Blood, That Will Never Be Enough
1 I parte 1
Notas iniciais
Wipe off that make up - what's in is despair
So throw on the black dress mix in with the lot
You might wake up and notice you're someone you're not"
The End
My Chemical Romance
P.S: 1)Fotos/Perfis dos personagens:
http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=6754761565677459319&aid=1227363905
2)Dedinhos felizes digitam mais rápido - oiqqq.
3)Eu adoro essa história e uma amiga me disse que também gosta, fiquei tão feliz [/flood]
4)A fic está toda em primeiro POV.
5) Qualquer semelhança com Crepúsculo é mera coincidêndia. Eu tive a idéia antes de ler o livro.Além disso, a fic tem um enredo prórpio e muito diferente do Crepúsculo ou Lua Nova.
6) Quem quiser avisos pessoias de atualização, me fale no review. =D
O bar fedia a álcool barato. Ou era eu. Eu já estava tão bêbada que o Harry, o barman, já tinha se oferecido para me levar em casa mil vezes. Eu simplesmente bebi uma garrafa inteira de Vodca em uma noite. Um litro de álcool em alguns de sangue. Ah é.
Eu ainda tentava me lembrar de todos os detalhes da cena. O filho da puta do Josh comendo a vaca da minha irmã. Na minha cama. Ele foi tão cretino que nem tirou o nosso anel de noivado, pelo menos para fingir que se importava.
Prometi que eu nunca mais ia falar com aqueles dois. Ia roubar um banco e casar com um otário qualquer no outro dia. Isso foi quando eu virei o sétimo copo de Vodca.
Era para eu começar a chorar, mas eu não o fiz. Desde que briguei pela última vez com a minha \"mãe\", eu decidi nunca mais chorar. Por sinal, eu chorei pelo resto da noite, sozinha no meu quarto. Cansada de tanta merda que acontecia naquele inferno de casa.
Saí de lá quando tinha dezesseis anos. Hoje eu estou com 23, formando em Jornalismo e em Direito. Nunca mais voltei a ver a minha \"mãe\".
-- Amy, eu vou fechar o bar em meia hora...-- Harry se aproximou e falou pausadamente. Eu levantei, notavelmente tonta.
-- Eu estou bêbada, mas eu não sou surda...--eu peguei a minha bolsa e em vão tentei procurar minha carteira.
-- Deixa Amy. Depois você me paga-- ele sorriu. Eu tentei sorrir de volta, mas acho que fiz cara de demente.
-- Tá então...Eu já vou, okay?-- eu me levantei do banco e tentei andar sem cambalear. Alguns homens soltaram comentários que eu não me dei ao trabalho de ouvir.
No beco, já do lado de fora do bar, eu vi três caras cercando uma mulher. Dois deles apontavam suas armas para ela, que cuspia sangue no chão. Ela me olhou, intensamente, como se esperasse me encontrar.
--Fala vadia!-- o outro, o menor deles, chutou as costelas dela. Em meus dias normais, eu sairia correndo.
Mas eu estava bêbada, o que por não ser muito comum, me fez tomar uma atitude impensada e suicida.
É, eu fui até eles.
--Cara, você não devia fazer nada com ela...-- eu disse. O menor, que parecia ser um \"líder\", virou-se para mim, não acreditando na coragem que eu tinha para ir lá e me meter com eles.
--O quê?-- ele arqueou uma sobrancelha. As tatuagens em seu pescoço chamaram a minha atenção. Pareciam ser símbolos antigos.
-- A sua mãe nunca te ensinou que não se deve bater em mulher?-- o vento frio da madrugada não ajudou a manter a minha pose de heroína.
A mulher no chão já estava desmaiada. Os caras armados agora apontavam para mim. A minha visão começou a ficar turva.
-- E a sua mãe nunca te ensinou que não se deve falar com estranhos?-- eu não percebi quando ele tinha se aproximado. Os olhos dele eram ônix e reluziam.
É, eu ainda não tinha noção do perigo. E a adrenalina no meu corpo mal fazia efeito.
--Bob, termine o serviço com a Lindsey e se livre do corpo...--ele voltou-se para um dos caras armados, que tinha cabelos e barba loiros. Era um pouco mais alto do que eu.
Eu iria até ele, mas o líder me impediu.
--Não mesmo, é melhor ficar paradinha aí...--ele deu um sorriso com o canto dos lábios e senti um princípio de pânico.
--Pro-prometo não sair daqui...-- eu sorri torto
Três tiros ecoaram naquele beco estreito e sujo.
--É um desperdício Frank, todo aquele sangue fresco...Por que nós...
--Eu vou repetir só mais uma vez, Toro seu idiota! A Lindsey não é parte da recompensa e o chefe ainda não nos liberou da penitência...-- o agora indentificável Frank alterou pela primeira vez a voz, agora mais arrastada.
--Eu sei disso. Foi só um comentário...-- o Toro fez uma pose de quem estava acuado. E faminto.
De repente, me veio um medo terrível. Nem todo o álcool daquele bar poderiam refreá-lo. Eu iria morrer se continuasse ali.
--Mas a garota aí não tem nada com o serviço, nem com a penitência...--Toro rangiu os dentes para mim. Que merda está acontecendo aqui?
--Deixe que ela fuja primeiro...É mais divertido assim-- Frank me olhou novamente. Agora as íris brilhavam em vermelho-sangue.
Ah meu Deus!
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