Notas iniciais
Para Babiat, pelo primeiro comentário, fiquei muito feliz. :D -

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– Não posso te levar prima, você sabe sonserinos são proibidos – Lily me diz enquanto andamos até a saída das masmorras

– Não sei por que disso, já que nós sempre vamos a todas – respondo rindo

– Vocês vão de intrusos né! — ela diz

– Tecnicamente sim, mas a maioria das pessoas da festa nos quer lá, então, somos apenas almas caridosas fazendo a vontade do povo que se encontra sob a tirania do Snow – falo séria pra Lily que cai na gargalhada

– Só você Rose, tenho que ir, vou encontrar o Hugo, até mais tarde – ela diz quando recupera o fôlego

– Até pequena – falo pra ela me virando e caminhando no sentido contrario, não dando tempo de ver a careta que se formou em seu rosto pelo apelido.

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Havia marcado de encontrar os meninos no lago e era pra lá que eu caminhava até que meus olhos encontram a imagem da perfeição, sentado num banco do pátio ele estava incrivelmente lindo, como se fosse possível ficar melhor do que o natural, tinha os cabelos pretos e normalmente rebeldes quase domados, trajava a blusa do Iron Maiden que compramos juntos quando mamãe nos levou pra ver o show, era nossa banda trouxa preferida, com uma calça justa azul escura e um All Star preto. Quando olhei melhor seu rosto, que estava voltado para o chão, percebi que havia algo errado, parecia nervoso, mexendo sem parar com os dedos, era estranho vê-lo assim, estava sempre tão tranquilo e equilibrado.

Fui me aproximando devagar por trás e quando cheguei bem preto pus minhas mãos em seus olhos, segurei o riso e nada disse. Alvo tomou um susto logo que encostei e colocou suas mãos sobre as minhas, elas estavam quentes e levemente suadas e a sensação do seu toque fez minhas pernas tremerem de leve, ele passou suas mãos pelo meu antebraço e eu segurei a respiração para não suspirar, então virou levemente a cabeça pra trás e puxou o ar profundamente pelo nariz, logo após abriu um grande sorriso.

– Rose – ele disse tirando minhas mãos de seus olhos sem solta-las

– Que isso! Como você descobriu? — pergunto sorrindo enquanto sento ao seu lado

– Seu perfume, reconheceria em qualquer lugar- ele diz me observando atentamente, o que eu estranho um pouco

– Al, você sabe muito bem que não uso perfume – falo olhando dentro de seus olhos cor de esmeralda – E porque tá me olhando desse jeito?

– Eu sei, seu perfume é natural – ele responde e ficamos em silencio fitando um ao outro por uns 3 segundos que passam lentamente

– Eu queria te dizer algumas coisas mas... — ele diz com sua voz rouca de tão baixa

– Mas? — eu pergunto ainda o fitando e com o coração saindo pela boca.

Ele solta minha mão e vira seu rosto novamente para o chão, respira fundo três vezes antes de se virar novamente pra mim, dessa vez ele tinha um brilho mais forte nos olhos.

‒ Não sei bem, é confuso... e tem o Scorpius – ele fala quase sussurrando enquanto passa as duas mãos do rosto aos cabelos bagunçando-os

‒ O que tem o Scorpius? – pergunto já fantasiando a resposta, diante do silêncio dele, insisto – Conversa comigo Al, nunca tivemos segredos, não é?

‒ Na verdade, acho que temos um – ele fala pegando novamente na minha mão – E eu não estou mais conseguindo esconder

‒ Al, eu não sei se... – não pude terminar de falar porque ele levou seu dedo a minha boca e me calou.

Podia sentir meu coração na garganta, meu estomago parecia ter dezenas de borboletas voando pra todos os lados e meu corpo tremia, todas as partes. Alvo me fitava de tão perto, olhando a tão poucos centímetros ele parecia ainda mais perfeito, tinha um brilho tão forte nos olhos, eu podia sentir seu hálito quente, resistia pra não fechar os olhos, parecia tão certo... e então:

‒ Alvo, Rose! Estamos procurando vocês!– Ramon grita de longe

Dou um pequeno pulo no lugar com o susto pelo grito e Alvo se afasta rápido, parecendo envergonhado, eu poderia apostar que estou mais roxa que ele nesse momento.

Me viro e percebo Ramon e Scorpius caminhando em nossa direção, aceno pra eles.

