Blood of LOVE
12 Capitulo XI
Notas iniciais
Capitulo XI
– Stiles -
Ok. Vamos começar com uma lista: (a) tínhamos um alfa assassino solto pela cidadã e não sabíamos o que ele queria, ou porque estava matando insanamente; (b) Scott tinha se tornando um lobisomem e estava obsessivo com a ideia de que era apaixonado por mim; (c) descobrimos que Lydia era uma banshee e tinha o dever de ajuda Isaac; (d) Isaac era o último servo de Lycaon que sabia tudo sobre a origem dos lobisomens e estava atrás do rei; (e) o rei dos lobisomens estava despertando e ele estava em algum lugar da cidade; e por fim (f) Nathan estava em Beacon Hills e viria até mim.
Se eu fosse levar para o lado irônico eu diria que não é nada de mais, são apenas problemas comum que qualquer adolescente enfrenta todos os dias de sua pacata vida normal. Mas a verdade é que eu namorava um lobisomem, tinha uma amiga caçadora, uma amiga banshee, um melhor amigo lobisomem e um pai xerife, só de meu pai ser xerife já fazia de mim estranho!
A melhor parte de tudo isso era o namorado lobisomem... Derek era carinhoso, e fazia de tudo para que eu me sentisse bem. Mesmo quando disse que Nathan, uma velha paixão, tinha voltado à cidade afirmando que viria atrás de mim não o abalou, apesar de que pude perceber sua tensão aumentar.
– Eu não vou deixar ele se aproximar de você – Derek falou me abraçando.
Ele me deu um beijo na testa. Seu corpo quente me deixava aquecido e aquele par de olhos verdes me encarando faziam meu corpo estremecer. Ele estava apenas de toalha e seu corpo definido aparecia da cintura para cima, o que não colaborava nada para meu controle de excitação.
– Mas, que mal tem nesse Nathan que te deixou tão perturbado? – Ele perguntou curioso.
– Bom... Além do fato de ele ter sido uma velha paixão? Deixa-me ver... Ele é louco! – Falei por fim não saindo daquele abraço aconchegante.
– Louco em que sentido? – Derek retrucou.
– Ele é violento, insano, e, depois que eu terminei com ele quando ele tentou me enforcar, começou a me perseguir...
– Até seu pai intervir, suponho – ele disse me afastando de seu corpo. – Se ele fizer qualquer coisa com você, eu juro, com todas as minhas forças, que acabo com a vida dele em um piscar de olhos.
Fiquei encarando ele em silêncio. Aquele ar protetor me envolvia, eu sabia que com Derek um simples Nathan não seria problema, afinal de contas tínhamos coisas mais urgentes e muito mais perigosas para resolver do que um simples garoto louco que me perseguia... Mas, fala sério! Quantos garotos mais vão ficar obsessivos por mim? Mais três, cinco, quem sabe Beacon Hills inteira?
Além de Scott ter ficado louco, eu tinha um louco de nascença que mandava mensagens de texto dizendo que iria atrás de você. Como eu disse, coisas normais que acontecem com qualquer adolescente do mundo em seus dias monótonos.
Quando assustei Derek me beijou. Foi um beijo intenso e cheio de fogo, eu sentia seu corpo me desejando, e o meu parecia corresponder. Lentamente fomos deitando na cama, ele deitou por cima de mim, com apenas uma toalha entre mim e ele o que fez minha excitação explodir.
– Derek... – sussurrei.
Ele parou e me encarou. Seus olhos estavam azuis cintilantes fervilhando de desejo. Seus músculos estavam tensos e seu calor irradiava mais do que o normal. Eu sabia que tanto eu quanto ele, queríamos aquele momento, mas eu não estava com cabeça para aquilo.
– Me desculpa – ele disse se levantando.
Antes que ele saísse de cima de mim eu puxei seu corpo novamente impedindo que ele se levantasse. Minha mente automaticamente eu o beijei, um beijo intenso e carinhoso, diferente do anterior. Era como se eu estivesse pedindo desculpas por impedi-lo. Ele sorriu e se levantou por fim.
– Vou me vestir.
Ele foi até o banheiro e se vestiu. Fiquei esperando-o deitado na cama encarando o teto enquanto minha mente tentava pensar, mas eu estava exausto. Derek saiu do banheiro apenas com uma calça de moletom cinza e sem camisa.
