Bloodlines
7 Capítulo 7
Noah terminava de arrumar a mesa para o café da manhã de todas as sextas. Era uma rotina estabelecida por Francesca e Oliver para que ambas as famílias pudessem passar pelos traumas que sofreram, afinal ambas as famílias perderam uma peça importante. Toda sexta era habitual que eles se reunissem na casa de Francesca para tomarem café juntos, praticamente eles estavam formando uma família. O relacionamento recente de Francesca e Oliver é o resultado de muitos anos de apoio mútuo, respeito e admiração.
— Calma, mãe. Você parece mais nervosa do que o de costume para o café de hoje. — Noah observava as atitudes de Francesca ao arrumar a mesa.
— Digamos que estou um tanto quanto ansiosa para esse café meu filho. — Francesca comenta com Noah enquanto arruma pela terceira vez a louça da mesa. — Agora sim está bom.
— Já estava bom do jeito que eu coloquei, dona Francesca. — Noah cruza os braços e encara ela.
— Não reclame Noah. — Francesca sorri ao filho.
A campainha soa interrompendo o diálogo entre mãe e filho.
— Pode ficar menos afobada agora. — Noah anuncia.
— Engraçadinho. — Francesca revira os olhos. — Abre a porta pra mim, por favor.
— Claro, mãe. — Noah repousa a garrafa de café sobre a mesa e vai até a porta da casa, abrindo-a. — Espero que Serena esteja com algum daqueles bolos maravilhosos que ela faz. — Ele comenta se virando para a mãe e depois se vira para a porta agora aberta.
— Mas é claro que eu estou! E fiz o seu preferido dessa vez. — Serena sorri ao amigo. — Chocolate com muito brigadeiro. — Ela entra na casa deles. — Bom dia!
— Boa! — Noah se alegra — Bom dia, S! — Noah da um beijo no rosto dela quando ela entra.
Depois ele cumprimenta Oliver com um abraço, ambos estavam fardados indicando que a após o café iriam para a delegacia.
— Como está, Noah?
— Bem, xerife. Voltando aos trabalhos. — Noah faz uma careta.
— Já te dei muitas folgas, garoto. Sossegue. — Oliver ri e segue adiante a até a copa.
— Serena querida! — Francesca sorri a garota.
— Bom dia Francesca. — Serena sorri a ela e coloca o bolo sobre a mesa. — O bolo do Noah.
— Ah, você mima ele demais. — Francesca ri.
— Mãe?! Por favor. — Noah repreende.
— Não só ela, eu também ando mimando ele demais com folgas e escapulidas do trabalho. — Oliver comenta, contudo num tom leve e descontraído indicando que era uma brincadeira.
— Aí, vocês deixarão o Noah mal acostumado. — Francesca ri.
— Com coisa que ele já não é. — Serena dá de ombros e se senta.
— Podemos voltar ao café, por favor. — Noah revira os olhos e senta ao lado de Serena.
Oliver ri e posteriormente vai até o outro lado da mesa.
— Claro que podemos. Chorão. — Serena ri e serve uma xícara de café para si.
Francesca se senta ao lado de Oliver e serve um copo de suco para ele.
— Já podemos falar sobre a festa de ontem também? — Noah pergunta enquanto pegava uma fatia de pão integral e logo após passar geleia de amora.
— Obrigado Fran. — Oliver agradece e depois bebe um pouco do suco — Nem preciso dizer que cheguei num cenário de guerra.
— Cenário de guerra? Isso porque o senhor não presenciou a entrada triunfal dos Redfields. — Serena revira os olhos.
— O pior de tudo foi a Blair, até agora não entendo o porque daquela atitude dela. — Francesca balança a cabeça negativamente.
— Ela vai reconhecer que agiu errado. — Noah defende — Landon quis se aparecer, Blair não permitiu isso agindo diferente e fugindo das expectativas dele.
— Tudo bem meu filho, ela pode até reconhecer, mas eu não esperava essa atitude da Blair.
— Francesca eu acredito no que o Noah diz, Blair não permitiu que o Landon fizesse um show ainda maior, mas esse impedimento dela tem um motivo maior.
— Esses garotos sempre me incomodando. — Oliver reclama — Quase separei uma briga feia entre Landon e Ethan.
— Ethan foi brigar com o Landon? — Serena olha para o pai.
— Quando eu cheguei eles estavam se estranhando.
— Mas quem não quer brigar com Landon? — Noah da de ombros.
— Embora o Landon mereça um belo corretivo, não quero saber de brigas. Viu Noah. — Francesca olha para o filho.
— Mãe, sou uma autoridade, sei dos meus deveres. — Noah se impõe.
— Muito bem. — Oliver meio que encerra o assunto — Blair e Ethan mudaram tanto... Eles estão lindos.
— Ele estão mesmo, cresceram tanto. — Francesca sorri.
— Ah, sim, o Ethan está maravilhoso. — Serena morde o lábio. — Ah que foi?! Eu sou apaixonada por ele mesmo. — Ela dá de ombros.
— Só que ele tem a Evie, mas também sabemos que a Serena não se importa. — Noah também dá de ombros.
— Serena? — Oliver balança a cabeça negativamente.
— Noah! — Serena bufa.
— O quê? Não estou dizendo que você vai destruir o relacionamento alheio, estou dizendo que isso não vai te fazer desistir dele. — Noah se explica.
— Devo me preocupar com isso, girassol? — Oliver arqueia uma sobrancelha e encara ela.
— Claro que não pai! Noah fala demais. — Serena dá uma cotovelada nele.
Noah tenta disfarçar a expressão de dor.
— E você e a jovem Blair, Noah? — Oliver olha para ele.
— Noah só faltou babar quando viu a Blair. — Serena ri.
— Ah, mas ela estava linda. — Francesca sorri.
— Quanto exagero. — Noah ri.
— E vocês já se beijaram? — Oliver indaga e pega um pedaço do bolo da filha.
Durante e a conversa Francesca havia fatiado o bolo e estava na hora de alguém puxar a fila para comê-lo.
— Ainda não...
— Não? — Oliver faz uma careta e depois morde o bolo.
— Noah é molenga, capaz da Blair beijar ele antes.
— Eu acho que Noah está esperando o momento certo. — Francesca olha para o filho. — Não é?
— Perfeitamente. — Noah concorda com a mãe e faz uma careta a Serena — Tem sorte que fez esse bolo. — O rapaz apanha um pedaço e não demora muito para saboreá-lo.
— Me ame menos. — Serena sorri a ele e bebe um pouco de suco.
— Meninos, Oliver e eu queremos conversar com vocês. — Francesca olha para eles.
— Eita. — Noah entende o tom de importância na voz da mãe.
— O que aconteceu? — Serena se preocupa.
— Bom... — Francesca olha para Oliver. — Você ou eu?
— Posso começar. — Oliver olha para eles.
