Os dois carros estacionaram fronte a mansão e os jovens foram saindo de seus veículos, no primeiro carro Ethan, Evie, Amy e Leonard e o grupo de amigos que antes foram no carro de Noah agora retornaram com Toby e Rose, já que Cheryl não retornara da noite ao bar.

— Ainda não acredito em tudo o que aconteceu esta noite... — Liam puxa o assunto ao ver a aglomeração ali no estacionamento.

— Incrível foi como ela passou de uma noite incrível para um verdadeiro fiasco. — Rose complementa.

— Pelo menos a Cheryl foi poupada de tudo isso e deve estar curtindo com Carter, certo? — Chloe se lembra do que Toby e Rose mencionaram no carro.

— É... — Rose responde, apesar de ainda sentir um incômodo sutil com esta situação.

— E você está bem, Ethan? — Toby olha para o amigo.

— Sim, Toby. Infelizmente cai nas provocações daquele imbecíl, mas acho que pude liberar um pouco da vontade que estava de socar a cara dele. Me sinto bem melhor. — Ethan solta o ar — Me desculpe ter assustado vocês. — Ele comenta a todos ali — Isso não vai se repetir.

— Tá tudo bem, Ethan, acho que todo mundo queria dar um murro no Landon... — Amy dá de ombros e ri.

— Totalmente! Ele me apelidou de Alívio Cômico. — Liam reclama.

Alguns dos presentes acabam soltando uma risada teimosa pelas expressões de Liam. Aparentemente eles não queria se render à um clima leve, bom, a maioria deles e talvez Blair fosse uma dessas pessoas. A garota estava séria e olhava para Evie em especial.

— Bom, pessoal, acho que a noite pra mim acabou, vejo vocês e suas caras maravilhosas de ressaca amanhã. — Toby comenta e joga um beijo para todos ali — Vamos? — Ele estende a mão para Rose.

— Vamos. — Ela sorri a ele.

— Pelo menos alguém vai terminar essa noite de uma maneira positiva se é que me entendem... — Liam brinca.

— Liam! — Chloe pisa no pé dele.

Toby e Rose sorriem e começam a subir as escadarias.

— Vamos também. — Chloe fala a Liam e depois olha para Blair — Vamos?

— Podem ir, Chloe. — Blair fala num tom um pouco seco.

— Ok, né... — Chloe dá de ombros e vai subindo com Liam.

— Vamos pessoal? — Amy pergunta.

— Vão vocês... — Evie olha para o casal de amigos — Acho que entendi algo acontecendo aqui... — A garota se referia a Blair.

— Blair? — Ethan olha para ela um tanto confuso.

— Pode ir com eles, Ethan. Quero conversar um pouco com a Evie. — Blair olha para o irmão.

— Blair eu vou...

— Tudo bem Evie, eu vou tomar um banho e te espero. — Ethan olha para a namorada e depois para a irmã. — Boa noite mana.

— Boa noite Ethan. — Blair acena para o irmão ao vê-lo subir.

— Então... — Evie olha para a cunhada.

— Evie você tem noção da merda que você fez? — Blair olha séria para Evie ao notar que somente as duas estavam ali.

— Eu? A sua amiga faz toda aquela cena e a errada sou eu?

— Você não conhece a Serena, o que ela fez sem dúvidas tem uma explicação...

— Ah claro, ela sempre tem uma justificativa.

— Não me interrompa Evie. — Blair se aproxima dela. — Eu sempre torci para que Serena e Ethan ficassem juntos, mas você chegou e mudou a vida do meu irmão, sempre apoiei o seu relacionamento com ele e sempre te achei uma pessoa correta. — Ela levanta a mão ao ver que Evie falaria alguma coisa, pedindo que ela esperasse. — Entendo o quanto Ethan confia em você, principalmente por te contar tudo o que aconteceu com nossa família aqui em Amara, mas você usar isso contra a Serena e diante de todos como fez essa noite, foi baixo Evie, muito baixo. Eu nunca esperava isso de você.

— Blair eu estava irritada, seu irmão foi defender ela enquanto ela encenava tudo aquilo com o barman. Vocês não perceberam que realmente ela queria atenção?

— Volto a repetir, você não conhece a Serena, toda ação tem uma reação, um motivo e uma consequência e o que levou ela a fazer o que fez essa noite, diz respeito somente a ela.

— Você é amiga dela Blair e eu respeito que você a defenda, mas não posso concordar com o que diz.

— Tudo bem Evie, o que eu tenho pra te dizer é isso, o que você fez foi baixo e, sinceramente, espero que o Ethan te condene de alguma forma. Serena e Landon apesar do que fizeram, não mereciam ter o passado exposto como você fez. — Blair começa a subir as escadas. — E eu espero que você lide com as consequências das suas atitudes nesta noite. Boa noite.

Evie olha para Blair subindo as escadas e ao ver que ela desaparece pelo corredor, ela se direciona ao seu quarto. Estava irritada com Ethan por ele ter defendido Serena e realmente não pensou quando expôs a garota. Ela bufa e vai em direção ao seu quarto.

Ao abrir a porta do quarto Evie conseguiu escutar o som de chuveiro e a voz de Ethan cantarolando provavelmente alguma das músicas da noite de hoje. Evie não conseguiu identificar por conta da voz estar abafada.

Ela sorri ouvindo a voz de Ethan e vai até o seu armário, pegando uma nécessaire com alguns produtos para fazer um curativo no rosto de Ethan.

— Evie? — Ethan escuta alguns barulhos e decide verificar, enquanto ensaboa seus ombros e axilas.

— Oi Ethan. — Ela olha para ele. — Vai molhar todo o quarto.

— Por que? — Ele ri.

— Olha aí como você está. — Ela cruza os braços, mas acaba rindo com o namorado. — Todo cheio de sabão.

— Calma, vou me enxugar antes de sair daqui. — Ele comenta enquanto deixava a água cair sobre seu corpo.

— Não demore e se prepare, vou fazer uns curativos no seu rosto. — Ela revira os olhos.

— Sei bem sobre o que eu preciso me preparar. — Ethan desliga o chuveiro.

— Ah, ótimo. — Ela se senta na cama e espera ele sair do banho.

Ethan se enrola na toalha e tenta arrumar seu cabelo úmido, em seguida ele vai até a cama e se senta ao lado de Evie.

Evie pega um algodão e molha com um antisséptico, ela se vira de frente para Ethan e delicadamente limpa o corte na sobrancelha dele.

— Ainda bem que não precisa de ponto.

— Quanto exagero. — Ele faz careta ao sentir uma pequena ardência.

— Não tinha necessidade de ter feito o que fez. — Ela faz um curativo no corte.

— Sim, verdadeiramente não tinha, tanto que eu desisti, mas confesso que queria socar ele. — Ethan se defende.

— Poderia ter socado ele em qualquer momento, mas não, você resolveu bater no cara porque ele estava beijando a Serena! — Evie se irrita.

— Ah não... — Ethan resmunga — De novo?

— Claro! Porque se irritou tanto? Porque se incomodou por ela estar beijando ele?!

— Eu me irritei por que aparentemente parecia que ele estava forçando algo com ela.

— Não acredito que pense isso. — Evie ri.

— Ai Evie, eu estou tranquilo, se você quer arrumar coisas pra sua cabeça, arrume. Da Serena e do Landon eu quero distância. — Ethan se estressa.

— Eu... — Evie bufa e vai para o banheiro.

