Blue Eyes

10 Nos Embalos de Sábado à Noite


Notas iniciais
Olha eu aqui! Eu peço desculpas a todos os meus leitores por faze-los esperar desse jeito mas, aqueles que escrevem fanfic sabem muito bem como é quando sua criatividade resolve dar uma voltinha, respirar um ar puro e de repente a danada desaparece deixando a pobre escritora aqui sem nenhuma ideia. :c Bom, vamos esquecer isso né? Eu quero agradecer todos vocês meus leitores lindos por comentarem e não abandonarem a fic e em especial a Isa Winchester que recomendou a fic *--* Ah, para que gosta de Harry Potter leiam minha nova fic (http://fanfiction.com.br/historia/478711/Lolita/) Kisses ^^

Sinceramente, hein. Essa vida de monstros, anjos, demônios, caçadas e quartos de hotel de estrada não é para mim.

— Olha Mona, não é tão difícil assim! — disse James pela milésima vez. — É só mirar e atirar!

— Ahn... Volta naquela parte de mirar, fazendo favor. Acho que eu não entendi — falei, revirando os olhos e sentei no chão de pernas cruzadas, colocando o revólver ao meu lado. — Não vou mais pegar nisso! A última vez que eu atirei, quase deixei você aleijado.

James bufou e sentou-se ao meu lado.

— TPM?

— Não.

— Queda da bolsa?

— Não...

— Vida amorosa?

— O QUE VOCÊ QUER INSINUAR COM ISSO, JAMES WALKER? TÁ FICANDO DOIDO?

— Eita! Acalme-se mulher, só foi uma pergunta. Você tá estranha desde que o Cass anjo boy magia não da mais as caras — disse ele, fazendo uma voz extremamente feminina ao falar "boy magia". — Você deveria sair, se divertir e esquecer um pouco todos esses problemas.

— É, você tem razão. Eu tenho que sair.

— Sim.

— Dançar.

— Isso...

— Beber.

— É...

— Transar!

— TÁ FICANDO MALUCA? VOCÊ É UM BEBÊ AINDA! AH, MALDITA HORA QUE EU FUI TE DAR ESSA IDEIA — berrou James, fazendo um escândalo. Agradeço mentalmente por estar no meio da floresta nesse momento.

— É, grande bebê de 22 anos — murmurei, enquanto Jimmy gritava coisas sem nexo e andava de um lado para o outro que nem uma barata tonta.

Catei o revólver no chão e fui para a casa do Bobby, ainda ouvindo de Jimmy longe tagarelando.

(...)

Era final de tarde quando decidi sair para comprar uma roupa nova. Porque cá pra nós, hein! Calça jeans, botinhas e jaquetas surradas não são bem meu estilo de se vestir quando vou para uma boate. Demorei quase um século para convencer Dean a me emprestar seu carro, finalmente peguei as chaves. Depois de escutar várias ameaças de que se ele descobrisse algum arranhão no carro ele me mataria, rapidamente peguei minha bolsa e segui o caminho para a cidade.

Não demorou muito para chegar, antes de ir às compras passei no Starbucks, comprei um capuccino comchantilly e de lá fui direto para o Shopping. Depois de andar o Shopping praticamente todo, acabei encontrando uma loja que me agradasse. Peguei várias roupas para provar, mas nenhuma era A roupa. Quando eu já estava prestes a desistir, alguém tocou as minhas costas de leve. Me virei, dando de cara com aquele par de lindos olhos azuis que sempre me tira do sério. Ele segurava o vestido mais perfeito que eu já havia visto na minha vida e sorria maroto.

— Você...! — disse, me segurando para não pular no pescoço do anjo e estrangulá-lo ali mesmo.

— Sim, sou eu! — ele falou, franzindo a testa.

Respirei fundo, fechei os olhos e mordi os lábios.

— Então, você some por DOIS meses — comecei, respirando fundo — E a única coisa que diz é "Sim, sou eu"?! — esbravejei.

Virei as costas para o anjo e voltei procurar a roupa.

— Eu achei esse para você — ele disse em seu tom doce de sempre. — Você ficaria mais linda com ele.

Rangi os dentes.

— Olha aqui seu anjo lerdo, não sei o que você pretende desaparecendo desse jeito e em um passe de mágica você aparece aqui com esse sorrisinho de merda, mas fique sabendo que eu não sou idiota! — Nesse momento, eu já estava gritando.

— Senhora, por favor! Não grite, ou serei forçada a pedir que retire-se — disse uma das atendentes.

