— EU JURO, ROCK! EU VI! ERAM ENORMES!

Já eram próximas as 20h quando voltamos para casa, estavamos as três — Eu, Rock e Dead — discutindo sobre Layla e suas asas.

— Ela tinha um cabelo tão lindo... Um corpo tão esbelto... e.... — Juntando as mãos notei que as duas, de sombracelhas arqueadas, me olhavam com uma leve malícia em seu olhar. Automaticamente ergui as mãos junto ao rosto. — E-E-E-EI! N-Não é o que estão imaginando! E-Eu não estou...

— Sei... — Começou Rock. — Não parou de falar dela desde que voltamos.

Senti meu rosto corar como nunca. Eu não estava.... Apaixonada, a achei uma pessoa realmente interessante. E, cai entre nós, tinha algo de familiar nela.

Dead pousou suas mãos sobre a mesa então levantou-se.

— Bem, seja como for, fique longe dela. Layla é perigosa. E não se rende a qualquer pessoa que aparece em seu caminho.

Layla? Perigosa? Sinceramente, esta foi de longe a primeira impressão que tive dela.

— Não ligue para ela. — Falou Rock, maneando a cabeça. — Dead se apega com facilidade às pessoas. Só está preocupada.

Suspirei profundamente. Não fazia sentido. Não faz nem uma semana que estou aqui, e ela já sentia afeto por mim? Tinha algo de errado nisso tudo.

— Com licença. — Disse, levantando-me.

Me dirigi para o lado oeste do castelo. Subindo escadas caracol me deparei com duas portas de vidro, fechadas, que nunca havia visto antes. Abri-as. Elas davam para um jardim incrivelmente lindo, com flores e um banco vermelho e branco. — Que lindo.... — O local se estendia, dando lugar a uma floresta enorme com animais e das mais variadas espécies de plantas já vistas, ou não, pelo homem.

— Lindas, não? — Ouvi uma voz feminina soar fraco porém belo. — Sinceramente não sei por quê continuamos vivendo neste frio e escuro mundo, quando se tem isto!

Virei-me para ver quem era. Sentada no banco estava ela. Layla.

— Ah, o-oi L-Layla.

Seu olhar era fixo no horizonte belo e iluminado pelo luar. Olhei ao redor até que meus olhos encontraram os dela. Seus olhos eram cinzas, tão intenso e.... Levemente sexy... Então, ela voltou a olhar o horizonte.

— Como sabe quem sou?? — Perguntou, friamente.

— Eu... Eu a vi hoje de manhã.... — O tom de minha voz fora diminuindo, até se tornar um sussurro. — E suas asas...

— Minhas asas, é? — Layla riu sarcasticamente, levantando-se, se aproximou de mim. — Interessante. — Ela segurou meu queixo e enclinou minha cabeça, ainda olhando-me. — E quem é você, garotinha?

— L-Lucy.... Sou Lucy Valentine....

Os lábios vermelhos de Layla se levantaram levemente em um sorriso, e seus olhos brilhavam intensamente na luz do luar. Ela os fechou calmamente, aproximou seus lábios dos meus e...

Alguém no fundo chamou-me. Layla recuou.

Era Dead, concluiu Lucy.

A voz dela foi se aproximando cada vez mais. Layla começara a tremer levemente. Então as asas de Layla se desdobraram, totalmente flexionadas elas emitiam um som leve e agradável como de um cobertor sendo esticando sobre a cama.

Então ela voou para longe, em direção ao brilho da lua.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.