Blood of LOVE
14 Capitulo XIII
Notas iniciais
Capitulo XIII
– Stiles -
Eu e Isaac éramos basicamente os únicos acordados e quase ilesos no meio de toda aquela confusão. Depois que Peter fugiu, Derek desmaiou quase que instantaneamente. Allison estava consciente, mas ferida e estirada no chão. Chris tinha desmaiado ao bater contra a parede da casa e, por fim, Scott acabou apagando depois que Isaac o salvou.
– Obrigado – agradeci Isaac. – Se não fosse por você àquela hora estaríamos mortos.
Ele sorriu e assentiu.
– Não precisa agradecer... Eu ouvi o uivo de Scott e vim o mais rápido que pude.
– Como assim? – Perguntei curioso.
Por mais que Isaac tivesse escutado o uivo de Scott, por que ele ficaria com tanta urgência para salva-lo?
– Eu não sei explicar... – Ele falou olhando Scott que estava caído no chão. – Simplesmente não consegui controlar meus instintos e tive que vir. No final das contas descobrimos mais coisas hoje, não é mesmo?
Eu acenei positivamente e então ele continuou a falar:
– Além disso – senti sua voz pesar, então ele suspirou –, aquele alfa é o assassino dos outros servos de Lycaon. Ele foi até nós dias atrás querendo descobrir os segredos da licantropia, como ganhar poder e tudo mais. Suponho que ele ainda não saiba sobre o rei que está despertando. Caso contrário... estaremos em sérios problemas.
Depois daquilo fomos, finalmente, ajuda nossos amigos. Primeiro pegamos Allison e enfaixamos seu peitoral, pois uma costela tinha quebrado mesmo com Scott a salvando. Como eu sabia daquilo? Bom, eu não sou médico, mas acho que um inchaço no peitoral em uma única região não deve ser normal.
Logo em seguida pegamos o pai dela, cuidamos de suas feridas na cabeça e o deitamos no sofá. Allison ficou ao seu lado. Enquanto isso eu fui até Derek. Por sorte ele estava relativamente bem, mais do que eu esperava pelo menos. Quer dizer, ele tinha imensos cortes na barriga que eu enfaixei e cuidei, mas por sorte seu corpo estava se recuperando.
Vi Isaac carregando Scott.
– Ele está bem? – Perguntei.
– Sim, só está desacordado... E um pouco arranhado. Nada de mais!
Balancei a cabeça em preocupação.
– Leve-o para o quarto dele, ok?
Isaac não pensou duas vezes e levou Scott para dentro da casa. Eu não podia carregar Derek, afinal de contas não tinha forças para isso. Meu coração ainda parecia bater a mil quilômetros por hora, e meu corpo todo tremia de nervosismo. Aquela luta toda me deixou completamente nervoso.
Fiquei sentando ao lado de Derek pensando... Éramos três humanos, sendo dois deles fortemente armados; três lobisomens fortes e hábeis em luta e depois um quarto para ajudar no final. Mesmo assim, não conseguimos derrotar Peter, não totalmente e sim parcialmente. De toda e qualquer forma a luta tinha sido feroz e especificadamente difícil, o que me dava um nó na garganta só de pensar em como mataríamos Peter.
Eu não estava com dó dele. Peter, por mais que fosse tio do meu namorado, era um assassino (mais mortal do que eu imaginava). Ele tinha que ser controlado antes que descobrisse sobre o rei. Não sabíamos quando seria a próxima lua de sangue, mas se não encontrássemos o rei antes dela as consequências poderiam ser muito graves. Um impuro poderia nascer, ou coisa pior... Não sei!
Minha mente fervilhava com aquelas mil hipóteses...
♦♦♦
– Isaac -
Levei Scott até seu quarto. Ele respirava com um pouco de dificuldade, mas estava bem, se é que podemos dizer que alguém depois daquela batalha feroz pudesse estar bem. Mesmo que tivemos, por sorte, conseguido espantar Peter por certo tempo, ainda não éramos forte o suficiente para matar aquele alfa monstruoso.
Talvez fosse de certa forma culpa minha, afinal de contas eu era um servo de Lycaon e graças ao meu povo ele tinha descoberto como se tornar um monstro daquele jeito... Espera! Como eu podia ser tão burro? Eu era um servo de Lycaon! Eu sabia o que fazer para matar Peter, quer dizer sabia parcialmente. Meus pais já tinham comentado uma coisa ou outra sobre matar lobisomens de nível dois, seria muito difícil e provavelmente precisaríamos do...
– Agrh – Scott gemeu ao acordar.
