Blue Sky-Nyah! edition-

4 Capítulo 4-incômodos


—Então... Meus jovens, vão falar?-diz enquanto mexia em sua barba, sua revelação havia surpreendido a todos do recinto-.

Assim, Lux pega na mão e Maria a leva para um canto dizendo "nos dê um minuto, por favor." leva para o canto da sala, falam cochichando:

— Você acha que devemos contar a ele?-perguntava Lux, ele nunca foi de confiar em outras pessoas, demonstrando vigiar os outros e tentar identificar alguma ação suspeita ou que demonstrasse alguma ameaça a ele ou a irmã-.

—Olha, ele te ajudou contra os bandidos certo? Eu acho que ele é um cara legal...

—Como pode ter tanta certeza? Não dá pra confiar em alguém que acabou de conhecer-indagava um pouco incrédulo, mesmo sua face não demonstrando tal emoção, sendo um pouco difícil às vezes decifrar o que pensava certas vezes-.

—Eu sei, mas... Eu sinto que ele é uma boa pessoa... Pode chamar de senso de paladino ou inocência ou qualquer coisa assim, mas, por favor, me dê um voto de confiança... -olhava no fundo dos olhos de Lux, ela transmitia uma sincera confiança em cada palavra mesmo sem certeza absoluta-.

—dá um leve suspiro- ok, você venceu, mas se algo acontecer... A culpa vai ser sua... Que por favor, esteja correta-.

—tá tá já é o suficiente pra mim, obrigado irmão.

—ok, sem agradecimentos. -eles terminam de conversar e vão até Pedro, e fala-minha irmã vai falar, mas queria saber por que devia confiar em você?

—Hum...-fecha os olhos e respira profundamente, depois fala-eu intendo que pode ser difícil confiar em mim, mesmo por que nós nos conhecemos hoje a pouco tempo, mas quero ajudar. Não posso ficar parado enquanto outros sofrem por isso eu virei um clérigo, para ajudar de formas pacíficas, e se necessário eu lutarei-dizia de forma firme,não querendo ficar parado alí sem fazer nada, oque fez Maria acreditar mais ele, em contra partida Lux só o observava sem acreditar muito, mas não tendo muita escolha-.

Lux olha para ele, e fala:

—muito bem, ela deu um voto de confiança em você. E eu vou experimentar a armadura, Maria você conta tudo que aconteceu. Assim ele sai, entra na sala, tranca a porta e começa a vestir a armadura-.

Era feita de um material certamente mais pesado que a anterior que usava, porém não transmitia o peso que devia ter, podendo ser confundida por uma roupa normal de tecido, Lux não entendia exatamente como Bob alcançou a maestria de fazer ou conseguir tal material que sério algo normalmente usado por elfos, porém talvez mais resistente.

Passado alguns minutos, Maria conta os acontecimentos a Pedro e lux sai da sala com a armadura dizendo:

—Ela serviu muito bem, quanto agente deve?

—Bom ai que está, cada moeda que eu dei para o Tarcks, refere-se a um favor, então contando tudo: As armaduras e o novo escudo dão três moedas-diz o anão com um sorriso-.

—Há, só por curiosidade, quanto ficaria tudo se agente usasse moedas "normais"?-perguntava Maria, esses itens não pareciam ser muito acessíveis a todos-.

—pensa enquanto pega em sua barba e diz-bom, então custaria 1 moeda de ouro e 200 de cobre...é, isso mesmo.

Todos olham espantados com o preço.

—1-1-1 moeda de ouro!??-fala sem jeito e continua-n-nossa, ainda bem que temos esse tipo de favor, mas isso vale...-fica pensando-

— 1 moeda de ouro vale mil de prata, enquanto 1 de prata vale 100 de bronze...então...-dizia Lux fazendo alguns rápidos raciocínios, era espantoso o preço por três itens-.

—heeee...deveriam agradecer por essa sorte, acho que não teriam esse dinheiro, correto?

—hum...não.

—olhando para Pedro- mas você jovem, não lhe interessou nada, tenho certeza que posso lhe arranjar algo do seu gosto?

—N-não tudo bem- diz com uma pequena referência de agradecimento, depois de tudo que foi contado por Maria, ele tinha um novo objetivo agora-.

Assim lux vai em direção a Bob e pergunta:

—Com licença, conhece alguma biblioteca com livros mágicos ou algo de feição similar?

—Sim sim, posso anotar o lugar se quiser- diz de forma sincera e amigável-.

—Perfeito.

Enquanto isso, na prefeitura de Nagas: Tarcks chega à estalagem, um lugar feito de madeira lisa e escura, com duas cadeiras perto da porta. No final da sala, há uma janela grande e fechada, protegida por selos mágicos. E em frente a ela há uma grande mesa feita de bronze, aonde se senta o prefeito, com pela branca, cabelo grisalho, visivelmente cansaço e com uma leve raiva enquanto observa a chegada de Tarcks. Então Tarcks entra na sala e fala:

—eu estou aqui Sr.Stevens, o que foi?-fala com cara de desdenho, ele era a ultima pessoa que desejava ver hoje-.

—um pouco alterado fala- eu espero que vocês estejam tendo progresso na missão... Conseguirão conclui-la?

—Bem... Não, não concluímos... Mas estamos tendo progresso. Vai e se senta numa cadeira ali perto- nós estamos até prevendo onde mais ou menos pode ser o possível novo ataque.

