Notas iniciais
Dedicado à Sion Neblina e DDD! Elas sabem o porquê!!!!* risos

Quatro meses depois...

Lentamente, cuidadosamente, Shaka abriu os olhos, após Ikki retirar as mãos que os cobriam. Ao seu lado, Ikki parecia inquieto, embora não movesse um só músculo. O indiano olhou a casa enorme com uma fachada clássica e janelas com vitrais ao invés de vidros comuns. A escadaria, em mármore branco criando uma espécie de caminho que parecia levar a um lugar mágico...

— Como você descobriu esse lugar? – perguntou Shaka com o olhar admirado.

— Andei fazendo alguns contatos. Achei que gostaria que o local para o seu restaurante fosse tão diferente quanto à proposta gastronômica que vai oferecer.

— Ikki, você... Você não para de me surpreender! Como pode ser tão...

— Tão sexy? – disse o moreno com um sorriso malicioso.

— Não, insuportavelmente, eficiente. – respondeu o indiano.

— Se você acha eficiência achar uma simples casa, o que dirá em saber que entrei em contato com o Instituto de deficientes visuais e eles acharam a proposta de empregar cegos como garçons no seu restaurante, fantástica. – falou Ikki estufando o peito com orgulho.

— Iluminação de Buda! Se você continuar assim, vou ter que...

— Admitir que não pode viver sem mim! É simples.

Shaka sorriu e como sempre acontecia, Ikki via-se perdido nos olhos azuis que pareciam tão plácidos aos outros e com ele, exibiam um fulgor que despertava sua libido. Controlou-se para não beijá-lo, ali fora, mas quando entrassem, ele iria mudar a situação...

Inebriado com cada detalhe do lugar, Shaka não percebia as intenções de Ikki até chegarem à cozinha da casa que mais parecia um santuário com suas bancadas de granito branco contrastando com o piso de pedra negra...

Sorrateiramente, Ikki aproximou-se por trás e abraçou Shaka, interrompendo o idílio do indiano. Ficaram um tempo abraçados e sorrindo dentro daquele espaço que parecia ter sido construído por algum visionário.

— Esse lugar é perfeito. Eu não sei como agradecer tudo o que tem feito. – disse Shaka encostando o rosto no de Ikki.

— Pois eu sei de um jeito perfeito... – respondeu o moreno com um brilho safado nos olhos e um sorriso largo.

— Nem pense nisso, seu depravado! Não vamos fazer amor aqui. – falou Shaka sentindo o volume da excitação de Ikki em suas nádegas.

— Depravado é você... Eu só queria um beijo. – disse Ikki fingindo estar magoado.

— Somente um beijo?

— Claro, achou que eu ia te seduzir numa cozinha?

Franzindo o cenho, Shaka voltou o rosto para um beijo rápido, quando a boca de Ikki tomou a sua com um fogo que o excitou de imediato.

Buda me resgate! Pensou ele, quando sentiu o baixo-ventre formigar com a exploração de sua boca pela língua ávida de Ikki e algo mais...

— I-Ikki...você disse...só um beijo! — gemeu Shaka sentindo as mãos de Ikki tocando-o de forma sensual, insinuando-se por baixo da roupa.

— Pois é, eu menti... — respondeu Ikki puxando-o mais para si e fazendo-o sentir a ereção impressionante e rígida como pedra.

Em instantes, era fogo queimando fogo. Ikki movia-se de modo sensual, roçando seu corpo no de Shaka e o indiano ofegava, sentindo o gosto e o cheiro delicioso daquele garoto que se revelara um homem no sentido total da palavra.

E, como alguém que não tivesse opções, Shaka entregou-se ao momento e deixou-se levar, deixando que Ikki o despisse o suficiente para mergulhar naquele oceano de carícias íntimas e prazerosas...

Que Buda o cobrisse de bençãos! Ele estava apaixonado por Ikki e o moreno tinha razão em sentir-se indispensável em sua vida.

Como se lesse o pensamento do indiano, Ikki aproveitou para perguntar, enquanto o penetrava e preenchia com um vigor delicioso:

— O que eu sou prá você...? Diga-me... — falou com a voz baixa e cheia de desejo.

— I-Ikki... e-eu... — gemeu Shaka, quase sem poder raciocinar com aqueles movimentos tocando-o profundamente e irradiando prazer por todas as células de seu corpo.

— Fale... — sentenciou Ikki parando de se mover.