Ele abraçou o próprio corpo e se sentou com muito custo na cama. Fui até ele e o ajudei. Demorou um pouco para que ele percebesse que eu estava ali, na sua frente, segurando seu corpo para que não caísse ou perdesse o equilíbrio e deitasse de uma vez só.
– Quem é você? – Ele perguntou curioso. – Quer dizer... Obrigado por me salvar!
Sabe àquela hora em disse ao Stiles que Scott estava bem? Pois é, eu menti. Peter tinha fincado as garras nas costas de Scott e perfurado de forma brutal, por sorte seu corpo lutava para se recuperar, mas ainda sangrava e doía muito, o que era bastante evidente pela sua expressão.
– Não precisa agradecer Scott – falei por fim. – Agora vire de costas e tire a camisa, temos que dar um jeito nessas suas feridas...
– Oi? – Ele ficou confuso.
– A menos que você queria se recuperar daqui uns... cinco dias, talvez...
Ele sorriu... O sorriso mais lindo que eu já tinha visto. Scott tirou a camisa revelando sua pele morena e os músculos bem definidos. Ainda por cima ele ficou me encarando com um olhar incrivelmente atraente, sua boca era tentadora... Tudo nele era incrivelmente bonito!
Tentei me concentrar. Não era momento para pensar na beleza de um homem. Ele se deitou de costas e eu peguei um kit de primeiros socorros que vi em cima do seu armário. O analisei de forma curioso o que fez Scott me dizer:
– Minha mãe o deixa ai por precaução. Ela é enfermeira, sabe?
– Fez ela muito bem – admiti.
Sentei ao seu lado e comecei a limpas as feridas com algodão e um pouco de pomada anestésica para aliviar a dor lancinante que ele provavelmente estava sentindo naquele momento.
– Então, quem é você? – Ele perguntou já respirando melhor.
– Eu? – Retruquei meio atordoado, tive que me concentrar para formular uma resposta. – Eu sou Isaac Lahey, cheguei ontem na cidade...
– E já está aqui me ajudando... Provavelmente é amigo de Stiles!
– Sim, eu sou... Quer dizer é quase um sim.
Scott riu meio atrapalhado. Ele ficou em silêncio e achei que ele estaria interessado em saber como eu tinha ido parar ali. Contei a ele sobre mim, os servos de Lycaon, sobre como conheci Stiles e os outros... Não contei sobre o rei que estava despertando. Querendo ou não ele ainda era um beta de Peter, ele poderia estar ligado a aquele alfa de muitas maneiras diferentes. O que fariam aquela informação se tornar nada além de uma noticia no jornal mental de um lobisomem assassino.
– Entendo... – Notei que sua voz estava pesada.
Eu não sabia direito o que comentar. Então eu terminei de limpas as feridas e tampa-las com gazes apropriadas e depois sai.
– Obrigado – Scott agradeceu de longe.
Simplesmente me virei e sorri.
♦♦♦
– Derek -
Acordei com Stiles ao meu lado. Ele me encarava com um olhar preocupado e suas mãos trêmulas estavam sobre o meu peitoral. Notei que meus ferimentos estavam enfaixados o que indicava que ele tinha cuidado de mim enquanto estava desacordado.
– Olá Grandão – ele disse forçando um sorriso.
Com custo me levantei e o abracei. Seu coração estava acelerado ainda, mesmo depois de a batalha ter terminado, mas aos poucos ele foi se acalmando enquanto meus braços o envolviam. Afastei-me o suficiente para lhe dar um beijo carinhoso e depois o olhei olho a olho.
– Você está bem? – Foi à primeira coisa que me veio à cabeça.
– Sério Derek? – Ele retrucou. – Você levou uma surra e vem perguntar se eu, que fiquei praticamente o tempo todo assistindo vocês apanharem da porta da casa de Scott, estou bem. Seu senso de importâncias precisa de ajustes!
Não resisti ao impulso de cala-lo com outro beijo mais quente e fervoroso.
– Na verdade eu acho que ele sabe direitinho o que realmente importa para o meu bem estar, sabia?
Stiles ficou meio corado e depois me ajudou a levantar. Fiquei me perguntando quanto tempo eu tinha dormido, afinal de contas, Chris já estava de pé, Allison já estava organizando a reconstrução do que tínhamos destruído na casa, Isaac já tinha ido embora e, de acordo com Stiles, levado Malia para ser tratada por Deaton, e Scott estava sentando observando tudo.
Eu sabia que provavelmente Scott não conseguiria dizer muitas coisas naquele dia, e muito menos Stiles, então nem perguntei se ambos não iriam conversar. Em vez disso fomos até Allison que nos puxou para um abraço forte e incrivelmente aliviado.
– Vocês estão bem! Pelo menos ninguém morreu hoje.
