Notas iniciais
Tentei deixar o enredo e as falas o mais fiel a série possível, tudo aqui é baseado no episódio nove da primeira temporada, acontece bastante coisa mas espero que não fique corrido D:
Espero que fique tão fapável quanto imaginei auehuaheuahuehauehuaeaheuhae, enfim, leiam u_u

Os homens lutavam sobre o ardor do sol que castigavam seus corpos feridos e cansados de treinamentos árduos.

Spartacus e Varro treinavam juntos, o loiro com uma espada e escudo e o outro com duas espadas que atacava sem parar, avançando.

– Os convites já foram entregues, Lucretia – falou Ilithyia, ela e Lucretia estavam na varanda observando os gladiadores.

– Uma verdadeira amizade rende muitos lucros, não? – seus olhos falsamente acompanharam um sorriso forçado estudando a loira – espero que continuemos com todas as honras e bênçãos que isso nos proporciona.

Dizendo isso, a ruiva bebeu seu vinho, logo após depositando com desprezo nas mãos de uma escrava.

– Com toda certeza – a loira respondeu selando um pequeno beijo em seu rosto – No entanto o valor de um amigo não pode ser expresso pela entrega de convites – seus olhos agora estudavam a baixo Spartacus e Varro brincando entre si, seu olhar direcionado ao campeão de Cápua expressava rancor e ódio que guardava pelo homem que envergonhou seu marido e a possuía na noite anterior, sentia nojo de tocar sua pele que fora suja e amaldiçoada ao ser tocada pelo escravo – é como sangue e carne, garantindo a continuidade da vida.


Varro bloqueou o golpe com dificuldade e investiu com sua espada em direção a perna de Spartacus que bloqueou.

– Você atacou um guarda e não foi castigado? – o loiro agora se defendia sem sucesso os golpes do outro.

– Ser campeão tem suas vantagens.

Ele atacou com suas espadas rasgando o ar e colidindo com o escudo do loiro, o mesmo com um sorriso de satisfação estampado no rosto respondeu ao olhar de incredulidade de Spartacus ao perceber que conseguiu se defender.

– Tenho que me lembrar de ficar ao seu lado – ele disse quase recebendo um golpe em suas costas – talvez um pouco de sorte caia sobre mim.

Suas espadas de madeira colidiam fazendo um barulho abafado, os dois com sorrisos estampados em seus rostos pareciam brincar investindo um contra o outro.

– Seria melhor você se concentrar em proteger seu flanco – Spartacus disse ao ganhar vantagem defendendo-se do ataque e investindo nas costas do outro.

Caindo de joelhos ele soltou um xingamento, entre risos ele levantou e dirigiu ao campeão.

– Droga!

Ajudando-o a levantar Spartacus aproximou seu corpo quente ao de Varro, tocando sua pele que ardia e brilhava de suor aos raios solares. Afastando-se e ainda brincando ele segurou o pescoço do loiro com suas espadas, em reposta ele sorriu o fitando com seus olhos azuis que sempre acalmavam os pensamentos do trácio quando obscuros em suas desgraças passadas.

Abraçados os dois dirigiram-se as mesas, receberam água e pão seco, agora já acostumados eles comiam e saboreavam cada mordida com gosto de humilhação que passavam todos os escravos ali presentes.

– Espero que acabe logo essa festa do garoto Numerius – o loiro disse arrancando com dificuldade um pedaço de pão com a boca – toda alta sociedade de Cápua reunida para ver o homem que trouxe a chuva, que fez os deuses chorarem.

– Suas palavras me elogiam, Varro. Abraçarei meu destino como gladiador e meu nome entrará para a história durante milhares de anos.

– Espero que uma lenda tenha tempo de visitar seu amigo quando ganhar sua liberdade – bebeu o resto de sua água, o loiro continuou – Aurélia disse que Sílicia é uma ilha abençoada pelos deuses.

– Não penso mais na vida para lá desses muros.

