Bloody Days
1 Prólogo. !
Notas iniciais
A chuva apertou-se.
Sombreados corpos moviam-se em meio a vielas de uma cidade esquecida do resto do mundo. Ao contrário, os seres que seguiam pelas antiquadas ruas eram mais milenares ainda, transpassando um ar sombrio aos metros rápidos que seguiam. As ruas e vielas eram habitadas, mas os moradores se quer prestavam atenção, além que o grupo movia-se tão rapidamente que o único som que ouvia-se era um arrepio agudo do vento.
Do céu, uma ave observava-os de modo calmo enquanto eles moviam-se mais rapidamente ainda, atentos ao voador ser. À frente do grupo viajante, erguia-se, sobre muros grandes e protegidos de blocos grandes de concreto, um majestoso castelo tradicional. As luzes acesas demonstravam que celebravam alguma coisa, mas estavam prestes a serem recebidos — ou atrapalhados — pelo grupo.
O que parecia ser um grande obstáculo, apenas facilitou a chegada ao castelo. O muro fora pulado, escalado e dentre outras formas, ultrapassado. Os seres continuavam a correr como o vento, apenas o reflexo de suas vestes engrecidas podia ver-se — a não ser pelo morcego que voava mais rápido ainda, porém preferia observá-los. Chegaram ao castelo; a confusão começou.
O portão do castelo explodiu-se.
Em um trono de alcochoamento nobre, além de diamantes cravejados ao redor, com espaço para mão e com conforto para quem sentava, estava descansando um homem pálido — sua cor descomunalmente parecia de leite em pó — com os olhos rubros, com cabelo louro despenteado. Portava um grande manto negro, escondendo-lhe o corpo, e no pescoço um pouco de um sobretudo negro via-se. Incomodou-se ao ver detritos do portão quase alcançarem-no, além dos blocos de concreto que sustentavam a porta serem sucessivamente quebrados. Os gravetos que sobraram ao chão foram dispersados pelo grupo que não demorou a apresentar-se ao conjunto.
A sala não estava sozinha. Acompanhada do folgado sentado ao trono, jaziam homens e mulheres dançando ao som de música clássica antiga, bebericando seus corpos de líquido avermelhado ou conversando em cantos com sofás antiquados. Todos voltaram-se para o portão e para os visitantes que apareceram triunfantes. Poucos deles se prepararam.
— O descendente nasceu, Azetlor. — falou um homem, retirando boa parte do manto que escondia seu rosto moreno. — A propósito, lembra-se de mim?
Seus caninos foram levemente alongados e os olhos tomaram um brilho sádico estranho. Aquele lugar estava prestes a tomar rumos meteóricos da destruição sobrenatural. Todos aqueles que habitavam o local eram seres sedentos por sangue e estavam preparados para armarem uma guerra; começou.
Fale com o autor