Blood Lips
11 Descobrindo a Charada-K
Notas iniciais
POV’s Elizabeth ON
“Depois de uma noite cheia de prazeres,eu acordo e me espreguiço na cama e percebo que não tinha botado nada para me cobrir,e estava completamente nua.Eu olho ao redor e sorrio ao me lembrar do que aconteceu ontem,foi mágico.Fui checar as horas no meu celular que estava debaixo da cama,e vi que marcavam 13:00.Nossa,como passou rápido.Eu sinto que estava acontecendo uma coisa estranha na minha frente,mas não consigo identificar,eu sentia algo dando errado,mas não sabia o que era.Eu olho para o meu lado,e vejo lá,Dylan.Deitado na cama,parece um anjo quando está de olhos fechados.Eu o olho como se estivesse olhando uma pérola,e de repente...cai a minha ficha,e eu arregalo os olhos encarando Dylan ainda dormindo.”
“Eu me levanto correndo,totalmente nua,procurando minhas roupas no armário.Pego uma roupa qualquer e visto.Agora eu entendi o que estava havendo de errado: EU DORMI! E Dylan também estava dormindo,sendo que nós dois não fazemos isso.Eu fui a primeira a cair no sono,então Dylan deve saber de alguma coisa,já que ficou acordado por um pouco mais de tempo,mesmo que sejam segundos,ele deve ter visto alguma coisa.”
“Eu corro até a cama e começo a sacudir Dylan e ele não acorda de jeito algum.Será que ele se esqueceu como era acordar assim como se esqueceu como era dormir?Será possível isso? Eu faço a única coisa que podia fazer.Eu dou um grito agudo muito alto,que por pouco não quebra as janelas.Com certeza vai vir milhares de vizinhos reclamar mas eu posso dar uma desculpa esfarrapada.Dylan acorda assustado pelo grito,e olha ao redor confuso.”
—A-a-a...S-s-so-mbr-a-a...Espera...O que houve?-Dylan diz olhando assustado para a porta e depois voltando seu olhar confuso para mim.
—Antes,ou depois de nós termos dormido? Eu só sei o que aconteceu depois.-Eu digo e Dylan da um sorriso.
—Eu vi,eu vi,eu vi! Eu...vi,uma sombra na porta.Depois que ela apareceu,eu dormi e você também,não sei como e porque ela fez isso mas...-Dylan diz e volta seu olhar para a porta,ele faz impulso para se levantar mas se lembra do que aconteceu ontem e dá um riso abafado.-Ok...não posso levantar,mas...fica ali na porta,bem na frente da porta.-Dylan diz e assim faço,ficando em frente a porta fechada.-Ótimo...um pouco para a esquerda.-Dylan diz e eu chego para a esquerda.
—Olha...Não entendi.Pra que ta mandando eu fazer isso?-Eu digo confusa e Dylan não diz nada,apenas olha para a posição do meu corpo,e ele direciona o olhar para onde meu corpo estava indicando,a janela.
—A sombra estava parada nessa posição que marcava bem ali,atrás da cortina.Liz,tenta ver se tem algo ali atrás!-Dylan diz e eu vou até a janela e abro a cortina,e vejo lá,um bilhete colado na janela,e eu tiro de lá.-LIZ! Achamos! Espera...o que nós achamos?-Dylan diz confuso e eu me sento ao lado dele abrindo o bilhete.E a única coisa que estava escrito era: “1T>B+K”-Ótimo,temos que resolver um problema matemático.-Dylan diz irônico e eu entendo a charada,e pego o outro bilhete que continha as letras TERBOT FILONS-K.
—EU ENTENDI A CHARADA!-Eu digo me sentando ao lado de Dylan novamente e pegando um lápis qualquer que achei.-Substitua um T por B (1T>B) e ao invés de considerar o –K uma letra “negativa” que não faz parte da charada,use como K,uma letra “positiva” que é importante na charada (+K).Podemos terminar a mistura de letras com isso!-Eu digo e Dylan finalmente entende.-Mas...ainda estou longe de entender o que significa TERBOB FILONSK.-Eu digo e Dylan rapidamente pega o bilhete e o lápis da minha mão.-O que foi?-Eu digo sem entender e Dylan começa a escrever.
—Checa se estou errado: R-O-B-B-E-R-T K-O-L-I-N-S-F.-Dylan diz enquanto escreve no bilhete.O bilhete apaga tudo que estava escrito sozinho,e substitui as letras TERBOT FILONS-K por ROBBERT KOLINSF,e embaixo do nome estava escrito um endereço.
—Não,Dylan.Você NÃO está errado!-Eu digo e nós nos encaramos e sorrimos.-Conseguimos desvendar a pista!-Eu digo sorrindo.
.....30 minutos depois....
—Só pode ser...macumba!-Dylan diz enquanto nós paramos em frente ao local que o endereço indicava.-Além dessa porra ser atrás do cemitério,NÃO TEM NADA AQUI!-Dylan diz erguendo os braços para cima.
“E realmente não havia nada.Era apenas um terreno abandonado atrás do cemitério,e pelo fato de ser atrás de um cemitério,podemos chutar a possibilidade de haver pessoas enterradas ali,talvez pessoas que foram assassinadas e seus assassinos tivessem os enterrado ao invés de apenas deixar a vitima ter um funeral digno pelo menos,é...talvez.Dylan decide entrar no terreno,nem sei se ENTRAR é o termo certo,já que lá não era NADA,era apenas terra,chão,e cimento.”
