Notas iniciais
HELLLLO PEOPLE! É eu demorei,mas foi culpa de vários fatores -principalmente do Word que não salvava nada que eu escrevia- mas eu estou aqui novamente!Sim eu a Space que antes era a Norinha BUUUUT estamos de 2016 e as coisas mudaram.Tudo menos minha falta de vergonha na cara para atualizar isso frequentemente...Tanto que eu nem prometo fazer isso já que minha vida tá um caos. Então é isso!Bom capítulo á todos!

Chovia muito. Alice e o grupo de BloodMan’s livres andavam todos juntos em uma trilha de uma floresta densa e fechada.Naquela situação não se sabia o que era mais frio,o clima entre eles ou a temperatura ambiente.

Tekky estava um pouco atrás, o garoto ficava encarando os “novos membros” do grupo. Será que ele poderia confiar neles?Eles apareceram “assim”. Tão rápido.

Tekky não era de confiar assim tão rápido em gente nova, o garoto sabia o quão traiçoeiras as pessoas podiam ser. Claro que ele havia se juntado ao grupo, mas isso não significava que ele confiava neles. Até por que, qual era a garantia de que não o trairiam?

—Então... -Soren fala alto, indiferente a situação. –Onde estamos indo?Já faz um bom tempo que estamos andando e ainda não chegamos. Sem querer dar uma de chato, mas como eu posso saber que vocês não irão me enganar?- diz Soren com os braços cruzados um sorriso estampado em seu rosto.

—Simplesmente você não saberá. E se você for morto Soren ninguém vai sentir falta. — diz Katherine sarcástica, logo fica em frente ao garoto e aponta para a testa dele. -Você não será lembrado,assim como nenhum de nós aqui seremos lembrados!Para eles somos apenas vermes, erros na ascensão da evolução humana.

—E quem se importa?- diz Louis rouca. A garota não havia dito uma palavra sequer desde que o grupo se afastara do laboratório da Intelligence.

—Não ligo para o que os outros pensam ou deixaram de pensar sobre mim. Sei que as coisas que eu faço não são por mal...Eu sei o que eu sou e a única coisa que eu quero que eles saibam sobre mim é que não sou uma ameaça!- a garota altera a sua voz, olhando com raiva para Katherine,a qual lança o mesmo olhar para a outra.As duas estavam a poucos segundos de lutarem.

—Não Louise... – diz um garoto alto, de pele morena pelo sol, ele possuía uma franja que cobria seus olhos cor de mel. Ele segurava o ombro esquerdo de Louise com força.

—Guarde suas forças para possíveis inimigos. E também para essas pessoas, algumas me parecem ser estranhas. –O garoto diz a ultima frase olhando para Tekky e Alice.

—Tá, você tem razão Tommy.

—É Tony!

—Se vocês já pararam de discutir a relação podemos continuar o percurso?-Jake aparece na frente dos outros com a cara emburrada. O fantasma parecia estar angustiado com algo. Talvez estivesse com medo?Mas, do que exatamente?

—Por que vocês pararam?- Tekky grita de baixo de uma arvore — Está chovendo muito. E já cansei de olhar para a cara idiota de vocês!-Tekky fala correndo na frente deles. O garoto, porém, ao pisar em uma área rodeada de grama alta, cai em uma espécie de buraco profundo.

Seu grito ecoa por segundos, até que o som de seu corpo batendo contra o chão ecoa pelo buraco. Alice se aproxima preocupada, porém Thales a puxa antes da mesma quase cair em outro buraco.

—Parece que estamos em uma espécie de armadilha natural.-pensa Thales olhando para o buraco.-Precisamos sair daqui rápido.-ele diz.

—Mas que merda!Será que ele está vivo?-Soren pergunta a Tony que apenas balança os ombros – Nossa! Vocês são muito comunicativos, viu?

—Nós temos que descer!-Alice fala olhando para o buraco.

—Eu não vou atrás dele, está bem?Ele não estava com pressa?Pois bem agora esse idiota tem todo o tempo do mundo. -Katherine fala emburrada — Além do mais ele já deve estar morto.

“CALA BOCA SUA BASTARDA MALDITA!”-a voz rouca de Tekky ecoa do buraco. ”EU AINDA ESTOU VIVO!”

—Que pena. -Katherine fala rindo baixo por alguns segundos.

—O que tem ai dentro?-Louise pergunta a Tekky.

O garoto se levanta do chão atordoado e zonzo. Agora ele possuía um hematoma enorme em sua testa. Tekky olha com atenção ao seu redor, ele estava em uma espécie de laboratório abandonado, mas só conseguiu identificar isso pelos tubos de ensaios quebrados, microscópicos jogados por ai e outras “bugigangas estranhas de cientista”- assim pensava o garoto-.

Era realmente engraçado o quão fácil era encontrar laboratórios subterrâneos inativos espalhados pelo mundo. O problema era encontrar aqueles que estavam ainda ativos, mas eram raridade.

Fáceis de entrar, porém difíceis de sair, foi uma grande sorte eles terem saído daqueles centros... Sorte até de mais.

