Bloody Fetish

7 Capítulo 6 - Não importa o que faça, você é meu.


Notas iniciais
Hello. Essa semana consegui postar no dia devido aêaê *pula* n.
Bom, espero que estejam ansiosos para ler, porque eu tava pra postar e q.
Então, sem mais enrolar: Boa leitura.

【 — SungMin’s POV ▪ 】

“I get more and more strange.”

“Eu fico mais e mais estranho.”


É mais do que óbvio que eu não deveria confiar em ninguém além dos meus amigos nessa casa, principalmente nele.

KyuHyun.

O que diabos eu estou fazendo aqui?! Os meninos estão completamente encantados pelos outros, tirando KiBum claro, que não teve nenhum contato bizarro até agora e nem sequer sei se vai ter. Sorte a dele, afinal, não é nada legal.

Tenho ódio de mim mesmo ás vezes, porque mesmo tendo noção do quão nojento e ridículo essa criatura é; eu ainda continuo me sentindo tremendamente atraído por ele. É como se toda que eu o visse, algo blindasse parte da minha consciência e meu corpo todo praticamente se sujeitasse á ele. Não poderia suportar a necessidade de tocá-lo todas as vezes que sentisse seus olhos negros analisarem cada parte de mim sinuosamente. Quando nossas íris se encaravam, era como se algo dentro de mim acordasse. Um calor passava por todo o meu corpo, deixando-me fogoso e desejoso daquele ser á minha frente.

Um erro.

Dei as costas á Kyu que continuava gritando meu nome, mesmo comigo claramente o ignorando. Voltei até o meu quarto – lugar onde eu nem deveria sequer ter saído – e sentei-me na cama, procurando pelo controle da TV. Não poderia sair da casa, mas também não precisaria necessariamente ficar entediado o resto da minha estadia ali.

Como se não bastasse fazer o que já fazia por costume, KyuHyun simplesmente entrou no meu quarto, com o maior carinho do mundo. Olhei-o com total desdém, irritado comigo mesmo por estar sentindo tal coisa. Não sabia nomear o que sentia, e tampouco queria fazê-lo.

Seu cabelo desgrenhado estava desenhando a curva de seu rosto de uma forma tão linda, que foi impossível para eu não desejá-lo. Mais uma vez estava eu cometendo o mesmo erro. Desejá-lo. Isso era errado, pecaminoso. Deveria sentir nojo de mim mesmo. Me sentir atraído por uma pessoa que matara outra na minha frente. Sugara o sangue dela como se fosse a coisa mais natural do mundo. O que pra ele devera ser... Todavia, ainda é errado!

— SungMin! Desculpe.

— Está pedindo desculpas pelo que?

— Pelo... Por... Você me viu com ZhouMi e nós não temos nada.

— Não é o que parece.

— Minnie... – Aproximou-se de mim, deixando-me parcialmente pálido. Aproximações vindas dele nunca eram muito boas para minha sanidade. — Me ouça. Preciso que confie em mim. Você... Deve ficar comigo.

— E se eu não quiser?

— Você quer. – Dei-me conta que Kyu já estava extremamente próximo e eu estava inclinado por cima da cama, ao invés de sentado, ereto como estava antes. — Não negue, por favor... – Seu tronco viera mais para cima do meu, fazendo-me deitar por cima da pilha fofa de travesseiros que se encontravam ali. Sua respiração em minhas bochechas e pescoço deixavam-me totalmente arrepiado. — Seja meu. – Mordeu-me a orelha.

— Não. – Sussurrei com a voz completamente rouca pela tentativa de esconder o desejo.

Pude sentir suas mãos tocarem meus pulsos com certa força, deixando-me assustado e ao mesmo tempo ainda mais desejoso. Suas íris faiscavam em desaprovação para com o que eu falara. Pouco me importava. Não seria dele tão fácil. Não me importa o que terrivelmente sensual e lindo ele me pareça. Não posso ceder assim.

Não posso me apaixonar.

—Você ainda não entendeu não é?! Você já é meu. –Dito isso, meus olhos se arregalaram ao mesmo tempo em que sua respiração gélida batera contra meu rosto e fora cessada por um toque carinhoso de seus lábios nos meus.

Não conseguia me mexer ou raciocinar. O toque de seus lábios gelados no meu corpo quente, fizeram-me ter arrepios tão intensos que chegavam a doer. Pude vê-lo sorrir minimamente antes de cortar aquele contato. Assim que o fez, olhou-me nos olhos e quando achei que fosse se retirar, eu estava mais que enganado. Ele voltara a juntar seu corpo ao meu, mas apenas para sussurrar-me com uma voz envolta em desejo:

— Meu. Apenas meu.

