Bloody Fetish
12 Capítulo 11 - Remexendo o Passado.
Notas iniciais
Ah, não me batam pelo tamanho micro do capítulo novamente.
Anyway, boa leitura.
— O que faz aqui? – O maior perguntou visivelmente surpreso pela visita.
— Fiquei... Hm... – Uniu as sobrancelhas. — Digamos que preocupado.
O ruivo rira em escárnio. Olhou-o de cima a baixo, respirando fundo em seguida e então rumando de volta para dentro do quarto, para sua cama, sentando-se em tal e olhando para o menor que esperava algum sinal de si para que pudesse invadir tal ambiente. Olhou para o visitante, mexendo com a cabeça, dando sinal para que ele entrasse. Este por sua vez, caminhou lentamente até a cadeira próxima a cama, inalou profundamente antes de falar algo.
— Você me pareceu bastante incomodado. Desculpe, não estou querendo ser enxerido nem nada, apenas, fiquei preocupado com sua reação.
— Por quê? Por que logo você está preocupado comigo?
— Confessar que eu não sei... – Fechou os olhos. — Só que... Seu desespero era visível e bom, eu não sou tão mal assim...
— Você me odeia. – O interrompeu. — Você não deveria estar tendo... Compaixão. Afinal...
— Eu sei o afinal... – Interrompeu o ruivo, abrindo os olhos novamente. — Mas isso não importa agora. – Levantou-se e ajoelhou-se na cama de ZhouMi, olhando-o tão intensamente que o mesmo se sentira tocado pela preocupação nítida e inegável do outro.
— Eu... Acho que posso confiar em você. – Soltou o ar pesadamente, enquanto levantava o pequeno com as mãos e o sentava na cama. Agora ficando de frente um para o outro. — É o seguinte: eu há alguns anos atrás conheci o Henry. Era um lindo dia de inverno, o céu estava acinzentado, o vento gélido batia contra meu rosto enquanto eu caminhava por uma praça. Era madrugada em Seoul, não deveria haver nenhuma pessoa sã caminho por ali aquela hora, porém ele estava. – Uma pausa mínima para tomar fôlego, mais mesclada a tomar coragem ao ponto de vista de SungMin. — Ele estava tão lindo. Naquele jeans desbotado e naquele moletom verde. O cabelo bagunçado por culpa do vento. Foi então que eu parei de andar. Ele passou por mim, parando em seguida. Seus olhos nos meus foram breves, porém tão intensos que senti como se algo fosse arrancado de mim assim que ele desviou o olhar. Depois dessa noite eu fiquei semanas sem vê-lo.
— Prossiga. – SungMin pediu carinhosamente, enquanto demonstrava compaixão novamente em cada uma de suas íris visivelmente preocupadas e ansiosas.
— Então... Depois de algumas semanas, eu acidentalmente encontrei ele numa cafeteria. Havia saído do cinema com Kyu e Hyuk. Sim SungMin, nós saíamos juntos e sim, agíamos como pessoas normais também. – Riu sem nenhum humor. — De qualquer forma, assim que o avistei, larguei tudo que estava em minhas mãos e corri até ele. Ele me olhou com surpresa, e eu sorri. Logo, chamei-o para se sentar comigo e tomar um sorvete. Felizmente ele aceitou. Assim, passamos o resto da tarde juntos, até a tarde. Impressionante como fluímos tão bem juntos. O levei para casa, certificando-me de que ele estava bem e para minha surpresa ele me dera um beijo na bochecha ao nos despedirmos. Sorri e logo avancei o sinal, dando-o um selinho bobo. Ele sorriu durante o ato, permitindo-me beijá-lo de verdade. Depois disso passei a visitá-lo com freqüência. Era tão divertido ficar como ele. Céus! Como era. – Expirou tristemente. — Claro que não contava pra ele que era vampiro, de forma alguma. Então se passaram alguns meses, havíamos começado a namorar oficialmente e eu estava radiante. Logo estávamos fazendo cinco meses de namoro e eu não suportava não poder levá-lo até aqui em casa, não poder contar o que eu realmente era. Até que um infeliz dia chegou e ele se machucou perto de mim. Seu braço fora cortado por um pedaço de arame que se encontrava numa espécie de muro onde havíamos nos recostado para nos beijarmos. Seu sangue então se fez presente, despertando minha besta interior. Não que eu fosse matá-lo ou algo do tipo, eu apenas, ficava bizarramente desejoso do corpo dele. – Suspirou novamente. — Nisso, meus olhos ficaram avermelhados e minha mão fora possessa até sua ferida, vindo de volta a minha boca, tocando minha saliva e voltando ao ferimento. Curando-o rapidamente. Com isso seus olhos inocentes e infantis se arregalaram, com medo. Senti tanta raiva de mim naquele momento que ó deus. – Expirara irritadiço com a lembrança. — Ele então perguntou o que eu era. Eu respondi. Ele ameaçou correr, eu o segurei. O beijei, ele cedeu. Levei-o para casa e pedi desculpas por ter escondido, ele chorava. Meu coração parecia que ia dilacerar ao vê-lo daquela forma. O abracei, toquei seu queixo e disse que o amava. Ele chorou mais ainda. O beijei novamente. Ele correspondeu afoito. Sussurrou então que também me amava, me deixando radiante de tanta felicidade.