— Sinceramente, não quero voltar a falar sobre isso. — Ethan fala num tom pra que ela ouvisse.

— Nem eu Ethan, mas eu fiquei bem chateada com você!

— Eu realmente peço desculpas. Eu também não gostei do que fez a Serena, você não tinha o direito de falar aquelas coisas absurdas pra ela. — Ethan faz outra careta já que seu ferimento volta a doer.

— Eu estava com raiva. — Evie sai do banheiro e olha para ele. — Realmente eu errei, não deveria ter falado aquilo. — Ela pensa na conversa que teve com Blair.

— Foi o que a Blair falou com você, né? — Ethan olha para ela.

— Sim. Estou cansada de errar com vocês, não estou nem me reconhecendo depois que vim para esta ilha.

— Eu também acho que essa viagem está sendo uma loucura, mas tecnicamente já estamos na véspera do aniversário e sei que ainda vamos nos divertir muito aqui e irmos embora em paz. — Ethan se levanta da cama.

— É tudo o que eu mais quero Ethan.

— Eu também, meu amor, eu também. — Ethan sorri — Vamos só esquecer essa noite cabulosa.

Evie se aproxima de Ethan e o abraça.

— Já esqueci.

— Acho que falta alguma coisa pra que eu possa esquecer de verdade. — Ele sorri de lado para ela.

— O que? — Ela morde o lábio olhando para ele.

— Não vai demorar muito pra você descobrir. — Ele pisca pra ela e deixa sua toalha cair.

— Hmmm, como pensamos semelhantes. — Evie enquanto estava no banheiro, havia trocado de roupa e colocado um hobbie de seda azul, ao olhar para o corpo nú de Ethan, ela também retira seu roupão, revelando sua lingerie na mesma cor. Ela beija o namorado e deita sobre ele na cama, se entregando a ele e deixando a noite vivida no Redfield Bar para trás.

Noah estaciona o carro em frente a residência dos Tunner e verifica que a sala de estar estava toda iluminada, provavelmente o xerife não tinha ido dormir para poder recepcionar a filha com um sermão quilométrico. Noah ri ao imaginar Oliver sentado em sua poltrona, talvez fumando algo e ensaiando discursos para lançar em Serena. E a embriagada Serena? Bem, esta já tinha se entregado ao sono.

— Olhando pra você dormindo assim, nem da pra pensar que fez tanta merda hoje. — Noah ri e sai do carro.

O oficial da a volta no veículo e posteriormente abre a porta de Serena.

— Vem no colo do tio, neném. — Ele satiriza e apanha Serena do veículo — Vou parar de dar rosquinhas pra você. — Ele resmunga pelo peso da garota e depois fecha a porta empurrando-a com a lateral de seu corpo.

Em passos rápidos ele leva Serena até a porta da casa.

— Oliver! Ollie! — Ele chama pelo xerife sem conseguir abrir a porta da casa.

A luz da varanda é acesa e isso indica que Oliver não demoraria a abrir a porta, então Noah para de chamar por ele e olha para Serena.

— Acho que vou te livrar de um sermão hoje, porém amanhã espero que acorde preparada.

— Obrigada. — Serena resmunga baixinho.

— Você está acor... — Noah não tem tempo de reclamar, afinal Oliver abre a porta já inquisidor.

— Quanta falta de responsabilidade, Serena! — Oliver encerra a bronca naquele momento ao ver a filha aparentemente dormindo nos braços de Noah.

— Ela está dormindo, Oliver. Vai ter que crucificá-la amanhã. — Noah sorri para ele.

— Ah claro! — Oliver recrimina Serena com o olhar — Vamos, entre, Noah. — Ele pede e da espaço para que o rapaz ingressasse na casa.

Noah entra e Oliver fecha a porta atrás dele.

— Espero que não esteja bêbado, afinal você tem que trabalhar amanhã, Noah.

— Ollie, eu sei das minhas responsabilidades e também sei o que está fazendo, já que não conseguiu liberar a bronca na Serena vai querer redirecionar para mim. — Noah ri e vai se dirigindo para as escadas que davam para o segundo andar da casa onde o quarto de Serena estava.

— Está bem, está bem... — Oliver se rende. — O que ela aprontou?

— Talvez passou dos limites no álcool. — Noah responde e chega ao corredor, depois ele segue para a primeira porta a direita que era o quarto da Serena.

— Fale algo que eu não sei. — Oliver retruca.

Noah entra no quarto e antes de por Serena sobre a cama o rapaz se vira para Oliver.

— Ela bei... — Serena que estava acordada aperta o braço de Noah impedindo que ele falasse mais do que o necessário — Bebeu El Fuego. — O rapaz muda o discurso sentindo o apertão dela e entendendo o que ela quis dizer com aquilo.

— Landon! Ele deve ter embebedado minha filha. — Oliver já discursa suas acusações.

Noah ri e deixa Serena sobre a cama.

— Você me deve uma. — Ele cochicha no ouvido dela e depois beija sua testa.

— Calma, Oliver... Vamos lá pra baixo e eu explico melhor. — Noah aconselha.

— Não me enrole, Noah. — Oliver fala e vai saindo do quarto um tanto turrão.

O policial balança a cabeça negativamente e antes de sair do quarto e fechar a porta avisa Serena.

— Não vou falar mais do que o necessário, mas se prepare para o café da manhã que terá com o paizão cedo, Girassol.

— Boa noite, Noah. — Serena murmura e coloca o travesseiro sobre sua cabeça.

Noah revira os olhos e fecha a porta deixando ela ali.

No fim do lance de escadas Noah se depara com Oliver sentado em sua poltrona e virado para ele.

— Que comece o interrogatório, certo? — Ele se dirige ao sofá ao lado da poltrona.

— Preciso saber o porque da minha filha ter chegado nesse estado. — Oliver argumenta.

— Bom, Serena está magoada por conta de seu amor por Ethan não poder ser correspondido e bem, eu beijei a Blair e ela desejou ter tido a mesma sorte do que eu. — Noah explana ao se sentar.

— Oh... — Oliver se comove — Pobre Serena, ela sempre foi apaixonada pelo jovem Lynch. Na verdade, eu também sempre achei que essa relação era pra acontecer.

— Todos torcíamos, mas tem a Evie, namorada do Ethan e eles parecem ter algo sólido. Ao contrário da Blair, Ethan encontrou alguém.

— Eu entendo. Serena deve estar arrazada! Ela deve ter usado o lance da bebida e do bar para se camuflar. Conheço aquela encrenca ali, ela deve ter fingido como se nem tivesse sido abalada pelo fato. — Oliver fala e vez ou outra olha em direção das escadas.

— Ela sempre faz isso. Serena teve algumas atitudes controvérsias. Ela se empenhou muito pra disfarçar sua fragilidade e eu estava realmente incomodado com ela. — Noah solta o ar — Mas, vindo pra cá, no carro, antes dela... Você sabe... Desmaiar... Tivemos um momento genuíno e ela está muito mal. — Noah olha nos olhos de Oliver.

— Girassol... — Oliver se emociona.

— Sabe, Oliver, sei que odeia o fato de irmos no Redfield e nosso contato com os irmãos e tudo mais, contudo poderia deixar isso no segundo plano da conversa que terão amanhã? Serena não precisa disso no momento. — Noah aconselha a ele.

— Sei... Vou tentar conduzir a conversa da melhor forma possível, mas não vou evitar esse tópico.