Dito isso, saiu do quarto, deixando-me completamente atordoado. Uma vontade imensa de beijá-lo fez-se gritante em meu corpo. Meus lábios queimavam em desejo, assim como cada parte do meu corpo.

Eu estava numa luta comigo mesmo. Uma parte queria que eu me afastasse, que eu relutasse. Que em hipótese alguma eu deveria me envolver com tal criatura. Porém, a outra gritava pelo contrário. Queria que eu me entregasse de corpo e alma para tal pessoa. Que eu saciasse totalmente meu desejo por ele. Que eu o amasse.

O pânico e a dúvida dominavam o meu ser. Não queria ver ninguém naquele momento, portanto, apenas recostei-me de volta á cama, encolhendo-me em posição fetal na cama, na tentativa falha de redimir-me comigo mesmo pelo meu desejo errante. Nada poderia ser mais errado do que me apaixonar por um vampiro. Alguém que me tiraria a vida.

Precisava desistir desse desejo erroneamente sensual.

— Não posso...

\"\"

【 — HeeChul’s POV ▪ 】

“I wanna play the game, I want the friction.”

“Eu quero jogar o jogo, eu quero a fricção.”


Era um local completamente diferente do que eu já estive desde que me conheço por gente. Estava escuro, o cheiro de metal, vinho e mais algo que eu não identificava o quê era forte. Olhei para cima e dei-me de cara com um local abatido. Mal pintado, mal cuidado. Era aparentemente um apartamento velho, com as paredes quase caindo. Um horror. Adentrei mais pelo local e vi-me de encontro com um quarto, me virei e me deparei com escadas, das quais subi.

Não possuía a menor noção de onde estava; apenas sabia que lá dentro havia um cheiro extremamente forte, que me fazia querer ficar independente do que o lugar fosse. Aquela sensação quente e deliciosa corria minhas vias respiratórias toda vez que eu inalava seu aroma. Demorei até reconhecer o cheiro, mas assim que pisei no fim da escadaria, chegando ao segundo andar, o cheiro se intensificara, permitindo meu cérebro finalmente captar a essência.

Aquele aroma de canela deixava-me tonto de tão forte que era. Adentrei para um dos quartos, sentindo cada vez mais forte as sensações causadas pelo cheiro e dei-me de cara com HanGeng.

Meus olhos ficaram turvos por alguns momentos por culpa do misto de sensações que me apossara. As mãos gélidas e vampirescas tocaram minha cintura parcialmente quente por cima da blusa fina ao mesmo tempo em que seu cheiro ficara extremamente mais forte, queimando-me por dentro. Excitando-me de alguma forma.

Olhara para o loiro era como se algo dentro de mim perdesse o controle. O desejava a todo instante. Meu corpo ardia por ele. Só de imaginar tocar seus lábios era suficiente para deixar-me ansioso por anos. Cada pelo do meu corpo estava eriçado e suas mãos já havia começado a levantar minha camisa. Aonde sua mão tocava-me, o local ardia em desejo. Essa sensação que seu corpo causava em mim era entorpecente.

Minha mão perdera parte do controle a atacaram a blusa dele, apertando-lhe cada local por onde passava. Sua cintura, seu peitoral, seus braços. Não aguentei e desci até sua bunda, apertando-a e ouvindo-o arfar em meu ouvido. Pena que meu controle fora de apenas alguns segundos, pois no instante seguinte, estava eu grudado até a parede, com ele em cima de mim, roçando seu corpo ao meu. Sua ereção tão visível quanto a minha, deixando-me animalesco por dentro. Grunhi com o toque das nossas partes íntimas de uma maneira tão intensa que me ardera a garganta. Sua respiração em meu pescoço deixava-me arrepiado; sua boca fora até minha orelha apenas para sussurrar-me:

— Sinta o calor. – Colocara então suas mãos em meu peito que agora se encontrava com a camisa no pescoço. — Gosta? – Engoli seco, sem conseguir responder concretamente.

Minhas mãos rumaram até a nuca do vampiro, trazendo-o para mim, iniciando um beijo necessitado. Seus lábios nos meus era uma sensação tão boa que podia sentir meu lábio dormente em menos de um minuto de beijo. Ficamos naquele contato labial apenas por alguns segundos, uma vez que eu não conseguia me controlar. Pedi passagem com a língua para com a boca dele que me foi altamente concebida, fazendo-me receber um choque elétrico.