Penso em dizer várias coisas, mas nada sai de minha boca, mal consigo olhar na direção do Al, percebo que ele fita o chão como se fosse muito interessante e no meio do emaranhado de pensamentos que se tornou minha cabeça o que consigo processar pra dizer é apenas:

‒ A gente não vai agir como se nada tivesse acontecido, não é? – falo sem me dar conta do quanto estou me entregando.

Junto toda minha coragem e olho em seus olhos, ele também me olha, depois do que pareceu muito tempo mas foram apenas 2 segundos, ele responde:

‒ Terminamos isso depois, sozinhos

Eu apenas aceno com a cabeça e me levanto, pego na mão dele o fazendo levantar também e caminho na direção dos meninos com ele logo atrás.

‒ O que vocês estão esperando, já são meia-noite e meia – Ramon fala emburrado

‒ Vocês estavam fazendo o que aqui? – Scorpius pergunta me olhando de forma avaliativa

‒ Nada, estava indo encontrar vocês e encontrei o Al aqui – falo sem dar importância

‒ E você Al, estamos te procurando desde cedo, onde se meteu? – ainda é Scorpius quem pergunta

‒ Andando por ai – Al responde

Scorpius já abria a boca pra falar mais alguma coisa quando eu o interrompi:

‒ Vamos parar com esse interrogatório besta, parece minha mãe – falo emburrada – Vamos logo para essa festa, antes que eu perca a paciência e acabe com a farra de todo mundo

Ramon sorri pra mim e diz:

‒ Essa é a Rose que eu gosto

Arqueio minha sobrancelha com um sorrisinho irônico e aceno levemente a cabeça pra ele, logo aperto o passo seguindo na direção do banheiro dos monitores com eles logo atrás.

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Quando entramos no banheiro quase não fomos percebidos, tinha umas quarenta cabeças espalhadas entre grupos de amigos bebendo e rindo e casais se beijando, tocava as Esquisitonas ao fundo. Haviam feito um feitiço na água da banheira que além de mudar de cor constantemente parecia dançar, além de terem bolhas de sabão coloridas de várias formas e tamanhos.

Senti algo puxando minha blusa e quando olho pra baixo vejo o que parecia ser uma bandeja de petiscos enfeitiçada, mais olho melhor e reconheço as mãozinhas que a seguram.

– Ellora! — exclamo surpresa

A pequena Elfa me avalia com seus grandes olhos bondosos e logo me reconhece

– Srta. Weasley está tão diferente, tão bonita — ela me diz.

Sorrio pra pequena criatura em agradecimento, mas não consigo conter minha curiosidade.

– Como o Snow conseguiu te trazer pra cá? — pergunto curiosa, observo a cara desgostosa da pequena Elfa quando digo o nome dele

– Não foi o Sr. Snow quem pediu pra Ellora vir até aqui, foi o Sr. Potter, amigo de Ellora quem pediu esse favor a ela, e Ellora nunca nega nada ao Sr. Potter – ela me responde

– James? Eu devia imaginar — digo mais pra mim mesma

– Aceita algumas mini abóboras recheadas com carne de dragão? Sei que são as preferidas da Srta. — ela diz colocando a bandeja perto de meu rosto, o que me faz sentir o delicioso aroma do petisco, não resisto e pego três, colocando um inteiro na boca.

– Obrigada Ellora, vou procurar James – agradeço de boca cheia, a elfa apenas acena envergonhada e sai para servir as outras pessoas.

Falo pra Ramon, que no momento era o único que ainda estava ao meu lado, que vou procurar James, pergunto se quer me acompanhar, ele resmunga qualquer coisa sobre não gostar de ficar sozinho no meio de grifinórios e não saber porque ainda vem a essas festas já que sempre abandonamos ele, eu apenas ignoro e o abraço pelo ombro o levando comigo.

Enquanto ainda procuramos por James encontramos Lily, Hugo e Anastácia Villete, uma amiga deles por quem eu poderia jurar que Hugo estava interessado, sentados numa mesa improvisada cada um com um copo do que parecia ser Hidromel. Não me contive e fui em direção a eles.

– E ai leãozinhos do mal – comprimento com meu sorriso de lado – Isso é Hidromel? — pergunto ao mesmo tempo em que pego o copo da mão do Hugo e viro de uma vez — Com certeza é Hidromel – respondo minha própria pergunta

– Sai Rose! Esse copo é meu, arranja um pra você – Hugo fala indignado pegando o copo da minha mão

Serrando os olhos sorrio meu sorriso mais perverso.

