Blood At Her Hands
1 Capítulo 1 - The Beginning
Notas iniciais
Seguiu-a cegamente sem prestar o mínimo de atenção ao caminho o qual estava tomando, queria alcançá-la, tomá-la em seus braços e acabar com a tortura que ela havia imposto desde o começo da noite. E quando o fizesse, ah... Seria delicioso para ambos os lados. Enquanto corria, rindo das palavras desconexas que ela soltava sem fôlego devido à fuga e às risadas, sua mente era tomada por pensamentos impuros e que não deveriam ser ditos em voz alta nem se estivesse completamente só. Alguns considerariam as palavras, frases, imagens que se formavam no fundo de sua mente, completamente sujas — céus, até mesmo ele as considerava -, mas estava adorando toda aquela expectativa antes de chegar ao, por assim dizer, ponto final. Ele sempre adorou jogos, provocações e perseguições eróticas, e quando descobriu que ela também gostava de tudo isso, tornou ainda mais fácil o trabalho.
Assim que atingiu a parte mais escura e afastada do bosque, puxou o punhal brilhante de um lugar escondido em sua bota e nem ao menos esperou-o dizer uma palavra, cravou o seu companheiro de caça no ponto onde tinha certeza de que ele não escaparia da morte. Esperou vários minutos, até que a perda de sangue do rapaz fosse suficiente para parar as batidas de seu coração. Observou enquanto sua jugular espirrava o tão precioso sangue vermelho e quente. Examinou-o de mais perto, para ter certeza de que estava morto, e suspirou pesadamente, deixando o local.
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E no final de mais um dia de trabalho, sentia-se cansado, tanto física quanto mentalmente. Todo dia, novos relatos de crimes, agressões e outros casos de grande porte chegavam ao prédio da Scotland Yard, mais especificamente, à mesa de Brian Haner. Sempre que sua equipe encontrava o culpado por algum crime, era tomado por um alívio enorme que o preenchia por inteiro, mas que ia embora quando se via frente a um novo caso. Todos sabiam o quão cansativo era aquele cargo, mas ele adorava o que fazia — apesar de todo o estresse. Levantou-se, vestindo o paletó e pegando as chaves, pronto para aconchegar-se no conforto de sua casa. Caminhou até o elevador, sem a mínima pressa de chegar até seu carro, sabendo que as ruas estariam repletas de pessoas em busca de badalação para mais uma madrugada de sexta-feira. Sentia falta de sair para se divertir, sem ter hora pra voltar, sem preocupações, deveres... Sentia falta da pessoa que era, seis anos atrás. Sentia falta dela.
Abriu a porta de seu apartamento e deu boas-vindas à conhecida solidão que o assolava. Largou o paletó no sofá e as chaves na mesinha do telefone, afrouxando o nó da gravata e caminhando em direção ao quarto. A luz da lua que atravessava a única e enorme parede de vidro, lançava sombras esquisitas no chão e nas paredes, tornando o cômodo algo próximo a fantasmagórico; mas Brian não se assustava... Nem ao menos percebia. Tomou um banho rápido, e abriu uma das portas do enorme guarda-roupa, buscando uma boxer limpa. Vestiu-se, e antes que pudesse pensar em fazer mais alguma coisa, deparou-se com algo que não se lembrava de ter deixado ali. Pegou o retângulo de papel em mãos e observou atentamente cada traço da cena retratada ali. Lembrava-se dela como se tivesse ocorrido no dia anterior.
Jogou-se na cama e encarou o teto. Todas aquelas lembranças lhe atingindo com a força de um furacão. Parecia que tudo aquilo estava varrendo sua mente e levando qualquer outra coisa que não fosse ela para longe. Sentia-se indignado consigo mesmo e com o resto do universo; por que, em seis anos, não conseguira superá-la? Por que continuava querendo voltar no tempo, para tê-la, nem que fosse por uma vez? Ele queria de volta sua vida calma e todo aquele tempo em que não se importava, pois agora, era difícil deixar pra lá. Ele queria de volta seu irmão, pois ele em seu lugar, saberia o que fazer. Ele a queria de volta.
"Amor é auto-destrutivo", foi seu último pensamento antes de cair na inconsciência do sono, com aquela foto ao seu lado.
Suas gargalhadas tomavam conta do parque. Riam e brincavam como se nada pudesse os atingir, como se nada importasse, só... A companhia. Parecia-lhes que o mundo fora feito só para eles, e com todo aquele amor, bem que poderia ser assim; porque apenas isso, poderia preencher o mundo inteiro. Todos diziam que eles viviam em seu próprio universo, todos apoiavam aquele casal. E esse era um dos motivos de tanta felicidade de ambas as partes.
O rapaz sujou o nariz da menina com calda de sorvete e ela fez uma careta furiosa.
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— Chefe, a coisa tá feia.
E com essa frase, tudo começou a ficar pior do que um dia, alguém pôde imaginar.
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