— Eu e Serena temos que fingir surpresa? — Noah da uma cotovelada em Serena captando qual seria o assunto.
— Hey! — Serena protesta ao receber o cutucão.
— Noah... — Francesca revira os olhos.
— Bom, como o Noah disse não é segredo pra nenhum de vocês que Francesca e eu nos aproximamos muito durante todos esses anos. Desde quando tivemos a iniciativa de fazer esse café entre as duas famílias toda a sexta feira. — Oliver principia.
— E esses encontros vem fortalecido a nossa união, tanto familiar como... — Francesca segura a mão de Oliver. — casal.
— Ah... -Serena sorri a eles.
— Sim, faz algum tempo...
— Foi no dia da praia, naquela folga? — Noah pergunta interrompendo Oliver.
— Sim...
— Eu sabia! Falei pra você, Serena. — O rapaz se levanta da mesa e aponta para jovem.
Sua alegria denunciava que ele estava comemorando uma espécie de aposta.
— Noah, menos. — Serena ri da reação do rapaz. — Depois acertamos isso. — Ela olha para o pai e para Francesca. — Eu fico muito feliz por isso, vocês merecem ser felizes.
— Olha talvez isso era uma algo que Serena e eu sempre torcíamos para acontecer, então vocês tem nossa bênção. — Noah fala ao voltar a se sentar.
— Com certeza.- Serena sorri a eles. — Francesca eu tenho certeza que você é a única pessoa que fará meu pai feliz, assim como minha mãe fez. — Ela se levanta e vai até Francesca. — Bem vinda a nossa família.
— Ah Serena... — Francesca se levanta e abraça ela.
Serena retribui ao abraço se confortando com o carinho.
— Obrigada pela confiança em mim Serena. — Francesca faz carinho na cabeça dela.
— Cuida dela, garanhão. — Noah vai até o xerife e o abraça.
— Sabe que vou cuidar de vocês dois muito bem. — Oliver abraça Noah e da umas tapinhas nas costas dele.
— Obrigada Francesca. — Serena olha para ela. — Há tempos eu não via meu pai feliz como ele está.
— Não precisa agradecer Serena, eu também estou muito feliz. — Francesca sorri a ela.
— Abraço em família? — Noah sugere vendo a comoção entre eles.
— Sim! — Serena abre os braços.
Não demora muito e os 4 estão envolvidos em lindo abraço familiar. Esse abraço representava muito mais do que a comemoração da união de Francesca e Oliver, mas também demonstrava que a união das 2 famílias foi fundamental para que todos ali superassem o que eles haviam enfrentado no passado.
Ethan havia colocado o celular para despertar já que no final do jantar de boas-vindas tinha sido convocado por Elise para uma café privado com seus pais e Blair. Não era segredo pra ele o motivo do café e ele temia as consequências de participar dele.
O celular despertou e precisou de vários segundos para que o rapaz finalmente interrompesse o barulho vindo do aparelho.
— Bom, pelo menos não foi preciso os outros 3 alarmes que programei... — Ele resmunga e girando o corpo na cama se levanta.
Esse movimento foi tão amplo que ele estranhou que não havia atingido o corpo de Evie.
— Evie? — Ele se vira e não vê a garota ao seu lado.
Apesar dele ter chegado ao quarto ontem e não a ter encontrado nele, o Lynch esperava que a namorada fosse se deitar em algum momento da noite ainda irritada com tudo o que aconteceu.
— Eu não acredito que a Evie não dormiu aqui. — Ethan balança a cabeça negativamente e num salto decide ir se arrumar.
Ele estava apenas de boxer e talvez ignorar o fato de que seu relacionamento não estava bem não o deixaria ainda mais nervoso para o café da manhã.
Ele terminou de se vestir com um jeans com rasgos nas coxas e joelhos e uma camisa de manga cumprida floral com cores bem claras, a qual ele quis deixar toda aberta pela temperatura maravilhosa que fazia.
Vestiu um tênis e pegou um óculos escuro para restringir suas reações, afinal não sabia como seria a conversa com os pais.
Ele vestiu seus tênis e depois de se perfumar e escovar os dentes, saiu do quarto e quase se assustou com a figura de Blair sentada no chão. A garota estava certamente o aguardando.
— Credo, Blair, que susto! — Ethan reclama.
— Finalmente! — Blair se levanta e arruma seu vestido. — Bom dia bela adormecida.
— Bom dia, stalker. — Ethan fecha a porta do seu quarto.
— Ah, me ame menos. — Ela sorri a ele. — Melhore essa cara.
— Desculpe... — Ethan ri — É que bem, você sabe... — Ethan respira um pouco e começa a andar — E a Evie, bom, ela não dormiu aqui.
— Ela não voltou pro quarto? — Blair acompanha o irmão.
— Não... Eu cheguei e ela não estava lá, esperei um pouco deitado... E nada... Acordei e nenhum sinal dela. — Ethan coloca as mãos nos bolsos do jeans e continua caminhando pelo corredor de quartos que logo dava para a escadaria para o andar de baixo.
— Que dramática. — Ela revira os olhos.
— Evie está insegura quanto a Serena, mas ela não percebe que a insegurança dela que está sabotando nossa relação aqui na ilha. — Ethan opina.
— Talvez ela sempre foi insegura Ethan, mas ao conhecer a Serena, ela não conseguiu mais disfarçar.
— Caraca! Sabe que sempre um cara de namoros e não de pegação. Quando estou com alguém é com esse alguém. — Ethan defende seu lado e eles chegam ao topo das escadas — Ainda da tempo pra voltarmos pro quarto. — Ethan comenta com Blair dando uma pausa ainda ali no topo das escadas.
— Eu sei que você é assim e acredito que até mesmo a Evie saiba disso, mas no lugar dela eu também ficaria insegura. — Blair olha para o irmão, depois para as escadas e para Ethan novamente. — Se não encararmos, eles virão atrás de nós, então vamos colocar um ponto final nisso.
— Sim, o Sr. e a Sra. Lynch precisam entender que já assumimos por nossas escolhas. E pronto. — Ethan da de ombros.
— Fique tranquilo, a bronca não será pra você. — Blair dá de ombros e começa a descer a escada.
— Você vai levar a bronca, claro, merece. Mas sabe Blair, essas implicâncias e proteção exagerada tem que acabar. Parece que eles acreditam que uma tragédia vai acontecer a qualquer momento de novo. — Ethan desce junto com ela.
— Eu não duvido que a mamãe pense nisso.
— Ela vai ter que reconsiderar. Afinal, alguém com 25 anos já pode ter um pouco mais de liberdade. — Ethan conclui e eles também já chegaram ao salão de entrada.
— Liberdade? — Blair ri. — Planeta terra chamando Ethan. Essa palavra não existe no vocabulário da nossa família.
— Vamos inaugurá-la, vem. — Ethan segura na mão da irmã e caminha pelo corredor com uma certa marra, o rapaz até da uma ajeitada em seu óculos escuro.
