Bloody Orchid

1 Capítulo 1 - Posição da lua


Notas iniciais
Sei que sou exagerada nessas coisas de críticas, mas realmente se alguém tiver isso a falar ou algo do tipo, diga. Com moderação, por favor.Obrigada(o) por ler.

Por que será que todas essas pessoas ficam me olhando assim? Só porque possuo a pedra mais valiosa do mundo? Bem, isso é um motivo... Ah, deixa quieto. — Pensava Violetta, sempre quando passeava com sua cachorrinha chamada Mel pela rua. Todos paravam para olhá-la e se encantavam.

–Acho que nunca viram uma pedra tão linda. — a garota resmungou para si mesma. Atravessando uma esquina, Mel viu um gato, e como todo cachorro, ela correu atrás do animal. Ele se esticou, deu meia volta e foi para direção oposta a que estava indo. Mel o acompanhou. Violetta tentava parar a cadela, mas ela era rápida demais.

Quando acho que já não dava para controlar seu bichinho de estimação, um garoto alto e moreno apareceu de repente, e conseguir acalmar Mel.

– A lua deve estar de sacanagem comigo, só pode. — A adolescente disse, ao ver de quem se tratava.

– Nem um obrigado você me dá por ter te salvo de uma queda terrível por causa de sua cadela, Castillo?- Leonard pergunta, sorrindo e acariciando Mel.

– Preferia morrer. — Violetta disse, pegando a corrente da coleira da cadela. Deu meia volta, e saiu andando mas parou no meio do caminho ao lembrar que precisava fazer referência ao que ela tinha e ele não. A pedra. — Mas você não acha irônico? Porque mesmo que eu tente me matar ou queira morrer, a orquídea não vai permitir. — Ela continuou, agora sorrindo cruelmente. Ele que estava que também estava sorrindo, parou de fazê-lo.

Ela sabia que ele odiava quando a mesma dizia coisas sobre a pedra, por causa do fato dele não a possuir. Leonard respirou fundo fechando os olhos, e só os abriu quando ouviu passos se distanciando. Era a garota indo embora. Ele a acompanhou com o olhar, enquanto ela desaparecia na estrada sem fim.

***

Leonard chegou em casa bufando. Não por causa da caminhada, mas por culpa daquela mimada. Deu graças à lua que ninguém estava na sala, porque se estivessem, iam o encher de perguntas. Subiu os degraus da escada, foi até seu quarto, trancou a porta e se jogou na cama. Uma cachoeira da perguntas jorrou de repente em sua cabeça. Como essa garota — diziam algumas perguntas — consegue ser tão fria? Como ela consegue dormir a noite sabendo que o que fala pode machucar ou machuca as pessoas? Como os dizeres dela podem afetar tanto outro vampiro? E por que Violetta é assim? O que aconteceu em seu passado?

Uma forte batida na porta interrompeu o devaneio. Leonard levantou da cama, abriu a porta, mas antes que dissesse algo para a pessoa sair dali, deram-lhe um chute na barriga. Ele voou e só parou ao bater na janela. O vidro da mesma quebrou em cima dele, mas o mesmo tentou se levantar. Em vão. Levou uma pancada na cabeça, e caiu de novo no chão. Lembrou-se do que um dia seu pai lhe dissera: "Se em algum momento alguém invadir nossa casa, se finja de morto, e pego-o de surpresa". E foi isso o que fez.

– Morreu. — Disse um homem. O adolescente sabia quem era. Mas não conseguia lembrar seu nome.

– O quê? Não era para isso ter acontecido. O chefe vai nos matar. — Disse uma outra pessoa, um outro cara. Minha memória na certa, pensou o garoto, está debilitada. Não lembro de nenhum dos dois mas sei quem são!

– Vamos dar o fora daqui, mas antes temos que cumprir nossa missão. — O primeiro disse, e quando escutou os passos deles se afastando, Leonard sentiu que podia relaxar.

Quando realmente achou que estava fora de perigo, ele levantou mesmo com dor, e sentiu-se exausto mas ao mesmo tempo aliviado por ter sobrevivido. Porém, esse sentimento bom se tornou numa náusea estonteante.

– Mãe... Diego...- Leonard sussurrou, se direcionando à porta. Já não conseguia ficar de pé, então se ajoelhou.

A escuridão começava a dominá-lo, quando chegou ao corrimão do corredor que dava na escada. A obscuridade já vinha com mais rapidez, mas antes de não poder mais sentir seus membros, ele ainda viu sua mãe no chão, completamente largada.

Como já não conseguia se sustentar nem ajoelhado, ele deitou. Tentou chamar pela mãe. Tentou pedir ajuda, porque já pressentiu o que vinha na frente. Mas sua voz falhava. Desculpe errei. Não falhava, pois não havia nada para falhar. Não havia voz em suas cordas vocais, não emitia som quando abria a boca para dizer algo.

Antes da escuridão tomar-lhe completamente os sentidos, ele viu sua mãe ser apunhalada bem no coração com uma estaca.

***

Violetta foi rindo para casa, após ridicularizar um dos membros da família rival a sua. Quando chegou em sua residência teve que enfrentar uma serie de perguntas, mas encarou todas sorrindo estranhamente. Seus familiares não entenderam nada, e por isso deixaram passar. Mas para ela ficou bem claro que ela sair sem falar nada a ninguém não pode nunca mais se repetir.

Foi para seu quarto, e quando chegou lá se jogou na cama, rindo muito. Do que achava graça? Da cara de pateta do Leonard quando ela disse aquilo. De perceber que ele a estava observando partir. Tudo.

Quando parou de rir, e ia tomar seu banho, lembrou do que tinha que fazer. Do que prometeu fazer. Escrever em seu diário para seu velho. Acreditava que assim conseguiria se comunicar com ele.

– Como você me faz falta meu pai... — Violetta disse, acariciando seu objeto. — Mas não se preocupe. Já vou tratar de acabar com a vida do viado de terminou com a sua. Os Vargas não tem chance contra mim. Não enquanto eu tiver a orquídea. Eles não perdem por esperar. — Ela continuou, com um tom de desprezo ou nojo na voz.

– VIOLETTA! VENHA ALMOÇAR!- Gritou Olga, da sala. Violetta sorriu, e foi até o lugar onde a empregada estava. Mas antes gritou um já vou de volta.

– Por que ainda está com esse sorriso enorme no rosto?- Perguntou a mulher, ao ver a garota descendo os degraus que davam na sala.

– Porque Olguinha, a vida é bela. — A garota disse, dando um beijo na bochecha da empregada, e indo correndo e dançando ao mesmo tempo na direção da cozinha, deixando a mulher confusa.