Se aproximando de mim ele me deu um beijo. Arredei para o lado abrindo espaço para que ele se deitasse ao meu lado. Pelo visto ele tinha entendido o recado, pois se aconchegou próximo a mim. Puxei o edredom e nos cobri.
– Seu pai vai me matar por estar dormindo aqui sabia? – Derek disse preocupado.
– Se ele estivesse em casa – comentei – provavelmente sim.
– Como assim? Pensei que ele estava dormindo a essa hora.
Eu sorri e beijei Derek, apenas um selinho longo. Depois me virei de costas e ele me abraçou de conchinha. Seus braços fortes me apertavam contra seu peitoral nu e me davam a impressão de que ele não me soltaria por nada nesse mundo.
– Deaton me avisou que ele estava ajudando os Argents a procurar o segundo Hale, pois ele sabe de um caso que pode estar ligado com isso e que pode ser vital para encontra-lo... Sem falar que ajudaria bastante o trabalho dele!
– Então vou adorar dormir aqui... – Derek sussurrou no pé do meu ouvido.
Aconcheguei-me melhor em seu corpo e adormeci lentamente... Tudo o que eu precisava era de uma noite de sono abraçado com meu namorado lobisomem. Eu tinha que estar descansado para o dia seguinte, afinal de contas Malia chegaria logo pela manhã.
♦♦♦
– Scott -
– Scott está tudo bem? – Minha mãe, Melissa McCall, me chamou com um tom de preocupação.
Desde manhã, quando conversei com Stiles, eu fiquei racionando meus atos como se estivesse assistindo a um filme. Suas palavras ecoavam pela minha cabeça como se eu as estivesse ouvindo pela primeira vez. “Eu sempre fui seu Scott! Sempre fui seu irmão, seu melhor amigo! Te apoiando, te aconselhando”, foi o que ele disse, e ele estava certo.
Quando erámos crianças ele me ajudava bastante na escola, e eu também o ajudava. Tornamo-nos irmãos e eu nunca tinha visto ele de outra forma. Então, por que eu estava agindo daquela maneira? Em vez de eu apoia-lo com seu relacionamento, e apoia-lo nesse novo mundo de lobisomens e feras assassinas, eu só tinha me tornado mais um problema, enquanto eu deveria ser seu melhor amigo.
Sem mencionar nos seus olhos brilhantes e ameaçadores. Talvez tenha sido apenas uma impressão minha por causa da combinação da cor de seus olhos com a luz, mas mesmo assim tinha sido assustador. Ele não era nada além de humano e disso eu tinha completa e total certeza. Porém agora não era momento para pensar naquilo... Eu tinha que arrumar um jeito de ir atrás de Stiles e de Derek e convence-los de que eu estava arrependido, o que não era mentira.
– Scott! – Minha mãe gritou por fim me trazendo de volta ao real. – Está tudo bem?
– Sim mãe... Quer dizer, não muito – afirmei meio desconfortável.
Ela se sentou ao meu lado, usando seu traje de enfermeira, seus cabelos cacheados e negros estavam presos em um pratico rabo de cavalo. Seu olhar de mãe preocupado me revelava que ela seria a grande chave para um ótimo conselho.
– O que está acontecendo? – Ela perguntou carinhosamente passando o braço sobre meus ombros.
– Stiles... Ele está com raiva de mim, mas a culpa é minha, pois fui um idiota com ele – falei sem medo da reação dela. – Derek e ele começaram a se relacionar e eu confundi meus sentimentos por ele... Acabei sendo mais um problema do que um amigo!
Minha mãe suspirou. Eu e ela já tínhamos conversado sobre sexualidade, e ela foi bastante compreensível até. Lembro-me que seu conselho foi: “Tenha paciência, pois quando a pessoa certa aparecer você vai saber o que é e o que quer”. Talvez eu tivesse confundido isso pensando que Stiles era essa pessoa, afinal de contas...
– Vocês são muito próximos – minha mãe concluiu meu pensamento como se os estivesse lendo. – Não me surpreende você ter resistido a esse evento! Mas agora que você errou você deve consertar... Stiles é seu melhor amigo, ele não largaria essa amizade tão facilmente por causa de erros idiotas que você cometeu, e olha que você comete muitos!
– Mãe!
– Que foi? Não me questione sou sua mãe – ela disse erguendo uma das sobrancelhas.
