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14 Merry Xmas!


Notas iniciais
Boa leitura!

Estávamos numa boa dançando, embora Sasuke ficasse com uma cara fechada, mas já estava acostumada. Mesmo sabendo que não era bem por aquele motivo que ele estava assim, resolvi perguntar:

—Está com essa cara por causa deles?—questionei me referindo ao Itachi e a Sakura.

Ele olhou par mim com uma cara estranha, diria até engraçada e falou:

—Claro que não.

—Então, o que foi?

—Nada. Só não gosto de dançar.

—Se é assim, vai sentar.

—Não vou te obedecer.

Revirei os olhos e disse:

—Então fique e não reclame.

—Agora eu vou.—implicou.

Quando ele ia em direção a mesa, a música parou e alguém anunciou que haveria uma música especial pros recém-casados da festa.

Isso só podia ser brincadeira. Além de ter de ficar no mesmo lugar que eles, ser obrigada a ficar no cantinho por que não dançaria sozinha uma música pra casais.

Sasuke não me deixou sozinha e permaneceu ao meu lado, logo todos abriram espaço e fizeram uma roda e os dois estavam ali.

Foi a primeira vez que os vi depois do casamento, pareciam felizes. Me tranquilizei e lembrei de que Itachi estava sendo feliz. A música começou e todos começaram a dançar também, embora o foco estivesse nos dois. Sasuke e eu ficamos paralisados no meio de toda aquela gente. Mesmo estando desconfortável com isso me animei, pois eu amava aquela canção.

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Mai que estava paralisada assim como eu, começou a se animar ao decorrer da música.

Der repente ela olhou pra mim e disse:

—Você não está pensando nisso né?

Ela suspirou e retrucou:

—Não disse nada Uchiha.

—Ainda bem.—afirmei procurando um lugar pra me sentar enquanto aquilo não acabava.

Quando voltei minha visão pra onde ela estava, a mesma tinha sumido. Me espremi entre as pessoas e depois de uns pisões no pé, entre outras coisas, vi que ela estava dançando sozinha em um canto mais afastado.

Mantinha os olhos fechados e sorria. Eu comecei a pensar, apenas por um instante que estava sendo um pouco insensível com ela.

Mai se transformava toda vez que tinha música envolvida, sorri e decidi fazer algo que nunca mais se repetiria.

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Deixei Sasuke de lado e fui procurar um canto pra dançar, não iria desperdiçar meu baile de formatura por não estar acompanhada.

Me deixei levar, fechei os olhos e senti o ritmo. Quando menos esperava senti alguém me puxar. Ao abrir os olhos estávamos Sasuke e eu no meio da pista dançando juntos.

Duvidei de meus próprios olhos e provavelmente esses estavam arregalados.

—Parece que viu um fantasma.—zombou.

—O que você está fazendo?—perguntei contendo um sorriso.

—Dançando, oras.

—Eu sei, mas não disse que odia-—fui cortada pelo dedo dele selando meus lábios.

— Esquece o que eu disse e aproveita, pois isso nunca mais vai se repetir. Sorte sua que nunca mais vou ver essa gente.—sorriu do jeito que só ele sabia fazer.

Ele me rodopiava, eu ria e logo estávamos nos balançado juntos recebendo total atenção das pessoas. No momento me esqueci até mesmo que Itachi e Sakura também nos assistiam, nós dois ali como loucos dançando insanamente ao som de Time of my life.

—Estou me sentindo na cena de um filme.—confessei me acabando de rir nos braços dele.

—Pensei que só quisesse ser atriz zumbi.—riu irônico.

—Nada me afeta agora, estou feliz!—concluí aproveitando o momento.

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Ao ver aquele sorriso fiquei feliz, tive poucas chances de vê-lo. Ela estava realmente se divertindo e devo confessar que não foi tão ruim.

Aposto que se não fosse por esse ser insuportável que agora chamo de amiga, essa noite teria sido um tédio.

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Dias depois...

Acordei com o toque do celular.

—Alô.— disse irritado por ter meu sono interrompido.

— Oi maninho.— cumprimentou com animação.

—O que você quer?— murmurei insatisfeito.

— Nossa, é assim que você trata seu irmão?

—É sério Itachi, fala logo.

— Ah! Te acordei né? Foi mal, só queria saber como você tá.

— Bem.

— Mesmo?

— Tô Itachi.— respondi irritado.

— Relaxa aí. Vai passar o natal com nossos pais?

— Não sei. Acho que sim.

— Então, ok. Feliz natal maninho. Se cuida.

Ele desligou e fiquei tentando entender o por quê dele interromper a lua de mel pra ficar falando coisas inúteis.

Mais tarde naquele dia...

Parece que hoje é dia de receber ligações, ninguém merece!

Podiam parar de pensar que sou um carbono.

Ainda bem que não disse em voz alta, dessa vez era minha mãe.

— Oi mãe.

— Tudo bem filho?

—Sim. Tudo bom com a senhora?

— Mais ou menos.— respondeu cabisbaixa.

—O que houve?— me preocupei.

Nesse momento a campanhia toca e vou atender.

— Espera um pouco.— pedi a ela abrindo a porta, ao ver que era a Mai deixei que ela entrasse.— Pode falar agora.

Me acomodei no sofá e Mai fez o mesmo.

— Filho, não vamos conseguir chegar a tempo pro natal.

— Tudo bem.

— Tudo bem nada, você vai ficar sozinho.