– E nem deve fazê-lo. – Crixus entrou na conversa passando por entre eles, seu olhar estudou o loiro com desprezo, depois se dirigiu ao outro – Um verdadeiro campeão apenas sonha com a arena.

Dizendo isso o gaulês continuou seu caminho, trocando olhares os dois pensavam no quanto Crixus estava determinado a reconquistar o lugar do campeão agora ocupado por Spartacus, que em resposta disse:

– E o que se sonha quando não se é mais campeão?

Varro o olhou com olhar de reprovação, porém não escondendo a alegria pela provocação, respondendo a isso, Crixus retornou e dirigiu-se com olhar selvagem ao provocador.

– Reconquistar o titulo do ladrão que o roubou de mim.

– Ele não roubou nada. – Varro disse agora entrando no desentendimento dos dois.

– Se sou ladrão, o crime foi presenciado por Cápua inteira. – o campeão jogou sua colher em seu prato vazio, agora se levantando ele ficou de frente a Crixus sua respiração colidia com a do outro expressando fúria por entre os olhares – e ainda é comemorado até hoje.

– Spartacus!

Varro o alertou puxando seu braço, relutante ele encarou a face do inimigo e sorriu provocando-o.

O loiro agora segurando seu braço o arrastou até seu dormitório e fechou a porta. Uma sala pequena aonde só existia uma cama com lençóis imundos, mas que expressava o quão Spartacus tinha poder por ser campeão e podia dormir sozinho ali.

– Ele ousa me desafiar depois de tudo – o moreno disse sentando-se nervoso na cama – aceitei esse destino e não ousarei desistir do meu título tão fácil.

– Por deuses, Spartacus! Só não o provoque, apesar de você ser o atual campeão, Lucretia sempre envenenou Batiatus e favoreceu esse gaulês. – ele sentou ao lado do amigo – Hoje à noite espero que ocorra tudo bem, só vai ser uma apresentação, certo?

– Sim, o garoto Numerius irá fazer quinze anos e a lei romana já o considera como homem – deitando somente o tronco na cama ele cruzou os braços por baixo do pescoço – Batiatus por interesses políticos ofereceu seu ludus para celebrar, o garoto é encantado pela vida dos gladiadores.

– Eu em seu lugar ficaria bem longe de um lugar como esse.

Dizendo isso os dois trocaram olhares dando gargalhadas como sempre faziam quando juntos, Spartacus que há pouco tempo perdera sua esposa, se entregara ao seu destino abandonando seus instintos trácios de sua vida antes de se tornar escravo, mas apesar de aceitar de bom grado o destino que os deuses o tinham guardado, ele ali conhecera Varro, um homem a quem podia confiar e desabafar, ouvir e ver mais um pouco do mundo que ele já não pertencia mais, fora dos muros de seu Dominus, o loiro sempre transmitia alegria ao sorrir, até mesmo sem motivo irradiava esperança ao sorrir para ele.

Sua mão tocou o rosto do loiro, seus olhos agora se encontraram, os olhos de Spartacus examinavam com ar de bravo que adquiriu nas arenas os olhos azuis e calmos de Varro que expressavam esperanças que o campeão guardava nos confins de sua mente que desejavam o loiro consigo.

– Temo que minha felicidade ao sair da arena vive em ver mais uma vez seus olhos.

– Um grande elogio vindo do campeão que trouxe a chuva e glória a esse lugar.


POV’s Spartacus


Seus olhos azuis me fitaram, uma sensação percorreu minha espinha dorsal fazendo os pelos de minha nuca arrepiar-se, fechando os olhos dirigi minha boca a procura que logo cessou ao encontrar a sua quente, seus lábios tocaram os meus, inicialmente nossos lábios ali parados sentiam o gosto um do outro em um beijo selado que logo deu lugar a minha língua que buscava espaço para dentro dele.

