Blue Eyes

4 A Caça ou a Caçadora?


Notas iniciais
Oooi amores! Entããão... AMEI os reviews, mas gente, eu to cheia de leitores fantasmas! Isso é muito chato então comentem, ok?
Ps: Pra quem quiser ver o trailer...
http://www.youtube.com/watch?v=friiHPqDC6c&feature=youtu.be

Nota do dia: eu odeio o Bruce Willis, odeio ter sono pesado, odeio camas de hotel e, principalmente, odeio Dean Winchester!

Agora devem estar se perguntando: por que tanto ódio no coração? Bom, depois de assistir uma maratona de filmes do Bruce Willis, eu acabei dormindo como era de se esperar, mas eu não contava com o fato de que eu acabaria dormindo no colo de Castiel!

Quando acordei, Cass estava confortavelmente assistindo TV, sem nem mesmo se importar de uma doida o fazer de travesseiro.

– Ai meu Deus do céu – eu disse me levantando bruscamente e me arrastando para o outro lado cama, bem longe de Castiel. Infelizmente, tão longe que acabei caindo ridiculamente da cama com as pernas para o ar.

Cass, preocupado, correu até o outro lado da cama e me carregou e então, nessa hora, Dean abre a porta – que estava trancada, estranho... – para me chamar pro café da manhã. O resultado disso foi aguentar as piadinhas de Dean por horas.

– Agora diz ai, Cass, quando eu pedi para você cuidar da Moninha, eu acho que você entendeu errado – disse Dean com cara de pervertido – Seu garanhão.

– Dean, eu não tenho tempo para brincadeiras, não posso ficar muito tempo na terra, o céu esta em guerra!

– Como assim guerra, Cass? É o céu, não Esparta!

– Você ainda tem muito que aprender, Mona. Os anjos estão em guerra desde que o chefão foi para a caixinha com Lúcifer.

– Como assim?

– Com o tempo eu te explico – respondeu Cass, que logo depois sumiu.

– Odeio quando ele faz isso – resmunguei cruzando os braços.

– É, eu também – concordou Dean.

Depois de toda essa confusão, Dean e eu fomos encontrar Sam numa lanchonete. Sam estava com seu notebook e tomava uma xícara de café, Dean pediu ovos com bacon, e eu, um capuccino.

– Ei, Dean, parece que temos um caso não muito longe daqui. – falou Sam.

– Manda ai.

– Parece que um ninho de vampiros fez um grande estrago em um bar na ultima sexta-feira, a polícia suspeita de que tenha sido algum urso.

– Sempre colocando a culpa nos ursos – disse Dean.

– Legal, posso ir com vocês? – perguntei esperançosa.

– Não é uma boa idéia, Mona. Temos que manter você segura, e ir a um ninho de vampiro não vai ser boa idéia – respondeu Sam.

– Então é assim? Vão me manter longe de toda a diversão?

– Isso aqui não é brincadeira, as vidas de várias pessoas estão em jogo. – Dean foi simpático como sempre.

– Que bacana, então eu vou ficar de lado novamente?

– Vai! – os dois disseram juntos.

– Nossa, está bem, eu entendi – disse chateada.

Depois de acabar o café, voltamos para o hotel, Sam e Dean saíram de terno do tipo agente 007 e disseram que não teriam hora para voltar, mas antes colocaram sal nas janelas e portas e deixaram um tipo de faca que mata demônios.

“Como se eu fosse precisar” – pensei.

–Não se meta em encrencas, ok? – pediu Dean, que logo depois bateu a porta.

Eu estava com raiva, afinal, quem era esse tão falado Rafael que queria me matar? O que eu fiz para ele?

– Eu posso te dar respostas. – disse alguém atrás de mim.

Realmente, isso aqui já estava ficando chato! Toda hora um invade meu quarto. Talvez deva ter uma grande placa na porta escrita “Casa da mãe Joana”.

– Quem é você? – perguntei, empunhando a faca.

O homem olhou para a faca e fez uma cara de indiferença.

– É assim que você recebe um velho amigo como eu? – o homem sorriu – Parece que não se lembra de mim.

– Não, eu não lembro.

– Me chamo Balthazar, sou um anjo. – ele disse, caminhando até a geladeira e pegando uma cerveja.

– Para mim, anjos não bebiam.

– Qual é! Eu sou anjo, mas não sou santo.

– O que você quer comigo, Balthazar?

– Apenas conversar. Prometo não te matar, te sequestrar ou te estuprar.

– Tudo bem – puxei uma cadeira e me sentei, Balthazar fez o mesmo. – Espera, por que quer me ajudar?

– Estou retribuindo um grande favor a você. – respondeu Balthazar sorridente – Como tinha falado, eu sou um amigo.

– Acredito em você.

Balthazar jogou uma cerveja para mim e começou a falar:

– Você quer saber por que Rafael que matá-la, não é mesmo?

Confirmei com a cabeça.