— AH! VAI SE FERRAR, MOCREIA! — gritei e logo tapei minha boca, arrependida.

— Seguranças! — gritou a mulher e logo vieram dois armários. Castiel pegou a minha mão e num piscar de olhos eu não estava mais na loja, mas sim no carro.

— Ah, ótimo agora! Eu não vou mais poder comprar minha roupa — disse praticamente me deitando no banco do carro. —Droga!

Castiel limpou a garganta atraindo minha atenção, sorriu de lado e me mostrou o vestido.

— Espera, você roubou esse vestido? — perguntei, me segurando para não sorrir.

— Ah, bom... — começou —, não veja por esse lado, eu apenas esqueci de pagar... Se quiser, eu volto lá.

— Negativo — disse, ligando o carro. — Nós vamos é dar o fora daqui!

"Nós"? Então, você não está mais com raiva de mim?

— O quê? Não, não... Eu disse "nós" só por educação — falei, mantendo os olhos sem desviar da estrada. — Então, vai me explicar por que você sumiu?

— É complicado... São assuntos do céu.

— Isso tem algum dedo da Meg? — Quando disse o nome Meg, falei com um pouco de sarcasmo.

— Olha, eu não tenho nada com a Meg.

— Aham.

— Não gosto de sarcasmo.

— Nem eu.

Nos encaramos por uns segundos e começamos a rir.

— Já foi em alguma boate?

— Não, mas uma vez o Dean me levou em um...

— Nem ouse completar essa frase!

— Tudo bem — ele falou, de cabeça baixa.

(...)

Era umas dez e meia quando eu já havia acabado de me arrumar. Eu ia pegar um táxi, porque o Dean com toda certeza não iria me emprestar o impala outra vez. Castiel se incumbiu de ficar de olho em mim a noite toda e me proteger, o que não deixou meu irmão muito satisfeito.

— Então, para onde nós vamos?

— Ah sei lá, talvez na Club Space — brinquei.

— Onde fica isso?

— Em Ibiza "a ilha dos prazeres". Dizem que é a melhor boate do mundo!

— Então vamos — disse ele pegando na minha mão, mas na mesma hora eu soltei.

— Terra chamando Castiel... Você não entendeu?! Isso é em I-b-i-z-a.

— Eu sou um anjo, esqueceu? — Ele tornou a pegar a minha mão. E então estávamos dentro da boate, várias luzes de todas as cores iluminavam o lugar e estava muito cheio. Era descrito em apenas uma palavra: maravilhoso.

— Não tô crendo! Nós estamos em Ibiza?! — perguntei, depois de sair do transe.

— Sim — ele simplesmente disse, sentando em um sofá. Me sentei ao lado dele e pedi uma tequila com bastante limão para mim e Castiel fez cara feia ao ver a bebida na sua frente.

— Ahn, não posso beber... — falou, empurrando o copo para o meu lado.

— Vamos lá, só hoje! — disse, fazendo biquinho. O anjo revirou os olhos, pegou o copo e virou o líquido garganta a baixo e eu fiz o mesmo.

— Uh la la! Isso sim, é bebida de macho — disse, fazendo um tanto de caretas enquanto sentia o líquido descer queimando minha garganta

— Eu gostei — disse ele, com um sorriso bobo. — Quero mais uma!

— Vai com calma, isso aqui não é água não! E quem vai dirigir na volta é você. Não quero acabar parando na Sibéria por sua causa — disse, tirando o copo da sua mão. — Vem, vamos dançar! — me levantei e o puxei pela mão.

— Eu não danço... — Cass falou, acanhado.

— Ah, nem eu! — sorri. — Anda.

Fomos até a pista de dança que estava lotada a ponto de não conseguir se movimentar direito. Quando a música"Pursuit Of Happiness" começou a tocar, parei onde estávamos e comecei a dançar.

Castiel ergueu uma sobrancelha.

— O que está fazendo?!

— Dançando, ué — respondi, rindo. — Você devia fazer o mesmo.

O anjo pareceu meio perturbado com a ideia de dançar. Então, eu peguei suas duas mãos e comecei a balançá-las ridiculamente, tentando fazê-lo se mexer.

— É bem simples, Cass... Não precisa ser um John Travolta da vida para saber dançar. Feche os olhos, sinta a música te levar, esqueça todas essas pessoas à nossa volta — peguei novamente suas mãos e as coloquei no meu quadril. Cheguei bem perto do seu ouvido e sussurrei: — Finja que somos só eu e você.

Continua.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.