Minha cabeça doía, aliás, tudo doía, especialmente meu braço que havia um corte profundo provavelmente feito por alguma lâmina bem afiada. Mais o pior de tudo, eu não me lembrava de nada, estou em uma especie de fábrica desativada, minhas roupas estão sujas de sangue e terra. Estou completamente confusa, a imagem de um par de olhos azuis não sai da minha cabeça, eu não sabia meu nome, não sabia o que fazia naquela fábrica e não sabia se tinha uma família. Levantei e comecei a mexer no meu bolso, talvez alguma carteira de identidade ou celular poderia me ajudar, mais não havia nada a não ser um pequeno papel amaçado no bolço da minha jaqueta, nele tinha um número de celular com o nome "Dean" escrito.
– Que ótimo, onde eu vou arranjar um telefone?
Sai da fábrica a procura de algum carro, por sorte havia uma caminhonete velha dando sopa, achei a chave dentro de uma maleta de ferramentas na traseira da caminhonete junto com uma coleção de revistas playboy e balas halls. Liguei a caminhonete e segui a estrada.

(...)
De longe avistei um posto de gasolina com e uma lojinha, por sorte eu havia encontrado uma carteira em um fundo falso no banco de trás, a lojinha estava completamente vazia a não ser um atendente adolescente asiático. Quando me viu deu um pulo da cadeira e me fitou assustado.
– Meu deus, o que houve com seu braço? Suas roupas estão todas sujas de sangue!
– Por favor, eu só preciso de um telefone, você pode me emprestar?
O asiático mais que rápido pegou um celular de dentro das calças e me entregou.
– Não vou cobrar nada senhorita, pode ficar tranquila.
– Obrigada. — Dei um sorrisinho de lado e peguei o pequeno papel com o telefone do tal "Dean" e disquei.
Chamou três vezes e uma voz grossa atendeu.
Alô.
– Dean?
– Mona?
– Olha pode parecer uma história estranha, mais eu acordei em uma fábrica sem minha memória e achei seu telefone no meu bolço e...
– Sammy encontramos ela! — Disse Dean me interrompendo. — Olha Mona, vai ficar tudo bem, quando eu chegar ai eu te explico tudo, mais antes eu preciso saber onde você está agora.
– Como eu vou saber se você é confiável?
Dean bufou no outro lado da linha.
– Você tem outra escolha?
– Ok, onde nos estámos esatamente? — Perguntei o asiático.
– St. Clair, Pensilvânia .
– St. Clair, Pensilvânia .
– Sorte que estamos na Pensilvânia, chegamos ai em algumas horas, não saia dai em nenhuma circunstância.

Dean desligou o telefone. Fui até o freezer e peguei um refrigerante e alguns dunuts pois estava faminta, paguei tudo e me sentei para comer, o corte no meu braço doía muito, o atendente asiático fez um curativo quebra-galho para não sangrar tanto que não resolveu muita coisa.
Depois de algumas horas esperando naquela lojinha ouvi o som de um carro estacionado, logo dois homens entraram apreçados, ambos eram bem bonitos, um deles era altão e outro parecia um modelo. O altão andou apreçado em minha direção seguido pelo modelo.
– Mona você está bem? — Disse o altão sentando ao meu lado.
– Eu... er não sei que são vocês. — Disse sem graça.
– Ok Mona vai ficar tudo bem, eu sou o Dean que você tinha ligado e esse é o Sam. — Disse Dean apontando para o altão.
– O quê é isso no seu braço? — Disse Sam tirando de leve os corativos — Isso aqui tá horrivel, vamos leva-la daqui.
Eles me levaram até um carro que eu já havia visto antes um impala preto, Sam me colocou no banco de trás e seguimos a estrada.
– O quê aconteceu comigo? Como eu fui parar naquela fábrica sem memória e com esse corte no braço?
– Mona o que você realmente lembra? — Dean perguntou.
– De um par de olhos azuis, era certante de um homem depois eu apaguei e acordei naquela fábrica.
– Filho da mãe! — Disse Dean.
– O que?
– Nada, Dean tá estrassado não liga não — Disse Sam com um sorriso fraco no rosto — Descanse um pouco talvez começe a lembra de algo.
Não questionei eu estava muito cansada, e por incrível que pareça me sentia segura com aqueles dois. E então eu dormi.
Acordei com Sam e Dean conversando em sussuros, mais mesmo assim consegui escutar:
– Cass disse que temos que protege-la. — Disse Dean.
– Mais e a memória dela? — Perguntou Sam.
– Certamente vai recupera-la daqui a um dia no maximo, ele tirou sua memória para Rafael e seu seguidores não pegarem ela.
Um silêncio mortal ecoou no carro e de repente senti uma brisa leve e barulho de asas batendo.
– Levem ela para a casa do Bobby, lá estará protegida — Disse uma voz rouca de alguém que provavelmente estava ao meu lado. — Quando eu conseguir informações dos outros anjos encontrarei vocês lá.
– Mais e o irmão dela Cass, ele precisa saber que ela está correndo perigo. — Disse Sam.
– Eu vou cuidar disso. — Disse o tal Cass.
Senti sua mão acariciar meu rosto de leve e desceu para o meu braço onde havia o corte e pousou sua mão lá curando meu braço, depois ouvi novamente o som de asas batendo, então não senti mais sua presença, Cass havia ido em bora. Tinha a sensação que já conhecia Cass de algum lugar seu toque não era estranho, sua presença não era estranha, apesar de não ver seu rosto eu sabia que o conhecia.

Notas finais
Espero que gostem!!!!
:3