Blue Eyes
3 Conversando com Anjos
Notas iniciais
Ps: O banner perfeito foi feito pela Sunshine do PD
Kisses..

Logo reconheci a voz do sujeito de sobretudo, era o mesmo cara do carro que havia curado meu braço e dito toda aquelas coisas sobre um tal de Rafael e seus seguidores quererem me matar. Mais do que rápido segui os três até algo parecido com um celeiro ignorando todos os avisos de Bobby, eu precisava saber o que o figurão tinha que conversar com os Winchester, afinal eu tinha certeza que o assunto principal seria eu.
Sam parou na frente do homem que ele chamou de Cass (provavelmente um apelido), e perguntou sobre o que se tratava o assunto, Cass começou a olhar tudo em volta como se procurasse algo, mas então desapareceu.
— Mas o quê? — sussurrei.
Sam e Dean olharam para todos os lados à procura do homem, mas sem sucesso .
— Cass, seu filho da mãe! — resmungou Dean.
Assustada comecei a dar pequenos paços para trás até encostar em alguma coisa ou... alguém. Torcendo para que fosse algum armário ou algo do tipo passei a mão em algo que infelizmente (ou felizmente) era um abdômen. Fechei bem os olhos e murmurei a palavra “droga“ milhares de vezes mentalmente. Bem devagar me virei e na cara de pau disse um “Oi!” super animado para o cara do sobretudo, quer dizer Cass, que me lançou um olhar reprovador e colocou dois dedos na minha testa, quando me dei conta não estava mais no celeiro, mas sim dentro da casa de Bobby , no quarto.
Assustada olhei em volta para me certificar que não estava ficando louca e encarei Cass.
— O que é você?
— Ouvir conversas escondida é errado, Mona. — disse Cass em um tom calmo.
— Quê? Eu não estava ouvindo conversas de ninguém, meu filho, uma garota não pode tomar uma ar às vezes?
— Você mente muito mau.
— É, eu sei, mas você não respondeu minha pergunta e olha que perguntei primeiro.
— Eu sou Castiel, um anjo do Senhor .
— Interessante, porém, eu acho que já ouvi isso antes, eu já te conheço?
Castiel me olhou triste e balançou a cabeça como um não.
— Você também é um péssimo mentiroso, anjinho — sorri e cruzei os braços. — Não tem nada para me dizer?
— Sim, com certeza Sam e Dean devem estar me procurando. Até logo, Mona, e não tente nos seguir novamente.
E dizendo isso ele desapareceu.
— Seu idiota alado!
Desci para a cozinha onde Bobby estava debruçado na geladeira com uma garrafa de cerveja na mão, logo ao me ver começou a rir.
— Eu disse, garota.
Rolei os olhos e sentei na mesa.
— Tem uma dessa aí para mim? — disse apontando para a garrafa que Bobby tinha nas mãos.
Bobby abriu a geladeira e pegou uma garrafa para mim.
— O que será que o Cass queria conversar com Sam e Dean?
— Você é muito curiosa, menina!
— É, eu sei — disse dando um gole na cerveja. — Mas quando você perde uma grande parte da memória o máximo que pode fazer é escutar conversa dos outros.
— Você é doidinha, menina!
— É Mona!
— Tanto faz — disse Bobby saindo da cozinha
— Adorei sua companhia Bobby, você é mesmo um amor!
Fui até a geladeira e peguei mais uma garrafa, fiquei horas tentando abrir a garrafa com a mão já que não achei nenhum abridor. Dean chegou na cozinha e pegou a garrafa da minha mão abrindo em um segundo.
— Mona, nós vamos pegar a estrada agora.
— Nós me incluindo?
— Sim, por que não?
— Nossa, que milagre, meu deus! — exclamei jogando as mãos para o alto
— Anda, para de drama e vai pegar suas coisas. Me encontra no carro depois.
Peguei minhas coisase entrei no carro.
— Para onde estamos indo? — perguntei ansiosa.
— Vamos atrás de um otário que ainda se diz ser nosso avô.
— Certo, problemas familiares.
Dean ligou o rádio e então seguimos estrada.
xxxx
Chegamos em um hotel daqueles de estrada bem fuleiros, Sam pegou um quarto para mim e um para ele e Dean dividirem. Chegando no quarto joguei minhas coisas em algum canto e pulei na cama de casal que até que não era tão ruim para um hotel com aquele, logo depois tomei um maravilhoso e demorado banho e depois resolvi assistir TV, já que não estava com sono, estava passando um dos filmes do Bruce Willis, acho que era Duro de Matar, não me preocupei em olhar o nome.
— Não sei o por quê de todas as pessoas acham esse homem incrível, todos sabem que nada disso é real.
Soltei um grito ao ver Castiel parado ao lado da televisão.
— Você não sabe usar a porta?! — disse colocando a mão no peito. — Eu quase tive um infarto aqui.
— Desculpe-me — disse Cass em seu tom calmo de sempre.
— O que você está fazendo aqui?
— Sam e Dean pediram para eu cuidar de você enquanto eles estão ocupados.
— Virou babá agora, é, anjinho? — disse rindo. — Cai na real, eu não preciso de ninguém para me proteger.
— Eu não teria tanta certeza disso, boneca — disse um homem de estatura um pouco mais baixa do que Cass com um terno preto e jeito de inglês.
— Isso já virou invasão! — reclamei.
— Crowley — disse Cass.
— Cass, que prazer ver você!
— O que você está fazendo aqui?
— Vim dar um oi para nossa amiguinha aqui, já que faz um tempo que não a vejo. — Crowley pegou minha mão e a beijou.
— Fica longe dela, Crowley — Cass disse, furioso.
— Tudo bem, eu prefiro as ruivas mesmo. — E dizendo isso o homem desapareceu.
— Cass, quem era a figura? — perguntei.
— Crowley é um demônio, o rei do inferno.
— Por que ele apareceu no meu quarto, pode me dizer?
— Ele deve ter me seguido, provavelmente.
— Então você vai ficar aqui?
Cass sorriu e balançou a cabeça como um sim. Melhor ter um anjo com você do que um demônio inglês.
— Pelo menos não vou me sentir sozinha
Sentei na cama e pedi para ele se sentar ao meu lado e voltei a assistir o filme, mas Castiel ficou me encarando o que me deixou bastante desconfortável.
— Ei, quer parar!
— Desculpe.
Pelo visto a noite seria longa...
Notas finais
Kisses
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