— E não precisa... — Noah o interrompe — Só aja com temperança. — Noah sorri a Oliver — Em outras palavras, não cuspa marimbondos em cima dela.

— Entendi, Noah, entendi... — Oliver sorri — Você sempre fez bem o papel de irmão dela.

Noah fica um tanto constrangido com esta frase, Oliver era uma figura imponente e respeitosa para ele, todas as vezes que esta abertura emocional vinha da parte dele era uma grata surpresa pro rapaz.

— Obrigado por tudo o que faz por ela, Noah.

— Ela também é como uma irmã pra mim, sou grato a vocês por completarem minha família. — O rapaz se levanta do sofá e sorri quando o xerife também o faz.

Um forte abraço encerra a conversa entre eles e certamente Oliver daria ouvidos aos conselhos de Noah e tentaria ser brando na conversa com Serena na manhã seguinte.

— Calma ai... Você beijou a Blair? — Oliver desfaz o abraço por ter percebido que não havia dado a devida importância para este fato.

— Sim, Ollie, eu beijei. — Noah ri.

— Graças a Deus! — Oliver e Noah acabam gargalhando com a reação feita pelo xerife.

Sarah estava deitada sobre o peitoral de Landon e nem se dera conta que o alarme programado em seu celular já despertara algumas vezes. Ele havia aparecido em sua casa após o expediente no Redfield Bar como combinaram via whatsapp e após intensos momentos ambos dormiram.

Ela pega o celular, desliga o alarme e olha para Landon que ainda dormia tranquilamente. Ela olha para o rosto machucado dele e se pergunta o que poderia ter acontecido.

Alguns raios de sol atravessam a cortina da janela na lateral direita do quarto e começam a alcançar o peito e rosto de Landon, então levemente ele foi redobrando a consciência.

— Bom dia bela adormecida. — Sarah sorri olhando para ele.

— Bom dia, morena. — Landon sorri ao vê-la e já cruza as mãos por trás de sua cabeça.

— Dormiu bem?

— Pode ter certeza disso. — Ele sorri maliciosamente para ela — Achei que quando eu acordasse não te encontraria mais aqui.

— Eu deveria estar na delegacia, mas hoje eu entro mais tarde. Oliver me deu um desconto no horário já que ontem fiz hora extra para cobrir o Miguel. — Ela revira os olhos. — Ele é muito folgado, mas o xerife gosta dele, então faz o que quer.

— Amo seu temperamento. Sempre esquentadinha. — Landon sorri com as reclamações dela.

— Olha quem fala, tenho certeza que o seu temperamento foi o causador desse olho roxo e desse corte na sua boca.

— Sabia que você não iria desistir desse assunto. — O rapaz se senta na cama e alonga seu pescoço.

— Claro que não, até mesmo porque não é normal você aparecer com a cara desse jeito. — Ela se levanta. — E quem te acertou, te acertou com gosto.

— Ok, eu meio que fui o catalisador de uma briga no meu próprio bar. — Ele pisca.

— Ah, cê jura? — Ela fala irônica. — Com quem brigou?

— Com o Lynch Jr. — Landon sorri — Queria ver se aquele corpinho de anos de academia eram tudo aquilo.

— Você não presta Landon. Porque foi arrumar confusão com ele?

— Alguém queria se vingar dele e você sabe que tenho um ímã natural para confusões.

— E desde quando você ajuda as pessoas se não é ao seu favor?

— Não disse que não era ao meu favor. — Landon sorri — Realmente não sou muito altruísta.

— Você não entendeu Landon. Você não ajuda ninguém, é do seu feitio ser egoísta, talvez seja por isso que você me atrai, mas ajudar alguém sem ter algo em troca, não faz muito sentido... — Ela cruza os braços. — Não vai me falar quem você ajudou né?

— Serena Tunner. — Ele sabia que teria que falar.

— O quê?!

— Ela queria se vingar dele por ele ter a deixado e talz... Eu e ele já tínhamos alguma tensão também, então... — Landon abre os braços e depois aponta para seu rosto.

— Só ela mesmo pensou que ele chegaria aqui sozinho e ficaria com ela. — Sarah revira os olhos, conhecia Serena e sabia que ela gostava do rapaz, como todos da ilha sabiam, mas diferente da maioria dos moradores de Amara, Sarah não gostava muito da filha do xerife. — Iludida que fala né?

— Eu digo CI e você diz ÚMES. — Landon brinca com ela.

— Ciúmes da Serena? — Sarah gargalha. — Me poupe Landon.

— Bom... Talvez fique se eu disser que pra irritar o Lynch eu tive que dar um beijo singelo nela. — Landon faz uma careta esperando um discurso de ódio.

Sarah sente seu rosto esquentar, sabia que estava vermelha e fuzila Landon com o olhar.

— Sai daqui Landon.

— Tipo... Assim como estou? — O rapaz se levanta revelando sua nudez e depois ri.

Sarah pega as roupas dele que estavam no chão e joga contra o rapaz.

— Você passou de todos os limites fazendo isso!

— Quanta agressividade... Até alguns minutos parecia nem se importar... — Landon coloca sua cueca e olha para ela.

— Não temos nada sério, eu sei disso, mas eu odeio a Serena e saber que você beijou ela... — Ela bufa irritada.

— Foi só uma beijoca pra irritar alguém. Nada muito íntimo. — Landon pisca pra ela — Mas se eu soubesse que você ia ficar assim teria feito de novo.

— Espero que o Oliver descubra e vá tirar satisfações com você!

— Meu nome deve estar comendo na residência dos Tunner. Tenha certeza disso. — Landon termina de vestir seu jeans e o abotoua.

— Eu não duvido e eu acho pouco pra você!

— Como você está enfurecida... — Ele ri das reações dela.

— Você ainda não me viu enfurecida Landon.

— E nem quero ver... — Landon termina de se vestir e começa a se dirigir a saída da casa de Sarah.

— Landon? — Sarah acompanha ele.

— Oi? — Landon para próximo a porta de saída da casa.

— Eu e você... — Ela abre a porta. — Nunca mais.

— Só por conta de um beijo. — Landon olha para ela um tanto indignado — Achei que num tínhamos nada sério.

— Sinceramente, eu duvido que isso ficará apenas em um beijo Landon. — Ela olha para ele.

— Tem certeza sobre isso? — Landon se escora no batente da porta e olha para ela.

— Certeza absoluta. — Ela olha nos olhos dele. — Seus olhos brilharam quando falou o nome dela. Pode não acreditar agora, mas vocês ficarão juntos.

— Serena e eu? — Landon ri — É quase algo apocalíptico.

— Eu sei e eu assistirei esse apocalipse de camarote.

— Ok, vou estar aqui quando se arrepender e sentir saudades. — Ele morde o lábio e se aproxima dela — Posso sair daqui com um beijo seu?

— Você não vale o chão que você pisa Landon. — Ela se aproxima e beija o rapaz.

Landon sorri entre o beijo deles e morde o lábio da oficial, afinal sabia que ela gostava disso.

Ela sorri ao se afastar de Landon e olha para ele.

— Boa sorte. Você vai precisar.

— Vou sentir saudades, esquentadinha.

— Eu também, Landon. Eu também.

Landon sai e lança um beijo para Sarah depois se dirige para seu carro para se dirigir até sua casa, afinal não demoraria muito pra ele ter que ir ao bar.

Sarah vê ele sair e fecha a porta. Ela se dirige até a estante de sua sala e pega o anuário do colégio, ela folheia algumas páginas e para na página onde tinha as fotos dos alunos, ela encara a foto de Serena e bufa.

— Vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho novamente Serena.

— Girassol. — Oliver chamava pela filha sentado na beirada da cama dela.

Ela não havia acordado e como ele já está pronto pra ir a delegacia optou por ter a conversa no quarto dela antes de ir trabalhar.

— Só mais cinco minutos pai... — Serena resmunga.

— Já adiamos muito essa conversa, Serena. E também preciso estar na delegacia...

Serena abre os olhos com um pouco de dificuldade e sente sua cabeça latejar, um sinal de que realmente tinha exagerado e muito na bebida. Ela se senta na cama e olha para o pai.

— Bom dia.

— Bom dia, girassol. — Oliver decide esperar ela ajeitar e estar mais apta a conversar.

Serena enrola seu cabelo em um coque e pisca algumas vezes, ela olha para o pai e sorri.

— Minha cabeça está me matando.

— Espero que não tenha bebido a garrafa inteira de El Fuego sozinha. — Oliver balança a cabeça negativamente.

— Sozinha não, mas uma boa parte dela sim. — Serena revira os olhos. — Noah tinha que abrir o bico.

— Você não deveria criticá-lo. — Oliver cruza os braços.

— Ele não deveria fazer fofoca.

— Você quer mesmo falar sobre dever ou não dever? — Oliver encara ela.

— Solta o sermão xerife. — Ela olha para o pai.

— Não é bem um sermão, é um pedido... Por favor Serena, seja mais sensata, responsável e madura. — Oliver bufa.

— E eu não sou? Vai me recriminar só porque exagerei na bebida ontem pai?

— Noah não entrou em detalhes, mas ele disse que não estava te reconhecendo ontem. O que fez? — Oliver espreita mais o olhar e a distância entre eles.

— Joguei bilhar, perdi para o Ethan e exagerei na bebida, só isso. — Ela omite a parte do beijo em Landon.

— Ok. — Oliver se levanta — Você sabe que não consegue mentir pra mim, como também não sei mentir para você. Mas o prefere mesmo assim. — Oliver se vira em direção a porta — Preciso ir trabalhar.

— Eu beijei o Landon. — Ela confessa e coloca as mãos no rosto esperando pela fúria do pai.

— O quê? — Oliver se vira totalmente embasbacado.

— Eu beijei o Landon. — Ela olha para ele. — Quando todos estavam indo embora, eu estava sentada no muro do Redfield, Landon chegou, conversamos e fizemos uma cena, acabou resultando em uma briga entre ele e o Ethan...

Oliver não consegue dizer nada estava um tanto decepcionado, sabia que Serena não tinha essa índole. As expressões dele se intensificavam a cada palavra.

— Eu nem sei o que dizer, Serena...

— Desculpe pai, eu não sabia como reagir, eu estou confusa... Ethan fez a escolha dele e não estou sabendo aceitar isso, sempre pensei que quando ele chegasse aqui ficaríamos juntos, mas estava completamente enganada.

— Noah me contou essa parte e eu realmente sinto muito, mas... Não consigo conter essa chateação... — Oliver volta a se sentar na cama e olha para ela.

— Pai, Landon e KR não tem culpa pelo que aconteceu conosco.

— Não é sobre eles. É sobre você... — Oliver se aproxima dela — Até mais, Serena. — Ele beija ela — Espero que fique bem...

— Pai... — Ela olha para ele. — Como assim?

— Não esperava que fosse capaz de fazer essas coisas. — Oliver se afasta dela e começa a sair do quarto.

— Pensar diferente de você? — Ela se levanta da cama.

— Fazer uma cena para se vingar do Ethan... Isso é ridículo. — Ele nem olha para trás e sai do quarto.

— E queria que eu fizesse o que?! — Ela segue o pai. — Eu estava com raiva!

— Isso não lhe da motivos pra fazer algo tão mesquinho. Eu não te ensinei a ser assim. — Oliver começa a descer as escadas.

— Você não entende, nem você, nem o Noah, nem ninguém. — Ela olha ele descer e permanece no topo da escada.

— Todos sofremos Serena, todos. A maneira como lidamos com isso diz muito ao nosso respeito e não pense que vou passar a mão na sua cabeça, é adulta e sabe o que faz. Não concordo e não gostei da maneira como agiu e pronto. Chega dessa conversa. Como eu disse lá em cima... Eu só quero te fazer esse pedido seja mais madura, mais sensata e responsável.

— Não estou pedindo para passar a mão na minha cabeça e tem razão, chega dessa conversa. Tenha um bom dia de trabalho. — Ela se vira e volta para seu quarto.

— Obrigado. — Oliver sai da casa e vai com passos firmes para seu carro, estava extremamente chateado com as atitudes da filha — Filhos são assim... Você educa, ensina e quando a situação pede agem totalmente diferentes. — O homem resmunga antes de desligar o alarme do veículo.

Serena observa o pai sair e balança a cabeça negativamente.

— Parabéns Serena, você fez tudo errado. — Ela se recrimina e pega seu celular. "Precisamos conversar." Ela envia a mensagem a Landon e vai para o banheiro tentar esfriar a cabeça com um banho gelado.

— Pode entrar. — Noel disse ao ouvir as batidas na porta.

O homem havia pedido o café na cama para que ao mesmo tempo, pudesse buscar agradar a mulher e ter mais um momento para flertar com Elise.

— Com licença. — Elise entra no quarto com um carrinho com o café da manhã que Francesca havia preparado para eles. — Onde posso deixar?

— Bom dia, Elise. Pode deixar aqui próximo a cabeceira da cama. — Noel indica o lugar e olha para a esposa que parecia estar acordando.

Elise posiciona o carrinho no local indicado por Noel e sorri a ele.

— Bom apetite.

— Obrigado Elise. — O homem sorri e se senta na cama, ele abre as pernas e por conta do short curto que usava ele expõe suas belas e torneadas coxas.

Elise morde o lábio olhando para as pernas do patrão e sorri de lado ao olhar para ele. Já tinha entendido o jogo que ele estava fazendo e mesmo sabendo que colocaria seu trabalho em risco, queria entrar na dele.

— Qualquer coisa pode me chamar.

— Mais tarde talvez vou precisar fazer umas ligações no meu escritório, ai você poderia me levar algo para comer. — Noel pisca.

— Levarei Sr. Lynch. — Elise sorri e se dirige a porta ao ver Charlotte acordar. — Tenham um bom dia. — Ela sai do quarto.

— Bom dia Elise. — Charlotte acena para ela e olha para Noel. — Bom dia amor.

— Bom dia, meu amor. — Noel olha para ela — Sei que discutimos ontem, e com certeza nenhum dos dois está completamente certo. Então... Quis pedir um café pra nós.

— Você sempre me surpreende Noel. — Ela sorri. — Mas pensei que tudo estivesse resolvido depois da maravilhosa noite que tivemos. — Ela morde o lábio ao se lembrar. — Você estava insaciável ontem, há tempos não te via assim.

— Sabe que o sexo não resolve tudo. — Noel sorri para ela — Desde de que chegamos não tivemos muitas oportunidades, ontem foi o momento.

— Eu sei disso, mas... — Ela se senta na cama e arruma sua lingerie. — Senti falta disso.

— Também estava. E bom... Me desculpe por tudo o que falei. — Noel coloca a mão no rosto dela.

— Está tudo bem Noel. — Ela coloca a mão sobre a dele. — Você tinha razão em algumas coisas que disse e bom, me desculpe também pelo que falei, descontei minha frustração em você e você não merecia isso.