Sua boca parara de mexer com a minha e rumaram até meu pescoço, sugando-me ali, fazendo-me gemer baixo. Ao contrário do que pensei, ele não sugava meu sangue, apenas dava-me chupões a fim de provocar-me. Meu corpo já recebia espasmos involuntários de prazer, fazendo-me agarrar-me mais á sua nuca, puxando seus cabelos a cada movimento de seu corpo contra o meu.

—Me toque.

Não acreditei no que dissera. Supliquei por toques mais íntimos de um vampiro. Queria ser dele, não adiantava negar. Um sorriso maligno me fora avistado em seu rosto perfeitamente formado. Fechei os olhos e pude sentir suas mãos tocarem minha intimidade ao mesmo tempo em que seus dentes começavam a rasgar minha pele.

Calor.

Tesão.

Receio.

Abri os olhos, arfando pesadamente, sentindo meu corpo todo quente. Minha respiração desregulada deixou-me um pouco preocupado. Olhei para meu peito, vendo minha camisa encharcada de suor. Ri baixo. Então do nada, uma série de imagens vieram a minha mente. HanGeng.

Um sonho. Olhei para minhas calças, avistando um considerável volume ali. Mordi o lábio, pendendo a cabeça para trás, lembrando-me do toque de HanGeng em mim, ri de canto de boca respirando fundo.

Abaixei a cabeça, levando um imenso susto. HanGeng estava parado diante de mim, com um sorriso tão sensual que não pude evitar o arrepio que correu-me as espinhas. Seu corpo sinuoso estava envolto de um jeans e de uma regata negra, iluminando seu corpo branco e seus cabelos loiros. Suas íris estavam escuras, realçando mais ainda seu olho.

— Sonhou algo bom, foi? – Seu sorriso perverso fez minhas pernas bambearem. Sorte que eu já estava deitado. — Dá pra perceber... Você sabe. – Apontou com o rosto para minha intimidade coberta apenas pela calça.

Ajoelhou até minha cama, ficando mais perto. Envolveu-me com seu cheiro, fazendo-me querer relaxar naquela cama e ser dele. Uma vez que eu já estava excitado, aqueles movimentos sensuais dele só pioravam meu estado. Seu corpo movia-se sinuosamente para mais perto do meu. Seus joelhos amassando parte dos lençóis avermelhados de minha cama a cada lugar que passava, ficando mais perto de mim.

Estava apoiado somente aos meus cotovelos, com o resto do corpo esticado. Uma posição extremamente favorável á ele, ao meu ponto de vista. Suas mãos enfim tocaram minha coxa, fazendo-me dar um pequeno sobressalto. Pude ouvi-lo rir soprado; agora seus olhos fitavam-me com tamanha intensidade que minha ereção chegava a doer. Seu corpo finalmente chegara perto o suficiente do meu, ficando agora ajoelhado por entre minhas coxas, com seu tronco por cima do meu, apoiado ás próprias mãos. Seu rosto extremamente próximo ao meu, com sua respiração misturando-se á minha deixava-me louco.

Minhas mãos correram pelo seu braço, fazendo minha palma queimar em meio ao desejo de fazer mais do que aquilo. Sua boca ousava se aproximar da minha, trazendo-me desejos secretos dos quais nunca havia tomado ciência antes. Queria que ele me agradasse, me mostrasse como se faz. Meu corpo inteiro pedia por ele. Esse ser divino em cima de mim, deixando-me completamente fora de mim merecia algo pior que a morte. Deixar-me tão loucamente encantado devia ser um crime.

Quando menos esperava, suas mãos geladas tocaram minha intimidade por cima da calça, fazendo-me latejar em suas mãos e gemer baixo ainda o olhando. Ele rira, apertando novamente minha ereção. Minha cabeça pendera para trás enquanto o mesmo começava a tirar minha calça, libertando meu membro totalmente umedecido e ansioso.

Mordi o lábio com tanta força quando suas mãos tocaram minha ereção desnuda para conter um gemido que chegara a sangrar. Não tardou para os lábios dele estarem nos meus, sugando o sangue que ali havia. Ele ainda me encarava e suas íris haviam mudado de cor. Eu pouco me importava. Só queria sentir mais e mais dele. Sugou-me o lábio, estancando o sangue, para então passar a própria língua por toda a extensão da minha boca, lambendo então minha orelha e a mordendo. Arrepiei com aquelas gestos deliciosos, ainda sentindo sua mão masturbar-me.

