I've heard there was a secret chord

That David played and it pleased the Lord

But you don't really care for music, do you?

It goes like this...the fourth, the fifth

The minor fall

The major lift

The baffled King composing Hallelujah

Todos no funeral estavam calados. Apenas a voz de George ressoava na multidão. Ele havia tido um motivo para escolher aquela música. Com apenas o acompanhamento de um piano, que ele mesmo tocava, George emocionava qualquer um que tivesse o mínimo de apego com o individuo que estava dentro do caixão. Enquanto cantava, lágrimas rolavam em seu rosto. ***

Meses antes...

- Sinto muito pela sua perda, Sr. Morales! – falou William

- Muito obrigada, William. Sei que você está sentindo isso mais do que eu. – falou a mulher que parecia imensamente abatida

Ambos se abraçaram.

O que ela havia dito era a mais pura verdade. Logo depois que William descobriu que todos os integrantes da banda haviam morrido naquela explosão ficou desolado. Ao invés de qualquer pessoa comum, William não demonstrava isso através de lágrimas e nem nenhuma outra ação, porém Tommy o conhecia tempo suficiente para saber quando ele estava na beira de um abismo. E o momento era esse.

Ele havia saído do bar sem falar com ninguém no meio da madrugada e todos compreenderam perfeitamente. Nenhum deles havia vivido tempo suficiente com nenhum integrante da “Rest in Piece”, porém, podiam imaginar a dor que aquele homem estava sentindo. Tom fora o único a segui-lo. Sabia que William pegaria o primeiro vôo para lá. E, não seria nada aconselhável ele deixá-lo ir sozinho para o funeral. E agora, vendo naquele enterro, percebeu que havia sido uma ótima escolha, já que ele estava sozinho e Rodrigo não o havia acompanhado.

***

- Essa é minha casa! – respondeu Jennifer – Não é muito espaçosa, mas quem se importa?

Rodrigo analisava cada centímetro daquela residência. Não para ver os detalhes, mas para saber mais sobre aquela garota. Haviam conversado por um tempo na lanchonete onde estava e ela havia o convidado para ir até sua casa. E ali estavam... Foi quando Rodrigo se lembrou. A música. — Você estava escrevendo uma música quando nós chegamos, eu posso dar uma olhada.

- Claro. Só não repare por ainda ter furos, eu não sei por que, mas acho que tenho um bloqueio em relação a essa letra.

Rodrigo pegou a letra e a observou.

-------- are familiar faces

----- places

----- out faces

Bright and early for the daily races

----- where

------ where

Their tears are filling up their ------

No expression

No expression

Hide my head I wanna drown my sorrow

No ----------

No ----------

And I find it kind of funny

I find it kind of sad

The dreams in which I'm dying are the best I've ever had

I find it hard to tell you

I find it hard to take

When people run in circles its a very very

Mad world

Mad world

Children waiting for the day they feel good

Happy birthday

Happy birthday

And I feel the way that every child should

Sit and listen

Sit and listen

Went to school and I was very nervous

No one knew me

No one knew me

Hello teacher tell me what's my lesson

Look right through me

Look right through me

And I find it kind of funny

I find it kind of sad

The dreams in which I'm dying are the best I've ever had

I find it hard to tell you

I find it hard to take

When people run in circles its a very very

Mad world

Mad world

Enlarging your world

Mad world

- Só está faltando essas palavras? – perguntou Rodrigo admirado

- Só, estou escrevendo ela há algum tempo. – respondeu Jennifer

- William sempre diz que existem duas regras para escrever uma música.

- Quais são? – perguntou a menina curiosa

- A regra número um é ter uma história por trás.

– Pode deixar, isso tem. E a regra número dois? – falou Jennifer

- Colocar algum sentimento.

- Serve o amor? – perguntou Jennifer olhando nos olhos do garoto

- Depende, se for verdadeiro... – respondeu o garoto

Ambos foram se aproximando um do outro. Rodrigo passou seus braços em volta da garota. Jennifer era um pouco baixa, mas sentia que estava na altura ideal para aquele momento. Os lábios dos dois se tocaram e ambos souberam que aquela noite havia sido especial. Enquanto caminhavam para o quarto, Rodrigo ficou pensando que não ter ido ao bar antes fora sua melhor decisão.