Como uma luta sua língua enrolava-se na minha, ele me torturava fazendo sentir seu gosto, mas se afastando ao avanço de meu corpo que acompanhava meus lábios. Abri meus olhos vi o loiro ofegante tentando respirar seu peito arfava, a pouca luz ali presente favorecia ao seu corpo que já era belo, iluminando cada parte de seu peito que descia e subia ofegante procurando ar para preencher os desejos que eu sabia que o mesmo queria.

Levantei-me, encarei-o perto de seu rosto sentindo sua respiração colidir com a minha.

– Os deuses me abençoaram com sua presença – seu olhar desviou-se do meu – mas temo que não seja digno de possuir esses lábios que Sura um dia beijara.

– Palavras que me honram mais do que mereço – assenti – mas que expressam que esses mesmos deuses tenham nos unido aqui.

Deixando meu coração apoderar-se de meu corpo o empurrei contra parede, senti o calor de seu peito ao tocar o meu, no ritmo os dois arfando em perfeita sincronia, voltei meus lábios aos seus a procura de sentir seu gosto novamente por entre minha boca que o consumia sem pudor. Em resposta ele me trouxe mais perto de si com sua mão que me apertavam às costas puxando-me, o calor que seu corpo exalava seu cheiro que consumia minha mente me deixando extasiado.

Sua mão desceu por minhas costas deixando rastros feitos por suas unhas que friccionavam sem pudor fazendo meu corpo entrar em frenesi, beijando-o comecei a traçar o caminho de meus lábios que mordiam seu queixo enquanto sua boca aberta soltava gemidos, passando por seu pescoço suguei cada parte que pude alternando por chupões e mordidas que atiçavam seu sexo que minha mão massageava em movimentos repetidos por baixo dos panos que o cobria.

Sugando por entre seu pescoço desci até seu peitoral ainda arfando por entre gemidos, minha língua ágil rodeava seus mamilos agora em pé de tamanha excitação, continuando o caminho suguei todo seu tórax sem pressa deixando marcas arroxeadas em seu corpo esbelto que se igualavam ao de Apolo. Arranquei com as mãos os panos que o cobriam jogando no canto da cela, seu membro agora expressava tamanho desejo que tinha, segurando sua base olhei para cima, seus olhos azuis me suplicavam sem palavras para continuar.

Coloquei sua glande em minha boca, usei a língua para estimulá-lo, em resposta o mesmo encostado na parede socou-a com força, sua boca movimentava-se em silencio, sentindo que ele gostava continuei por sua glande molhando-a descendo até a base de seu sexo. Fazendo movimentos repetidos suas mãos seguravam minha cabeça e ajudavam a fazer aquilo, seu quadril agora mexia para frente colocando todo seu membro até alcançar minha garganta, prendi o momento por alguns segundos e após não agüentar mais o retirei e busquei ar para continuar.

Sua respiração agora ofegante acompanhava a minha, em seguida puxei novamente com as mãos em suas nádegas seu quadril e adentrei em minha boca novamente, seu membro agora mais rígido do que se podia imaginar, com movimentos rápidos arranquei gemidos do loiro que balançava seu quadril fincando seu membro cada vez mais fundo em minha garganta.

Sentindo que o ápice chegaria fechei os olhos e engoli todo seu membro que explodia por entre minha boca jorrando o liquido que escorria agora por entre meus lábios e queixo.

Limpei o resto que sobrara no canto de minha boca com o tecido que arrancara de meu corpo, levantei e joguei o tecido no chão.

Observei Varro encostado na parede, com a boca aberta e respiração acelerada seu peito arfava pelo ato cometido a poucos segundos, suas pernas pareciam tremer e a qualquer momento desabar ali mesmo de tamanho êxtase.

Entendo sua situação o coloquei de bruços em minha cama, suas nádegas brilhavam a luz fraca do recinto que acompanhavam sua respiração subindo e descendo.

Sentei-me em suas costas e aproximei minha boca de seus ouvidos.

