Blood X3me
1 Chapter 1: Press Start
Notas iniciais
Estavam os três ao redor de uma mesinha de centro na casa em que eles cresceram. Lance, Connor e Phillipe, discutiam assuntos de família...
- Eu estou fora. Quero viver minha vida... – Phillipe falou sincero na frente de seus irmãos que agora o encaravam sérios. – Nunca prometi ao papai que caçaria com vocês... Pra falar a verdade, nuca quis caçar. Ele nunca pediu minha opinião...
- Não sabia que você tinha esse ponto de vista, Phil. – Lance, o de cabelos castanhos claros, falou calmamente. – Mas achei que você gostasse dessa vida.
- Fraco... É um covarde mesmo. – Connor, por mais parecido que fosse com os irmãos, era o mais explosivo, fato que ficava na cara, olhando-se o cabelo vermelho fogo que ele havia adotado, para distinguir-se de seus irmãos. – Eu e Lance não precisamos mesmo de você! Pode ir embora.
- Connor acalme-se! – Lance repreendeu o irmão, como se o outro fosse uma criança, apesar de que os três tivessem a mesma idade, pelo fato de serem trigêmeos.
- Vocês podem continuar com o negocio do papai! Não me importo, só peço que me deixem fora disso. – Phillipe era loiro, o único que preservou tom natural de cabelo. Ele olhava para seus irmãos com seus olhos azuis claros, que os outros dois também possuíam. – Desculpem-me, mas esse não é meu plano de vida. Quero fazer faculdade e ter uma vida normal...
- Você sabe que ter uma vida normal vai ser impossível, não sabe! – Connor cortou o irmão. Ele não aceitava que Phil não quisesse continuar no ramo da família. – Nenhum de nós vai poder viver normalmente um dia! Essa é a mais pura verdade.
Naquele momento, Phillipe levantou-se e foi em direção a porta da sala, abrindo-a logo em seguida.
- Boa sorte, rapazes... – e saiu, sem esperar uma resposta.
- Vou atrás dele! – Connor já ia se levantando quando foi impedido por Lance. O moreno apenas olhou para o irmão.
- Não adianta... Temos que deixar ele esfriar a cabeça. E enquanto isso, temos um caso! – Lance pegou algumas folhas que estavam sobre a mesinha de centro da sala e jogou para cima de Connor. – Desaparecimentos em Dallas. Consegui achar um padrão na área. Vem ocorrendo um desaparecimento por ano, sempre no dia 5 de Dezembro...
- Acho algo relacionado a isso? – Connor pareceu interessado no assunto.
- Mais ou menos... Andei pesquisando e em todos os casos, os desaparecimentos foram de mulheres. – Lance falou calmamente. – E em todos os casos, os corpos não foram encontrados.
- E o que estamos esperando aqui? – Connor levantou-se do sofá e foi em direção ao corredor da casa. – Vou pegar as coisas. Pega a chave do carro!
Quinze minutos depois eles estavam na estrada, não demoraria muito para chegarem em Dallas, afinal eles moravam em Austin. Lance dirigia o Chevy Camaro 1968 a toda velocidade, aproveitando o fato de que ele estava dirigindo e que era Connor que estava ao seu lado, Phil não gostava muito de velocidade. Connor preparou tudo para a caçada. Como não sabia exatamente o que seria caçado, levou tudo o que acho necessário. Chegaram em Dallas ao anoitecer, indo logo em seguida procurar um hotel para passarem a noite.
- Quarto com cama de casal? – a recepcionista perguntou a Connor, olhando logo em seguida para Lance.
- Pode ser né amor! – Connor ria olhando para Lance que se segurava para não rir junto. – Vamos ter uma noite e tanto...
- É brincadeira dele, somos irmãos. Duas camas separadas, por favor. – Lance ria também agora.
- Ah... Desculpe. – a mulher ainda não parecia convencida disso. – Quarto 201- disse ao entregar a chave – Tenham uma boa noite...
- Eu não acredito que você falou isso. – Lance olhou com certa reprovação para o irmão. – Podia ter evitado constrangimentos!- disse abrindo a porta do quarto e jogando a mochila sobre uma das camas.