— Ok... — Blair acompanha o irmão e suspira. — Prometo tentar ter um pouco de paciência.
— Lida bem com a mãe e deixa o resto comigo. Agora coloca um pouco de personalidade nesse andar.
— Não me peça o impossível. — Blair olha para ele. — Eu não tenho personalidade é? — Ela empurra ele e ri.
— Ontem você estava cheia de atitude. — Ethan ri — Só lembrar da maneira como estava.
— Tá bom, tá bom. — Ela sorri ao irmão. — Obrigada Ethan.
— Não me agradeça ainda. — Ethan fala ao chegarem nas portas de vidro que davam acesso a área da piscina.
Blair olha para os pais que já estavam sentada na mesa e sendo servidos por Elise, ela respira fundo e abre a porta.
— Boa sorte para nós. — Ela sussurra para Ethan.
— Vai dar tudo certo e se não der nós enchemos a cara no Redfield Bar. — Ethan pisca pra irmã e abre a porta de vidro.
— Já vou me preparar para o porre. — Ela ri e vai até a mesa. — Bom dia Elise. — Ela sorri a empregada.
— Bom dia senhorita Blair. — Elise sorri a ela e serve um copo de suco a garota sabendo que ela gostava.
— Obrigada. — Blair se senta em uma das cadeiras. — Ah, um café em família. Que acolhedor... — Ela fala irônica e bebe um pouco de suco.
Noel decide não falar nada rude ainda.
— Bom dia, filha.
Ethan agradece quando Elise oferece um copo de suco e se senta também a mesa.
— Bom dia, pai e mãe. — O rapaz os cumprimenta.
— Bom dia meus filhos. — Charlotte olha para eles. — Dormiram bem?
— Muito bem. — Blair pega um pedaço de bolo e começa a comer.
— Tô precisando resolver algumas coisas com a Evie, mas isso não me tirou o sono. — Ethan responde a mãe.
— Está tudo bem? — Charlotte olha para o filho.
— Evie está com ciúmes da Serena e isso está afetando as coisas.
— Eu imaginei que isso fosse acontecer, sempre achei que você e Serena eram apaixonados um pelo outro. — Noel comenta e bebe um pouco do café.
— Não imaginava que a Evie fosse tão insegura meu filho, mas eu concordo com seu pai, sempre pensei que poderia haver algo entre você e a Serena, que, aliás, estava linda ontem.
— Olha, finalmente concordamos em algo. — Blair olha para os pais e bebe mais um pouco de suco.
— Se me dão licença. — Elise olha para Noel e Charlotte. — Caso precisem de mim, estarei aqui ao lado.
— Elise. — Noel chama a atenção dela antes que ela vá.
— Sim? — Elise olha para Noel.
— Pede pra ninguém nos interromper, por favor. — Noel acaba batendo o antebraço num copo e ele cai na mesa derrubando um pouco de suco.
— Ah, claro. — Ela se aproxima e limpa a mesa, secando o suco derramado por Noel.
Elise precisa se debruçar e mesmo que ela não tenha percebido isso revelou um pouco do seu decote, como consequência isso atraiu o olhar de Noel que até o momento não tinha dado muita atenção para a empregada.
— Se puder limpar aqui, por favor. — Noel indica um local da mesa um pouco mais próximo a ele.
Elise estranha o pedido do patrão para limpar próximo a ele, onde não estava sujo, mas faz o que ele pede.
Noel aproxima sua coxa e faz com que ela encoste na perna de Elise, enquanto isso ele também deixa seu braço apoiado na mesa e isso faz com que ele encoste na cintura dela.
Elise sente um arrepio percorrer seu corpo e termina de limpar a mesa, se afastando de Noel.
— Caso precisem, estarei ali ao lado. — Ela se afasta e deixa o local sentindo o coração acelerado. "Sr. Lynch..."
— Essa garota é muito educada e gentil. — Noel elogia vendo Elise sair dali.
— Francesca sabe bem como contratar as pessoas. — Ethan fala e toma um pouco de água com gás.
— A Francesca é incrível mesmo, tudo que ela faz é pensando no nosso bem estar. — Blair elogia a empregada.
Charlotte revira os olhos com o comentário de Blair e bebe um pouco de café.
— Então podemos ir direto ao ponto desse café? — Ethan não se contém.
— Pra que a pressa Ethan? Como eu disse a bronca não será para você... — Blair fala irônica.
— Blair... — Noel repreende o tom dela — Porém, concordo com Blair, pra que a pressa?
— É que vocês ficam tentando criar esse clima pacífico, mas eu sei que as coisas não vão ficar assim, então pra que adiar.
— Ah é, esse clima de família amorosa não cola pai. — Blair revira os olhos.
— Blair... — Charlotte olha para ela.
— Mocinha o que está acontecendo com você? — Noel encara Blair.
— Ué, eu só falei a verdade.
— Bom, já que querem assim... — Noel bebe um pouco mais de café — O que exatamente foi aquilo que você fez ontem?
— Eu disse ontem, fui educada com eles, coisa que vocês não tiveram a capacidade de ser.
— Blair! Basta deste discurso! O seu tom debochado foi no mínimo cruel com sua mãe e até comigo! O que esperava que lançássemos flores com a chegada dos garotos? — Noel se imposta mais ao falar demonstrando sua indignação.
— Claro que não pai, vocês não seriam hipócritas a esse ponto, mas Landon e KR não são como o pai deles, talvez se vocês tivessem pelo menos a educação de tê-los convidados, às vezes eles nem apareceriam aqui, eles vieram porque vocês nem se importaram.
— Não faria sentido convidá-los. E não, eu não associo eles ao pai, mas ao meu ver não é coerente termos relações com esses garotos. E bom, depois de ontem isso fico ainda mais claro pra mim. — Noel se impõe ao se sentir confrontado.
— Pois bem, pai. Esse é o seu ponto de vista e respeitamos, mas você não pode tomar mais as decisões por nós. — Ethan intervém.
— Se não associa, então porque os convidou?
— Não queríamos eles aqui Blair. — Charlotte olha para a filha.
— Eu perguntei para o meu pai. — Blair bufa.
— O que você quer? Que nos desculpemos por não convi... — Noel terminaria a frase, porém Charlotte o interrompe e discursa firmemente.
— Chega Noel! — Charlotte olha para o marido e depois para Blair. — Eu estou cansada Blair, cansada do seu jeito mimado de ser...
— Eu? Mimada? — Blair interrompe a mãe e se levanta da mesa.
— Não me interrompa! — Charlotte bate as mãos na mesa e se levanta encarando a filha. — Mimada sim! Sempre fizemos tudo o que você quis, até voltar para esta ilha para comemorar o seu aniversário. — Ela caminha em direção a Blair. — Você não faz idéia do quanto isso vem sendo torturante para mim.
— Eu não ligo e essa conversa pra mim já acabou. — Blair se vira para sair dali, mas é impedida pela mãe.
