Bloodlust

4 Capítulo 4



De noite Alisson estava toda feliz e sorridente porque seu namorado perfeito estava pra chegar, ela já estava me dando nos nervos, estava prestes a arrancar o coração dela. Mas me lembrei que hoje tinha pra onde fugir. Tommy's. Pelo menos no bar eu só ia ter que aquentar o babaca do Thomas. Chegando no Tommy's logo vi o Thomas. Ele estava sozinho sentado em uma mesa bebendo uma cerveja. Sentei na mesa dele.

– Eu sabia que você vinha. — ele disse.

– Bom, melhor te aguentar do que aguentar a idiota da minha colega de quarto e o namorado dela que está pra chegar.

– Bom saber que sou melhor que isso. — ele disse dando um gole na bebida. — Quer beber o que?

Eu quero beber o seu sangue que por sinal era muito bom.

– Quero uma cerveja também. — falei.

Fique bebendo umas cervejas com o Thomas até que Alisson chega no Tommy's e senta justamente na mesa em que eu e o Thomas estávamos sentados. Thomas olhou pra minha cara e riu, provavelmente da cara de idiota que a Alisson estava fazendo.

– O que você esta fazendo aqui? — perguntei seria olhando pra Alisson.

– Você ta num encontro, desculpa. — ela riu.

– Não idiota. — eu falei.

– Bem que podia. — Thomas falou.

– Na verdade só estou esperando o Peter chegar.

Olhei pra cara dela e dei um gole na minha cerveja.

– Oi. — disse uma voz familiar.

Olhei pra trás de mim e... Não pode ser. Como era possível? Era o Dylan. Como depois de séculos ele estava vivo? Tinha certeza que ele tinha morrido. Na hora senti minha humanidade voltar. Dylan era minha maior fraqueza. Eu senti naquele momento, senti ódio, dor, tristeza, ou seja todos sentimentos perturbadores que uma pessoa pode sentir. Ele estava para olhando pra minha cara. Eu não consegui falar nada.

– Peter. — Alisson disse e pulou nos braços dele.

Naquele momento eu me levantei e sai correndo do bar do Tommy's. Fui pra próximo do lago do campus de Yale. Não tinha ninguém ali. O sentimento me dominava. Eu dei um grito e me ajoelhei. Comecei a chorar naquele momento. Faziam séculos que eu não derramava uma lagrima. Senti um vento por trás de mim. Era ele, o Dylan.

– Quanto tempo. — escutei sua voz.

Eu me levantei e rapidamente dei uma tapa em sua cara. Ele riu.

– Como? Como é possível? — falei soluçando.

– Eu senti saudades. — ele falou.

– Você, você estava morto.

– Não, eu fiz isso pra te proteger, pra nós proteger. — ele disse limpando as lagrimas do meus olhos.

–Não.. — eu falei virando o rosto.

– Por séculos estive preso, hipnotizado. — ele disse.

– Impossível, nós vampiros não podemos ser hipnotizados.

– Podemos pelos vampiros originais. — ele disse se sentando em um banco.

– Vampiros originais? — perguntei.

– Sim, os primeiros vampiros. Eles são mais poderosos que nós.

– E por que um vampiro original ia te hipnotizar?

– Foi o Klaus, ele que me transformou. Eu estava morrendo por causa de uma praga e Klaus me salvou. Eu sempre devi isso a ele. Porém chegou um momento que ele quis que eu pagasse a minha divida e me hipnotizou para que eu fosse sua sombra.

– E por que você não me contou, você tem noção o quanto eu sofri Dylan?

– Me desculpe, ele estava ameaçando sua vida, eu não podia correr o risco.

– Eu fiquei com minha humanidade desligada durante séculos. Eu preferia ter morrido a passar por tudo isso.

– Nós perdemos muita coisa, mas sei que vamos construir isso de volta. — ele disse.

– Não sei se consigo Dylan.

– Vamos tentar. — ele disse se aproximando do meu rosto.

– Por que você esta com a Alisson?

– Por que foi a unica maneira de te encontrar.

– Foi você que deu o colar de verbena pra ela?

– Sim, mas isso não vem ao caso agora. — ele disse pegando no meu pescoço. — Por todos esses anos, não teve um dia que eu não pensei em você.

Ele disse isso e me beijou. Eu era completamente fraca nos braços do Dylan. Rapidamente me afastei do rosto do Dylan.

– O que foi? — ele perguntou.

– Desculpa, foram anos com a humanidade desligada, eu não to sentindo as coisas corretamente, esta tudo trasbordando. Eu, eu tenho que ir.

Falei isso e desapareci dali em questão de segundos. Fui pro meu quarto e chegando lá só conseguia chorar. Acho que chorei pelos anos que passei sem sentir nada. O pior de tudo era que não estava conseguindo me desligar dessa vez. O Dylan tinha acabado comigo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.