Blue Eyes
2 Just a friend
Notas iniciais
POV’s Fionna
Eu estava sentada na varanda da casa da árvore, ainda pensando em ontem, quem eram os olhos? Tive certeza que era uma garota porque tinha um batom vermelho na boca que se podia ver ao longe.
Pode ser que seja uma desconhecida, por isso não conseguimos saber quem é. Sentia o vento frio de ontem mais uma vez, só que nenhum olho aparecia, mas parecia tudo normal, eram seis horas da manhã, manhã de outono, é normal um vento frio a cada 5 segundos.
– Fionna? – Disse Cake, se espreguiçando e coçando os olhos, ela havia acabado de acordar.
– Oi Cake. – Ela sentou-se do meu lado, eu pude notar seu olhar de preocupação.
– Está bem Fionna? Estou começando a me preocupar com você. – Ela passou a mão no meu rosto, coloquei minha mão acima da dela.
– Eu estou bem. Não se preocupe, só quero sair um pouco e pensar.
– Ok.
Comi o café da manhã em silêncio, vendo Cake dar leves sorrisos forçados quando eu a encarava. Depois de acumular energia saí, não para procurar uma aventura, mas para procurar respostas.
Tinha vento, como não saí com minha touca de coelho hoje, meus cabelos esvoaçavam no vento forte da manhã. A luz do sol já estava forte o bastante para iluminar a floresta escura onde eu estava. Haviam árvores por todos os cantos. Elas eram tão altas e cheias de galhos que mal se podia ver o céu lá de baixo, você teria que subir lá em cima se quisesse ver a luz de novo.
De repente senti um arrepio, e olhos apareceram na minha frente, era uma capa branca e olhos azuis, eu fiquei calada, até a voz se manifestar.
– Fionna...não é? – A voz disse, parecia ser de garota, isso só prova minha hipótese.
– S-sim. – Gaguejei, estava com medo de novo. – Quem é você? – Falei, quase que as palavras não saiam.
– Digamos, que sou uma amiga.
Fiquei ainda olhando aqueles olhos azuis penetrantes, pareciam safiras de tão azuis. Depois, ela desapareceu. Me deixando sozinha e sem palavras.
Decidi ir na casa de Marshal, fazia tempo que não tínhamos um tempo a sós. Chegando lá bato na porta e ele me recebe com um sorriso, esse é um dos dias que nem a pior brincadeira dele pode me irritar a essa altura.
– Olá Marshal. – Eu disse, abrindo caminho e entrando na casa.
– Oi loirinha, como está? – Marshal fechou a porta, logo me encarando.
– Com medo. – Ele fez cara de interrogação. – Estou com medo...dos olhos Marshal.
Acho que ninguém esperava pelo que eu fiz, abracei Marshal o mais forte possível, me aconchegando nos seus braços frios que ao mesmo tempo me traziam conforto e calor. Ele retribuiu o abraço, me dando um beijo no alto de minha cabeça e dizendo:
– Tudo vai ficar bem.
Por mais que tenha sido difícil, acreditei em cada palavra daquela frase, eu sabia bem no fundo, que isso passaria, que o medo passaria, que tudo voltaria ao normal algum dia. Depois do abraço Marshal fez um chocolate quente para mim, afinal, estava frio lá fora e eu tremia quando cheguei aqui.
– Obrigado Marshal. – Vi ele mexer em uma mecha de meu cabelo, e logo sorrir.
– Sabe que quando precisar vou estar aqui.
– Eu sei. Que sorte a minha ter você como amigo. – Ele deu uma risada divertida, depois mordeu o lábio inferior. – Sabe...eu vi os olhos hoje. Era uma garota, ela disse que era uma amiga.
– Viu? Fico me perguntando porque ela sempre nos assusta. O que será que ela quer com a gente? – Marshal me perguntou, fiquei insegura. Como nunca tinha ficado na vida.
– Não sei.
Nos entreolhamos por alguns segundos, Marshal me deu um beijo na testa e ligou para Cake, pedindo para que eu ficasse por aqui hoje.
– E ai? – Perguntei, tentando conter ao máximo a minha animação quanto ao fato de dormir aqui, eu parecia uma criança com essa ansiedade toda.
– Ela disse que tudo bem, se você ficasse bem não teria problema.
– Só não ficaria bem se você tentasse me matar, e não vai fazer isso...vai? – Perguntei a Marshal, com uma das sobrancelhas arqueadas.
– Não, nem pensar, como poderia?
Não sei se algo mudou, mas nesse tempo, nesses anos que se passaram eu acabei gostando de Marshal Lee cada vez mais. Ele está mais maduro, ainda faz brincadeiras como sempre, as mesmas ainda continuam divertidas e engraçadas. Mas quando estiver procurando por um ombro para chorar, ou um amigo que lhe vai dar toda a atenção, Marshal é o certo.
Pode ser que eu não esteja apaixonada por Marshal, venho me negando isso a anos, e se eu não estiver, o que não é o caso, sinto que algo mudou entre eu e ele, algo forte está crescendo dentro de nós, só esperando para se libertar.
POV’s Chiclete
Cake havia acabado de chegar no reino doce, por causa das poções de alto crescimento pude construir todo o reino doce em 5 horas. Isso é ótimo. Ela veio aqui com a notícia de que Fionna teria ido dormir na casa de Marshal, eu não sei porque acho isso uma má ideia, só sinto um aperto no coração por deixa-la com ele, como se fosse...ciúmes.
– Ei Chiclete. – Disse Cake estalando os dedos a frente de meu rosto, me fazendo voltar a realidade. – Estava no mundo da lua?
– Não, eu não estava.
Cake fez uma cara de desconfiada e arqueou uma sobrancelha.
– Sei que começou a gostar da Fionna faz pouco tempo. – Ela disse, não a deixei terminar.
– Sabe?
– Mas é difícil para ela ter duas pessoas que a amam, a garota só tem 17 anos, ter que escolher acaba a sufocando muito, entende? – Disse a Neko, colocando as mãos em meus ombros e dando um sorriso.
– Entendo, mas Cake...eu não posso evitar. Ela tem ficado mais protetora comigo, e vê-la com aquele vampiro me dá...nojo.
– São os ciúmes meu caro príncipe. – Disse Cake.
Claro que já tentei me render a essa ideia, mas será mesmo que estaria com ciúmes da minha aventureira heroína?
– Por mais que eu tente, não consigo aceitar que é ciúmes. Pode me deixar sozinho Cake? – Falei, ela assentiu com a cabeça e soltou a mão de meu ombro, me dando um beijo na testa e sorrindo.
Tínhamos ficado muito próximos esses anos todos, pode ser estranho para vocês mas muitas coisas mudaram durando 5 anos. Ficamos todos mais próximos, mais estratégicos, os sentimentos não são mais os mesmos, mas o meu ainda continua. Uma coisa que ninguém sabia, era que eu sempre gostei da Fionna, mas como era muito ocupado não consegui julga o sentimento que eu sentia como amor.
E ai, acabei cedendo ao inimigo e deixando Marshal se aproximar mais dela, tomara que não a tenha perdido por completo, tomara que ela ainda tenha ouvidos para me ouvir.
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