— Não senhora! — Charlotte a segura e a faz se sentar novamente. — Ontem você falou e foi ouvida, hoje é a minha vez de falar e ser ouvida e você vai ouvir! — Ela brada. — Não é possível que você tenha esquecido tudo o que aconteceu aqui e as suas ações já passaram de todos os limites. Não temos obrigação e nem educação em convidar os Redfields para a nossa casa e não vamos mudar a nossa opinião porque você deseja isso. Eles são filhos daquele assassino que destruiu a nossa família, a família do Noah e da Serena, ou você se esqueceu?
Blair se encolhe na cadeira e encara a mãe, seus olhos se enchem de lágrimas e ela engole seco.
— Não faz sentido para nós ter aquelas pessoas aqui novamente. — Charlotte respira fundo antes de continuar. — Você pode fazer o que quiser da sua vida Blair, você também Ethan... — Ela olha para o filho. — Concordo com o que disse, sobre vocês tomarem as decisões de vocês, mas não se esqueçam que toda decisão e escolha tem uma consequência. — Ela volta a olhar para Blair. — E a sua escolha de ontem fez com que eu perdesse a confiança que eu tinha em você.
— Mãe...
— Não Blair, você vai ouvir.
— Mãe...
— Blair, eu não terminei. Você pode fazer o que quiser, como você sempre fez, mas dessa vez nem eu e nem seu pai iremos te proteger, você aprenderá a lidar com as suas decisões.
— Eu já aprendi a lidar desde quando eu morava nesta ilha, quando você se importava somente com o trabalho... — Blair dá de ombros. — Não será nenhuma novidade. — Ela se levanta e para diante de Charlotte. — Não adianta esse discurso, você não me convence como mãe protetora, você nunca foi as... — Blair para de falar ao receber um tapa da mãe.
— CHEGA! — Charlotte encara a filha.
— Hey! Mãe? — Ethan se levanta assustado com o que acontecera.
— Char... O que é isso? — A reação de Noel é bem semelhante.
— Você vai se arrepender disso. — Blair olha para Charlotte com a mão no rosto.
— Blair, eu...
— Posso sair daqui? — Blair olha para o pai.
— Pode ir, filha, eu me entendo com sua mãe.
— Vou com ela e a propósito iremos ao bar hoje, precisamos de um tempo de vocês. — Ethan fala indignado com o que acontecera.
— Vocês o que?
— Vamos ao bar e lidaremos com o que possa acontecer. — Blair se afasta da mãe e caminha em direção a saída esperando ser seguida por Ethan.
— Blair passou do ponto, passou. Mas vocês também demonstram que não estão sabendo lidar com a situação. Talvez ir ao bar mostre que somos melhores. — Ethan argumenta e começa a caminhar atrás de Blair.
— Ethan, eu pensava que você tivesse mais juízo... — Charlotte balança a cabeça negativamente.
— Não se preocupe, mãe, estaremos inteiros para o dia de amanhã. — Ethan cruza a porta de vidro.
— Nos vemos amanhã. — Blair segue o irmão.
Ethan espera a irmã passar e fecha a porta de vidro encerrando assim este café da manhã em clima de crise familiar.
— Isso é uma loucura! — Noel esbraveja — Eles estão conseguindo trazer muita decepção pra esse aniversário.
— E a culpa é sua. — Charlotte se vira e olha para Noel.
— Oi? — Noel se vira para a mulher um tanto surpreso.
— Se não tivesse concordado com a Blair de voltar para cá, isso não estaria acontecendo!
— Calma aí. — Noel faz um cara de indignação e depois ri — Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
— Claro que tem Noel, se estivéssemos em casa não estaríamos passando por isso, não teríamos reencontrado essas pessoas e não estaríamos vivendo esse pesadelo.
— Você está bastante empolgada ontem preparando o jantar e feliz também. Talvez ignorar a presença dos garotos foi um erro, talvez tenha sido. Mas voltar pra cá tem sido importante pra mim e tenho certeza que pra nossos filhos. — Noel defende sua posição.
— Você sabe que gosto de festas, mas eu não gosto desse lugar. Eu não queria estar aqui Noel. — Charlotte volta a se sentar. — É importante para você, não para mim.
— Pare de ser egoísta! — Noel reclama — O aniversário é da Blair. Ela quer estar aqui. E eu também quero.
— Engraçado que quando eu faço tudo o que vocês querem eu sou uma boa pessoa, quando eu manifesto o meu desejo eu sou egoísta... Tudo bem. — Ela dá de ombros. — Essa conversa acabou Noel.
— Você fez a sua própria interpretação do que eu disse. — Noel respira fundo — Sim, vamos encerrá-la.
— É, como sempre. — Ela se levanta e vai até a porta, ao ver Elise ela acena para a empregada. — Pode retirar a mesa Elise. — Ela sai dali deixando a empregada com Noel.
Elise olha para Charlotte e depois para Noel sem entender.
— O Sr. precisa de mais alguma coisa?
— Não, Elise, muito obrigado... — Noel vai até o batente que ficava ao redor do espaço da piscina e se debruça na região onde se tinha uma boa visão do gramado e da mata ao redor.
Em silêncio, a empregada começa a juntar as louças e a retirar a mesa posta, vez ou outra olhava para Noel e voltava a seus afazeres.
Cheryl já havia acordado, ao ver Rose ainda dormindo, se dirigiu ao banheiro e foi tomar um banho, ao entrar debaixo da água, ela relembrou do que aconteceu na noite anterior.
— Que burrice. — Ela resmunga ao esfregar seu corpo. — Ele não tinha cara de quem faria uma coisa dessas. — Ela continua resmungando enquanto termina seu banho.
Ao sair do box ela se encara no espelho e respira fundo.
— Bola pra frente Cheryl, vida que segue. — Ela seca seu cabelo e ao sair do banheiro se assusta ao ver Rose parada no meio do quarto. — Rose! Quer me matar é?!
— Ai desculpa. — Rose ri — Acordei com você que não é nada silenciosa também.
— Desculpe eu não queria te acordar. — Cheryl sorri sem graça.
— Fica tranquila. — Rose se senta na cama — E como está? — Ela se espreguiça um pouco após perguntar.
— Estou bem. Vou ficar bem. — Ela olha para a amiga. — Obrigada por ontem.
— Já disse que não precisa agradecer. O que aconteceu ontem foi um equívoco, vamos apenas esquecer... E bem, eu preciso me arrumar pra irmos tomar um café.
— Tá bom, se arrume que eu vou me arrumar e descemos juntas.
— Certo. — Rose vai para o banheiro.
Cheryl pega um short e uma blusa em sua mala, ao se vestir ela se encara no espelho e arruma seu cabelo.
O celular da moça que estava no criado mudo reproduz o som de notificação de mensagem chamando a atenção dela.
Cheryl ao ouvir o som, vai até o criado mudo, pega o celular e abre a mensagem.