— Ah... – O moreno suspirou.
— Claro que essa alegria não durou muito. Algumas horas depois ele me enviou uma SMS dizendo que não iria mais ficar comigo. Que eu não era digno dele. – Riu em escárnio da própria desgraça. — Fui até sua casa, não o encontrando e logo rumei para uma espécie de parque que ficava depois da estrada ao sair de Seoul. Sabia que ele gostava de se esgueirar naquele local, pois uma vez ele me disse que seus pais haviam se conhecido ali. Debaixo de uma árvore, a maior daquela espécie de parque. – Sorriu fraco ao se lembrar. — E é claro que eu o achei. Sorri ao vê-lo e ele parecia chorar. Corri até ele o abraçando e dizendo para que ele nunca mais fizesse isso comigo, pois eu pertencia a ele e ele á mim. Choramos juntos enquanto nos beijávamos carinhosamente. Ele pediu desculpas, mas que não poderia ficar comigo. Disse que eu era um monstro e que se recusava a virar um vampiro só pra ter que ficar comigo. Tais palavras acabaram comigo. Fiquei arrasado, voltei para casa e chorei no colo do líder. Pouco me importando de estar sendo totalmente fraco e vulnerável. Um mês depois, nós nos encontramos e andamos pela mesma rua onde nos vimos pela primeira vez, acabamos por nos beijarmos de novo. É claro que essa recaída dele iria ser por pouco tempo. Criei expectativas, mas logo meu coração havia sido quebrado de novo. — Buscara fôlego. — Assim, ele disse que aquilo era um erro e que não deveríamos nos ver mais. Assenti, ignorando a dor que me corroia. Mais uns três meses e eu me via indo todos os fins de semana até a cabana que ficava ao lado da árvore favorita do meu pequeno. Ia para lá apenas na esperança de vê-lo, mas, depois que nos encontramos lá após ele ter dito que havíamos terminado de vez, ele parara de ir até lá. Acontece que um belo dia, ele aparecera lá, dizendo o quanto sentia minha falta, o quanto me amava. Suas palavras acenderam meu coração, deixando-me extasiado e esperançoso. Levei minha mão até sua nuca, iniciando um beijo amável. Logo, nos enroscávamos no pequeno sofá daquela casa, seu corpo quente quase totalmente desnudo encontrava-se abaixo do meu, nossas respirações eram quentes e inter cortadas em meio á euforia. Seu sorriso era perfeito, me perdia nele. Suas mãos pararam em minha nuca, trazendo-me para mais um beijo e pude ouvi-lo sussurrar, pedindo-me para eu fazê-lo meu. Concordei rapidamente, tendo medo de que mudasse sua decisão. Fizemos amor naquela noite. Foi a noite mais perfeita da minha vida. Assim que acabamos ele olhara para mim com os olhos marejados e eu podia ver sua dor. Ele novamente fizera um pedido. Dessa vez pedira para que eu o fizesse dele de verdade. Logo que entendi o que queria dizer, me afastei, mas fui impedido por suas mãos trêmulas que insistiam em trazer-me de volta para si. Minha boca foi trêmula... –Fechara os olhos apertando o cobertor da cama, visivelmente afetado pelo assunto e lembrança. — Levei minha boca trêmula... – Repetiu. — Até seu pescoço, beijando o local enquanto acariciava sua barriga, para então ouvi-lo mandando-me ser rápido. Cessei então o beijo, mordendo-o. Deixando seu sangue entrar em minha boca, deixando-me louco. Pude sentir meu líquido venenoso correr para dentro de seu corpo e logo ele estava abaixo de mim se contorcendo. Olhei-o chorando, pedindo para que ele não rejeitasse aquilo e fosse meu, mas naquele momento o Henry preconceituoso apareceu. Seus olhos beiravam a raiva e nojo. Ele gritou mandando-me ir embora, e eu disse que não. Foi então que ele gritou novamente dizendo que iria morrer e que eu não deveria assistir isso. E que se eu não sumisse dali, ele iria realmente me odiar pra sempre. – Ameaçou chorar; a voz engasgada fazia-se presente. — Eu então... Parti. Deixando-o sozinho. Corri até LeeTeuk e pedi que ele o socorresse. Horas depois ele e KangIn voltaram, dizendo que o corpo não estava mais lá. Que só havia areia. Meu coração naquele momento se petrificou. Henry se foi...
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Comentem para minha felicidade. ç-ç /drama
AH! NO PRÓXIMO TEM EUNHAE VISH VISH ~corre dos tapas~ n
Até semana que vem.
Wěn (beijo), Tokie.
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