Notas iniciais
Peopleeeeees *---* Td bem com vcs??
Eu queria agradecer a todos q comentaram (msm sendo mt poucos T-T) e a todos q favotitaram ;)

Aí vai mais um capítulo...

Respostas, onde estão?

Do que sabem?

Quem sabe?

O que escondem na escuridão?

-Caroline... – acordei puxando uma grande quantidade de ar, como se tivesse chegado à superfície de um lago.

Olhei em volta procurando o dono da voz, mas só havia neblina, galhos de árvores retorcidos e escuridão.

Eu não faria a clichê pergunta “Quem está aí?”, eu já sabia que quem quer que fosse não iria me responder.

Levantei-me e percebi que estava descalça, apesar de eu não se lembrar de ter tirado-os.

-Você não mede as consequências de seus atos. – escutei uma voz diferente vinda atrás de mim, me virei e me deparei com seus olhos rubis.

-Você não cansa de me perseguir? – falei mais como afirmativa do que pergunta.

-Não sei por que tem tanta raiva de mim, nunca fiz mal a você e sempre te ajudei. – sua expressão não demonstrava que estava triste por isso.

Deixei escapar uma risada irônica.

-Então já que diz isso, me diga quem pode me dar às explicações a qual eu procuro? – cruzei os braços.

-Você sabe quem pode te ajudar com isso, mas o seu orgulho vai dificultar que assuma essa verdade. – disse com tanta firmeza, que por um instante cheguei a acreditar que realmente sabia quem era.

Balancei a cabeça indignada.

-Porque me confunde mais ainda?

Ele respirou fundo e me olhou com certa decepção.

-Quando irá aprender que nem todas as respostas vão aparecer prontas para você, pense bem e irá descobrir. – sua voz soou em minha mente.

Ele foi desaparecendo na neblina como se fosse um fantasma ou assombração. Apenas depois que ele foi embora, percebi o quanto estava frio e que eu não usava roupas, procurei algum sinal delas e vi Isabele parada observando algo.

Cheguei perto dela e vi Lena sendo devorada por algo que estava encoberto pela neblina e não me foi possível identificar, o pânico tomou conta de mim, eu tinha que salvá-la.

-Solte-a! – corri para atacá-lo.

Perdi a criatura de vista e vi que agora eu estava ajoelhada de frente para Lena e minhas mãos...

Manchadas de sangue.

-Não! – gritei.

Caroline abriu os olhos e ficou a fitar o céu nublado e a ouvir o barulho da brisa que chacoalhava as folhas das árvores.

“Apenas mais um pesadelo.” – ficou dizendo para si mesma mentalmente.

Deu um salto ficando de pé e seu vestido de seda acompanhou o movimento.

“Estou vestida.” – confirmou.

-Bem... Acho que já posso voltar para casa... – começou a andar em direção a mansão, seguindo seu cheiro por onde passara na noite anterior.

Seus passos travam ao sentir um cheiro diferente e bem mais recente cruzando o caminho de seu rastro.

Ela decide segui-lo, a levando até uma grande mansão que estava sendo reformada, sua cor rosa – claro estava sendo trocada por uma cor bem mais fechada e escura.

Vinho.

Talvez fosse apenas uma coincidência o rastro ter a levado para lá, mas quem teria vagado por lá durante a madrugada?

Algum animal? O mordomo?Isabele? Ou até mesmo alguma criatura...

Ela decidiu perguntar a própria dona da mansão para saber se ela havia visto algo, deu algumas leves batidas na imensa porta de madeira recém envernizada e percebeu que o cheiro estranho seguia para dentro da casa.

-Meu Deus, o que houve com você? Por ande andou, parece até que ficou rolando no meio da lama. – Chloe atendeu a porta exaltando várias perguntas, como se fosse sua mãe,ou alguma hipótese parecida, já que Caroline não entendia muito sobre o comportamento delas.

Nunca chegou a conhecer os pais, ou chegou a ouvir falar deles, foi criada desde bebê por Lena, seu tutor, que sempre pouco se importou, e por sua falecida esposa o mais próximo que teve de mãe.

Mesmo assim foi por pouco tempo que convivei com ela, ainda era pequena quando a jovem mulher morreu por uma doença que nem o médico descobriu qual era. A medicina não é muito avançada pela região e muitas doenças ainda não foram descobertas.

Chloe a fez entrar e tomar um banho separou uma roupa limpa das de Isabele, o que fez Caroline torcer o nariz para vestir, e penteou seus cabelos negros que estavam embaraçados.

-Obrigada por tudo senhora Chloe, mas eu gostaria de saber se algo ou alguém entrou nesta residência na noite passada. – disse com a maior formalidade possível na voz.

Seu corpo se retesou ao ouvir sua pergunta e por um instante de tempo viu seu sorriso perfeito sumir.

-Não querida Caroline, ninguém veio aqui ontem... Mas porque a pergunta?

Havia algo estranho acontecendo, a jovem havia sentido o cheiro de medo.

-Por nada, apenas para saber – deu de ombros – Agora se me der licença, vou voltar para casa, Eric deve estar me esperando.

Chloe deu um leve aceno com a cabeça.

-Claro, meu mordomo a levará até a porta.

Depois de sair da mansão, deu uma olhada para o telhado da mesma, onde Isabele se encontrava sentada olhando fixamente pra ela.

“-Você sabe quem pode te ajudar com isso, mas o seu orgulho vai dificultar que assuma essa verdade...”

Notas finais
Espero que tenham gostado.

Kssus