Tratava-se de uma mensagem de Carter e em seu conteúdo estava uma foto do nascer do sol visto de um local que parecia ser próximo a mansão já que era possível vê-la na extremidade da foto.
"Bom dia, não consegui voltar pra mansão. Mas olha que lindo. Me perdoe".
— Você só pode estar brincando comigo né?! — Ela bufa e responde. "Por favor, não me mande mais mensagens e de preferência não fale mais comigo."
"Bom passar a noite fora me fez reavaliar tudo o que aconteceu. Eu errei muito com você. Só quero me redimir". A nova mensagem do rapaz, não demora muito a chegar.
"Tudo bem Carter, apenas me deixe em paz."
Uma nova foto é enviada e da pra se ver a mansão com foco na janela do quarto onde Cheryl dormia.
"Estou bem longe como pode perceber. Se você quiser continuarei assim".
Ela olha para a foto e engole seco. "Continue e pare com isso."
Um emoji com expressão de triste é a resposta que Carter encontrou pra responder ela.
— Meu Deus, já disse muitas vezes pra você, mas tomar banho logo pela manhã é o melhor remédio. — Rose comenta enquanto enxuga o cabelo.
Cheryl olha para o celular e depois para Rose.
— Os moradores desta ilha vão começar a reclamar se você continuar demorando tanto assim no banho. — Cheryl ri e resolve não falar com Rose sobre as mensagens de Carter.
— Querida, eles devem tomar banho no mar. — Rose debocha e vai até sua mala para apanhar algumas roupas.
— Nossa, que horror Rose.
Rose ri, contudo nota um pouco de estranheza em Cheryl, a garota decide esperar um pouco para questionar se algo estava acontecendo, então ela decide se trocar rapidamente para ver se descer e tomar um café dava uma animada na amiga.
— Vamos? Eu estou com fome. — Cheryl olha para a amiga.
— Vamos. — Rose termina borrifa um pouco de perfume e da sinal para que Cheryl se levante e a siga.
Cheryl levanta e vai em direção a porta. Ela guarda o celular em seu bolso e agradece por Carter não enviar mais mensagens.
As meninas começam a caminhar pelo corredor de quartos e não demoram muito pra passarem em frente ao quarto em que Toby e Carter dividiam. Rose olha para Cheryl buscando ver as reações dela.
— Que foi Rose?
— É bem... — Rose assente para o quarto de Carter e Toby.
— Quer ver o Toby? — Ela olha para a amiga.
— Na verdade queria ver como ia reagir ao passar aqui. — Rose confessa.
A garota era uma excelente amiga, apesar de vez ou outra compartilhar da acidez de Cheryl, Rose tinha um temperamento mais amistoso e muita vezes garantia o equilíbrio da amizade com Cher.
— Rose está tudo bem, obrigada por se preocupar comigo. — Cheryl sorri a amiga. — Eu só quero te pedir uma coisa, duas na verdade.
— Cheryl... Cheryl... — Rose respira fundo e começa a descer as escadas.
— Tá, você pode não acreditar, mas é a verdade, e voltando aos meus pedidos, eu queria que você não comentasse com ninguém sobre o que aconteceu e também que evitasse falar sobre o que aconteceu. — Cheryl desce as escadas com ela.
— Tá, agora queria dizer que você meio que me pediu isso ontem e me ofende que esteja repetindo isso. — Rose revira os olhos. “Tá ela tá estranha e tem alguma coisa a mais nisso...", Rose reflete.
— Não queria te ofender. Desculpe.
— Tudo bem, Cheryl. — Rose da de ombros e encerra o lance de escadas.
Para a surpresa das garotas elas se deparam com Toby e Evie que adentram a mansão pela porta principal rindo e um tanto descontraídos.
— Eu não acredito que vocês fizeram isso. — Evie gargalha com Toby. — Eu já aprontei na faculdade, agora correr nú no campo de futebol...
— Já fui muito merdeiro. — Toby ri de maneira orgulhosa.
Rose não sabe muito bem o que dizer o pensar, mas de certa forma ela se sente incomodada.
— Bobão. — Evie ri e vê Cheryl e Rose. — Bom dia meninas.
— Bom dia... — Cheryl olha para eles. — Porque estão juntos?
— Ah é, eu acho que também perguntaria se estivesse no seu lugar. — Toby aceita o tom de Cheryl.
— É realmente, por quê? — Ethan pergunta num tom um pouco mais interrogativo.
O Lynch chegara ao cômodo acompanhado da irmã, mas rapidamente notou o que estava acontecendo ali.
— Nos encontramos depois da festa e acabamos virando a noite conversando. — Evie dá de ombros.
— Ah, conversando... — Rose olha para Toby.
— Ethan já deu de drama pra mim por hoje, vou subir porque a Serena daqui a pouco vem buscar Liam, Chole e eu para darmos uma volta pela ilha. Nos encontramos a noite para irmos ao bar. — Blair fala para o irmão e vai até as escadas para ir para seu quarto.
— Não esquenta, Blair. — Ethan vê a irmã subindo e depois olha para Evie e Toby — Simples assim? — Ethan tenta conter o temperamento.
— Simples assim. — Evie olha para ele.
— Olha, eu poderia ficar para assistir a DR, mas eu estou com muita fome, então... — Cheryl se afasta deles indo para a sala de jantar onde o café estava servido.
Rose olha para Toby e pensa em falar alguma coisa, mas acaba suspirando e seguindo Cheryl.
— Rose... — Toby chama por ela, porém é ignorado — Olha Ethan, apesar de não ter acontecido nada de mais, acho que foi um erro da nossa parte. Então peço perdão.
— Perdão? — Ethan ri, porém da pra se ver que ele estava pouco a pouco elevando o tom de voz — Perdão por ter dado uns amassos na minha namorada e ainda esfregar isso na minha cara?
— Hey, opa! Não rolou nada Ethan. — Evie olha para ele. — Eu não faria isso com você.
— Se não rolou nada então você preferiu encerrar sua noite com ele e não comigo, é isso? — Ethan pergunta.
— Não foi isso. Eu estava na piscina e Evie apareceu lá chorando... Eu não podia ignorar esse fato e fiz companhia pra ela. Acabamos virando a noite... Sim, e eu te peço realmente desculpas por isso, mas só quis ajudar ela. — Toby explana.
— Eu não queria encarar uma conversa ontem Ethan... Desculpe.
— Não precisávamos conversar... Mas eu te esperei ontem... — Ethan deixa a expressão de raiva e ela é substituída por uma profunda chateação — Bom, que seja, vou ver se ainda da pra dar uma volta com a Blair — O rapaz se vira e começa a subir as escadas.
— Sinto muito, Ethan.
— Esquece Toby... — Ethan pede sem olhar para trás.
— Ethan, espera. — Evie olha para Toby. — Obrigada mais uma vez. — Ela sorri para ele e vai atrás de Ethan. — Ethan.
