Blood And Destiny
4 A Festa - O Fim
Notas iniciais
POV'S BRANDON
Eu não acreditava hoje não era meu dia mesmo,uma burrada atrás da outra. Primeiro Mitz me beija e eu não faço nada pra impedir,depois não faço nada pra me desculpar e tentar explicar com minha namorada...ou ex,eu sei lá!Segundo:também não faço nada pra a impedir de fazer eu pagar o maior vexame da minha vida. E terceiro e o mais importando:vejo Kathy ir pra floresta sozinha e invés de tentar atraí-la pra perto de um monte de pessoas onde estaria mais segura,NÃO!!!eu simplesmente a sigo e esqueço de tudo que me foi ensinado só pra tentar em desculpar com ela. Eu sou um belo de um IDIOTA!!!
E agora estávamos nós dois ali,prestes a morrer,Kathy já estava inconsciente e eu todo machucado e não podia fazer nada pra impedir...mas não eu não iria deixar que a garota a quem eu amo morresse,não hoje não agora.
Me levantei com dificuldade e mirei no vampiro que estava em cima dela e atirei. O tiro passou no ombro dele,ele gemeu de dor e foi pra cima de mim. Na verdade os dois estavam vindo,pensando rápido,muito rápido atirei em ambos e consegui derruba-los tempo suficiente pra atirar bem no coração...e era bala de prata com verbena então eles morreram rapidinho. Depois olhei no bolso deles e um havia uma arma no bolso,fiz com que o vampiro que estava com ela pegasse na arma e depois eu peguei nela,e em seguida a joguei ali perto. Isso iria dar um bom álibi...mas não era hora de eu pensar nisso. Tinha que ajudar Kathy
Olhando pra ela,ela ainda estava inconsciente e com um belo machucado no rosto,perfeito,minha vida é perfeita. Pegando a no colo,corri pra floresta e quando pessoas aos poucos começaram a surgir eu simplesmente comecei a gritar por ajuda. Pessoas se reuniram ao nosso redor e começaram a perguntar o que aconteceu,não dei muita importância pra isso,eu precisava ajuda-la,e rápido. Quem sabe aquele vampiro que a mordeu não fosse um sangue puro?E se fosse eu estaria em sérios problemas...mas não era hora de pensar nisso.
Achando Lizzy e Mary elas me ajudaram a coloca-la no meu carro,e seguiram no carro de Kathy, que era como elas tinham vindo. Várias outras pessoas nos seguiram,mas não liguei.No carro, escondi a arma em um esconderijo secreto que havia lá e rumei pro hospital.
Chegando na emergência eles logam a pegaram de mim e a levaram pelo corredor do hospital,me impediram de ir com ela e me seguraram lá.
Pouco tempo depois de a levarem Lizzy,Mary,e Marcos,namorado de Mary,entraram. Lizzy,como sempre foi a primeira a falar.
–E aí?Ela tá bem?
Eu estava sentado em um dos bancos de espera com a cabeça baixa,e não levantei pra responde-la.
–Eu não sei.
–O que aconteceu,cara?-dessa vez foi Marcos que perguntou.
–Nós estávamos conversando,na floresta,eu tava tentando me desculpar e explicar o que aconteceu, mas aí apareceram três caras doidos que atacaram a gente do nada.Por um tempo nós conseguimos nos defender...eu acabei batendo a cabeça e...quando levantei pra olhar onde estava Kathy,se ela estava bem...eu vi que ela tava inconsciente...depois eu vi eles surgirem com uma arma,mas eu consegui pegar ela deles e acabei atirando...nos dois...eu nem sei se estão lá ainda...
Eu falei,pausadamente e baixo,eu tinha que parecer estar em choque e isso não era difícil.
Ficamos lá por horas esperando eles virem nos darem noticia. O pai de Kathy chegou 15 minutos depois de termos chegado lá. Mary havia ligado pra ele.
