O vento uivava e soprava em meu cabelo, previa a tempestade. Nuvens se formavam acima da montanha, a chuva viria em breve. Resultando a brincadeira, o sinal do intervalo já teria acabado e provavelmente Coraline, Marry e Jesse estariam atrás de mim. Sorri ao lembrar o nome de meus amigos. Era estranho dizer amigos em forma atual. Era como Lebre ter atual amizade com uma raposa. Algo impossível. Mas para mim era possível. Era possível de entender o vinculo entre humanos. Eu somente não acreditava nesses sentimentos, eles poderiam até existir, mas não podem fluir em mim. O Medo é a sensação de que tudo vai dar errado, não é um sentimento. Entre eles, só existe um que eu não acredito, que não suporto, que me repugna a cada segundo. O amor. Não existe pior fraqueza que essa.
Cheguei no final das arvores e me sentei no banco em frente a Academy, Esperaria o pessoal sair. Era semana de provas, então todos precisavam de mim. Desde que me tornei o que sou, o vazio de minha mente trabalha sozinho, é fácil pensar, adquirir informações. é fácil mexer em suas mentes. O sinal da ultima aula soou forte pelas entradas da Academy. Sentia os pensamentos pulsarem de cada cabeça. ódio, brigas em frente ao corredor da Escola. O Sentimento de prazer em duas mentes me fizeram sorrir. Estavam os dois escondidos na sala vaga. Era uma sala desabilitada por problemas de ratos que deram no telhado a alguns meses atrás, mas os dois não ligavam para isso. Eu sentia dó da garota. Ela transava com ele ferozmente, os dois estavam em sintonia mas seus motivos eram distintos. Ela, transava por amor, ou somente achava que era amor, ele somente relacionava sua namorada ao prazer. O sentimento prevalecia igualmente humanitário, nos dois, o animal irracional estava ali, mas ela queria acreditar que era mais. Meus focos se desviaram.

- Scarlet ! Onde você se enfiou? — O menino de cabelos semi liso me chamou — Você perdeu uma aula inteira de calorimetria. — eu teria que me explicar.

Jesse se tornara meu amigo desde que entrei na academy. Eu via em sua mente não uma busca harmoniosa de prazer, mas a busca sedenta por me tocar, ele começara a gostar de mim. Não por amor, mas por um sentimento selvagem atraido por mim. Minha pele esbranquiçada trazia em qualquer humano do sexo oposto a agressiva idéia de me tocar, meus olhos azuis céu chamavam como fogo ardente na pólvora, A sensualidade de meu corpo, tudo. Faziam ele gostar de mim. Assim como a grande maioria da sala de aula masculina. Queriam meu beijo, queriam meu corpo, me queriam. Mas o medo de seu sangue não os deixava falar. Novamente, o prazer harmonioso se equivalendo ao amor.

- Eu estava por ai, sabe, eu já sei química. — Marry e Cora se aproximaram.
- Você sabe de tudo menina, sempre tudo – Cora se sentou do meu lado.
- Na verdade você me dá medo – Marry falou verdadeiramente. Ri com a palavra dela, todos olharam e riram também, mal sabiam que deveriam se sentir assim.
- Você está no caminho certo
- Para de suspense e me diz o que você estava fazendo !
- Nada, eu ja disse. Estava matando por ai se é o que quer saber — eles riram. verdadeiramente, eles sempre riem com a verdade.

Eu sentia o ciúmes fluir no sangue de Jesse, da mesma forma que Marry e Cora se sentiam assustada com algo que deveria acontecer. O jeito que sua cabeça fervia me convidava a entrar em seus pensamentos, assim o fiz. 'Scott. Tão misterioso, Scarlet, minha misteriosa. O que eles estavam fazendo juntos. E porque ele não para de olhar?' Sai dos pensamentos e olhei para trás. Em meio as árvores que eu saira, ele me olhava e olhava da mesma forma que o abandonei na floresta.

- jesse — gritei — eu não sai com o Scott, se é o que estava pensando.
- sei. Quando vamos à praia. Você nem ele vão. a escola inteira comparece e vocês dois nunca estão.
- Eu não posso ficar exposta ao sol. olhe a tonalidade da minha pele ! E ele deve ter o mesmo problema que eu, ele também é meramente branco.
- faz sentido Jesse — agradeci por ela me defender
- mas e as festas à noite, eles sempre saem antes de acabar. é meia noite, e somente vocês — ele entonou a voz — vão embora.
- Não esquecendo o Jeito que ele olha para você, é de causar arrepios — Marry era a menina mais inocente que eu conheci na região. Vivia sempre lendo livros.