Acelerou os movimentos em meu baixo ventre, fazendo-me começar a gemer alto. Seu nome saía várias vezes de minha boca, fazendo-o aumentar a fricção de sua mão em meu membro. Estava tão louco, que ousei tocar-lhe o próprio sexo, vendo que o mesmo também se encontrava relativamente ereto. Sorri ao vê-lo arfar pelo meu toque. Mas fui cortado de minha felicidade pela mão dele que tirava a minha de sua intimidade.

— Guarde isso pra depois. Quero apenas você gemendo o meu nome. – Apertou-me a ereção novamente.

Fora necessário apenas menos de dois minutos dele fazendo movimentos repetidos com a mão em minha ereção para eu gemer seu nome languidamente e então desfazer-me em mim mesmo e nele. Minha respiração começava a se acalmar e ele ainda me encarava. Seus olhos haviam voltado ao normal e agora que a onda de realidade me tomava. Eu poderia ter sido atacado por ele, porém ele não o fez. Significaria isso algo?

Sorri para ele, tocando-lhe as bochechas, acariciando-as. Seus olhos se fecharam e ele aproximou-se de mim. Seus lábios roçavam toda a extensão de meu rosto de uma forma tão doce que pude sentir meu peito ser tomado de um amor incompreensível. Queria ele para mim. Para sempre.

— HeeChul... – Chamou meu nome, não continuando a frase. Apenas selou seus lábios aos meus de forma infantil e saiu do quarto, deixando-me confuso.

Saí atrás dele, — antes me limpando claro — na tentativa de saber o que faríamos agora, mas acabei dando de cara com ele parado juntamente de LeeTeuk que estava recostado no pilar em frente ao meu quarto.

— Não preciso falar nada, não é?

HanGeng apenas concordou, sem nada falar. Será que ele estava sendo repreendido pelo que fizemos no quarto... Ou pelo que poderíamos ter feito?

— HeeChul, o almoço está pronto. Venha.

Rumei em silêncio até a cozinha, encontrando quase todos lá, começando a se servirem.


\"\"


Todos os humanos encontravam-se na cozinha. Arrumavam seus pratos, deliciando-se com uma comida muito gostosa na opinião de todos. HeeChul e DongHae conversavam animadamente enquanto KiBum apenas comia em silêncio. SungMin estava um pouco abatido e ninguém sabia com o quê. RyeoWook já havia terminado de comer, estava apenas esperando os outros para rumarem até a sala.

Logo, não tardou para todos estarem totalmente satisfeitos e terem rumado até a sala de estar. RyeoWook decidira não ficar na sala, KyuHyun estava competindo no vídeo game com HanGeng. EunHyuk conversava animadamente com Yesung e KangIn. SiWon e LeeTeuk adentraram o local e sentaram-se próximos aos outros. SungMin lia algo, enquanto KiBum fazia o mesmo.

DongHae e HeeChul pareciam duas meninas, sentados conversando sobre algo. Após alguns minutos, HanGeng perdera no jogo e KyuHyun dançava animadamente igual um retardado, tirando risada de todos. SiWon ria do mais novo e fora de encontro ao loiro. Envolvendo sua cintura com as mãos e ajeitando seu corpo por trás do dele, findando seu rosto á curva do pescoço do menor.

Os vampiros em si não se importavam com aquela agarração, uma vez que todos faziam o mesmo. As mãos de HanGeng pararam nas pernas de SiWon alisando-a. O maior sorria maliciosamente para o mais novo que retribuía. O único vampiro que observava aquilo atentamente era LeeTeuk, uma vez que ninguém além do próprio parecia se lembrar que haviam humanos ali.

LeeTeuk pode ouvir HeeChul suspirar enquanto encara àquela cena e ver KiBum fechar o livro, observando a interação dos dois. HanGeng agora estava virado para o maior que tinha suas mãos dentro da blusa do mesmo e o rosto colado á orelha do tal. O menor ria da situação, como se já não tivesse feito aquilo muitas vezes.

Para HeeChul, assim que SiWon mordeu-lhe a orelha, aquilo fora o cúmulo. Levantou-se do sofá e saiu da sala, indo em direção ás escadas. Não queria continuar vendo mais daquela ceninha patética.

KiBum não sabia porquê, mas queria sair dali assim como o mais velho. Pegou o livro, se certificando de que não havia desmarcado a página em que lia e deixou o mesmo em cima da prateleira próxima ao lugar onde se sentava. Rumou até a porta principal, olhando para SiWon com cara de poucos amigos e partiu porta a fora.


\"\"

《 — Hangeng’s POV ∙ 》

“Trust me. You can be sure.”

“Confie em mim. Você pode ter certeza.”


Há quanto tempo não era provocado pelo cavalo do SiWon. Era de certa forma engraçado; lembrei de quando costumávamos fazer isso todos os dias e no final de cada provocação acabava rolando pegas bem quentes e sensuais.