– Sabe quem é esse Rafael?

– Acho que não.

Balthazar colocou a mão na testa e deu um longo suspiro.

– Menina, seu tio não te ensinou nada sobre arcanjos?

– Espera, o Arcanjo Rafael quer me matar?

– Sim.

– O que eu fiz?

– Não o que você fez, querida, mas o que seu pai fez.

– Meu pai? Que eu me lembre nunca tive nenhum contato com ele, meu tio contava que ele abandonou minha mãe antes que eu nascesse.

– Que triste, daria um ótimo roteiro para novela Mexicana. – zombou ele.

– Idiota.

– Mas, mudando de assunto, aquela carta ali em cima do criado – o anjo apontou o dedo para a carta –, nunca quis abrir ela?

– Todos os dias.

– Por que não a abre?

– Tenho medo do que possa haver ali dentro...

– Mona, tudo o que você procura, todas as respostas das suas perguntas estão naquela carta. Mas se escolher abri-la, você terá que arcar com as consequências.

E então Balthazar desapareceu. Agora me sentia sozinha, Castiel não havia voltado, nem Sam e Dean. Sai do meu quarto e encarei a porta do quarto dos meninos que ficava ao lado do meu. Não faria mal dar uma xeretada lá, afinal o que os olhos não vêem, o coração não sente.

Tirei um grampo do bolso da calça e comecei a mexer na fechadura até conseguir destrancar a porta, olhei para os dois lados para ver se não havia ninguém e entrei. O quarto estava uma bagunça; em cima de uma mesa havia vários recortes de jornal e o notebook de Sam. Me sentei, abri o notebook e fui no histórico, encontrando a pagina que ele havia acessado na lanchonete.

– Bingo!

Fechei o notebook e peguei uma bolsa debaixo da cama, onde havia algumas armas. Peguei um facão e uma arma, voltei ao meu quarto e troquei de roupa.

Fui até o estacionamento sorrateiramente, o cara da recepção dormia em cima do balcão, não havia nenhum movimento, então me aproximei de um dos carros e arrombei a porta.

– Que descuidado! – eu disse rindo.

[...]

Esperei, do lado de fora do bar encostada ao carro que eu peguei emprestado/roubei, que Sam e Dean saíssem . Quando saíram, me escondi até eles entrarem no impala e pegarem a estrada, e então os segui até uma enorme casa velha bem no meio do nada. Claro, sem deixar que me vissem. Deixei o carro no meio do mato e andei devagar até a casa, da qual escutei o barulho de luta antes de entrar. Um vampiro me abortou ao chegar a um corredor escuro, levantei as mãos fingindo redenção, e o vampiro sorriu e andou em minha direção. Quando ele estava perto o suficiente, tirei o facão de dentro da calça e o golpeei, fazendo com que caísse no chão e então, mais do de rápido, o decapitei.

Continuei seguindo pelo corredor até chegar a uma sala, um dos vampiros estava em cima de Sam e sua faca havia parado do outro lado da sala; em um movimento rápido, fui até eles e decapitei o vampiro. Havia vários corpos e cabeças jogados no chão, e sangue por toda a parte.

– O que você está fazendo aqui, Mona?! – perguntou Sam, se levantando do chão.

– De nada, Sammy – mandei uma piscadinha para ele.

Dean saiu de um dos cômodos limpando o sangue da sua faca em sua gravata, fechando a cara quando me viu, e andou pisando duro até a mim.

– Qual a parte de "Você não vem" você não entendeu?

– Relaxa, James Bond – rolei os olhos.

– James Bond? – Sam reprimiu uma risada.

– É, ele me lembra o James Bond com esse terno. Mas não os primeiros James Bond, que o Roger Moore e o Pierce Brosnan fizeram, e sim, o ator dos últimos film...

– Cuidado! – gritou Sam e me puxou para perto dele.

Quatro vampiros apareceram e nos cercaram. Dean, Sam e eu empunhamos a faca e esperamos os vampiros nos atacarem. O primeiro me atacou com um chute na barriga, e com a queda minha faca foi parar perto da porta. Sam e Dean estavam ocupados demais com três vampiros para pegarem a faca para mim. O vampiro era bem mais forte do que eu, claro, ele prendeu meus dois braços e sussurrou no meu ouvido:

– Sabe, você é muito bonita. Seria bom ter você na família.

– Bom, parte da sua família está morta, seu sanguessuga nojento!

– Por isso que quero reconstruí-la.

O vampiro mordeu o próprio braço, fazendo sair uma boa quantia de sangue, e ele já ia passar seu sangue na minha boca, quando sua cabeça saiu rolando e seu corpo pesado caiu sobre o meu.

– Acho que ele perdeu a cabeça, mané. – disse o homem que aparentava ter 29 anos, 1,85 de altura, olhos azuis marcantes, cabelos loiros bem curtos e um sorriso travesso no rosto.

– Jimmy!

Notas finais
Então?? Quero reviews u.u