Bloody Fetish

21 Capítulo 20 - Luz de velas.


Notas iniciais
Hey pessoas. n_n
Que saudade que eu tava daqui (?)
Então, o último capítulo não agradou a muitos, assim como não agradou a mim. Espero que esse compense um pouco as coisas.
Ah, leiam as notas finais, por favor!
Aliás, Meg sua linda, obrigada por betar esse chap novamente. ♥
Boa leitura.

O inverno castigava a tudo e a todos naquelas primeiras horas. A neve caía timidamente, e em poucas horas havia coberto todos os telhados, gramados e afins. O líder havia ido para a sala de estar, onde mais uma vez todos estavam reunidos. Já havia se tornado uma espécie de rotina, que todas as noites, os membros da casa se reunissem para degustar da companhia alheia durante as primeiras horas da noite – logo após o farto jantar dos humanos.

A luz da lua começava a iluminar a rua, dando um belo contraste com o branco da neve daquele inverno que acabava de chegar. O cheiro do leite quente e do chocolate bem dissolvido dominava a estalagem daqueles que ali estavam.

— Preciso avisar a vocês uma coisa um pouco séria. – disse o mais velho, atraindo a atenção imediata de todos.

— Que seria...?

— Shhh Kyu! Deixe-o falar. – SungMin se pronunciou, fuzilando o outro com o olhar, o que fez o líder dar um meio sorriso.

— Bom... Eu só vim avisar que vou ficar fora por uns três dias. Talvez mais, não sei ainda. Pode até ser que seja menos...

— Por que diabos você vai ficar fora por tanto tempo? – HyukJae perguntou, com surpresa nítida em seu tom de voz.

— Tenho que resolver algumas coisas. – andou de um lado para o outro, como se tentasse procurar por palavras certas. — KangIn ficará com vocês.

— O QUÊ?!

Todos na sala tiveram a mesma reação, inclusive o vampiro citado. O líder apenas riu e olhou de forma intensa para o companheiro, que parecia ler o que os olhos do mais velho lhe diziam.

— Bem, pirralhada, é isso aí! Papai Kangão vai ficar com vocês. – Ele riu, passando as mãos sobre a barriga que forçava para que parecesse maior, enquanto todos o olhavam com cara de nojo, ou prendiam o riso.

— Você não é meu pai, pelo amor de Deus. – KyuHyun fingia vomitar e Kang In o socava.


— Olha a blasfêmia! – A voz do SiWon fora ouvida, o que fez o mais novo revirar os olhos e rir baixo.

Sua risada, por mais mínima que fosse, parecera contagiar aos poucos cada um ali, e em segundos estavam todos sorrindo do breve diálogo que tiveram — e a preocupação pela viagem de LeeTeuk fora esquecida... Ou então apenas respeitada. Ninguém disse nada, enquanto ele arrumava sua carteira para a viagem e pegava um casaco limpo e quente o suficiente para que ele aparentasse ser uma pessoa normal, ao longo das próximas horas fora da casa.

Um simples abraço e uma carícia nos cabelos dos amigos foi o que o líder fez. Em seu amado, um singelo toque nos lábios e um olhar foi o suficiente.


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《 — Yesung’s POV ∙ 》

“But who needs time?”

“Mas quem precisa de tempo?”


Já havia passado pouco mais de vinte horas desde a partida de LeeTeuk e eu estava apreensivo com tudo, especialmente ele. Sabia o quanto meu pequeno estava irritado e angustiado — e preocupado, dentre muitos outros sentimentos dentro daquele corpo frágil e perfeito dele.

Estava novamente no corredor. Segui em direção ao quarto dele, na esperança de encontrá-lo lá, mas infelizmente estava errado. Desci e fui para a cozinha, onde o achei enfim, conversando animadamente com SungMin e HeeChul. Com um pouco de lábia, consegui convencer o mais velho deles a me deixar tirá-lo dali por alguns minutos – o que, obviamente, se estenderiam por horas.

O peguei pelas mãos e o conduzi rumo ao sótão novamente, onde antes de entrar, lhe pedi para fechar os olhos. Ele apenas deu de ombros e me obedeceu. Pus por precaução as mãos nos olhos dele, o impedindo de qualquer forma de enxergar o que quer que fosse. O ajudei, é claro, a subir as escadas para entrar no local. Pude ouvir uma leve fungada vinda dele ao sentir o aroma de camomila que eu havia posto no ambiente, a fim de dar um aspecto calmo.

Fiz com que andasse curvado até um pequeno monte de almofadas de cor escura, com detalhes em prata. Ele tateou um pouco os objetos até se dar por satisfeito e permitir que seu corpo se curvasse até que estivesse sentado.

— O que está aprontando?

Ri soprado, pela pergunta, que soou um pouco retórica. Imaginei o quanto ele estava divagando sobre o que havia à frente dele, e enfim permiti que minhas mãos saíssem da frente de seus olhos para que ele pudesse ver com seus próprios olhos. Assim que o fiz, sua expressão de surpresa foi impagável. O sorriso que brotou em seus lábios foi tão inocente e perfeito, que senti meu peito ser inundado com um sentimento de alegria estupendo. Tudo por causa da demonstração de felicidade dele.

Meus joelhos penderam para frente, tocando algumas das almofadas não usadas por ele, tomando-as como apoio e o abracei pelas costas. Sabia que ele estava rubro sem ao menos olhar para ele. Esse fato me fez sorrir largamente mais uma vez naqueles poucos minutos de contato. Logo desfiz o abraço e sentei no local em frente a ele. Estávamos divididos por uma mesa de vidro, tampada por uma toalha branca com detalhes também em prata. Havia candelabros pendendo das paredes curvadas do sótão, que se juntavam com a pequena luminosidade proveniente da vela grossa e vermelha que havia ao lado da garrafa de vinho.