Toby sorri a Evie e decide ir a cozinha para tentar explicar a situação a Rose. Já Ethan continua subindo as escadas, ele não sabia direito o que sentir à respeito de Evie, ela estava com ciúmes em relação a Serena, mas Ethan até então não tinha dado motivos pra ela continuar daquele jeito. Entretanto passar a noite com outro cara, independente do que eles estavam fazendo, isso o magoou.
— Ethan, espera! — Evie alcança o namorado e segura o braço dele.
— Ok. — Ethan para e se vira para ela.
— Desculpe. — Ela a para ele. — Eu deveria ter voltado, não deveria ter te deixado sozinho ontem.
— Olha Evie, o problema é você cobrar de mim sobre a Serena e agir pior do que eu. — Ethan revela — Isso é um tanto incoerente.
— Você não acredita que nada rolou entre mim e o Toby?
— Independente do que aconteceu, Evie. Isso me magoou. — Ethan volta a caminhar em direção aos quartos.
— Ethan... — Ela vê ele se afastando. — Droga!
Noah e Oliver adentram a delegacia e cada um pega um copo com café e vão cumprimentando as pessoas que ali estão. Eles cruzavam o corredor até a mesa da secretária de Oliver para que o xerife pudesse se informar sobre as ocorrências do dia. No meio desse corredor havia uma sala onde alguns dos oficiais podiam fazer seus relatórios e muitas vezes fazer suas refeições do dia, Noah ameaçou ir para lá, mas tanto ele como Oliver foram surpreendidos por uma oficial que saiu do local um tanto apressada por vê-los.
— Xerife Tunner! Oficial Davies! Ainda bem que chegaram! — A oficial Sarah interrompe os dois.
— Oficial Moore? Alguma ocorrência? — Oliver indaga ao ser abordado.
Noah apenas presta atenção no diálogo.
— Sim, recebemos uma notificação da polícia da cidade. A família do piloto do barco que trouxeram os Lynchs e seus convidados entraram em contato com eles informando que Carl não retornou para a cidade.
— Não retornou? — Noah fica um tanto surpreso — E bom, sabe onde ele foi visto pela última vez? Alguém no porto por exemplo?
— No bar dos Redfields. — Sarah olha para Noah.
— Ah claro! — Oliver ri debochadamente — Sempre esses garotos estão envolvidos.
— Devemos investigar? — Sarah olha para eles.
— Sim, vamos interrogar o garoto. — Oliver se vira esperando ser seguido por eles.
Noah olha para Sarah e assente para que ela começa a caminhar junto com ele.
Sarah sorri a Noah e o acompanha, se animou ao acompanhar o xerife e o oficial, pois pensava que apenas daria a notícia do sumiço de Carl e eles resolveriam o caso sozinhos.
— Animadinha, novata? — Noah indaga ao ver as expressões da moça.
Sarah fazia poucos meses havia ingressado a delegacia e como Amara não tinha muitas ocorrências, existiam poucas oportunidades para ela que queria muito crescer na profissão.
— Bastante! — Ela olha para ele. — Obrigada.
— Vou tentar ficar mais em silêncio e te dar abertura para perguntas. — Noah informa ao passarem pela porta da delegacia — Se bem que acho que Oliver não vai te dar muito espaço, ele odeia os Redfields.
— Eu também acho isso, mas só de poder acompanhar vocês, basta pra mim.
— Está no caminho certo, Moore. — Noah elogia e não demora muito pra eles adentrarem a viatura.
Oliver ao ver que eles entraram da partida e acelera rumo ao Redfield Bar.
— Acredita em mim, agora? Foi apenas isso. — Toby pergunta após tentar se explicar novamente para Rose.
— Eu acredito Toby, ainda mais porque sei que a Evie não trairia o Ethan e sabe o que mais? — Ela sorri olhando para ele. — Você é uma pessoa incrível.
— Sério? — Ele se surpreende com o elogio, porém depois ri ao ver a careta que Cheryl fez pela cena.
— Sim. — Ela se aproxima dele.
Cheryl encara eles e faz um barulho de náusea.
— Cheryl... — Rose repreende a amiga.
— Que tóxica. — Toby ri.
— Me ame menos. — Cheryl revira os olhos, mas acaba sorrindo para eles. — Espero que sejam felizes e se você não fizer minha amiga feliz, eu capo você Toby.
— Cheryl! — Rose gargalha.
— Acredito que isto seja um pouco de inveja. — Toby pisca para ela.
— Não me provoque Toby. — Cheryl sorri a ele.
— Tá, vamos parar aí com as provocações. — Rose intervém.
O celular de Cheryl vibra em seu bolso e isso intantaneamente faz as expressões de Cheryl mudarem drasticamente.
— Que foi? — Toby pergunta notando a alteração.
— Carter... — Ela olha para o celular e abre a nova mensagem enviada pelo rapaz.
"Podemos combinar algo?"
— O quê? — Toby não tinha compreendido o que ela dissera.
"Você me deixará em paz se combinarmos?"— Ela envia para Carter e olha para Toby.
— Nada. Deixa pra lá.
— Cheryl, fala a verdade. — Rose pressiona a amiga.
— Calma... Vamos esperar ela responder as mensagens. — Toby pede a Rose e assente ao celular de Cheryl que vibrou de novo na mão dela.
"Você ficará em paz. Estou indo passar o dia na praia e não mandarei mais mensagens, mas quero poder te ver hoje e me redimir pessoalmente".
"Ok Carter. Iremos no Bar dos Redfields essa noite, nos encontramos lá."— Ela responde e suspira.
— Quem é?
— É o Carter! Ele está me mandando mensagens desde cedo.
— Nossa! — Toby fica surpreso — Onde ele está? Fica a noite fora e nem me lembrei de ir ver se ele tava mais calmo.
— Ele disse que vai passar o dia na praia, falei que iremos para o bar essa noite. Talvez ele nos encontre lá. — Ela dá de ombros.
— Bloqueie ele Cheryl.
— Não Rose, conversarei com ele pessoalmente e colocarei um fim nisso.
— Posso dar mais do que uma cotovelada nele dessa vez se precisar. — Toby olha para elas.
— Dessa vez não vai precisar.
— Tudo bem, como achar melhor. — Toby sorri — Bom, agora podemos comer?
— Nossa, sim! — Cheryl pega um pedaço de pão e come.
— Meu Deus, segura essa sucuri na sua barriga. — Rose gargalha ao olhar para a amiga.
Os 3 acabam rindo, mas não dava pra negar que estavam ambos preocupados com essa conversa que rolaria no Redfield entre Carter e Cheryl.
Paul estava apenas de boxer deitado sobre a cama com os braços cruzados atrás da cabeça, ele assobiava alguma música. Estava satisfeito, afinal após ele e Layla tomarem o café na cama a pedido dele, o casal se entregou ao sexo.