—respira e inspira lentamente e fala irritado-eu prometi uma alta recompensa pelo cumprimento da missão, dei-lhe á ajuda de um grupo dos melhores soldados junto a própria capitã da guarda da cidade, e apoio dos outros guardas com informações ao redor da cidade...mesmo assim, não deu em NADA!!!-levanta e bate o punho na mesa violentamente, percebia-se que ela estava além de irritado, levemente alcoolizado, mas não sabia-se quando que se tinha tomado ou quanto...mas parecia estar piorando o que deveria ser uma conversa"amigável"-.

—Calma meu velho, é difícil saber de onde vêm exatamente esses pedaços de carne podre, mas já estamos vendo locais possíveis onde podem se esconder tá... Relaxa e não se cuidado na bebida.

—eu tento me acalmar, até me lembrar do inferno que é manter as coisas em ordem, sem algum desavisado falar sobre nosso tosse-problema. Você sabe a dificuldade de manter esse tipo de pessoa calada!!?

—Olha para ele e fala num tom de deboche-comprando o silêncio das pessoas é?

—hum...só estou fazendo o necessário para manter tudo no sigilo.-volta a si sentar, ele não se importava em ter que comprar o silêncio das pessoas, mas não poderia continuar para sempre-.

—Enfim, o quarto morto vivo apareceu em outra rota da cidade, não se preocupe, as únicas pessoas que viram aquilo foi meus sobrinhos que estavam lutando contra o monstro... E eu cheguei para finalizar o serviço. E sim, fiz com que eles ficassem calados sobre o assunto, e ficaram até animados, pois queriam ajudar... Mesmo eu não querendo que eles se machuquem.

—Olha, se eles vão ser úteis para o termino desse desdenho que nos enfrentamos, talvez se deva repensar sua escolha-se levanta da cadeira e vai em direção à janela, observando a cidade e continua-você sabia que a área de treinamento está vazia? Quer uma dica? Leve-os para o local e faça um teste ou qualquer coisa parecida e descida se eles prestam para agilizar o serviço... Agora saia daqui! Preciso de um tempo sozinho-fala abanado a mão para Tarcks-.

Então Tarcks sai da prefeitura, vai ao encontro dos irmãos pensando:

—"por mais que essa conversa não tenha sido tão lucrativa, a ideia dele não é ruim...então ok, vou ver o que eles tem a oferecer...".

Enquanto isso, os irmãos, Pedro e Bob, saem da loja conversando:

—Bom jovens, mais uma vez eu agradeço por pelo o que fizeram por mim, espero que conseguam completar seus objetivos-diz o anão, ele teve sorte que aquilo aconteceu, até ficava imaginando outrora se talvez os irmãos não estivessem lá, mas prefere nem pensar-.

—Não precisa agradecer-fala Maria com um sorriso de satisfação no rosto, ela tinha bancado a heroína pela primeira vez, mesmo que Lux tenha ido atrás dos bandidos-.

—Acho que sua segurança já é uma recompensa.- afirma Pedro

—muito bem, agora se me dão licença, eu preciso cuidar de uns assuntos na loja, armas e armaduras não se fazem sozinhos e meu filho não trabalha hoje.- Então ele se vira, entra na loja e fecha a porta meio, porém a mesma parecia necessitar de alguns reparos depois-.

Eles se olham e falam:

—bom...e agora?-Maria olhava de um lado para o outro, sem ter certeza do que fazer-.

—hum...Tarcks disse que resolveria uns assuntos na prefeitura, e que era para esperarmos aqui.- fala Lux

—É mesmo, mas Pedro tem certeza que quer se envolver nisso? Tudo bem querer sair...

—não é tudo bem, ele já sabe demais... Já é tarde de querer sair disso não acha?

—Não se preocupe... Eu já decidi, vou ajudar de todas as formas possíveis.

Com isso, segundos depois, Tarcks chega onde estavam sem ter percebido a terceira pessoa, dizendo:

—Desculpa à demora, aquele problema se estendeu mais do que eu pensei. Enfim, eu queria falar algo importante para vocês...-depois que termina de falar, ele observa o terceiro com os irmãos e fala- e você quem é?-apontando para Pedro-.

—Hum...Bem...muito prazer, me chamo Pedro e...-Quando o que falar Maria fala-.

—B-bom em resumo...caras maus tentaram roubar a loja do Bob, nos demos um jeito neles...depois meio que, quando compramos os equipamentos...ele...descobriu o segredinho-fala envergonhada, não conseguindo olhar na cara de Tarcks, que ficou visivelmente irritado e espantado-.

Tarcks olha surpreso, fecha os olhos, coloca a mão na face e fala com um pouco de raiva:

—eu deixo vocês sozinhos por pouco tempo, com uma coisa que não poderiam contar a mais ninguém, e no mesmo dia já falam para alguém que acabaram de conhecer- ele diz de forma controlada para não atrair a atenção de alguém que passe pela rua-!?

—...-Lux olha para Maria como quem diz "eu te avisei", não falando mais nada-.

—Lux não me olhe assim, a situação já está ruim o suficiente-fala Maria nervosa, era raro ver Tarcks irritado daquele jeito, medo era sentido por todo seu corpo-.

—por favor, não precisa se preocupar, não vou contar para ninguém,eu quero ajudar nisso tudo, mas você decide-fica na frente de Tarcks com a cabeça baixa, implorando para ajudar, surpreendendo Tarcks, que imaginava o jovem não querer se envolver ou até mesmo tentar uma fuga da situação...o que não foi o caso-.

Notas finais
o que será que os próximos capítulos os mostraram