Peguei uma das taças que estavam do outro lado da mesa, e coloquei em frente a ele. Abri a garrafa com calma, degustando do cheiro do vinho. Servi em ambas as taças um pouco do conteúdo. Os olhos de Wookie seguiam todos os meus passos, o que fazia meu sorriso não desaparecer.

Enfim servidos, levei a taça um pouco à frente – ainda em silêncio – e ele fez o mesmo. Brindamos singelamente; meu sorriso refletia em seus olhos, assim como o meu nos dele. Pude vê-lo tocar o vidro com seus lábios finos e o líquido então atingiu sua garganta. Estávamos tão quietos que eu conseguia ouvir o som do vinho dentro da taça e dentro de sua boca.

— Por que isso tudo? As velas, o vinho, a decoração? – Perguntou assim que a taça encontrou novamente a toalha de mesa.

— Eu queria passar um tempo com você.

— Ah... – Sua pele ficou rosada, como uma criança que toma sol por muito tempo — Eu devo estar atrapalhando seu horário. Tenho certeza que você deveria estar fazendo algo mais importante...

— Nada é mais importante do que você.

Seus olhos se arregalaram, e meu sorriso aumentou visivelmente. Toquei suas mãos, acariciando-as de leve, sem pressa.

— Nada, nem ninguém. – Completei, agora enlaçando nossos dedos.

Levantei-me e me curvei em sua frente, mantendo meu olhar fixo no seu — e para minha surpresa, ele agarrou minha mão, e seu toque quente fez com que eu me arrepiasse de leve. Ele puxou-me para baixo, fazendo com que eu sentasse ao seu lado. Novamente, em um gesto inesperado, suas mãos tocaram meu rosto, numa carícia tímida, e seus olhos diziam o que seus lábios não tinham coragem para revelar.

Sorri e sussurrei seu nome, o que o fez corar novamente. Reuni minha coragem e o beijei levemente. Senti seu corpo retesar um pouco em meio ao susto, mas logo ele relaxou. Passei a mão na maçã de seu rosto, sentindo-o sorrir levemente e aumentei a intensidade do toque de meus lábios nos seus. Finalmente minha língua estava em sua boca, onde eu acariciava a sua suavemente, sentindo seu gosto misturado com o do vinho, deliciando-me totalmente. Seus dedos finos tocavam minha nuca, aprofundando meus toques em si, de uma forma que me enlouquecia.

Tudo naquele pequeno corpo me tirava do sério. Perguntava-me como havia tamanha perfeição nesse mundo e como eu havia conseguido tê-la em meus braços.

Desci meus lábios para seu queixo, beijando o local diversas vezes, de forma leve, sentindo-o se arrepiar, me fazendo sorrir pela milésima vez. Movi meu corpo de modo que eu ficasse por cima dele, sem romper o beijo, e consegui depois de certa dificuldade, deitá-lo em cima das almofadas.

Finalmente em cima dele — de modo que eu não o machucasse-, comecei a beijar seu pescoço, tomando cuidado com as veias que insistiam em bombear rapidamente uma grande quantidade de sangue, o que me fazia salivar em desejo para sentir seu sangue. Porém, tenho amor à vida dele, e é mais do que óbvio que eu não o faria. Continuei trilhando os beijos até sua clavícula, o que o fez suspirar.

— Hm... Ye-ye-yesung... – Ele gaguejou, enquanto eu mordia sua pele fina do pescoço de leve, apenas como um agrado. Suas mãos me pegaram de surpresa ao segurarem em meus ombros. Cogitei a possibilidade de ter feito algo errado, mas foi tudo em vão quando a voz dele preencheu meus ouvidos novamente. — Eu sei que você quer... – Alisou o próprio pescoço. — E você sabe que eu quero também... – Beijou-me com desejo — Então acabe com nosso sofrimento. Morda-me.

Seus olhos transmitiam uma seriedade tão grande; tão desesperada. Eu podia ver meu desejo, meus medos, minhas esperanças e meu amor sendo refletidos naqueles olhos, cuja luz das velas, faziam com que a íris de seu olhar ficasse mais forte e poderosa, com uma determinação que eu nunca vira antes. Abracei-o, como se estivesse me despedindo de si, e ele me retribuiu da mesma forma.

Um toque delicado e doloroso em seus lábios foi á última coisa que eu depositei em si. Não fechei os olhos enquanto o beijava. Meus lábios tentavam transmitir confiança e amor naquele instante. RyeoWook era minha razão para tudo.

— Eu te amo.

— Eu te amo.

Foi tudo que dissemos juntos, antes de eu sucumbir ao meu desejo e mordê-lo.


Notas finais
Então... É o seguinte gengada: eu vou me mudar semana que vem, estou em período de testes, logo depois vem as provas finais, tô em época de trabalho, e fora meus 3672836273827 cursos e afins.
Enfim, o que quero avisar é que: eu vou passar a atualização de BF pra cada duas semanas, ao invés de toda. Eu poderei atualizar de uma em uma semana, caso eu consiga tempo e inspiração ok, mas caso eu não consiga, eu vou deixar pra de duas em duas. Eu devo me mudar sábado que vem, então vou tentar atualizar na sexta ou na quinta, pra não demorar muito.
Bom, é isso, não me batam ou me abandonem. Assim que minha vida se estabilizar eu volto com as atualizações semanais.
Bom, o que acharam do chap?
Não esqueçam de comentar.
Até mais coisas lindas.
Kisses and hugs, Tokie. ♥