***

Tommy e William saiam do funeral. O rosto de William deixava aparecer o abatimento da perda que carregava nas costas. Ao passar pelo portão, William foi interceptado por uma mulher que ele rapidamente reconheceu como a repórter da noite anterior.

- Olá, eu sou Fernanda do noticiário “Cobertura Jornalística” e gostaria de saber se você não poderia responder algumas perguntas.

William olhou com grande escárnio para aquela mulher, mas sabia que se não respondesse as suas perguntas, ela inventaria as suas respostas.

- Por favor, seja rápido, precisamos estar em um vôo em alguns minutos. – pediu William

- Sem problemas. – falou Fernanda – É verdade que vocês estava sofrendo grandes ameaças antes desse atentado ocorrer?

- É verdade, mas já tínhamos avisado a polícia sobre isso e ela estava ciente da situação.

- A banda acabou por esse motivo?

- Não, a banda acabou por vários outros motivos. O principal deles era que todos estavam engajados em um projeto paralelo. – disse William começando a ficar irritado pelo teor das perguntas da repórter

- Por que razão, então, eles estavam fazendo um show naquele bar ontem?

- Nós tínhamos marcado um show comemorativo, seria o ultimo... – a voz de William embargou – Aquele foi o bar onde nossa banda fez a primeira apresentação.

- Hum... – a repórter disse a repórter – E você não acha muita coincidência o ônibus explodir logo depois que você foi embora?

- A entrevista acabou. – cortou Tommy arrastando William para longe da repórter

Os dois então se dirigiram para o ponto de táxi para depois, irem para o aeroporto.

***

Rodrigo discava números desesperadamente no celular. O telefone sempre dava na caixa postal. Ligou para George para saber onde estava William. Acabara de descobrir ao ligar a televisão que houvera um acidente e que os integrantes do “Rest in Piece” haviam morrido. Queria somente saber onde William estava. Tentara antes ligar para Tommy, mas, assim como o número de William, dava ocupado.

- Alô. – alguém respondeu do outro lado da linha

- George? – perguntou Rodrigo

- Sim, quem fala?

- Rodrigo.

- Cara, sinto muito pelo que aconteceu com a sua outra banda.

- Olha, eu estou procurando William. Sabe onde está?

- Ele foi para o funeral.

- Sozinho?!

- Não, Tommy foi com ele.

- Valeu, George

- Nada, brotha!

Rodrigo sentou na poltrona da casa de Jennifer. Pelo menos, havia certeza que William não faria nenhuma besteira.

***

11 anos depois...

Jennifer olhou para os destroços do Bugatti Sport que havia restado depois da explosão e em seu rosto deixava transparecer o nervosismo e incredulidade. O único pensamento que passava em sua cabeça era “Aconteceu de novo”.

***

George estava relaxado deitado em sua cama. Havia atendido a ligação de Rodrigo há alguns minutos atrás e agora, pensava no futuro da banda. Será que eles ainda continuariam a tocar juntos? Seus pensamentos foram cortados quando o telefone tocou. Ao atendê-lo, George foi logo falando:

- Rodrigo?

- Não, sou Osmar Feelings e sou dono de uma gravadora.

- Osmar Feelings, dono da Diamante Records?! – George encarava aquela conversa com ar cético

- Sim. Eu estava no bar ontem e gostei muito do que eu vi da nova formação da Red Herring. Eu sei que vocês precisam de algumas mudanças, mas a sonoridade acho que está perfeita. Gostaria de saber se vocês não gostariam de dar uma passadinha lá na segunda.

- Você está falando sério? – perguntou George não acreditando na sorte que tiveram

- Segunda às 3 horas, então?

- Com certeza, senhor Feelings.

- Então, vejo vocês lá.

Quando George desligou o telefone, seu coração palpitava descompassado. Eles haviam sido chamados para um teste na maior gravadora da cidade.

Notas finais
Não terá nenhuma música aqui neste capítulo, pois ambas músicas que coloquei aqui apareceram de novo no "futuro". :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.