Eu soltei um sorriso, ela sempre conseguia me alegrar. Ela me deu um beijo na testa e se levantou, quando ela abriu a porta hesitou antes de sair e se virou para mim tomando fôlego para falar:
– Converse com ele e com Derek, e seja apenas você mesmo – ela disse sorrindo e saiu andando.
Senti uma alegria dentro de mim. Eu podia consertar meu erro, eu podia ajudar Stiles e entregar Peter. Nunca quis machucar meus amigos e nem matar Derek, aqueles pensamentos não eram meus... Mas se não eram meus de quem seriam?
– Eles seriam meus – ouvi a voz suave e calma de Peter ecoar pela sala de estar.
Olhei na direção da porta e o vi prostrado a minha frente. Ele usava um terno bem passado, os cabelos castanho-escuros bem penteados e a barba bem feita. Estava elegante como se dentro dele não vivesse uma fera horrível. Levantei-me rapidamente do sofá e senti meu corpo se transformar automaticamente.
– Ora, Scott, acalme-se – ele disse sarcástico. – Você deveria me agradecer por ter te dado este poder!
– Como você me induziu a machucar Derek? – Questionei sentindo a fúria me controlar.
Eu estava sentindo repulsa da presença daquele homem. Ele se sentou na poltrona da minha mãe e cruzou as pernas com um sorriso irônico, pelo visto ele estava se divertindo bastante com aquela situação e isso me irritava mais ainda.
– Humanos são muito fáceis de controlar Scott – ele disse. – Eu nasci lobisomem, portanto sempre soube dominar a minha própria mente. Quando te vi notei sua confusão de sentimentos... Simplesmente usei isso a meu favor.
Senti meus músculos ficando mais rígidos e tensos. Estava me segurando para não ataca-lo, mas eu sabia que não teria chances. Simplesmente fiquei parado o ouvindo falar até que eu pudesse pensar em alguma coisa.
– Não foi difícil influenciar você ir até mim e pedir poder... Aprendi alguns truques com os últimos servos de Lycaon que morreram por entre minhas garras...
– Servos de Lycaon? – Perguntei interrompendo ele.
– Isso não vem ao caso agora – ele afirmou.
Eu o encarei ferozmente.
– O que você queria comigo então?
– Simples – ele respondeu – ganhar tempo para que eu pudesse descobrir mais... coisas! E agora que você não é mais útil...
– O que vai fazer, me matar? – Questionei.
– Na verdade... Vou fazer você uivar!
♦♦♦
– Isaac -
Estava tudo um caos dentro da minha cabeça... Há dias atrás eu morava juntamente com minha família e vários outros servos de Lycaon em uma vila escondida da própria realidade. Eu aprendi diversas coisas sobre meus poderes, até que ele chegou à vila. Nós sabíamos que ele não era bom, e que provavelmente não queria nada além de tirar proveito de nosso conhecimento, porém os servos tem uma promessa: “Todo lobo deve ser auxiliado”. Nós tínhamos a obrigação de ajuda-lo!
Eu resisti à ideia, mesmo sabendo de nossa promessa. Ele queria saber tudo o que tivesse direito e foi o que demos a ele como se fossemos meros sábios que dão conselhos a pessoas humildes, porém ele não era humilde, ele não passava de um ser sedento por poder.
Depois que oferecemos a ele o que ele queria tudo o que recebemos em troca foi à morte. Os poucos servos que viviam na vila foram dizimados do mundo, mas, por sorte, eu consegui fugir. A única informação que ele não possuía era a de que o rei estava voltando das profundezas do esquecimento.
Por pura sorte eu consegui fugir dele durante dias, e cheguei até Beacon Hills com a ajuda do espirito ancestral de Lycaon, e graças a ele Lydia sabia de minha chegada e me salvou junto com seus amigos. Se não fosse por eles eu estaria morte àquela altura.
– Você está bem? – Deaton me perguntou dentro do carro no qual ele me levava para seu apartamento.
– Sim... Eu acho que sim... – Falei meio receoso. – Graças a vocês estou vivo, mas ainda temos que encontrar o rei antes que ele encontre, ou melhor, que ele me encontre.
Deaton me encarou como se eu tivesse me esquecido de mencionar que havia um homem louco atrás de mim... E realmente acho que eu tinha me esquecido. Então contei a ele toda a história.
– Você lembra o nome desse homem? – Ele me perguntou suavemente.
– Sim, eu me lembro...