– Pelo pau do Júpiter! Os deuses abençoaram Aurélia.

Ele sorriu ainda cansado, mordisquei sua orelha e o senti tremer, sugando o suor de seu corpo eu deixava rastros com minha língua em sua nuca, descendo por suas costas saboreando seu gosto árduo.

Chegando a sua entrada passei a língua molhando-a, vi sua mão apertar o lençol e ouvi seu gemido aprovando o ato, passando novamente a língua saboreei cada parte do momento, logo após introduzindo meu dedo o senti tremer, em resposta fui com mais calma o que logo o fez substituir por gemidos de prazer, continuei com meus dedos dentro dele agora beijando sua pele. Quando senti que estava pronto, tirei.

Subi em suas costas, ainda deitado ele arfava. Introduzi minha glande em sua entrada, uma onda de choque percorreu meu corpo, os pelos de minha nuca arrepiaram-se, ele me sentia dentro de si por trás conseguia ver suor escorrendo por seu rosto, sua feição tensa foi logo substituída por um olhar de luxuria que me olhava com dificuldade virando seu rosto para trás.

Adentrando mais fundo gemi abafando o loiro que soltada outros gemidos, agora introduzindo toda a base eu sentia como se fossemos um só, seu corpo colado ao meu pelo suor, seu cheiro exalava um aroma excitante, sua pele brilhava assim como a minha que colava em suas costas e soltava a cada movimento repetido que fazia.

O prazer do ato aumentava assim como nossos gemidos e o ritmo. Puxei seus cabelos com carinho, beijei suas costas quando adentrei mais fundo deitando-se sobre ele.

Desci da cama ele se virou agora de barriga pra cima, seu membro rígido não parecia ter sido afetado pelos instantes atrás, lambi novamente sua glande fazendo ele puxar os lençóis com as mãos e gemer baixinho, coloquei meus dedos em sua boca, ele molhando com seus lábios me lançou um olhar, sem hesitar obedeci e comecei os movimentos com minha mão em seu sexo, ele se contorcia em minha cama gemendo alto. Ao ver que o mesmo chegaria ao ápice parei, sua respiração desacelerou.

Subi na cama novamente, coloquei suas pernas em meu ombro a fim de olhar em seus olhos, molhei meu dedo em meus lábios e introduzi em sua entrada, ele fechou os olhos mordendo os lábios inferiores, entendendo que aquilo o agradava introduzi mais fundo aumentando seus gemidos, pelos deuses! Como aquilo me enlouquecia.

Não agüentando mais substitui meus dedos por meu membro que foi introduzido com rapidez, senti suas paredes quentes aconchegarem-me dentro de si, sua perna balançava em meu ombro pelo movimento, enquanto ele se auto satisfazia com a mão em seu membro, fazendo movimentos freneticamente rápidos assim como eu sentia que o auge estava chegando.

Urrei quando explodi dentro do loiro, minhas pernas bambas denunciavam o liquido que escorria por entre suas pernas agora esticadas, pois ele teve o mesmo fim molhando seu peitoral que brilhava de suor.

Desmoronei ao seu lado, meu peito descia e subia assim como o seu devido à respiração acelerada, selei um beijo nele para sentir mais uma vez seu gosto, olhei em seus olhos, não conseguia expressar palavras para representar o quão importante era Varro.

...


A casa de Batiatus estava cheia, toda a alta sociedade de Cápua se encontrava no lugar onde seria sediada a festa de quinze anos do garoto Numerius, escravas dançavam majestosamente enquanto outros escravos serviam vinho e comidas de primeira mão, em um canto do grande salão mulheres e homens participavam de uma orgia que enchia os olhos dos presentes ali admirando e sorrindo ao ver os corpos esculpidos e musculosos dos homens adentrando os sedosos e delicados corpos das escravas selecionadas a dedos para satisfazer os desejos romanos.