Tekky começa então a procurar a saída, acaba entrando no setor de experiências e celas de Bloodmans. Aquele lugar o fazia sentir arrepios, as experiências, cirurgias e dessecamentos que ele sofreu vieram em sua mente como um piscar de olhos. Seu estômago começa a embrulhar e seus olhos lacrimejarem.

-Não, sem essa Tekky!-Ele pensa secando os olhos — Apenas continue com isso, uma hora tudo acabará. E você poderá ficar em paz.

Ele continua o seu caminho, até que uma das celas chama a sua atenção. A porta da cela, diferentes das demais, estava intacta. Passos podiam ser escutados por trás da mesma. Tekky então, envolvido pela sua curiosidade, fica na ponta do pé e começa a espionar -por uma brecha na porta- o que acontecia.

Dentro daquela cela, havia uma garota ruiva, baixinha, de olhos carmesins que dançava graciosamente no pequeno espaço em que ela se encontrava. Ela estava totalmente algemada,de seu pescoço aos seus pés.Mas isso não parecia a impedir de dançar.

—Uma Bloodman. -Sem perceber,o garoto sussurra,chamando a atenção da ruiva que rapidamente fica em posição de defesa.

A garota encontra o dono da voz com rapidez e o encara por alguns segundos. Os olhos da garota pareciam estar em chamas.

—Quem é você?-a ruiva fala autoritária.

—Isso é importante?-o moreno fala ríspido.

—Bastante, o que você quer?Você é um dos cientistas que me aprisionaram aqui dentro?Achei que vocês haviam me dito que eu ficaria para sempre, mas olhe só quem voltou com a palavra. -diz sarcástica.

—Acho que você está meio perdida, garota. Não sou um cientista e pelo que eu vi não há nenhum aqui há bastante tempo. Esse lugar esta caindo aos pedaços.

—Não é possível!Eu teria percebido!Seu mentiroso!-ela grita furiosa.

— Eles me colocaram aqui, gritaram comigo depois colocaram uma música para eu apagasse como o de costume... Ah não!-Ela fala pondo as mãos em seu rosto.

—“Ah não” o que?- diz Tekky interessado, aquela garota o interessava, porém ele não sabia o que exatamente.

—A música!Eu os escutei falando sobre um novo método de fazer com que os Bloodmans ficassem vulneráveis, de fácil domínio á eles, um tipo de hipnose que faria com que os Bloodmans entrassem em um transe profundo, ficando inativos por certo tempo. Mas, eu não sabia que era isso!Achei que eram apenas mais remédios, injeções e drogas estranhas.

—Espere um momento, você está me dizendo que a tal música te deixou “inativa”?E por isso que você estava dançando sem controle?

—Você é burro ou que?É claro que sim!-Ela grita avançando na direção da porta, porém as correntes a impedem e a derrubam.

—Parem de me olhar desse jeito, seu pedaço de merda!Seu lixo!-grita debatendo-se no chão com raiva.

—Não sou obrigado a ficar aqui escutando suas reclamações.- diz Tekky dando meia volta.

“Tekky você morreu?”-A voz de Alice ecoa pelos corredores chamando a atenção do garoto.

“Sim Alice, eu estou morto!”-ele diz com ironia.

“Que bom, achei que teríamos que descer!”-a garota fala rindo. -Mas sério está tudo bem ai?Encontrou alguma coisa?

—Tem mais gente com você?- garota dos olhos carmesim pergunta esperançosa — EI ME TIREM DAQUI POR FAVOR!-ela grita desesperada.

Do lado de fora ambos os integrantes do grupo escutavam as suas clemências. Louise olhava para o buraco sem acreditar, aquilo era laboratório abandonado e tinha mais alguém lá em baixo junto a Tekky.

—Droga!Isso está demorando muito!-Tony fala entredentes — Não achei que seria essa enrolação toda, estamos perdendo tempo aqui!

—Concordo. -O fantasma surge ao lado de Alice.

— Está começando a relampear Lice, estamos no meio de uma floresta, totalmente encharcados. Precisamos sair daqui rápido!Eu até posso não morrer com um raio, mas eu não posso dizer o mesmo a vocês. – diz o ser invisível pondo a mão no ombro de Alice.

—Ele tem razão Alice, sei que não morreremos com ataque de algum animal dessa floresta, só que estamos muito propensos a ser atingidos por um raio. -Thales diz a mais nova. Desde que saiu daquele laboratório da Intelligence ele ficou ao lado da garota, esperando a hora certa para contar a verdade à irmã, aquilo no qual ele não conseguiu dizer no primeiro momento que a viu por falta de tempo e também receio da reação da mais nova a verdade.

A garota lança um longo suspiro e balança a cabeça concordando com os demais. Porém Alice não conseguiu dar dois passos completos sem que o chão que pisava cedesse, fazendo com que não só ela caísse como os demais do grupo.

—PUTA MERDA!-foi a única coisa que Soren conseguiu dizer antes de cair no chão do laboratório, o garoto levanta resmungando do chão com a mão sobre o estômago.

