Seus dedos passaram em volta de meu braço, segurando-o com firmeza. Ela. Ela havia me salvado. E, olhando-me com seus belos e encantadores olhos azuis como o céu, puxou-me de volta a ponte.

Então, jogou meu corpo sobre suas costas, passando minhas pernas ao redor de sua cintura. Passamos com facilidade a ponte.

— Pirralha, entenda, não pode ser tão mole assim. Aqui você vai ter que se virar sozinha e aprender a lutar para viver, literalmente. — Disse Rock, levantando uma das mãos e batendo-a na grande porta de madeira. — Hey, Dead! Abra!

Como se fosse automático, um rangido de correntes invadiu o ar abrindo as grandes portas de madeira. Então, Rock colocou-me no chão.

Era um enorme salão com apenas pilares e um alto trono no final do corredor. Nele, situava-se uma mulher — sim, mais uma — de cabelos verdes esmeralda e portando uma foice enorme. Ao seu lado, repousavam duas caveiras simplesmente gigantes.

— Quem é essa? — Perguntou.

— Ah! E-Eu sou Lucy, prazer. — Respondi, curvando-me.

— Pois é, ela é nova aqui, Dead.

— Hm... — Dead pareceu me analisar por alguns minutos, recostando a cabeça na parede. — E... O que ela quer aqui? Deixe-me adivinhar: mordomia?

Rock aproximou-se do trono, sorrindo como se quisesse algo.

— Calma... Pode deixar eu cuidarei dela.

Por fim, Dead resolveu descer, passando direto por Rock. Mas nesse momento, tenho certeza que tinha visto seus lábios tocarem-se por poucos segundos até que os pés de Dead tocasse o chão.

— Se você diz, espero que cuide mesmo. — Respondeu-lhe, em meio a uma pequena risada.

Seus dedos entrelaçaram-se e as duas trocaram olhares.

—Pode ter certeza que vou. Mas antes, temos assuntos pendentes a tratar.

— Ei! Não fale nisso agora. — Dead afastou-se dela e se aproximou de mim, fitando-me. — Pode ficar aqui por um tempo, creio que temos quartos o suficiente para mais um. Mas antes, precisa tomar um banho.

As duas levaram-me até um banheiro, pequeno mas confortável. Pegaram roupas limpas e toalhas, e colocaram ao lado da banheira.

Dead inclinou-se sobre a banheira e, ligando a torneira da mesma, perguntou em meio a um riso malicioso:

— Vai querer ajuda?

— N-Não, o-obrigada. — Rindo, senti meu rosto queimar de vergonha. — Eu... Eu estou bem.

Realmente, estava assustada com tal hospitalidade.

—Vamos, deixe-nos ajudar, faz tempo que não temos visitas! — Então, ela segurou-me em seus braços e me colocou na banheira. — Ah... O-Ok... Então...