Uma enfermeira veio e cuidou de uns machucados no rosto. Quando uns policiais chegaram,me fizeram um monte de perguntas,mas eu respondi a ela com muita calma. E falei exatamente,e um pouquinho a mais o que havia falado pros meus amigos. Por sorte eles não desconfiaram de nada,e eu sabia mentir muito bem...fui treinado pra isso. Há,e a proposito eu sou um Hunter,um caçador de feras,de bestas.
Algumas horas depois...
–Senhores-disse o médico entrando na sala.
–Doutor,e minha filha?Ela está bem?
–Você é o pai?
–Sim,senhor.
–Bom,senhor Pierce,nós tivemos que fazer uma pequena cirurgia pois ela acabou levando uma bala no ombro e ela está cheia de contusões,arranhões e alguns cortes,que tivemos que dar ponto. Ela também perdeu muito sangue e parece que bateu na cabeça. Nós vamos observa-lá e vamos ver o que seguirá.
–Mas ela esta bem?-perguntou uma mulher loira que sempre esteve ao lado do sr.Pirce e que eu já havia visto antes...a sim,na escola. Essa deve ser a tal de Sarah. Apesar de ser só a namorada,e não ter nem uma semana que se conhecem,ela estava preocupada e dava pra ver isso em seus olhos.
–Sim,por hora ela está bem.
–Obrigada.
–Precisando é só chamar.-ele disse depois se retirou. Pude sentir uma atmosfera de alivio e tensão noar,tudo ao mesmo tempo. Todos aqui amavam muito a Kathy...e eu era o responsável de tudo isso estar acontecendo. Eu sou mesmo um IDIOTA!
Algumas Horas Depois...
Ficamos horas lá esperando mais noticias dela,esperando que ele nos liberasse pra vê-la. Mas ele não nos liberou. Disse que ela estava em observação e que não poderia ser incomodada.
Ela ficou em coma...O médico disse que o coma foi ela mesmo que o induziu o coma,ele disse que ela o fez pra se proteger de alguma coisa,alguma coisa que ela viu ou sentiu que a traumatizou muito e ela preferiu fazer isso. Pra se proteger ela preferiu fazer isso,e vai ficar assim até ela se sentir segura.
Nó só conseguimos vê-la no dia seguinte,ou seja na segunda. E eu tinha aula e eu tenho certeza que ninguém ia me deixar faltar pra ficar lá com ela.
No dia Seguinte
Eu,contra a minha vontade,fui pra escola,e todos só comentavam sobre o acidente...e isso estava me tirando dos nervos.
Graças a Deus,o nosso treinador me liberou do treino pra ir ver a Kathy e me mandou cuidar bem dela. Eu sorri e concordei,é claro que eu ia fazer isso,não precisava nem me pedir uma coisa dessas.
Comprei flores pra ela,tulipas e lírios que eram as suas preferidas.
Chegando lá o pai dela ainda estava lá,estava no quarto com ela e com a mesma roupa,e parecia nem ter dormido. Já Sarah,parecia que não havia dormido mas que tinha tacado muita maquiagem no rosto,mas era quase imperceptível. Eu percebi pois eu to acostumado com a maquiagem de Kathy desde que ela sismou que queria parecer gente grande,e que pra isso precisava da maquiagem e de roupas diferentes. Isso aconteceu quando tínhamos 13 anos. Revirei os olhos e sorri com a lembrança .
Sarah,depois que eu cheguei consegui depois de muita insistência minha e dela,pra ele ir pra casa e descansar um pouco,tomar um banho e comer alguma coisa.
Eu fiquei a tarde toda,sai poucas vezes só pra ir ao banheiro e comprar alguma coisa pra comer. Mas ou menos as 4 hrs da tarde Sarah me ligou e disse que tinha conseguido fazer ele dormir e que ele iria ficar um tempo lá. Ele estava muito cansado. Eu disse que não tinha problema e que eu ficaria lá quanto tempo eu pudesse e até mais.