No meio do salão encontravam-se os gladiadores em fila um ao lado do outro, a noite prometia uma luta de exibição aonde Spartacus e Crixus se enfrentariam para exibir as conquistas de seu Dominus, que organizara a noite pelo desejo na política.

– Cuidado com Crixus – Varro sussurrou ao ouvido de Spartacus ao seu lado – vejo vingança em seu olhar.

– Tomarei cuidado – ele acalmou o loiro – sinto em dizer que os dias de glória chegaram ao fim para esse gaulês.

– Palavras verdadeiras, mas não sabias Spartacus – alertou Varro – cuidado com o que fala, os deuses costumam caçoar de nossos planos.

Spartacus riu cautelosamente, mas assentiu ao conselho do outro.

– Gloriosa será essa noite – Batiatus gritou entre a multidão que se calou para escutá-lo – é uma grande honra receber Numerius que entra em minha casa como garoto e sairá como um homem, comam, bebam e divirtam-se.

Aplausos e brindes foram feitos, o garoto com vestes brancas ao lado do dono da casa fitava os gladiadores com admiração.

Todos ali presentes riam, comiam, bebiam e divertiam-se para a alegria dos donos da casa que agora bajulavam os convidados de honra.

No meio de tudo isso, a um canto da sala Numeirus bebia alegre.

– Agora você honrara como homem o nome de seu pai – Ilithyia sussurrou ao ouvido do garoto apertando com as mãos seu membro por entre suas pernas, o garoto sorriu – assim como o que te pedi.

Ela beijou seu rosto deixando-o vermelho e sorridente, afastando-se ela piscou os olhos sumindo por entre os convidados.

O garoto contente andou em direção ao seu pai que conversava com Batiatus.

– Sua espera chega ao fim garoto, vamos começar – Batiatus disse ao garoto que quase pulava de excitação.

– Essa noite a casa de Batiatus humildemente ajuda a celebrar a mais gloriosa ocasião. – Em voz alta ele calou a multidão dirigindo-se com o Magistrado e seu filho ao centro do salão – O filho do Magistrado Calavius deixa para trás as roupas de garoto e se torna um verdadeiro homem romano!

Aplausos invadiram o lugar, todos sorridentes á espera.

– Mas antes que ele vista sua toga, vamos honrá-lo com esporte e sangue! – dessa vez os aplausos foram mais fortes, obrigando Batiatus a calar-se sorridente por estar ao lado do Magistrado – Uma disputa entre presente e passado. Spartacus, o campeão de Cápua! –Spartacus de um passo a frente, olhando para trás ele sorriu para Varro que se segurou para não acompanhar a multidão que aplaudia o campeão – E Crixus! Antigo campeão, um...

– Espere. – Numerius interrompeu o discurso surpreendendo ao dono da casa – Acho que os dias de Crixus já passaram. Prefiro que Varro lute em seu lugar.

Batiatus olhou o garoto surpreso e indagado, mas logo sorriu dizendo:

–Você é o editor, jovem mestre. Suas vontades, nossas mãos – e fez uma reverencia insinuada ao garoto – Varro! Um passo á frente.

O Loiro se dirigiu à frente surpreso também, sussurrou aos ouvidos do campeão ao lado ele disse:

– Tem algo a ver com essa mudança?

– A mudança do garoto foi uma surpresa – Spastacus falou indagado.

– Parece que os deuses favorecem a nós dois agora – o loiro sorriu ao lado do campeão.

Os dois receberam espadas e escudos, amarrando em seus punhos o escudo um sorriu para o outro, aquilo para os dois era como uma brincadeira. De lado opostos os dois se preparavam seus olhos se encontraram um frio percorreu o corpo dos dois lembrando dos momentos anteriores.

– Comecem! – Numerius gritou.