— Nenhum de nós dois merecemos nada disso, Charlotte. — Noel olha para ela.

Era difícil para ele não poder ser 100% verdadeiro com Charlotte. Ele amava ela, mas não conseguia viver longe de suas aventuras e prazeres, talvez após o retorno pra cidade a libertaria dessa vida medíocre, como ele acabara de dizer ela não merecia nada disso.

— Tem razão. Mas deixa de conversa e vamos aproveitar esse café maravilhoso juntos. — Ela olha para o carrinho deixado por Elise.

— Sim, vamos. — Ele se aproxima do carrinho.

Havia uma bandeja com kiwis fatiados, eles estavam com uma aparência maravilhosa então ele pegou um espetinho e espetou algumas fatias.

Ela serve dois copos de suco para eles, após isso pega um morango e morde olhando para Noel. Ele come as fatias de kiwi e depois pega o seu copo de suco.

— Como será que foi a noite dos meninos?

— Eu espero que tenha sido boa e que eles tenham se divertido.

— Eu também, talvez tenhamos exagerado um pouco. — Noel sorri — Você gostaria de ter ido?

— Um passo de cada vez. Talvez eu visite o bar, mas ontem não era o momento.

— Sim, sabia que falaria isso. Vai falar com a Blair? — Noel bebe mais um pouco do suco.

— Sim, vou conversar com ela assim que terminarmos nosso café.

— Torço muito pra que vocês consigam finalmente fechar a porta do passado e abrir um novo caminho na relação de vocês.

— Eu também torço por isso Noel e tenho esperança de que dará tudo certo.

Algumas batidas na porta interrompem o casal.

— Vai dar... — Noel olha na direção da porta interrompido pelas batidas — Entre, por favor. — Ele pede.

— Noel, Charlotte, bom dia. — Layla entra no quarto do casal. — Desculpem atrapalhar, mas Noel, eu preciso falar com você!

— Bom dia Layla. — Charlotte olha para ela. — Tudo bem? Você está pálida.

— Estou bem.

— Comigo? — Noel finge surpresa e depois lança um olhar de recriminação para que a amante entendesse.

— Sim, desculpe, eu sei que deveríamos descansar esta semana, mas o Paul pediu que eu viesse falar contigo, ele está com um problema sério no contrato dos Edwards e pediu que eu viesse falar contigo enquanto ele tenta contornar a situação pelo telefone. — Layla mente.

— Nossa, deve ser sério, me lembro desse contrato, deixou Noel de cabelo em pé. — Charlotte ri e veste seu roupão. — Fique a vontade Layla, vou conversar com a Blair. — Ela se aproxima de Noel e dá um selinho no marido. — Espero que resolvam esse problema. — Ela se dirige até a porta e sai do quarto deixando eles a sós.

— Boa sorte com Blair e amor! — Noel cruza Layla e vai até a porta esperando que ela se virasse para ele.

— Oi? — Charlotte se vira e olha para o marido.

— Se sentir que preciso ir me desculpar com ela também me avise depois. — Noel sorri a ela.

— Eu aviso. — Ela sorri. — Tente não se estressar com o trabalho ok? — Ela manda um beijo para ele e se dirige ao quarto da filha.

Layla revira os olhos ouvindo a conversa deles e se serve com um pouco de café.

— O QUE DEU EM VOCÊ? — Noel da mais uma olhada no corredor, fecha a porta e se vira para Layla irritado.

— Ele sabe de tudo! — Layla olha para Noel.

— O que você quer dizer... — Noel analisa as expressões dela e compreende — Não pode ser possível! — Seus olhos ficam arregalados.

— Sim! — Ela pega o celular e mostra a mensagem que recebeu de Paul. — Veja!

Noel se aproxima dela e deposita sua atenção no campo de mensagens do celular dela.

— Através de alguns vasos... Sim, tive que me esconder atrás de grandes vasos de plantas para descobrir o que estava diante de meus olhos durante meses. Vou ficar longe, talvez apareça no aniversário por Blair. E Noel, diga a ele que se ele não contar eu contarei. — Noel lê o conteúdo da mensagem em voz alta.

— O que vamos fazer? Noel ele não pode contar nada. — Layla se desespera.

— Eu não sei... — Noel vai até a cama e se senta nela — Eu... — Ele ficou em silêncio e deixou o nervosismo se aflorar.

— Noel estamos perdidos! — Ela se senta ao lado dele.

— Preciso pensar... — Noel balançava a cabeça negativamente posteriormente colocou as mãos na cabeça.

— Podemos nos assumir de vez. — Layla olha para ele. — Você já queria se separar da sonsa da Charlotte mesmo.

— Quieta, Layla. — Noel se levanta — Nós vamos ficar afastados até o aniversário... Você forja uma cena, diz que você e Paul brigaram e que ele quis espairecer e que volta amanhã... E é isso! — Noel se levanta consumido pela raiva.

— Que?! — Ela encara ele.

— Exatamente, Layla. É isso o que faremos. — Noel segura nos ombros dela.

— Noel, não... Você não pode estar falando sério!

— Eu não vou estragar esta viagem e nem o aniversário da minha filha. Quando Paul aparecer conversaremos com ele e resolveremos conforme ele quiser. — Noel olha pra ela firme.

— Tudo bem. — Ela tira as mãos dele dos ombros dela e se levanta. — Como quiser!

— Não é exatamente o que eu quero, mas é o que a situação pede, Layla. Precisamos ser cirúrgicos! — Noel torna a segurá-la.

— Ok Noel. — Ela olha nos olhos dele. — Me solte.

— Estamos combinados. — Noel solta ela um pouco mais calmo.

— Fale por você. — Ela se afasta dele. — Paul me paga por isso.

— Se comporte, Layla! Seja discreta! Você sabe mentir e atuar, faça isso. — Noel bufa.

— Pode deixar Noel, eu sei desempenhar o meu papel.

— E por favor até o retorno do Paul me evite.

Layla olha séria para Noel e sem dizer nenhuma palavra sai do quarto dele batendo a porta. "Vai me pagar caro por isso Paul."

Charlotte depois de deixar Layla e Noel conversando, se dirigiu ao quarto da filha, estava decidida a resolver seus problemas com Blair e teria que dar o primeiro passo. Ela para diante da porta e bate duas vezes esperando ser atendida.

— Já vai! — Blair havia saído do banho e ainda estava escolhendo o que vestir, ao ouvir as batidas se dirigiu a porta e logo a abriu. — Mãe?

— Bom dia Blair. — Charlotte sorri. — Podemos conversar?

— Não podia ter esperado um pouco mais para o sermão? — Blair dá espaço para que ela entre.

— Vim em paz Blair, não quero brigar com você. — Charlotte entra no quarto da filha.

— Charlotte Lynch levantando uma bandeira branca? — Blair olha para a mãe após fechar a porta. — Estou surpresa.

— Blair, por favor. — Charlotte revira os olhos e se senta na cama dela.

— Tudo bem mãe, pode falar. — Blair se senta de frente para a mãe.

— Eu vim aqui para me desculpar.

— Tudo bem mãe, já passou.