Suas mãos grandes tocavam-me o corpo do meio da sala de estar e eu não sabia por um lado como lidar. Estava tão envolto na situação com o humano, que mal pensava nesses desejos para com os outros. E é mais do que óbvio que eu não negaria os mesmos. Porém, minha linda mente se esqueceu de um detalhe: HeeChul estava na sala.

Ele vira todo o flerte que eu tive, vira todas as passadas de mão e sorrisos. Burrice da minha parte, afinal, se ele estiver envolvido comigo emocionalmente, ele sentirá ciúmes. No fundo acho que eu se eu o visse com outro eu acabaria sentindo um pouco também, afinal, eu estou... Apaixonado?

No meio de meu devaneio, ainda com SiWon grudado parcialmente á mim, pude vê-lo sair da sala, bufando. Um pressentimento e um medo de perda se apossara de mim, fazendo-me desfazer o contato com SiWon e seguir atrás de HeeChul.

Ele fora para o próprio quarto. Pude vê-lo ameaçar trancar a porta, porém, sou mais rápido e mais forte, assim, o impedi de fechar o mesmo. Ele suspirou desistindo de medir forças comigo, permitindo-me assim, arregaçar sua porta, fazendo a mesma bater um pouco contra a parede, assustando-o de leve. Alcancei-o a tempo, pegando-o pelo braço, trazendo-o até a mim. Sua face colada a minha despertava-me desejos e um sensação quente se apossara do meu corpo.

Por mais que ele não fizesse ideia, meu interior pulsava pelo amor dele. Queria tê-lo para mim. Somente para mim. Seu corpo, seu cheiro, seu coração, seu sangue. Sua alma. Desejo-o por completo. Quero que ele veja o quão feliz ele pode ser se ficar ao meu lado.

— HeeChul...

— O que foi? O que você quer?

— Por que está tão irritado?

— Por quê? – Riu em escárnio. — Deve ser porque você é tão tremendamente lindo e... Fica se esfregando naquele lá com esse seu... – Olhou-me de cima a baixo. — Corpo. – Suas íris pararam nas minhas.

Poderia não parecer, mas os olhos deles eram perfeitos. Sua pele clara contrastava com seus cabelos negros e sua áurea envolvia a minha como se fossem feitas uma para a outra. Meu corpo inteiro gritava por ele. Eu... Pertencia á ele de alguma forma.

— Está com ciúmes HeeChul?

— Estou! E daí?

Não acredito! Kim HeeChul estava com ciúmes de mim. Até que enfim SiWon fez algo bom... Ok... Não vou desmerecer o meu cavalo lindo. Se o moreno a minha frente pudesse ouvir isso, com certeza ficaria mais irado. Ri baixo, fazendo sua expressão se tornar mais enfezada do que já estava.

— Idiota! – Continuei rindo.

— O quê? Aish! – Veio para cima de mim com os braços, ameaçando dar-me um tapa completamente chulo, considerando que nenhum resultado fora obtido, uma vez que minha mão o segurara.

— Um idiota! Por completo. – Aproximei meu rosto do seu, olhando em seus olhos. — Você é nada mais nada menos que tudo pra mim HeeChul. Eu preciso... Eu quero você mais do que qualquer coisa. Não percebe?! –Senti sua expressão se suavizar e meu peito ser preenchido por um sentimento inexplicável.

— E-eu... HanGeng... – Suas mãos quentes tocaram-me o rosto, fazendo-me fechar os olhos apenas me aproveitando daquele toque maravilhoso.

— Entenda meu querido... Não importa o que faça ou o que sinta... Você é meu. – Beijei-o, aproveitando-me daquela sensação entorpecente que eram seus lábios nos meus.

Agora eu estava inundado por um amor enorme. Parecia que eu iria explodir. Não nos beijávamos afoitamente como dois animais e sim como dois amantes. Apaixonados. HeeChul começava a ceder e a entrar na minha vida intensamente. Não o deixaria escapar. Cessei o toque labial apenas para olhá-lo nos olhos e pude ver seu rosto um pouco rosado e não pude deixar de sorrir.

— HeeChul... Eu meio que amo você.


Notas finais
Ow, não me batam pelo QUASE lemon que teve u_u
Eu botei quase porque eu sou linda e diva (NN) e acabei não suportando ficar só nos lenga lenga românticos da vida, ui - Mas no final ficou um cadinho romântico e vish. LOL!
Espero que tenham gostado.
Comentem, não mordo muito.
Até o próximo. ♥