os seus gatos que eram muitos. Ao chegar na banca de sua mãe, Carmen colocou todas as frutas para fora, fez as suas orações e então esperou o movimento começar, passaram-se vinte minutos e apareceu um garoto, que por sinal era um verdadeiro galã. Ele vestia jeans azuis uma camiseta branca, tinha seu cabelo desalinhado, e um sorriso encantador.
“Posso lhe ajudar em algo?” – Disse Carmen.
“Na verdade não.” – Ele a respondeu rindo.
“Então o que faz aqui?” – Ela disse sem querer ser grossa, mas sendo.
“Estou dando uma volta, não sou daqui; e pensei se você não queria me levar para conhecer os lugares...”
“Ah sim, claro. Claro que vou deixar minha banca para levar um garoto que jamais vi na vida para conhecer a cidade. Só vou pegar as chaves da charrete de minha mãe.” – Carmen o respondeu ironicamente.
“Não precisas me tratar assim, se não queres é só dizer que não aceita.” – Ele disse com uma voz calma e suave. “A propósito, me chamo Johan. Qual teu nome?” – Ele estendeu a mão na esperança de Carmen tocar na mesma.
“Chamo-me Carmen.” – Ela respondeu sem muito entusiasmo.
“Tudo bem, não queres conversa...”
“Achei que não ias perceber isto nunca.” – Carmen respondeu enquanto cruzava os braços sobre uma bancada de madeira velha.
“Tudo bem, vou-me indo. Vemos-nos depois, Carmen...”
Carmen fechou os olhos e tirou uma mecha de cabelo ruivo de seu rosto enquanto o belo garoto se afastava.
“Quem eras?” — Disse Genoveva.
“Ninguém que lhe importe.” – Carmen respondeu.
“Não precisa ser assim, tão ignorante garota.”
“Acho que devias cuidar da tua banca, porque estou vendo alguns garotos roubarem suas frutas.” – Carmen respondeu com um sorriso maldoso nos lábios.
Genoveva virou-se de costas e viu alguns garotos correndo com as frutas roubadas de sua banca, então ela correu atrás, mas não adiantou muita coisa.
As horas iam passando, o sol ia se pondo e a lua tomava conta do céu. Carmen começou a guardar as coisas, quando já não tinha mais nenhuma banca aberta, Carmen voltou para casa. No meio do caminho, uma chuva repentina pegou Carmen desprevenida. Ela então respirou fundo e continuou andando, de repente Carmen vê um clarão em sua volta, e quando ela olha para trás ela vê uma 250 GT verde musgo aproximando de ti. Então Carmen aperta os passos, mas o carro consegue pegar Carmen, de dentro do carro ouvia-se uma voz dizendo:
“Aonde essa bela moça vai a uma hora dessas?” – Uma voz alterada, parecia um bêbado ao algo de tipo. Carmen não da bola e continua caminhando mais rápido.
“Vem gracinha, aqui cabe mais uma. E olha só essa chuva, tu vais acabar ficando gripada.” – Escutava-se algumas risadas. Então Carmen, sem olhar para trás continua caminhando; ela sente uma mão segurar o seu braço. Então ela olha para trás para ver quem é, quando ela se vira eram os caras que estavam dentro do carro a puxando para o carro. Carmen então começa a gritar enquanto um dos homens tapa sua boca com as mãos. Então de longe escuta-se uma voz dizer: “Largue-a agora.” – Enquanto isso um rapaz se aproxima correndo do carro, um rapaz com uma capa que cobria os olhos. “Solte ela.” – Ele disse mais uma vez.
Então os homens a soltaram e voltaram para dentro do carro, Carmen toda ensopada e tremula de medo, sem olhar para quem foi o seu herói o agradece. Então Carmen levanta a cabeça para saber quem foi o cavalheiro que a salvou...
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