— Não Blair, não passou e talvez nem passe de uma hora para outra, embora eu desejasse isso, mas eu preciso me desculpar, pelo tapa que te dei ontem, pelas repreensões desnecessárias, pelos anos em que deixei você crescer com outras pessoas fazendo o meu papel de mãe, por todo esse tempo em que fui omissa a sua criação e a você. — Charlotte se emociona. — Eu nunca soube assimilar tudo o que aconteceu conosco aqui minha filha e criar você como criei foi uma válvula de escape que desenvolvi para não lembrar de tudo, embora eu não consiga esquecer, eu fecho os olhos e é como se eu revivesse aqueles momentos em um looping infinito.

— Mãe... — Blair olha para a mãe e se condena por tê-la maltratado tanto.

— Nada justifica o que fiz com você Blair, mas eu realmente espero que um dia você me perdoe, eu vou mudar, pode ser que seja tarde, mas eu vou fazer de tudo para tentar compensar todos esses anos de falha. — Charlotte limpa o rosto e olha para Blair. — Eu te amo minha filha, pode ser que eu demonstre esse amor de uma forma torta, mas eu te amo.

— Eu também te amo mãe. — Blair sorri a ela. — Você tem razão, não será de uma hora para outra que eu vou apagar tudo o que passamos, mas eu também não vou sofrer para sempre com isso e eu te perdoo. — Ela se aproxima e abraça a mãe.

— Blair... — Charlotte abraça a filha e deixa as lágrimas correrem pelo seu rosto.

Blair abraça a mãe mais forte e se conforta no colo dela, pensava que um dia nunca mais fosse abraçar a mãe, mas estava feliz por ter dado esse passo.

— Bom, mãe, acho que também lhe devo desculpas... — Blair se afasta dela — Eu sofri muito com tudo o que nos aconteceu aqui, mas agora ouvindo o seu lado e entendendo os traumas que passou aqui... Bom, eu... Eu só posso te pedir que também me perdoe. Você também teve suas dores, não lidou da melhor forma, mas... Talvez eu só tenha olhado para a minha dor. — Blair coloca a mão no rosto da mãe.

— Não fale assim, Blair... O que você passou nem se compara ao que eu passei. Você foi a maior vítima desta tragédia. — Charlotte libera mais algumas lágrimas ao se sentir compreendida pela filha.

— Mesmo assim, mãe. Quero dizer que respeito a sua dor e como lidou com ela. E assim como se desculpou por ter errado, eu peço desculpas por ter errado com você também. Afinal te afastei o máximo que pude de mim, como forma de defesa, crítica, vingança, raiva... Desculpe. — Blair ao expor estes sentimentos se rende ao choro, ela nem acreditava que havia liberado tudo aquilo, porém era como se ela estivesse se afogando agora tivesse tirado a água de suas vias aéreas. Era libertador.

Charlotte também chorou e as duas voltaram a se abraçar agora com alguns gemidos. A porta se abre e revela a presença de Ethan, o rapaz atravessa o cômodo rapidamente e só para quando abraça a mãe a irmã, a princípio ele não diz nada apenas as conforta.

Charlotte sorri ao perceber a presença do filho e se conforta com o abraço dele.

— Eu amo vocês. — Ela fala emocionada.

— A gente também te ama mãe. — Blair sorri.

— Esperei muito por esse momento. — Ethan comenta e também se emociona.

— Eu também meu filho, eu também. — Charlotte passa a mão pelo rosto do filho.

— Realmente ter vindo pra cá está nos fazendo enfrentar coisas do passado. — Ethan encerra o abraço e olha para elas.

— De formas boas e ruins, porém as boas estão prevalecendo. — Blair sorri.

— Sim minha filha, verdade. — Charlotte sorri a ela e olha para Ethan. — Seu rosto... O que aconteceu com você?

— Eita... — Ethan olha para Blair e faz uma careta.

— Fala a verdade ué. — Blair olha o irmão.

— Brigou com quem Ethan? — Charlotte balança a cabeça negativamente.

— Briguei com Landon Redfield. — Ethan da de ombros — Ele estava forçando algo com a Serena, tive que fazer algo e de certa forma quis dar um soco nele também.

— O que?! Como assim forçando algo com a Serena? — Charlotte olha surpresa para o filho.

— Eu não sei, estávamos saindo do bar e eles aparentemente conversavam lá fora, ai deu a entender que ele roubou um beijo dela. Serena deu um tapa nele, ai eu senti de intervir. — Ethan explica.

— Meu Deus! Esse rapaz não tem limites. — Charlotte revira os olhos. — Mas, meu filho, porque você interviu? Não que você não esteja errado, no seu lugar eu faria o mesmo, mas entende porque pergunto? Evie e tudo mais...

— Me fiz a mesma pergunta mãe. — Blair olha para o irmão.

— Talvez tenha sido um resquício do que eu nutria pela Serena, mas não mais pela Evie, acho que agora por mim mesmo quero que esse sentimento suma. — Ethan se explica e se senta no chão do quarto ficando de frente para elas que estavam sentadas na beirada da cama.

— Eu confesso que sempre pensei que você e a Serena ficariam juntos meu filho, mas pelo que percebi isso não vai acontecer.

— Serena estava estranha ontem, algo deve ter acontecido para ela agir como agiu.

— Não faz sentido eu deixar alguém com que eu tenho uma boa relação a anos por algo que nem sei mais o que é. — Ethan olha para elas — Posso está fazendo uma escolha terrível, mas ela me parece muito correta.

— Não acho que esteja escolhendo errado meu filho, até concordo com você. A Serena é uma menina maravilhosa, mas realmente não sabemos como ela está nos dias de hoje.

— Mãe...

— Desculpe filha, você é amiga da Serena, vai defende-la, mas pense também nos sentimentos do seu irmão e bom, isso não é algo para que eu, você, seu pai ou qualquer outra pessoa deva se intrometer. Esse assunto diz respeito somente ao Ethan, Serena e Evie.

— E eu estou tirando a Serena dessa equação, a história que construí com a Evie não merece isso. Estou com ela e vou ficar com ela. — Ethan respira fundo — Mas confesso que sempre ficarei com aquele sentimento de "e se..." — Ethan esperava mesmo que elas o compreendessem.

— Se fica com esse sentimento, provavelmente você e ela ainda ficarão juntos. — Blair olha para ele e sorri.

— Blair, não force a barra. — Charlotte olha para a filha e depois para Ethan. — Te entendo meu filho, viva o agora e se num futuro for para você e a Serena ficarem juntos, vocês ficarão. Mas independente de quem ficar contigo no final, o que importa é que você esteja feliz.

— Muito obrigado pelas palavras, mãe. — Ethan sorri — Isso é muito importante pra mim.

— Não precisa agradecer filho, é o que eu desejo para vocês, a felicidade. — Ela sorri.

— Bom, preciso ir disse para Evie que iria ver com a Blair estava, não esperava que iria me deparar com vocês e eu não podia ter um surpresa melhor. — Ethan se levanta.

— Estava na hora de conversarmos e nos acertarmos. — Charlotte sorri ao filho.

— Sim, fico feliz por isso. — Blair sorri a mãe.

— Na verdade já passou um pouquinho, mas respeito mesmo assim. — Ethan ri — Vejo vocês depois. — Ele vai saindo dali.

— Eu também já vou, deixei seu pai conversando com a Layla sobre um problema da empresa, mas não quero que ele se perturbe com assuntos de trabalho. — Charlotte se levanta. — Até mais tarde filha. — Ela sorri a Blair e acompanha Ethan.

— Até mais tarde vocês dois. — Blair sorri a eles.