—Ok...viemos aqui por que...é sério..PORQUE?-Dylan diz e percebo que ele estava tão estressado quanto eu,e quando duas pessoas estressadas discutem,não dá em nada além de nada,então deixei quieto.
—Talvez...se nós dissermos no nome dele em voz alta ou...-Eu digo e Dylan interrompe.
—Opa,opa,opa,só falta dizer que vamos falar o nome dele três vezes para ele,seja lá quem for,aparecer.Vamos,Liz! Você é esperta,pense em alguma coisa!-Dylan diz e eu olho ao redor.
—Vem,eu vi isso assim que cheguei mas não sei se vale algo...-Eu digo pegando na mão de Dylan e o puxando para um canto na parede onde tinha uma coisa que parecia um cofre,mas estava aberto,então parecia que não era nada.
—LIZ! Eu tive uma idéia estúpida mas pode dar certo!-Dylan diz pondo a mão no bolso de sua calça e pegando o bilhete que estava escrito ROBBERT KOLISNF e o endereço onde estávamos. Dylan coloca o papel dentro do cofre e assim que Dylan tira a mão do cofre,o papel se despedaça lá dentro e o cofre se fecha.-Oh,que merda eu fiz?-Dylan diz confuso.
—Olá,senhores.O que desejam?-Uma voz masculina sai do cofre e nós nos entreolhamos confusos e olho para a rua que não estava movimentada,e volto a olhar para o cofre que falava conosco.
—Uhm...Robbert Kolisnf.-Eu apenas digo o nome que estava escrito,talvez seja um código-nome.
—Ah,Robbert Kolisnf! Foi um grande homem,com certeza,um dos melhores professores do mundo! O que querem com o senhor Kolinsf?-A voz do cofre soava como se uma pessoa normal falando conosco.Não parecia um fantasma,nem um robô.
—Ele está vivo?-Dylan pergunta.
—Não,garoto,ele não está mais entre nós a muito tempo.-A voz diz um pouco triste.
—Como ele morreu,e quem foi ele exatamente?-Eu pergunto.
—Oh,querem uma Biografia?Pois bem...Robbert morreu com seus 62 anos,ele morrera no dia de seu aniversário,ele não morreu de assassinatos ou coisa do tipo,ele simplesmente morreu,morreu enquanto estava dormindo.A família dele informou que ele estava vendo uma sombra em todos os lugares que ia,ele no começo sentia medo da sombra mas depois ela se tornou sua ‘amiga’ digamos assim.Ele conversava com a sombra como se fosse seu colega de trabalho enquanto estavam no laboratório.-A voz diz e dá uma pequena pausa.-E respondendo sua pergunta,lindinha,Robbert foi um professor da Universidade Hockstage,o ÚNICO que ousou descobrir os mistérios que haviam por lá.Dizem que já foi relatado o fato que a sombra o ajudava a desvendar os mistérios,em troca de que assim que terminasse sua pesquisa ele morreria no seu dia mais precioso.-A voz diz e Dylan me olha e nos encaramos,voltando a olhar o cofre.
—Se ele morreu,quer dizer que terminou a pesquisa,afinal ele morreu num dia precioso: O aniversário!-Eu digo e Dylan balança a cabeça concordando.
—Exato.Ele terminou a pesquisa,e morreu num dia muito importante: O dia que ele marcara para apresentar sua pesquisa aos cientistas que levariam ao mundo.Foi de certo no dia de seu aniversário,e o dia onde ele seria reconhecido mundialmente,realmente um dia MUITO precioso.As pesquisas nunca foram encontradas.Só isso que sei!-A voz diz e o cofre se abre,revelando o papel ainda novinho em folha.
—E se nós acharmos a pesquisa sobre o Mistério sobrenatural de Hockstage?-Eu digo e o cofre se fecha e a voz suspira.
—Bom...Reza a lenda que se você encontrar a pesquisa de Robbert e sair vivo,você tem o poder e direito de mandar as assombrações para onde quiser.EU se pudesse fazer isso mandaria eles lá para o castelo do Drácula na Romênia,É LÁ que as assombrações devem ficar!—A voz diz e nós rimos baixo.-Hahaha...Ouçam,vou ajudar vocês: Só quem pode achar as pesquisas,é quem vivenciou a sua morte.Como ele morreu dormindo,quem presenciou foi...-A voz diz dando uma pausa para completarmos.
—O próprio Robbert!-Dylan diz como se fosse óbvio.
—Ou a sombra!-A voz diz e nós nos entreolhamos se entender.-Acho que interpretaram errado.A sombra não é do Mal,ela é uma escrava do seres do Mal.Ela se ferra muito para nos passar informações,mas no final,as assombrações a escravizam e a fazem matar a pessoa com quem ela dividiu os segredos.É triste.-A voz diz e nós assentimos.-Bom,é isso! TENHAM UM BOM DIA! E cuidado ao encontrar a sombra,TUDO agora depende do humor dela e dos seus “escravizadores”!-A voz diz e o cofre se fecha por completo e a voz se cala.
—Sabe...eu gostei desse cofre!-Dylan diz e nós rimos.
—Vamos...temos muito que conversar com a “Dona Sombra”,se é que é uma mulher,né.-Eu digo puxando o braço de Dylan e nós corremos de volta para o hotel
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