Layla estava deitada ao lado de Paul, o lençol cobria seu corpo nú e ela encarava o teto, gostava de Paul, mas ainda sim seus pensamentos vagavam pelas lembranças dos momentos vividos com Noel.
— O que está pensando? — Paul questiona ao vê-la um tanto distante.
— No nosso casamento... — Ela olha para ele e sorri.
— Também me pego lembrando daquele dia, foi incrível. — Paul remove um dos braços atrás de sua cabeça e procura fazer um cafuné na mulher.
— Ah foi mesmo... — Ela mente e aceita o carinho do marido.
— Eu estava pensando no café da manhã dos Lynch... Espero que Noel tenha lidado bem com a situação. — Paul notifica enquanto insiste no carinho.
— Eu espero que eles tenham dado um belo corretivo na Blair, como ela é petulante.
— Layla! — Paul ri — Não entendo o motivo de tanta implicância com a jovem Blair.
— Ela é mimada e petulante, mas enfim... Sabe o que me deixou pensativa... — Ela se vira e olha para o marido. — Porque eles ficaram tão abalados quando aqueles jovens chegaram na festa ontem?
— Bom, lembra da tragédia que mencionei que aconteceu com eles aqui no passado? — Paul acaba se sentando na cama ao ver o interesse da mulher.
— Lembro... Você sabe o que aconteceu?
— Sei o que acredito ser um resumo... O pai dos garotos atacou a mansão e causou algumas mortes, mas acabou sendo morto pelo xerife durante o ataque. Felizmente nada aconteceu com os Lynch, apenas as marcas desse trauma. — Paul esclarece para ela.
— Ah... Nossa... Mas se nada aconteceu, porque todo esse drama?
— Pelo amor de Deus, Layla. — Paul se incomoda com o comentário dela — Que comentário frio.
— Nossa, desculpa. — Ela revira os olhos. — É que não faz muito sentido.
— Blair tinha 8 anos, Ethan 11. Faz muito sentido pra mim eles não se sentirem confortáveis com a presença dos meninos. — Paul defende.
— Tudo bem Paul, você sempre defende os meninos.
— Às vezes me pergunto o porque de você ter se tornando tão insensível nos últimos meses. — Paul se levanta da cama — O meu apreço pelos meninos não justifica a sua falta de sensibilidade.
— Quer mesmo falar sobre isso? — Layla se levanta, veste seu roupão e olha para o marido.
— Claro... O que você tem? Não está feliz? — Paul olha pra ela preocupado.
— Paul, eu sou feliz com você, só me incomoda toda essa admiração e esse puxa saquismo seu com os Lynchs.
— O quê? — Paul se surpreende com a resposta dela.
— O que os Lynchs te dão em troca? Toda essa devoção a eles e eles nem sequer se importam.
— Se importam com o que por exemplo? — Paul continua surpreso — Não sei onde você quer chegar com isso.
— Eu não quero mais falar sobre isso Paul.
— Sempre fugindo. Um dia vou descobrir o que está acontecendo com você, Layla. — Paul cruza os braços sério.
— Boa sorte com isso. — Ela pisca para ele.
Paul continua com a cara fechada e decide ir se vestir para descer pro térreo da mansão. O homem sabia que algo mudou em Layla, apesar de na maioria do tempo a mulher continuar a mesma, havia resquícios dessa mudança e Paul já observara isso. Ele estava certo, um dia descobriria a verdadeira razão de Layla estar mais ácida e fria ao mesmo tempo.
— Vamos Liam! — Chloe bate repetidamente na porta do quarto do amigo. — Que demora.
— Posso ter problema pra decidir qual roupa colocar? Posso? Ou você acha que só as mulheres tem esse problema! — Liam berra do outro lado da porta.
— Ah Liam, qualquer roupa fica boa em você. Abre logo! — Ela continua batendo na porta.
— Já que quer tanto entrar... — Liam abre a porta do quarto.
Ele ainda não tinha vestido uma camisa e mal abotoara o short que estava vestido. Revelando assim, seu peitoral, abdome e as belas marcas de sua pelve.
— Nossa... — Chloe olha para o amigo e morde o lábio.
— Agora entendi porque estava doida pra entrar. — Liam sorri maliciosamente e se volta para 2 camisas que estavam sobre a cama.
— Claro, pra ficar te admirando.
— E pra me ajudar com essas camisas. Qual delas? — Liam aponta para as camisas.
Uma nude com inúmeras flores vermelhas vivo e a outra com estampa de ondas e na cor azul bebê.
— Essa. — Ela pega a camisa azul e entrega para ele.
— Ok. — Ele pega a camisa e a veste, posteriormente abotoa tanto ela como seu shorts.
— Tá lindão. — Ela sorri.
— Você também. — Ele analisa ela — Amei a cor do batom.
— Obrigada. — Ela pisca para ele. — Vamos buscar a Blair, estou curiosa para saber como foi esse café deles.
— Café? Ou batalha? — Liam passa um pouco de perfume e pega um boné pra ir no passeio.
Não demora muito pra eles saírem do quarto e já começarem a andar pelo corredor de quartos.
— Terceira guerra mundial. — Chloe acompanha ele.
— Sim, por isso vamos logo. — Liam apressa um pouco os passos.
— Liam... — Chloe olha para o amigo e depois desiste de falar. — Nada. — Ela anda um pouco mais rápido para alcança-lo.
Liam decide parar.
— Pode dizer. — Ele olha pra ela.
— Nada, vamos, a Blair pode estar precisando de nós. — Chloe continua andando indo para o quarto da prima.
Liam incomodado com a atitude dela decide permanecer no mesmo lugar. O rapaz cruza os braços e espera ela perceber sua postura.
— Liam... — Chloe para e olha para ele. — Temos que conversar, mas a Blair pode estar precisando de nós.
— Desista, Chloe. — Liam permanece no mesmo lugar.
— Desistir de que?
— De tentar me arrastar lá pra baixo.
— Ok Liam. — Ela se vira e vai até ele. — Eu tenho que te contar algo.
— Sim... — Liam mantém o olhar fixo nela.
— Na verdade, não vou contar, vou fazer... — Ela se aproxima mais, coloca as mãos na nuca do amigo e o beija.
Liam não sabe o que fazer, mas pela ousadia de Chloe ele acaba se rendendo ao beijo dela. Sabia que isso mudaria tudo entre eles, mas ele não podia negar que gostou muito dela ter se arriscado e que isso misturado com prazer que o beijo dela estava lhe causando o mudaria também.
Chloe sorri entre o beijo um tanto quanto aliviada por ele ter retribuído. Sabia que tudo mudaria, mas não poderia mais deixar de esconder o que sentia por Liam.
— Se soubesse que beijava tão bem, poderia ter roubado alguns amassos. — Liam comenta e também sorri.
— Olha, oportunidade nunca faltou. — Ela sorri para ele.