Varro avançou em Spartacus que o bloqueou com o escudo chutando o peito do loiro que caiu, rapidamente e sorrindo ele se levantou agora com mais cautela avançando com golpes contra o campeão, dessa vez o moreno atacou abaixando-se, o loiro esquivou-se e brandiu a espada fazendo um pequeno corte superficial abaixo peitoral do campeão.

Os convidados aplaudiam e assistiam com entusiasmo a apresentação, Numerius só desviou seu olhar para observar Ilithyia que sorriu para o garoto.

Spartacus pegou com o dedo um pouco de sangue, colocou em sua boca sugando e sorrindo para Varro, não demorando muito o loiro avançou e foi bloqueado levando um soco na boca, recuando ele limpou a boca agora vermelha pelo sangue, o campeão aproveitando o momento atacou, o outro tentou defender-se, mas foi enganado, o campeão rapidamente se esquivou de seu escudo chutando sua perna e passando por trás dele.

A multidão gritava agora, taças levantadas esbanjavam alegria dos convidados. Spartacus segurava sua espada com a ponta entre o ombro e pescoço de Varro ajoelhado e derrotado na sua frente.

– A porra das minhas costas! – ele disse rindo olhando para cima

– Proteja-a, e da próxima vez talvez seja o vitorioso.

Entre os aplausos da multidão Batiatus voltou a falar:

– Spartacus ainda o Campeão de Cápua! – mais aplausos – E Varro, um oponente formidável. Venha Numerius. Julgue nosso guerreiro derrotado.

O garoto estendeu a mão fazendo sinal positivo com as mãos, os dois gladiadores sorriram um para, mas que logo desapareceu com a mão do garoto que mudou, ordenando a morte do derrotado sorrindo para Ilithyia que bebia uma taça de vinho sorrindo para o garoto.

Os convidados ficaram mais inquietos, o clima no salão aumentou, olhares de Batiatus cruzavam com o de sua esposa e o Magistrado.

– Desculpe Magistrado, o combinado é que seria apenas uma exibição. Não uma luta até a morte. – Batiatus falou para Calavius.

– Pai. – disse o garoto.

O homem olhou para seu filho, mudando seu rosto indagado ele ordenou:

– Numerius tomou sua decisão. Reembolsarei o custo do homem.

Batiatus sem escolha assentiu com a cabeça, Lucretia ao seu lado mantinha uma posição elegante fingindo estar calma.

– Prossiga.

Os ouvidos de Spartacus recusavam-se a ouvir tal ordem, seus olhos suplicavam sem palavras ao seu Dominus.

– Temos algum problema Batiatus? – disse o Magistrado.

– Eu disse prossiga! – Batiatus ordenou novamente ao campeão.

Mesmo assim o campeão recusava-se a tirar a vida do amigo, seus olhos agora estavam brilhando, lágrimas estavam próximas a transbordar por seu rosto. O loiro por sua vez olhava para o garoto incrédulo assim como o companheiro seus olhos cheios e brilhosos de lágrimas.

Entendendo que o campeão não obedeceria guardas avançaram no local da luta cercando os dois que ainda mantinham a posição, o loiro ajoelhado em a espada apontada perto de seu ombro pelo campeão que se recusava a obedecer. Ele olhou para cima uma lágrima desceu do rosto do amigo caindo em seu ombro.

– Não! – o campeão disse implorando ao outro.

– Eles mataram nós dois. Não há escolha.

– Há sempre uma escolha.

O loiro sorriu carinhosamente, fitando pela ultima vez os olhos do companheiro ele disse:

– Não dessa vez.

E fincou a espada em si próprio, transbordando sangue por seu corpo que acompanhava o sangue que também escorria por entre sua boca ainda sorrindo. Com o ultimo suspiro ele disse:

– Viva. Cuide da minha família. E Saiba que eu teria feito o mesmo...

Seu corpo já começava a tremer de dor, obrigado o campeão fitou os olhos azuis do companheiro ainda sorrindo e fincou mais fundo a lamina para acabar com sua dor.

Notas finais
reviews? *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!