Notas iniciais
Como é a primeira fic de yaoi que faço, não sei se estará do vosso agrado, mas espero que gostem.
Aceito as vossas sugestões e ideias e esqueçam os erros ortográficos porque isso é normal.

Desde o dia em que conheci o homem que me estendeu a mão, deixei de gostar do sexo oposto.

Vai ser constrangedor contar isto, mas a partir dos dez anos que gosto de homens e não pensem que sou daqueles que tem problemas amorosos, em que me sinto confuso ou atraído por outros, porque sou totalmente o oposto.

Tenho vinte e três anos, chamo-me Tenma Haruka, e sou gay. Trabalho num café como empregado de mesa e sou desejado pelas mulheres.

Acreditem, não estou a ser convencido, só para terem uma noção do meu aspecto: tenho o cabelo meio espetado, ligeiramente grande e é preto, tenho olhos verdes-acinzentados, uma expressão facial agradável e um corpo bem definido, apesar das mulheres não o verem porque tenho a farda vestida.

Quando vou trabalhar o café fica totalmente cheio e vejo, que as clientes coram quando estou a servir ou a perguntar os pedidos, tendem, até, esperar pela minha hora de saída para se confessarem como se tivessem a mínima hipótese. O que é uma pena porque algumas delas nem são nada feias.

Confesso que já namorei com muitas mulheres desde a minha adolescência, mas só com um único propósito: esquecer o maldito homem que entrou na minha vida quando era criança.

Tudo começou quando estava a ser vítima de bullying num parque perto da minha casa. Não tinha feito nada, o único problema é que os rapazes não me suportavam por causa das meninas, elas só queriam brincar comigo e davam desprezo aos restantes. Um dia, estava a brincar no escorrega e como não havia miúda nenhuma no parque os rapazes decidiram vingar-se.

Naquele dia pensei que iria morrer, mas quando a minha dor aumentou, interveio um rapaz muito mais velho que nós, não me lembro bem mas acho que mandou os miúdos se afastarem e assim o fizeram. Estava a sangrar e a chorar, o rapaz inclinou-me um pouco, enxaguou-me as lágrimas e a seguir senti qualquer coisa macia nos meus lábios, devido ao cansaço fechei os olhos e só os abri quando estava na minha cama.

Pode parecer um pouco monótono a maneira como comecei a gostar de homens, no entanto, tudo fez sentido quando tive um sonho com o mesmo rapaz e fiquei a saber que aquela coisa macia que me tocara os lábios, era nada mais nada menos que um beijo.

Fiquei confuso com aquele sonho, não era normal para uma criança de dez anos, de modo que nem contei aos meus pais. Passados dois anos, quando já tinha uma noção da sexualidade, o mesmo rapaz apareceu no parque e estendeu-me a mão, fazendo-me lembrar daquele sonho doido e despertando sentimentos que jamais pensaria que existissem.

-Ei! Ruka! Acorda para a vida e continua a trabalhar!

-Kaede. Ah! Desculpa.

-Não me tens que pedir desculpas, afinal não sou eu que pago. – Sorriu.

Takashi Kaede é uma das empregadas do café, tinha bom aspecto e é bastante simpática. Muitos dos homens, nossos clientes, já se confessaram, mas a sua desculpa é sempre: Desculpa, meu caro, mas sou demasiado boa para ti.

Conheço-a desde que entrei na universidade, sempre a considerei como irmã e ela o mesmo.

-Ruka, andas bastante pensativo, não estou a gostar nada. Depois não te queixes que sou irritante.

-Pronto, pronto! Vou continuar o meu trabalho, perfeitamente normal e nada pensativo.

-Assim é que eu gosto. – Piscou-me o olho. – Bem-vindo, senhor!

É fácil falar quando não nos acontece algo do género, mas se a tivessem beijado quando tinha dez anos e aparece-se passado dois, acho que nem ela escapava aos pensamentos.

Repentinamente, arrastado do subconsciente, senti um ligeiro arrepio.

-Será do frio?

Fui directo à mesa ocupada pelo novo cliente e a razão do arrepio surgiu.

Na mesa estava sentado o rapaz que, há treze anos, me salvara e beijara e anos depois estendia-me a mão despertando meu amor.

Entrei em choque.

-Estás um pouco pálido, Tenma Haruka.

Como é que ele sabe o meu nome?!

Sentei-me, apressadamente e perguntei:

-Desculpe-me, senhor, mas como é que sabe o meu nome?

Com um ar bastante divertido, deu uma gargalhada e de seguida sorriu travessamente. Puxou-me o queixo, inclinou-o e perto dos meus lábios disse:

-Porque te marquei, quando eras pequeno. Agora és meu.

O quê!! Mas eu ouvi bem?

-Deve ter confundido a pessoa, com certeza.

-Hm…talvez sim…ou talvez não. Lembro-me que naquele dia estavas ensanguentado da cabeça aos pés e que fui obrigado a beber todo aquele sangue, que por sinal, era bastante delicioso.

-Foi por isso que não tinha sangue no meu corpo, quando acordei. – Constatei.

-Afinal és a pessoa de quem falo. – Sorriu de novo.

Era impossível, aquele rapaz que me atormentou durante anos estar à minha frente e a sorrir para mim, só de me lembrar do beijo que dera a minha cara ficou quente e, provavelmente, com outra cor. Isto soou um pouco piroso.

-Haruka…ficaste corado, porquê?

-O quê? Hãn! Hm…desculpe o senhor quer alguma coisa? – Quando reparei já estava levantado.

-O que quero não há no menu, mas apetece-me um café. Forte.

-Um café forte. – Anotei. — Trago o seu pedido daqui a minutos.

Fui para o balcão e pedi um café. O que será que ele queria? Dissera que não estava no menu. De qualquer maneira não me interessava, só tinha que realizar o pedido do cliente, independentemente do que fosse.

Passados dois minutos tinha o café no tabuleiro e ia a caminho do cliente.

-Aqui está o seu café, bom aproveito.

O homem olhou-me de relance e bebeu o seu café.

-Shijo...Shijo Katsuo.


Notas finais
Publicarei o próximo capítulo em breve. Espero comentários...