Oliver dirigia com muita intrepidez pela estrada, já se aproximava de seu horário de almoço, contudo a delegacia foi notificada que o barco Caroline 14 havia sido localizado numa praia um pouco distante do porto onde fora visto pela última vez.

— Essa história está me deixando realmente intrigado. — Oliver comenta com Noah e Sarah que estavam junto a ele.

— Não faz muito sentido, será que esse piloto tinha algum problema psicológico? — Sarah olha para eles.

— Duvido muito. Eu estou com uma sensação muito ruim mesmo sobre essa história. — Oliver já consegue visualizar o litoral e na orla da praia alguns carros estacionados.

— Suspeita do que xerife?

— Se Carl continuar desaparecido eu só posso pensar em sequestro ou até mesmo em um assassinato.

— Não descarto essa possibilidade. — Noah respira fundo — Mas isso ia deixar Amara em pânico.

— Não, não pode ser. Assassinatos aqui? De novo?

— Faz tanto tempo que não enfrentamos algo do tipo que seria fácil descartar essa possibilidade, mas esse incômodo não me deixa. — Oliver estaciona o veículo — Bom, vamos averiguar.

— Desculpe xerife, mas eu espero que o senhor esteja enganado desta vez. — Sarah sai do carro e aguarda Oliver e Noah.

— Todos esperamos, Sarah. — Noah abre a porta e sai logo em seguida.

Os 3 já são abordados por 2 oficiais que haviam chego ali primeiro.

— Bom dia, xerife Tunner, oficial Moore e oficial Davies. Que bom que chegaram.

— Bom dia, Gary, Lucas. — Oliver assente a eles.

— Meninos. — Sarah sorri a eles. — O que encontraram?

— Como podem ver um pouco longe da praia. O Caroline 14. — Lucas começa a caminhar em direção a praia esperando ser seguido.

— As testemunhas que reconheceram o barco e nos chamaram estão logo ali. — Gary aponta um casal próximo ao mar.

Haviam outros policiais em cena arrumando uma lancha para poderem averiguar o navio e talvez colhendo as informações com o casal.

Sarah caminha com Lucas e observa o barco e depois olha para o casal.

— Conversou com eles Lucas?

— Sim, eles vieram ver o nascer do sol, um programa romântico, aniversário de namoro. Bom, eles vão saber explicar melhor. — Lucas da um sinal para que o policial que conversava com o casal para que eles pudessem falar com o xerife.

Tanto o policial como o casal agora começam a caminhar em direção ao grupo que chegava no local.

— Bom dia, pessoal. — Noah acena ao pessoal que estava ali.

— Bom dia. — Oliver cumprimenta o casal quando eles se aproximam — Como vocês se chamam?

— Bom dia. Me chamo Tina e ele é o Charles. — A mulher olha para o xerife.

— Então como foi? — Noah pergunta.

— Tina e eu decidimos passar o dia na praia pra comemorar nosso aniversário de namoro como podem ver... — Ele aponta para as mochilas, suas toalhas estendidas na área, uma garrafa de vinho e um cooler — Ai eu avistei um barco a deriva e nadei até lá para ver... Bom, não tinha ninguém lá e eu decidi notificar vocês por que... Bem... O cenário lá é pavoroso. — Charles é abraçado pela namorada.

— Eu não acompanhei o Charles, mas pelo relato dele, vocês deveriam dar uma olhada. — Tina olha para o xerife enquanto abraça o namorado.

— Faremos isso. — Sarah olha para eles.

— O barco está pronto, xerife. — Gary informa se aproximando deles.

— Charles, Tina, muito obrigado. — Oliver sorri para o casal e acompanha Gary.

— Resolveremos este caso e espero que vocês fiquem bem. — Sarah sorri ao casal.

— Obrigada oficial. — Tina sorri a ela e olha para Noah. — Ajudamos em mais alguma coisa?

— Já colhemos os depoimentos de vocês. Muito obrigado. — Noah informa ao casal e passa a seguir Gary, Oliver e Sarah.

— Boa sorte. — Tina acena para eles e olha para Charlie. — Vamos pra casa, você precisa de um bom banho e descanso. — Ela começa a caminhar para sair dali com o namorado.

— O que será que tem de tão assustador nesse barco que deixou o rapaz daquele jeito? — Sarah questiona acompanhando Oliver e Gary.

— Vamos descobrir. — Oliver entra na lancha e estende a mão para ajudar Sarah a subir.

Gary já estava dentro e os aguardava para ligar os motores.

— Obrigada xerife. — Sarah segura na mão dele e sobe na lancha.

Assim que Noah entra no barco, Gary liga a lancha e eles partem rumo ao Caroline 14 que estava ancorado no meio do oceano não muito longe dali. No caminho Noah reconheceu o esforço feito por Charles, afinal a distância à nado deve ter sido difícil.

— Corajoso o rapaz vir sozinho para o barco. — Sarah comenta com o xerife.

— Sim, mas pelo tom de voz dele minhas suspeitas estão praticamente se confirmando. — Oliver fecha o rosto.

— Espero que esteja enganado Xerife.

Serena estaciona seu carro na frente do Redfield Bar e respira fundo.

— Não deveria ter vindo aqui Serena. — Ela se recrimina ao colocar os óculos escuros e sair do carro.

Sem demorar muito, ela se dirige a entrada do bar e estranha que a porta esteja fechada.

— Landon? — Ela bate na porta algumas vezes.

— A porta fechada e a placa enorme não ajudaram você a entender... — Landon fala grosseiramente ao abrir a porta, porém ele para de falar ao ver Serena.

Ele estava sem camisa e um tanto suado com um pano no ombro, talvez estivesse limpando o ambiente ou consertando algo.

— Um belo jeito de tratar os clientes. — Ela sorri ao ver Landon.

— Confesso que achei que não te veria tão cedo. — Ele ri do comentário dela.

— Não recebeu minha mensagem? — Ela olha para o corpo dele e morde o lábio involuntariamente.

— Recebi, mas mesmo assim... Pelo jeito estava querendo me ver. — Landon destila sua malícia.

— Menos Landon. — Ela revira os olhos. — Vai me deixar entrar ou vou ficar plantada aqui fora?

— Um belo jeito de tratar seu interesse sexual. — Landon abre espaço para que ela entre no local.

— Sonhe mais baixo Landon. — Ela entra no bar.

— Quer tomar alguma coisa? — Ele pergunta — E realmente espero que suas sapatilhas estejam limpas, afinal tudo está reluzente como pode ver.

— Uma água. — Ela ri ao ver a expressão surpresa dele. — Sim, estou de ressaca.

— Era o mínimo mesmo, lucrei muito em cima do teor alcoólico de vocês ontem. — Landon vai até o freezer e pega uma garrafa de água.

— Meu cartão de crédito quem o diga, maldita hora que apostei pagar pela conta. — Ela bufa e se senta em um dos bancos.

Landon ri das reclamações dela e aproximando da onde ela estava sentada, ele entrega a garrafa de água para ela, mas permanece de pé na frente dela, sabendo que com ela sentada o ângulo valorizaria mais o visual de seu corpo, abdome e a acentuação de sua pelve.

— Obrigada. — Ela pega a garrafa de água e observa o corpo de Landon. Novamente ela morde o lábio e sorri de lado.

— Pode tocar se quiser? — Ele provoca.

— Não agora, precisamos conversar antes. — Ela abre a garrafa de água e bebe um pouco.

— Sim, estou apenas te atiçando, sei que sujar o meu chão e abusar do meu corpinho são consequências do verdadeiro motivo de estar aqui. — Ele se senta de frente para ela.