— Não ligo pra isso, fica tranquila.

— Sério mesmo?

— Sim.

— Então se cuida e feliz natal.

— Feliz natal, mãe.

Desliguei o telefone e Mai estava deitada no sofá quase dormindo.

— Levanta daí preguiçosa.

— Não quero.

— Abusada.

— Quem era? Sua mãe?

—É, estava de neura porque vou passar esse natal longe dela.

—E você nem liga, né?— me bateu indignada.

— Ei! Eu ligo, só não me importo de ficar sozinho.

— Ah, sim.— concordou.

—E você, o que tá fazendo aqui?

— Grosso. Vim visitar meu amigo, não posso?

— Tédio?

— Exatamente.

—O que quer fazer?

— Estou aberta a sugestões.

— Então vamos ficar assim o dia todo.— me joguei no sofá.

— Seu espírito natalino é contagiante.— murmurou como se isso fosse mudar meu humor.

— Eu sei.— impliquei.

— Já sei! Vamos dar uma volta na cidade.— disse me puxando pra fora do sofá.— Quem sabe a decoração não te anima.

Olhei pra ela com a sobrancelha arqueada e a mesma confessou:

— Embora eu duvide disso.

— Agora sim está agindo como a Mai que eu conheço.— sorri e ela me arrastou porta a fora.

Fomos conversando pelo trajeto e quando paramos pela insistência dela em uma loja de lembrancinhas, ela tagarelou:

— Sua mãe não quer que você passe o natal sozinho, né?

—E o quê tem isso?— perguntei seguindo-a pelos corredores.

— Sei lá, poderia passar lá em casa.— respondeu pegando uma rena de pelúcia na prateleira.

Pensei um pouco e já estava ela em outro corredor.

— Pode não ser o banquete que você está acostumado mas, pode ser legal.— pegou mais uma pelúcia, dessa vez um duende mal encarado.

— Tá, não tenho nada pra fazer mesmo.

Mai foi em direção ao caixa e pediu:

— Segure, por favor.— me entregou os dois objetos peludos e pegou o dinheiro.

Ao pagar a segunda pelúcia que havia prego disse:

— Pra você.— sorriu.

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Antes que pudesse entregar a fofa rena à caixa, Sasuke puxou ela de minha mão e pagou.

—O que está fazendo?

— Pra você.— imitou minha fala.

Sorri e aceitei. Ao sairmos de lá ele falou:

— Vamos tomar alguma coisa.

Chegando na lanchonete ele pediu cappuccino, fiz uma cara de repulsa.

—Que foi?

— Cappuccino nesse calor?

—É bom, não importa o clima.

— Você quem sabe. Eu vou de sorvete.

— Anda logo então, tá quase babando.

Arrumamos uma mesa pra sentar e logo alfinetei:

— Meu sorvete está irresistível, tem certeza que não quer?

— Cale a boca e come antes que derreta.

Traduzindo: “Come e me deixa em paz.”

Ri e me calei ao passar um zíper imaginário na boca, fazendo ele revirar os olhos.

O dia correu nesse ritmo, quando vi a hora decidi fazer uma última coisa antes de ir embora.

— Vem Sasuke.— insisti puxando ele até a cabine.

— Como você é chata!

— Eu sei.— exibi um grande sorriso ao conseguir fazer ele entrar.— Não tiramos nenhuma foto, o que custa?

— Anda logo com isso.

Tiramos duas e ele com a cara fechada.

— Ah, melhora essa cara!

Foram mais algumas,e por um milagre aquele ser não tinha tentado me estrangular.

— Agora, pra terminar— tirei dois gorros de papai noel da bolsa— uma foto natalina.

— Ah, pára. Não vou fazer isso.

— Quanto mais cedo fizer, mais rápido saímos daqui.— aconselhei.

Pegou o gorro insatisfeito.

— Sorria Sasuke.— pedi.— Por favor.— disse unindo as mãos.

O tempo da foto passou e bateu quando estávamos desprevenidos, gerando uma hilária fotografia. Com isso ele sorriu e a última saiu perfeita.

— Doeu? Não, né. Então, custa sorrir pra uma foto?

— Está bem Mai, já foi agora chega. Fica quieta.

Antes que eu pudesse dizer algo, meu celular tocou.

— Oi mãe.

— Filha, seu pai e eu decidimos fazer a ceia antes da meia noite. Queremos dormir cedo, amanhã vamos sair antes das sete, lembra?

— Tudo bem mãe.

— Seu amigo vai se importar?

— Claro que não. Beijo.

— Sasuke, você não liga da ceia ocorrer antes da meia noite né?

— Já devia saber a resposta.

— Claro que sei, só quis confirmar.— me gabei.— Vamos?

Chegando lá, ele foi super simpático. Nem parecia o mesmo.

— Quem é você e o que fez com o Uchiha? — brinquei.

— Seus pais são legais,e não lerdos que nem você.— sacaniou.

— Ah, aí está ele.

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Foi divertido, gostei de passar um tempo com a família da Mai. Sai de lá um pouco depois de dez e meia, a minha casa estava tão silenciosa que no fundo agradeci a Mai por ter me convidado.

Eram onze e cinquenta e oito, estirado na cama peguei meu celular e mandei uma mensagem.

O que eu não sabia era que Mai fazia o mesmo, e a meia noite em ponto recebi a mesma mensagem que havia enviado:

”Marry Xmas!”

Notas finais
Espero que tenham gostado! :)