—Ótimo! — Katherine diz sarcastica-Agora não precisamos mais nos preocupar em ser atingidos por um raio já que estamos presos na merda de um laboratório de novo!-grita histérica.

—Fique quieta!Ficar histérica não vai te tirar daqui. — Thales diz calmo.

—Não me dê ordens falou? —a garota fala estressada — Estamos andando e correndo desses palhaços e isso já está me cansando!Ficar se escondendo e sentindo medo é uma merda!Não quero receber ordens. Não mais.

—Entendo.

—Errado você não entende. O que o playboizinho sabe sobre sofrer hein?Ser cortada todo santo dia, ser espancada, viver na base do matar ou morrer?

—Cale a boca um instante, eu acho que tem alguém gritando por ajuda.-Thales repete novamente para a garota,dessa vez um pouco mais alto.

—NÃO ME MANDE CALAR A BOCA!-Grita Katherine.

A garota estava totalmente estressada e fora de si,induzida pela fúria ela avança na direção de Thales que saca uma pistola que estava por baixo da sua blusa e aponta para cabeça da garota,pressionando-a sobre testa dela.

—Eu mandei você calar a porra da sua boca, sua retardada!Pare de falar merda por um instante e escute!-sussurra Thales no ouvido da garota, em questão de instantes o grupo todo consegue escutar as suplicas da garota carmesim e a voz de Tekky mandando ela se inquietar.

“Posso até não saber como é ser como você... Mas se você não calar a merda da sua boca você será como os seus familiares... Morta”.-Pensa Thales. Como sua reputação já não estava boa o garoto optou por guardar a resposta da pergunta de Katherine para si mesmo.

—Parece que Tekky tem companhia, não é mesmo Alice?- Jake tenta descontrair o clima. -Lice você está me ouvindo?-o fantasma olha atento à morena que estava estática olhando para Thales.

—S-Sim eu lhe ouvi. Acho melhor irmos ver o que acontece. -diz Alice pausadamente, a garota parecia estar meio séria. O grupo aos poucos acaba concordando e todos seguem a voz.

Alice estava à frente do grupo. Seus pensamentos estavam bagunçados e ela estava totalmente confusa sobre uma pessoa. Talvez ela tenha confiado muito rápido na palavra dele e tenha cometido um grave erro. Ela precisava conversar com alguém em quem ela confiasse cem por cento, mas para isso ela e esse alguém deveriam estar afastados dos demais. Mas fazer isso poderia demorar um pouco já que se afastar do grupo poderia causar a morte de Alice.

Em questão de minutos o grupo encontra Tekky,o garoto parecia estar prestes a explodir de tão bravo que estava,ele grita para a garota carmesim calar a boca e ela o xingava.

Soren olha a situação que o outro se encontrava e começa a dar risada.

—Parece que você acabou de encontrar a sua alma gêmea Tekky,ela é perfeito para você haha! -ele diz. E acaba recebendo um gesto obsceno do outro.

—Meu deus... -Louise diz tampando as orelhas.

—Hey garota, se acalma um pouco, eu vou te tirar dai!-ela diz se preparado para usar seus poderes na porta.

—O que?Espere garota!-Tekky tenta alertar Louise, porém já era tarde,Louise cai no chão com espasmos de dor e espumando pela boca. -Essa porta é feita de Kerûndio por isso eu não a arrebentei antes.

—Beleza."Legal" saber do que a porta é feita mas que droga é Kerûndio?-pergunta Soren.

—Metal feita de Iridium bruto fortificado com Urânio e Amônia. Potencialmente letal ao contato ou ingestão. Inicialmente era usado para sacrificar bebês que nasciam com algum tipo de “anomalia”-que eram bloodmans- porém agora estão utilizando para matar bloodmans intrometidos, potencialmente letais para os planos dos humanos. -Thales responde em sussurro. Ao perceber que todo olhavam para ele pasmos, o garoto acaba ficando quieto e começa a desmontar e montar a sua pistola.

Tony segura o Louise em seus braços e fica olhando fixamente para a garota. Ela era a única pessoa na qual ele confiava os dois conviveram a vida toda juntos, ela era uma pessoa importante para ele.

—Normalmente em laboratórios que possuem esse tipo de arma tem um antídoto de fácil acesso caso algum cientista entre em contato sem querer. -Thales diz.

—Então temos apenas que acha-lo, desse modo podemos curar a Louise e enfraquecer essa porta para tirar garota escandalosa!-Tony diz esperançoso.

—Falar é fácil, temos que começar a procurar essa droga agora!Vamos fazer isso logo o cheiro desse laboratório me enjoa e estou congelando de frio. -Diz Katherine tremendo. -Vamos em grupos,será mais rápido.

—Finalmente uma chance!-Alice pensa alegre. -Vem Jake vamos por aqui! –ela grita puxando o fantasma para si.

—Podem ir,prefiro ficar por aqui.Quero descansar um pouco e cuidar da Louise. -Tony diz sentando de pernas cruzadas ao lado da porta. -Droga!Meus pés estão latejando.

Com isso o grupo se dispersa e some pelos corredores do laboratório.

Notas finais
Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.