Blue Eyes
5 O Furacão James Walker
Notas iniciais
Kisses...

Encarei James com raiva e comecei:
– Como você ousa desaparecer dessa maneira seu... Seu irresponsável! – Falei empurrando o ombro do meu irmão.
– Acho melhor você falar, amigo, porque a fera tá brava! – Disse Dean rindo.
– Vai se ferrar, Dean. – Falei irritada.
– Mona, eu não quero atrapalhar a conversa familiar, mas aqui não é o melhor lugar para isso. – Disse Sam olhando em volta, mostrando os corpos dos vampiros esticados ao chão.
– Tem razão. – Disse passando a mão na testa. – Vamos sair daqui.
(...)
Fomos à um bar perto do hotel, mas claro, antes passamos nos quartos para tomar banho, afinal, aparecer no bar com as roupas cobertas de sangue não seria uma boa ideia Nos sentamos todos em uma mesa e James pediu uma rodada de cerveja por sua conta.
– Então, vai começar a falar ou não? – Perguntei à James.
James suspirou e bebeu sua cerveja.
– Eu tenho aprendido.
– Aprendido o quê, Jimmy?
– À caçar, eu também quero proteger minha irmãzinha. – Ele disse, bagunçando meus cabelos.
– O que custava dar um telefonema, sua anta? – O abracei e dei um tapa em sua cabeça .– Nunca mais faça isso, ouviu bem?
– Sim, senhora!
– Ela é mais nova que você, mas parece sua mãe te xingando. – Zombou Dean.
Todos rimos, menos James.
– Hahaha, que engraçado, eu estou morrendo de rir. – Disse James emburrado.
A garçonete trouxe mais uma rodada de cerveja, Dean e James seguiram ela com os olhos e Dean cutucou meu irmão com o cotovelo:
– Aposto que você não pega ela. – Provocou Dean.
– Eu sou o terror das garçonetes gostosas, amigo, nenhuma me escapa.
James andou até a garçonete que servia o pessoal da mesa ao lado e parou na sua frente, com uma pose provocante.
– Não sabia que anjos agora trabalhavam de garçonetes. – Disse James com um sorriso sedutor.
– Essa foi terrível! – Murmurei para Sam, que estava sentado ao meu lado.
– Qual o seu nome, linda?
A garçonete examinou meu irmão de cima a baixo e sorriu.
Espera, tinha alguma coisa muito errado nela...
Droga, já era tarde.
– Meu nome é Josh, mas sou mais conhecida como Kat. – Disse o travesti com sua voz grave.
– Acho que essa foi mais terrível... – Murmurou Sam no meu ouvido e começou a rir.
James cuspiu sua bebida e encarou o travesti indignado.
Sam, Dean e eu explodimos na gargalhada. A garçonete/garçom rolou os olhos e saiu rebolando.
– Cara, essa aí é a típica mulher Kinder Ovo, sempre tem uma surpresinha dentro. – Debochou Dean rindo.
– Vocês nunca vão esquecer isso, não é?
– Claro que não, “Terror das garçonetes gostosas”. – Disse.
Todos estávamos bêbados, inclusive Sam, “o mais certinho”, mas claro que a dupla de loiros haviam bebido bem mais que Sam e eu. Os dois cantavam músicas que eu não conseguia entender e falavam de mulheres, como era de se esperar.
– Isso aqui tá chato, eu vou vazar. – Disse me levantando.
– Eu vou com você. – Disse Sam, também se levantando. – Nem pensar que eu vou ficar sozinho com esses dois.
– Vocês são dois fracos! – Disse James, com a típica voz de bêbado. – Não sabem aproveitar a vida! – Ignorei meu irmão.
Sam e eu fomos para fora do bar, voltamos a pé, já que o hotel ficava à dois quarteirões do bar. O percurso todo foi silencioso, tirando a parte em que eu tropecei nos meus próprios pés e saí catando pedra, Sam e eu começamos a rir como loucos, mas só nos falamos na hora que já estávamos de frente para a porta do meu quarto, quando demos boa noite um ao outro e entrei no quarto.
Não me surpreendi ao ver Castiel sentado na minha cama, assistindo televisão no canal de filmes pornôs. Quando me viu, trocou de canal e fitou o chão envergonhado.
– Olha, eu vou tentar apagar isso da minha cabeça e fingir que não aconteceu.
– Eu só estava passando os canais, nada de mais.
– Sei... Vocês homens são tudo a mesma coisa, independente de ser anjo ou não. – Tirei minha jaqueta e a joguei em cima da mesa. – Tudo um bando de tarado que só pensa em sexo.
– Não é bem assim. – Ele disse e desligou a televisão.
– Ah, é? Então se eu quisesse transar com você nesse exato momento, você recusaria?
Castiel ficou vermelho e fez que não com a cabeça.
– Foi o que eu pensei.
Fui até o banheiro e tomei um banho rápido pra tirar o insuportável cheiro de álcool, coloquei minha camisa do Star Wars, que batia até o meio da coxa e me deitei. Castiel ficou parado ao lado da cama me observando, mesmo sabendo que eu odeio isso.
– Cass, você vai ficar aí até amanhecer?
– Acho que sim... – Respondeu ele, tímido.
– Não, você não vai. – Disse jogando um travesseiro na sua cara. – A cama é bastante espaçosa, você pode deitar para assistir televisão, eu tenho sono pesado, não vai me atrapalhar.
– Obrigada – Ele disse se deitando ao meu lado.
– Mas sem muito calor humano, por favor. – Disse e dei as costas para o Anjo. – Boa noite, Cass.
– Boa noite, Mona.
Então eu adormeci.
(...)
Toc, toc, toc.
O irritante som de alguém batendo na porta me acorda no meio da madrugada, Cass estava assistindo Titanic e nem se preocupou em ver quem batia, quando abri era Sam com James escorado em seu ombro.
– Só vão ter mais quartos amanhã e meu quarto já está muito cheio. – Ele disse, entrando no meu quarto com James.
– O que eu vou fazer com isso aí? – Disse apontando para o meu irmão, que sorria ridiculamente.
– Sei lá, o irmão é seu.
– Olá, Sam. – Disse Castiel.
– Cass? O que está fazendo aqui? – Sam perguntou, erguendo uma sobrancelha.
– Companhia. – Disse antes do Anjo, que já abria a boca para falar.
– Sei... Bom, tá entregue. – Sam disse para James e deu dois tapinhas em suas costas.
Sam saiu do quarto, deixando James sentado na cama murmurando algo como “Eu sou um homem solitário” toda hora, mandei ele tomar banho e busquei algumas roupas de Sam para ele. Quando ele acabou o banho, eu já estava deitada e Cass também, James não se importou e deitou no meio da cama entre Castiel e eu, apagando em seguida.
E assim ficamos a noite inteira, um anjo, um bêbado e eu na mesma cama.
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