– Não afronte sua irmã mais velha, lindinho – falo enquanto bagunço seus cabelos – ou eu conto para o papai que o filhinho grifinório perfeito dele está numa festa ilegal tomando bebida contrabandeada.

– Eu nem queria vir, elas quase me obrigaram – ele fala meio envergonhado

– Sei bem que você não gosta de diversão Hugo, é certinho demais – falo desdenhando

Ele fica vermelho instantaneamente, só não sei dizer se de vergonha ou de raiva, Anastácia segura a risada enquanto Lily solta a sua bem sonora.

– Parece que ouço uma Hiena rindo – Ramon fala ao meu lado implicando com Lily que emburra na mesma hora

– Ninguém perguntou sua opinião Zabine – ela fala com desdém, dando ênfase ao sobrenome

– Foi só um comentário e eu não citei seu nome cenourinha, mas como diz Rose, se a carapuça serviu... – ele diz levantando os braços como em sinal de rendição

Lily ri da expressão trouxa e responde sorrindo:

– Quero ver a cara do seu pai quando o ver utilizando expressões trouxas – Ela fala alargando ainda mais o sorriso – Vai te deserdar

– Eu faço o que bem entender, ele não manda em mim – Ramon responde alto e com raiva, falar sobre seu pai sempre o tira do sério

– Ah, é claro que não manda, você não foi pro natal na Toca porque não quis né, sei... — Lily responde cheia de ironia

Assistir Ramon e Lily discutindo geralmente é divertido, mas não numa festa. Paro de prestar atenção neles e passo os olhos pelo banheiro tentando visualizar James, logo o encontro sentado na beirada da banheira com uma garota em seu colo enquanto conversa com o Snow, que estava dentro da banheira.

– Já que você encontrou seu amor pra lhe fazer companhia Monzinho, vou indo... – digo sorrindo enquanto Lily e Ramon se viram pra mim cheios de raiva

Eles gritam qualquer coisa que eu faço questão de não ouvir e saio andando em direção à banheira, James me vê indo em sua direção e de forma nada delicada tira a menina de seu colo e sobe na beirada da banheira com os braços abertos e um largo sorriso

– O que é uma festa em Hogwarts sem Rose Weasley? — ele quase grita, me fazendo rir também – Já estava achando que não vinha, estava aqui justamente falando pro Chess que se você não aparecesse em dez minutos eu ia acabar com essa festa

Chego até ele e o abraço forte, estilo vovó Molly

– Até parece James, também não é assim – falo enquanto ele me beija nas bochechas com vontade

– Claro que é, a sonserina mais perfeita que esse mundo já viu, pena que é minha prima – ele responde galante

– O que você tá bebendo James? — pergunto desconfiada pelos elogios – Tem Firewhisky aqui?

Ele solta uma risada sonora com a minha pergunta e balança a cabeça negando.

– Desculpe priminha, a única bebida bruxa que consegui foi o Hidromel – ele fala fazendo uma cara de triste que me pareceu muito falsa – Mas, temos o nosso querido amigo Chess – ele completa apontando o amigo a frente dele que eu ainda não tinha cumprimentado.

– Snow – falo acenando com a cabeça

– Weasley – ele responde da mesma forma

– Essa Hostilidade de vocês me inspira – James observa

– E o que ele tem a ver com Firewhisky? — pergunto

– Nada – ele responde acendendo um cigarro – Eu quis dizer que nosso amigo Chess trouce algo melhor que isso, algo muito mais forte, acho que nem você deve ter ouvido falar querida Rose

Pego o cigarro da mão dele e trago fazendo cara de descrença.

– É mesmo? — sopro a fumaça em sua cara – E qual será a próxima droga trouxa que vamos provar?

– Sabia que não iria resistir Weasley – foi o Snow quem me respondeu

– Steinhagen, os trouxas costumam tomar misturado com cerveja comum, mas eu provei com a amanteigada e é perfeito – James fala empolgado

– E onde está que eu não estou vendo copo na mão de nenhum dos dois?

Snow acena com a varinha e aparece uma pequena bandeja oval de prata flutuando a nossa frente, com uma garrafa desconhecida, outra de cerveja amanteigada e três canecas já cheias. Cada um de nós pegou uma caneca e como se estivesse ensaiado, encostamos as três canecas e levamos a boca tomando metade de uma só vez.

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Do outro lado da festa Alvo e Scorpius conversavam com as loiras gêmeas Lara e Lorena, desde que ficaram com elas, há uns meses, as barbies não desgrudam mais, elas eram realmente lindas, mas não conseguiam formar nem uma simples frase coerente. Alvo não parecia muito feliz, mas aguentava a menina pelo amigo, Scorpius ainda estava afim da Lara.