— Convencido. — Ela revira os olhos. — Porque fez aquilo Landon?

— Minha personalidade pede pra eu fazer alguma gracinha, mas como você foi direto ao ponto também vou ir. — Landon sorri — Bom, o beijo foi porque percebi que você também queria, a encenação foi porque também percebia que você queria. — Ele coloca as mãos atrás da cabeça e mantém aquele sorriso charmoso.

— Eu queria te beijar? — Ela ri. — Ah, para né.

— Ok... — Landon olha pra ela — Já entendi... Veio aqui estabelecer limites? — Landon arqueia uma sobrancelha — Não é?

— Não, não é isso. É que isso tudo é novo Landon, a gente nunca se deu bem, e aquele beijo, você me ajudando... É meio que sem sentido entende?

— Ontem demos uma trégua, não demos? — Landon olha para ela — Na verdade não foi um trégua, foi um recomeço. E o beijo, a conversa, a "ajuda" — Ele reproduz as aspas — Isso foi consequência de termos tirado todo aquele contexto sombrio do nosso caminho.

— Sinceramente essa trégua deveria ter sido dada há muito tempo, quando me desculpei ontem, eu já estava levemente alcoolizada e esse foi um dos motivos por eu ter vindo aqui. — Ela olha nos olhos dele. — Me desculpe, por mim e pelo meu pai, por todo esse tempo que eu te tratei mal, por todo esse tempo em que eu fui egoísta pensando somente na minha dor por ter perdido a minha mãe, sendo que você e o KR também perderam o seu pai. O que eu fiz, o que o meu pai fez não foi certo, tivemos o nosso luto, temos ainda até hoje, mas vocês também foram vítimas de toda essa história Landon.

— Uou. — Ele se sente tocado pelo que ela falou — São poucas às vezes que alguém me deixou sem palavras, parabéns Serena.

— Obrigada, eu acho. — Ela sorri sem graça. — Mas eu apenas disse a verdade Landon. Meu pai está decepcionado comigo, infelizmente não consigo esconder tudo o que acontece na minha vida, eu acabei contando o que fizemos, não sei se a decepção é pelo que fiz, com quem fiz, por toda a situação, mas sinceramente, eu não me importo, porque a muito tempo eu não me sentia viva como ontem e você fez isso, mesmo eu estando destruída por dentro, por ver que o Ethan fez a escolha dele, você me fez bem Landon, então obrigada.

— De nada. — Ele sorri ainda tocado pelas confissões dela — Mas acho que essas coisas que sentiu tem mais a ver com a decisão que tomou do que comigo. Se bem que, né, sou irritantemente atraente.

— Aff, você não consegue falar sério pelo menos uma vez na vida Landon?!

— Sabe que eu consigo... — Landon se refere a conversa que tiveram ontem e instintivamente vai curvando seu corpo para se aproximar dela.

— Landon... — Serena coloca a mão no tórax dele. — Tem certeza disso?

Landon não responde a pergunta feita por ela e se aproxima ainda mais, seu olhar intercalava entre os olhos e boca dela, sua respiração aumentou um pouco.

— Que seja... — Serena se aproxima e beija Landon.

Ele investe naquele beijo, sabia que algo tinha se acendido ontem, vez ou outra achava que a influência da bebida poderia ter contribuído, mas o fato de Serena estar ali retribuindo mostrava que ele tinha razão em não duvidar do que havia rolado ontem.

A loira abraça Landon e passa suas unhas pela nuca do rapaz, nunca pensou que poderia se sentir atraída por ele ou que ele faria bem a ela. Ela sabia o que queria e naquele momento ela queria estar ali com ele.

— Vem cá. — Landon levanta ela da cadeira e da impulso para que a garota cruze suas pernas na cintura dele, após isso ele volta a beijá-la com mais intensidade.

Serena cruza suas pernas na cintura de Landon e sente seu corpo arrepiar com os beijos do rapaz.

Landon vai conduzindo ela pelas mesas e cadeiras e chegando na área da sinuca vê na mesa o lugar perfeito para que eles pudessem se entregar ao prazer.

O rapaz faz com que Serena se sente no local e começa a apalpar seu corpo em meio aos beijos.

Serena deita na mesa e puxa Landon para que ele ficasse sobre ela, ela passa as unhas pelo tórax e pelas costas do rapaz, se entregando ao prazer daquele momento.

Oliver, Sarah, Noah e Gary sobem na proa do Caroline 14 através da lancha, estava na hora de averiguarem o que Charles avistara e adquirir os primeiros indícios do que realmente teria acontecido com o piloto.

Sarah observa em volta e toma a dianteira, indo em direção a proa do barco.

Havia vestígios de sangue e uma concentração maior num ponto próximo a beirada da proa.

— As luvas. — Oliver informa para que eles a colocassem — Oficialmente estamos numa cena de crime.

— O sangue está mais aglomerado aqui, deve ser o ponto onde a vítima foi atingida. — Noah indica.

— Resta saber a arma do crime. — Oliver comenta ao colocar sua luva.

— Não pode ser. — Sarah observa tudo surpresa e vê algo brilhante próximo as cadeiras da piscina. — Xerife, tem alguma coisa aqui.

Gary toma a dianteira e apanha o objeto que afinal de contas, era a garrafa que Landon dera para Carl.

— Uma garrafa.

— Landon mencionou ter dado uma garrafa para Carl. — Noah relembra.

— Mas não foi o Landon que fez isso. — Sarah olha para Noah.

— Não estou o acusando, mas reforça que o relato que ele contou é coerente. — Noah fala a oficial.

— Até que se prove o contrário. — Oliver acrescenta — Pelo lugar onde a garrafa foi encontrada, ela deve ter caído no chão quando o golpe foi efetuado a vítima e rolado pela proa do barco.

Enquanto Oliver fazia suas suposições Noah tentava imaginar a cena que ele estava sugerindo.

— Faz sentido. — Noah comenta.

— Não há sinais de luta, o piloto foi pego de surpresa.

— Exato. — Oliver concorda com Sarah.

— Acredito que pela quantidade de sangue e a forma como se acumulam aqui e por ter ausência de respingos pelo ambiente que a arma tenha sido uma faca.

— Vamos tentar simular. — Gary sugere e se posiciona como se fosse o piloto já com a garrafa na mão.

— Certo. — Noah se aproxima dele — Eu venho por trás você se vira por ouvir algo e de repente... — Noah simula ter apunhalado o oficial.

Gary deixa a garrafa cair e pelo movimento das ondas no navio, ela começa a rolar pelo convés.

— Pela dor ou pelo susto, Carl pode ter caminhado e ao esbarrar no barco, caiu no mar? — Sarah olha para Gary.

— Vamos seguir os rastros. — Oliver pede a eles.

Sarah faz o que Oliver pede, observando os detalhes e tentando entender o que havia acontecido ali.

Noah vem logo atrás de Sarah e analisando as gotas de sangue que formavam um rastro poderia se concluir ou que Carl fora caminhando até a polpa ou fora conduzido pelo agressor.

— Aonde termina? — O oficial pergunta a Oliver.

— Aqui. — Oliver mostra uma mancha de sangue no batente da polpa — Acho que Carl pode ter sido jogado ao mar. Gary acione o legista, estamos numa cena de assassinato. — Oliver comunica.

— Sim, xerife. — Gary apanha seu celular e se afastando deles realiza a ligação.

Notas finais
Até o próximo :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.