…
Era umas 9:30 da noite,eu estava no quarto com Sarah,escutando musica e lendo pra ela seu livro de romance preferido Orgulho e Preconceito,o médico disse que seria bom escutar coisas que ela gostava pra faze-la voltar.
Eu estava me agarrando a qualquer esperança que me levasse meus pensamentos,ao pior caminho que meus pensamentos podiam me levar.
–Você sabe o que ela vai se transformar,não é,Caçador?
Me levantei da cadeira e deixei o livro cair no chão. De dentro de minha blusa tirei a minha arma e apontei pro vampiro que havia entrado pela janela. Era um vampiro com a aparência de ter uns 40 e poucos anos...mas que tinha muita experiencia,isso ele demonstrava somente em seu olhar.
–O que quer,vampiro?
–Você é bastante corajoso não é?Pra apontar a arma pra mim...não sabe quem eu sou.?
–É claro que não. Por que iria conhecer um mero vampiro?
Ele riu,como se eu tivesse falando alguma idiotice.
–Por que eu sou um dos vampiros mais poderosos do mundo,e...
–E eu não estou nem aí.-completei sua sentença,mesmo sabendo que não era isso que ele iria falar. Mas eu senti uma vontade imensa de rir,mas me controlei.
O vampiro ascendeu seus olhos pra mim,e eu engatilhei a arma. E sorri:
–Não dou a minima-respondi.
Ele apagou os olhos,e os fechou por um instante como se estivesse chamando por controle. Depois os abriu e me deu um sorriso,enquanto se dirigia a cama dela. Eu não abaixei a arma.
–Eu só vim aqui pra cuidar da sua amiga.
–Kathy?
Ele parou de andar e me olhou levantando uma sobrancelha.
–Esse é o nome dela?Não,acredito que é um apelido. Qual é o nome dela,filho?
Pensei um pouco antes de responde-lo,será que era o certo a fazer?Será que está aqui mesmo para ajuda-lá?
–Katherine...
Ele chegou perto de sua cama, passou a mão no rosto dela e depois murmurou:
–Um nome tão forte,para uma garota forte,inteligente...e linda. Isso são qualidades que não posso negar.
–O que quer aqui?-perguntei de novo.
–Já disse vim ajuda-lá. Meus homens estavam perseguindo aqueles vampiros,mas infelizmente vocês chegaram primeiro...Diga-me:Ela não é uma caçadora,é?Meus homens viram ela lutando,e conseguindo bater e fugir deles. Mas não se parece com uma.
–Não,eu a ensinei...para protege-la já que eu sou um caçador...eu queria protege-la. E esse foi um modo de que encontrei.-dei uma risada seca,ao me lembrar dela no inicio...ela apanhava tanto. Agora é a melhor aluna de qualquer tipo de luta que conhecemos.
–Qual é a graça?-ele perguntou,não parecia feliz,pelo fato de eu estar rindo. Dei de ombros e resolvi falar,por alguma razão estava me sentindo a vontade com ele...mas não era por isso que eu iria abaixar a arma.
–Eu que a convenci a fazer aulas de artes marciais,e aula de defesa quando tínhamos 8 ou nove anos. Ela disse que não,mas ela não gosta de ser contrariada e nem desafiada...tem o pavio curto,e eu usei isso pra convence-lá a fazer...ela sempre quis ser a melhor,e hoje ela é,e sempre vai ser...Acredito que independente de qual lugar ela estiver na escola ou em um trabalho,ela sempre vai ser a melhor...se não for vai arranjar um jeito pra conseguir ser. E eu não duvido que ela consegue.-ri de novo.-Quando ela coloca algo na cabeça não sai até conseguir.
–Então ela tem personalidade forte?!-foi meio uma pergunta,meio uma confirmação. Concordei com a cabeça.
Ele ficou em silêncio por um tempo,mas quando voltou a falar sua voz era doce e ao mesmo tempo assustadora.
–Ela vai se sair bem então.
–Bem no que?-perguntei já desconfiado.
–No mundo dos vampiros.
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