‒ O que você tem Alvinho? – Lorena pergunta dengosa fazendo carinho no rosto do menino

Ele estava sentado num banquinho alto e ela apoiada nele, quase em seu colo, a única diferença para Scorpius e Lara era que a menina estava realmente sentada no colo do seu amigo.

‒ É cara, o que você tem? – Scorpius completa – Fica ai todo apático

‒ Apático? — Alvo provoca o amigo – Ao menos sabe o que significa?

‒ Não exatamente – Scorp responde rindo – Mas eu usei certo não foi? O importante é o contexto

Alvo acena afirmando e ri com a resposta do amigo.

‒ Mas então cara, o que ouve? – Scorpius insiste

‒ Nada, só não estou muito a fim de festa hoje – Alvo responde

‒ Acho que posso deixar as bonecas sozinhas um pouco para beber com meu amigo — Scorp diz sorrindo galante para as garotas – Claro que não demoraremos a voltar para vocês, meninas – ele completa

As duas sorriem para ele, que puxa Lara e a beija com vontade. Lorena tenta se aproximar de Alvo que desvia o rosto e a beija na bochecha.

‒ Nos vemos depois – Alvo diz a Lorena

‒ Não demore – ela pede

Alvo afirma com a cabeça e puxa Scorpius pelo braço, ainda durante o beijo, e sai se enfiando no meio das pessoas a fim de não deixa-las ver pra onde vão.

Encontram Ramon no bar improvisado bebendo e falando sozinho. Alvo retém a pergunta do que aconteceu quando vê uma Lily vermelha e raivosa passar por ele vindo da mesma direção onde se encontra o amigo. Scorpius parece não ter visto Ramon.

‒ Ei Lily, o que houve? – é Scorpius quem pergunta enquanto segura no braço da menina

‒ Houve o péssimo gosto de vocês pra amigos – ela responde raivosa enquanto puxa o braço e sai rápido demais para que Scorpius pudesse dizer alguma coisa

‒ Foi o Ramon cara – Alvo fala apontando para o bar

Scorpius nega com a cabeça e caminha com Alvo em direção ao amigo que virava um copo de Hidromel no bar.

‒ Mulheres não é – Scorpius diz dando tapinhas no ombro do amigo

‒ Que mulheres cara, meu problema é aquele dragão raivoso de sete cabeças que é a Lily — ele fala gesticulando – Não se compara com outras mulheres

‒ Está falando da minha irmã, mais respeito – Alvo diz emburrado

‒ Vocês sabem que se amam só não aceitam – Scorpius informa sabiamente – Mas não vamos entrar nesse assunto – ele diz antes que Ramon rebata

‒ Estamos numa festa, vamos beber – Alvo diz e então levanta o copo e vira de uma vez.

Alene havia ido buscar um drink quando viu Scorpius rindo e conversando com seus amigos, tomou mais um gole, juntou toda sua coragem e resolveu que era hora de mostrar ser digna da Grifinória, puxou Joan pelo braço e foi na direção do amado.

Ela chegou muito próxima a eles, mas não teve coragem de falar, Joan sussurrava em seu ouvido para ela se aproximar quando Scorpius olhou na direção delas.

‒ Oi meninas!- ele cumprimenta sorrindo – Alene e Joan, não são? – ele pergunta

Alene fica sem fala, não consegue acreditar que ele esta falando com ela. Joan percebe o estado da amiga e responde pelas duas:

‒ Somos sim – Joan responde estendendo a mão para eles

A amiga repete o movimento lentamente, Alvo e Ramon apertam as mãos das garotas. Scorpius quando segura a mão de Joan dá um pequeno beijo na parte de cima, a menina ri. Quando ele encosta suavemente na mão de Alene, a puxa com carinho para perto dele, de um jeito que eles quase se abraçam e então beija de leve a face da menina.

Alvo assistia a cena com uma careta ao lado de Ramon, que bebia mais.

‒ Já chega do romantismo barato do Scorpius para mim hoje – ele diz com cara de poucos amigos – Vou procurar a Rose, você vem? – pergunta para Ramon

‒ Vou ficar por aqui e ver se sobra uma para mim – Ramon responde apontando para Joan

Alvo acena e sai em direção a banheira.

Notas finais
Eu gostei desse capítulo. Vocês Gostaram?