- Vai dizer que não gostou? – Connor olhava com certa malícia para o irmão. Connor era o tipo de cara que curtia aventuras, e não estava nem ai se no final da noite fosse para cama com um cara ou uma garota qualquer, o que ele queria era apenas diversão. – Aposto que você ficou excitadinho quando eu falei aquilo. – Connor sorria com a maior cara de safado. – Eu preferia a cama de casal... – concluiu.
- Imbecil, não sou esses seus amigos não! – Lance ficou sem graça com os comentários do irmão. – Pelo menos me respeite... Sou seu irmão! – Lance sabia que tinha algo escondido por trás daquele discurso. – Bom se não se importa, tenho que tomar um banho. – Lance tinha acabado de se levantar e seu celular tocou. O visor indicava uma ligação de Phil, o que era realmente estranho.
- Lance? – a voz de Phil parecia preocupada. – Onde vocês estão?
- Calma mano. Estamos caçando... Por que tanta preocupação? – Lance tentava acalmar o loiro. – Estamos em Dallas.
- Fui atacado... Dois demônios. E não eram pouca coisa, acho que estavam me seguindo, sabiam que eu não estava com vocês. – o tom da voz do loiro era meio agitado. – Achei que vocês estavam em perigo também...
- Obrigado pela preocupação, mas estamos bem. Seria melhor se você estivesse conosco.- Lance tentava convence-lo.
- Não vai ser dois putos que vão me fazer mudar de idéia! – a resposta foi grossa.
- Você por acaso ta insinuando que os “putos” somos eu e o Connor? – Lance perdeu a paciência. – Se era só isso, boa noite. – e desligou.
Connor ficou alguns minutos observando o irmão sem dizer nenhuma palavra. Era difícil ver Lan perder a paciencia, principalmente com Phil. Normalmente ele era bem calmo e tranqüilo, centrado era a palavra correta.
- Bem onde estávamos? – Conn tentava distrair o irmão, ou melhor, se aproveitar da situação. -Nada contra, mas curto loiros, então acho o Phil mais gostoso... Mas isso não me impede de pegar você. – era uma atitude meio incestuosa, mas ele nem ligava. – O corpo dos dois é bem sarado e definido e talz...
- Dá pra calar a porra da boca? – Lan estava realmente esgotado. – Vou tomar um banho, preciso esfriar a cabeça.
- Ok... – ele desistiu de provocar o irmão, uma trégua na verdade. – Vou pesquisar um pouco, você pode ir dormir depois do banho. – por incrível que parecesse, Conn também tinha seu lado sério. – Você ta precisando descansar mais que eu.
- Valeu mano... – Lan agradeceu pela subita mudança de comportamento do irmão. – Estamos lidando com um Krampus, criatura do folclore alemão. – por alguns segundos, Lan parecia fora de si, e Conn encarava o irmão com a maior normalidade. – Ahn?
- Você fez de novo! Adoro quando você faz isso, é sempre um adianto pra nós, agora você facilitou as coisas. – Conn ria em voz alta, Lance às vezes tinha surtos nos quais ele descobria coisas ou fatos que eram importantes. Connor também tinha surtos parecidos, mas o faziam ter uma força sobre-humana principalmente quando seus irmãos estavam em perigo. Phil era o único que controlava seu dom, ele era capaz de mover objetos com a força da mente e ler pensamentos, tornando-se o mais habilidoso dos irmãos Lesters.
- Odeio isso! – Lan limpava o sangue que havia escorrido de seu nariz, isso sempre acontecia quando ele tinha seus surtos.
Enquanto Lan tomava se banho, Conn estudou um pouco sobre os Krampus, que eram como demônios “natalinos” que puniam crianças más. Foi assim que Conn juntou as coisas, havia também em um dos artigos, uma pequena citação que falava que os Krampus em alguns casos torturavam jovens mulheres. Finalmente as coisas começaram a fazer sentido. Graças a dica de Lan, o caso estava quase encerrado, agora, faltava apenas achar a criatura e acabar com ela, mas ai estava o problema, como matá-la?
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