– Então, qual é seu nome?
– Peter... Peter Hale.
♦♦♦
– Derek -
Acordei com batidas na porta. Stiles já estava acordado há um tempo, pois não senti sua presença na cama quando acordei. Levantei-me e espreguicei. Tinha sido uma ótima noite dormindo ao lado dele, apesar de que ele era inquieto até mesmo para dormir, mas eu não o culpava por isso... O que não significa que eu aceitava os chutes e socos que levei durante a madrugada, mas eu consegui dormir muito bem.
Vesti uma camisa preta que eu tinha deixado lá junto com outras coisas que eu havia levado para passar uns tempos na casa dos Stilinski. Deparei-me com Stiles conversando com Chris e Allison enquanto uma menina estava sentada no sofá. Ela tinha cabelos loiros e meio anelados caindo pelas suas costas, sua pele era do mesmo tom que a minha; e seus olhos eram castanho-escuros.
– Bom dia Grandão – Stiles veio até mim e me beijou.
Allison acenou sorrindo e Chris... Bem, Chris continuou como Chris, simplesmente isso.
– Malia? – Perguntei para confirmar se era ela mesma.
Ela sorriu e acenou positivamente.
– Acredite, eu não queria estar aqui – ela falou como se fosse uma a coisa mais ética do mundo dizer aquilo. – Coites vivem sozinhos!
– Então por que está aqui? – Questionei meio irritado, era impressionante com as pessoas conseguiam me irritar nos últimos dias.
– O rei está voltando... E até mesmo um coite reconhece isso!
Pelo visto ela tinha consciência de que o rei estava retornando. Quantos mais lobos estavam cientes disso? Será que isso seria uma vantagem ou um prejuízo para nós? Alguns deles poderiam querer encontrar o rei para mata-lo e tomar seu trono logo depois de seu ressurgimento. Entretanto alguns também poderiam querer protege-lo.
Ela contou sua história, tudo o que ela sabia pelo menos, mas tinha se esquecido de uma parte: quem a ligava com a família Hale. Eu não precisei perguntar, pois Stiles foi mais rápido do que eu:
– E quem é seu pai, ou mãe? Não sei! O que te liga à família Hale?
Ela olhou Stiles de um jeito estranho como se visse nele algo de atraente. Seus olhos ficaram azuis cintilantes por alguns breves segundos e então ela balançou a cabeça como se estivesse confusa, depois tomou fôlego para voltar a falar novamente.
– Meu pai, na verdade, sou filha de um Hale – ela disse por fim.
– Quem é seu pai? – Perguntei.
Antes que ela pudesse respondi um uivo cortou o ar... Era Scott. Mas seu uivo estava diferente como se fosse um grito por socorro, rapidamente eu consegui entender tudo o que vinha com aquele uivo... Uma mistura de arrependimento, dor, e medo. Não era uma combinação muito agradável, mas foi suficiente para chamar não só a minha atenção, mas como a de Malia também.
– O que foi isso? – Stiles perguntou aflito.
– Scott está com problemas, nos temos que ajuda-lo – eu não acreditava que estava falando aquilo, mas eu sabia que se não fizéssemos algo Scott morreria e isso seria demais para Stiles.
– Vamos logo – Allison nos apressou.
Por mais que ela não demonstrasse ela estava preocupada e furiosa com o que Scott tinha feito. Todos nós estávamos. No final das contas nos queríamos ajuda-lo e não mata-lo ou coisa do tipo, até mesmo eu não queria aquilo. Stiles ficou meio perturbado e então me puxou.
– Você vem Malia? – Perguntei.
Eu sabia que provavelmente ela iria dizer não, pois era um coite, e coite não vivia em bandos ou alcateias, ele só ficava próximo de quem fosse de seu interesse.
– Sim, eu vou ajudar vocês.
Olhei para ela surpresa e ela desviou seu olhar de mim para Stiles.
– Tem algo de bem interessante entre vocês... Sem falar que você é da minha família, é o que me restou. Seguirei vocês dois até onde não for necessário!
Eu era parente de Malia, e pelo visto Stiles era interessante para ela, não sei de que forma, mas era. Isso fazia de nós duas coisas interessantes para uma coite se fixar em nós até que encontrasse o rei de verdade.
– Antes de irmos... Malia, quem é seu pai? – Stiles repetiu a pergunta.
– Peter... Meu pai é Peter Hale.
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