– Sim morreu! – O pai dela protestou. – Meu cérebro virou panqueca aqui sabia?
Soltamos uma gargalhada. Querendo ou não nós éramos uma alcateia agora, conseguíamos animar uns aos outros, salvávamos uns aos outros como Isaac salvou Scott, e por fim Scott também estava de volta a nossa família, e provavelmente tinha saído daquela paranoia louca de querer Stiles para ele e me matar logo em seguida.
– Temos uma novidade para vocês – Allison disse com um sorriso de orelha a orelha.
– Espero que seja uma noticia boa – Stiles falou me abraçando pelo peitoral.
Passei um braço pelos seus ombros e o aconcheguei melhor.
– Com toda certeza é uma noticia boa! – Chris falou sorrindo.
Uma das coisas que eu menos esperava ver em Chris era ele sorrir depois de uma batalha, talvez a pancada na cabeça realmente tivesse feito panqueca de seu cérebro, ou então ele estava feliz por saber que tínhamos sobrevivido e salvado Scott que era nosso objetivo.
Allison pediu a um dos Argents que ajudavam a reconstruir a casa alguma coisa. Um deles retirou do bolso uma chave e pôs na mão dela.
– Aqui está Hale – ela falou me encarando de um jeito quase ameaçador, só que de forma brincalhona. – A chave da casa de vocês!
Fiquei boquiaberto com aquilo... Pensei em perguntar se os Argents tinham ficado construindo a casa enquanto lutávamos, ou coisa do tipo, mas logo saquei que era isso mesmo. Por isso eles não estavam na batalha. De alguma forma Allison sabia, ou pelo menos esperava, que iriamos perder a luta e sobreviveríamos. Assim, com toda certeza, precisaríamos de um lugar para descansar.
– Muito obrigado Allison! – Stiles a agradeceu e a abraçou.
– O que estão esperando? – Chris questionou. – Vão logo antes que eu decida atirar em vocês e descontar meu mau humor que vai chegar logo, logo.
Stiles sorriu, mas antes de sair ele olhou para Scott que o encarou com um olhar pesado e triste, como se sua vida estivesse sido misturada por completo, e eu realmente podia imaginar o que ele estava sentindo, afinal de contas ele tinha acabado de lutar contra o próprio alfa, tinha saído de um transe, e estava de volta ao normal e mal sabia como iria conversar com Stiles depois de fazer tanta confusão.
– Não se preocupe Scott – Stiles falou –, eu converso com você amanha.
Ele simplesmente acenou.
Levei Stiles até o jipe, dessa vez ele dirigiu, mesmo que eu não tivesse gostado muito da ideia, porém eu não precisava de mais alguns minutos para me recuperar e estar relativamente bem para agir normalmente de novo. E foi exatamente o tempo que levamos para chegarmos até nossa casa.
– Uau! – Stiles exclamou e com razão.
A casa era maravilhosa! A sacada do lado de fora estava enfeitada com lustres que pareciam conter velas dentro, plantas perfumadas cresciam pelo balaústre e cadeiras confortáveis deixava o lado de fora confortavelmente atraente. Descemos do carro e respiramos aquele ar puro.
Olhei para o lado e vi que a casa antiga ainda estava de pé, pelo menos algumas partes. Mas não me preocupei muito com aquilo. Eu queria simplesmente entrar e aproveitar minha nova casa, ou melhor, minha e de Stiles.
– É maravilhosa! – Ele comentou evidentemente empolgado. – Vamos entrar!
Antes que ele entrasse, eu o puxei para perto de mim e o beijei com toda a vontade. Ele me abraçou fortemente e senti meus instintos começando a falar mais alto do que o normal. Então, depois do beijo, finalmente entramos na casa.
Seu interior era incrivelmente belo. A sala tinha uma lareira de pedras, com uma bancada onde havia um enorme enfeite de lobo e a televisão logo em cima. Um conjunto de sofá ficava a frente da lareira e de uma mesa de centro de vidro enfeitada com um jarro de orquídeas. A copa era logo ao lado sendo assim conjugada com a sala. Uma porta a frente da enorme mesa que cobria a copa levava a cozinha planejada.
Uma escada que ficava ao lado da porta levava ao segundo andar onde se encontravam uma suíte e um quarto de casal, havia também um banheiro para visitas, um escritório com o quadro onde Stiles fazia suas analogias e investigações com computador e outros apetrechos e por fim uma biblioteca particular.
– Isso está incrível – comentei.
Olhei para Stiles e seus olhos deslumbrados... Não tinha como resistir a ele, e muito menos fugir dele, e confesso que eu não queria nenhuma dessas opções. Agora eu sentia que nós realmente... Nós realmente estávamos começando nossa vida!
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