— Quer aproveitar um pouco mais dessa? — Ele coloca as mãos na cintura dela e a trás pra mais perto dele.
— Ah, com toda certeza do universo. — Ela o beija novamente.
Liam novamente retribui só que dessa vez ele impõe mais seu corpo e sua vontade de o fazer. Ele queria que ela sentisse isso, que ele estava gostando.
Chloe abraça Liam e faz carinho na nuca do rapaz.
Blair estava impaciente em seu quarto, depois de trocar o vestido que usara no café da manhã por um short jeans e uma camiseta branca e um tênis preto, ela sai do quarto e se vira indo em direção ao quarto de Liam e de Chloe, afinal a prima e o amigo estavam atrasados. Não demora muito e ela se surpreende ao ver os dois aos beijos no corredor.
— Mas o que é isso?!
Liam e Chloe instintivamente se afastam e olham para Blair.
— Estava verificando o nível de fluor do creme dental da Chloe. — Liam brinca com a situação e por ver Chloe extremamente constrangida.
— E pelo jeito que estava, você deve ter pego todo o flúor. — Blair gargalha. — Pode relaxar Chloe. — Ela ri ainda mais vendo a prima vermelha.
— Blair, para. — Chloe coça o cabelo sem graça.
— Finalmente! Eu achava que esse beijo não iria sair nunca!
— Eita! — Liam ri da audácia do comentário de Blair — E eu ainda não desisti do nosso beijo triplo. — Ele decide manter o clima de brincadeiras.
— Quer que ele aconteça agora? — Blair se aproxima do amigo.
— Blair, se contenha! — Chloe ri.
— Não reclamaria. — Liam nota que Chloe ficou mais a vontade e decide que talvez seja a hora deles descerem — Porém acho que Chloe quer um pouco de exclusividade quanto a isso e também... Devemos descer. — Liam olha para elas.
— Vamos logo então, a Serena já deve estar lá embaixo. — Blair se vira e começa a andar em direção a escadas.
— Blair e o café?- Chloe acompanha a prima.
— Não quero... – Blair é interrompida por Liam.
— Teve armas? — Liam pergunta já começando a descer o lance de escadas.
— Se a mão da minha mãe for considerada arma, teve. — Blair dá de ombros.
— O que?! — Chloe se surpreende descendo a escada com eles.
— Agora entendi porque não quer falar sobre isso agora. E eu acho melhor, vai quebrar o clima do passeio. — Liam da a entender que Chloe deveria parar com as perguntas.
— Obrigada pessoal. — Blair sorri a eles.
Chloe balança a cabeça negativamente em silencio.
Ethan estava sentado nos degraus da grande escadaria na frente da mansão. O rapaz após discutir com Evie foi até seu quarto e apenas fez suas higienes, estava decidido a sair à passeio com Blair e seus amigos, precisava de um pouco de descontração. Ele vê um carro se aproximando e deduz que seria Serena. Talvez passar um tempo com ela fosse perigoso para o relacionamento com Evie, entretanto a namorada não estava colaborando para que as coisas não fossem abaladas.
Serena estaciona diante da casa dos Lynchs e sai do veículo. Vestia um short vermelho e um cropped preto e um tênis da mesma cor, seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo e usava um óculos de sol. Ela vai em direção a escadaria e sorri ao ver Ethan sentado no topo da escada.
— Bom dia pequeno Lynch.
— Bom dia... Girassol? — Ethan faz um careta — Seu pai ainda te chama assim?
— Ah ele chama. — Serena sorri. — É carinhoso ué.
— Eu gosto, relaxe. — Ethan sorri — É aqui o local combinado para poder ir ao passeio?
— Sim, mas espera. Você vai conosco? — Serena se senta ao lado dele.
— Preciso pagar alguma taxa para a motorista?
— Você teria que pagar, mas não vai gostar do preço. — Ela sorri de lado. — Bom, talvez você gostaria, mas sua namorada não.
— Serena... — Ethan balança a cabeça negativamente e sorri um pouco sem graça.
— Desculpe Ethan. — Ela ri. — Evie virá conosco?
— Nop... — Ethan responde e se levanta — Tive uma manhã complicada com meus pais e com a Evie também, só quero poder espairecer e rir um pouco.
— Ah, então conte comigo para isso. — Serena se levanta com ele. — Ah, e as nossas companhias chegaram. – Ela olha para Blair, Liam e Chloe que deixavam a mansão.
— Obrigado Serena. — Ethan fala bem baixinho e próximo ao ouvido dela para que somente ela ouvisse.
Liam abre a porta principal e sorri ao ver Ethan e Serena ali.
— Hey! — Ele os cumprimenta.
— Por nada Ethan. — Serena sorri a ele. — Hey, Liam!
— S! — Blair sorri animada e abraça Serena ao se aproximar da amiga.
— B! — Serena retribui ao abraço.
— E aí, Ethan? — Liam vai e abraça o Lynch.
— Fala, cara. — O abraço é retribuído — Hey prima. — Ethan sorri para Chloe ao encerrar o abraço com Liam.
— Oi Ethan. — Chloe sorri a ele. — Vai com a gente?
— Aceitam penetras? — Ethan brinca com a prima e vai até ela para dar um abraço com beijo no rosto.
— Claro! — Chloe retribui ao abraço do primo.
— Você está gostando né? — Blair cochicha para Serena.
— Eu? Ah, com certeza. — Serena cochicha e ri com Blair.
Liam agiu certo na festa, ele deixou as coisas livres e aparentemente o certo para ele era deixar Serena de lado, afinal era notável que ela queria Ethan e só esperava uma brecha no relacionamento dele com Evie.
— Hey galera, vamos? — Serena olha para eles. — Tenho uma surpresa pra vocês.
— Vamos. — Liam responde a ela.
Chloe e Ethan encerram o abraço e parecem também animados pra ir.
— O que planejou S? — Blair segue para o carro da amiga.
— É surpresa Blair. — Serena ri e destrava o carro. — Vamos logo, não podemos chegar tão tarde.
— Estou ansiosa. — Chloe confidencia a Liam.
— Nem me fale. — Liam fala a Chloe e abre a porta traseira.
Presumindo que Liam e Chloe ficaram atrás, Ethan esperou para ver se Blair sentaria na frente.
— Então vamos! — Blair sorri ao irmão e se senta atrás do carro com Liam e Chloe.
— Vamos. — Serena sorri e entra no carro esperando por Ethan.
Ethan entende muito bem o sorriso de Blair e lança um olhar para ela como se dissesse "você não presta".
Blair ainda sorrindo, coloca a mão na boca e pisca para o irmão.
Ethan entra no carro também sorrindo e se senta no banco do passageiro.
— Bora Serena! Antes que o Ethan desista. — Liam recomenda ao ver a demora dele para entrar no carro.
— Vamos. — Serena dá a partida e vai em direção a cachoeira da ilha, era o seu lugar preferido dali e sabia que os amigos também gostariam de lá.
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