O indiano agitou-se, o rosto rubro pelo prazer e o corpo sedento para que Ikki continuasse. O moreno parecia ter retirado todo o ar de seus pulmões e, mesmo assim ele buscou o ar e disse:

— E-Eu...amo você.

Ikki esperara muito por aquele momento. Porém, quando ouviu, a intensidade do contentamento fez sua respiração estancar e seu sangue circular tão rápido que o deixou tonto. Então foi a vez de Shaka puxá-lo contra si e beijá-lo na boca.

Em meio ao beijo sôfrego, Ikki confessou:

— Eu também te amo.

Os dois sorriram, sentindo o sangue latejar nas têmporas e o corpo mover-se com a química explosiva que sempre houvera entre os dois. A boca de Ikki tremeu e a de Shaka abriu-se num suspiro de puro prazer. E quando o orgasmo chegou ambos se entregaram às chamas...

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A manhã de temperatura amena mostrava Rodós Dodekánisos recebendo reformas e pintura, enquanto uma nova leva de jovens buscava o lugar que agora contava com um dos programas de treinamento profissional mais avançado de toda a Atenas.

Shiryu, Seya e Shun recebiam os novos candidatos e se preparavam para o ingresso na universidade. Havia um clima de camaradagem, mas, ao mesmo tempo, todos haviam amadurecido e estavam traçando seus próprios caminhos em direção ao futuro.

O Lexus negro estacionou e Camus desceu, acompanhado por Hyoga que olhava para a nova fachada e sorria orgulhoso. Ele dera a ideia e seu irmão achara providencial e adequada. Agora, ali não funcionava somente uma república, mas um verdadeiro centro de aprendizagem para os jovens.

— Então, o que achou? – Perguntou Milo recebendo Camus e Hyoga com um brilho de contentamento nos olhos.

— Está perfeito. – disse Camus e Hyoga concordou rapidamente, enquanto via Shun acenar-lhe de uma das salas que estavam sendo redecoradas.

— Eu esperava você mais tarde. Ainda tenho alguns ajustes a fazer no projeto de treinamento e Shaka inaugura o restaurante amanhã e quer a minha opinião sobre os detalhes da grande noite. Puxa, nunca trabalhei tanto! – disse Milo sorrindo e levando a mão aos cabelos.

— Ora, ora... Então agora sou eu quem tem que marcar um horário em sua agenda. – falou Camus com uma voz rouca que fez Milo se arrepiar.

— Verei o que posso fazer... – respondeu Milo, olhando para os lados e constatando que estavam sozinhos.

Com um movimento hábil, Milo puxou Camus para si e o beijou. Depois afastou-se e sorriu.

— Pronto, já está agendado para esta noite, senhor Leclercq! Ah, enquanto Shaka não inaugura seu restaurante New Age, que tal um jantar no Vecchio Torino?

O ruivo balançou a cabeça e sorriu de volta, assentindo. Ele, que sempre se orgulhara de ser um homem, sob controle, e que não deixava dúvidas sobre sua habilidade em separar a emoção da lógica, agora, via-se tomado por um sentimento que o levava a experimentar uma urgência em ter Milo junto de si.

Seus lábios se curvaram num sorriso ao pensar no que fariam, logo mais à noite, e na proposta que faria ao grego. Tinha sido uma feliz sincronicidade ele ter sugerido o restaurante onde tudo havia começado...

Queria viver com ele, tê-lo ao seu lado em todos os momentos. Além disso, naquela manhã Saga e Kanon haviam partido para Londres, após receberem sua parte na fusão das empresas Naxos Marbles S.A com a Koukouravas S.A.

Aquela página da sua história havia sido virada e agora, nenhuma pendência do passado se colocava entre ele e Milo. Vida nova, e, de preferência, desfrutando da presença do grego em sua vida de forma completa.

Olhou para o teto alto e iluminado, pensando no quanto sentia-se abençoado. Ouviu as conversas e risadas e, enquanto encaminhava-se para a saída, Hyoga o interpelou perguntando se poderia levar Shun para passar o fim-de-semana.

Sorrindo, ele fez que sim com a cabeça e saiu, sentindo que o passado, estava definitivamente, onde devia estar e que tudo, mesmo os piores desafios o haviam transformado no homem que devia ser...

FIM

Notas finais
BEIJOCAS SAUDOSAS E ATÉ A PRÓXIMA!!!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!