Eu não respondi, tentei me acalmar e olhei para Jesse. Eu entendia o ataque de ciúmes dele. Eu conhecia esse sentimento, antes de me transformar. Desde aquele dia, eu entendi o que eram sentimentos verdadeiros, e ciúmes por um 'amor' não era a verdade. Mas contar a ele isso, seria como atirar em meus pés; Meus pensamentos foram cortados com a voz do garoto

- Olha Scar, eu confio em você, mas tudo que acontece aponta para vocês juntos. Me prova que não está saindo com ele.
- Eu tenho repugnância dele .. ou fale com ele !
- Não, é menos confiável ainda. Eu sei como você pode provar.. — A mente dele criava uma idéia maligna. 'vocêvai ter que ir na festa, vai' .
— Antes que queira falar, eunãovouafestadaprimavera — falei rapida e alta.
— Não sei como adivinhou. mas é isso mesmo, e você vai.

as meninas me olharam. Sabia que eu não aceitava desafios. Assim como Helena, Jesse me desafiara a fazer algo que não queria. Mas eu me senti por vencida, não iria magoar o unico amigo que tinha masculino, que tem coragem de tocar em mim sem que tente me beijar.

Senti uma pontada de raiva subir sobre mim. Da mesma forma de gostava de Jesse, o odiava por isso. Ele me encarava como perigo. Mas era seduzido por uma vontade inexplicável. Me odiava por isso. Ficamos conversando por algum tempo ali e Cora me pediu ajuda com Química. Seria tão mais fácil coloca-la em sono profundo. Mas não queria um exercito de mim. Gostava de ser unica.
Meu desejo egoísta era um dos assuntos prediletos por Scott. Parei. Scott, porque sempre estava em minha mente. Sempre me perseguia. Não entendia os motivos do garoto. Não entendia o porque estava aqui. Scott caçava fora da cidade. Suas vitimas vinham da cidade da praia ao lado, a que todos iam quando tinha feriado. Eu sabia sobre isso pois o via saindo de lá. A maioria de suas vitimas eram prostitutas. Seal Land, a cidade que ele vivia a matar, tinha o maior número de mortes femininas. E somente prostitutas. Antigamente, Seal Land era o ponto de mulheres a dar o corpo por prazer, por isso, a morte numerosa antigamente não tinha sido catalogada. Mas de uns meses para cá, Scott começara a caçar mais freqüentemente, ia por mais tempo a Seal e também começaram novas investigações lá. Scott era mais assassino que eu. Disso eu sabia. Mas ele não rebuscava prazer em suas mulheres pois em testes que fizeram nas vitimas, elas tinham sido estupradas, somente mortas por algo que não entendiam. Nao era envenenamento, tiro, nada. Eu sabia que era. Era a ação de um vampiro, e o vampiro que eu mais odiava. Scott.

Eu me levantei e sorri para meus amigos, Prometi a Cora que estudaria com ela antes que chegasse a prova. Marry olhou para mim triste. Infelizmente eu sabia o que ela pensava. Sua atração por Jesse a levara sentir ciúmes de mim. Eu sentia pena dela, mas nossa amizade era grande. Os sentimentos por vampiros são únicos. Amor, ou ódio. Não existe uma razão ali no meio que o faça não ligar a minha presença. Normalmente, a atração vem da parte de sexo oposto, tudo o convém a trazer a mim. E a inveja, a obsessão de ter o que eu tenho por ser do mesmo sexo, faz a mulher me odiar a cada dia mais. Marry era isolada antes de eu vir para o colégio. Foi estranho como falei com ela. Sempre por ser inocente, era a mais usada por Helena e sua tropa de gloss. A primeira vez que entrei nesse colégio como aluna, Helena se fixou em mim. a inveja e ódio que corriam em suas veias era diretamente ligada por chamar mais atenção do que uma 'novata' deveria. Mas seria assim. Esse ódio era natural. Marry estava em frente ao seu armário número cento e onze quando Helena chegou chamando a atenção de todos. Ela pedira a Marry que fizesse seu trabalho de biologia molecular, e eu sem alimentação me virei para ver a cena, saboreando o cheiro de ódio e medo que ficavam em seu lugar. Marry era inocente, e meus intintos falam mais alto. Entrei no meio das duas e sorri maliciosamente para Helena.

- Seu cérebro caiu para que não faça o trabalho sozinha ou somente está com medo de perder a vaga de popular? – falei me aproximando dela
- Quem você pensa que é para falar assim comigo?
Me: alguém que você nunca — disse alto — vai querer mexer.

Eu teria acabado com ela se a diretora não chegasse a tempo. Me lembrava da cena sorrindo, infelizmente, Helena não ligava para o que eu dizia naquela epoca, não ligava. Olhei para frente. Enquanto lembrava, já estava próximo a minha casa. sorri quando olhei.

Eu gostava da minha casa. Embora não passasse meu tempo lá. Minha moradia foi uma casa de caçadores antigamente. Lembrava-me minha infância. Quando assistia Desenhos animados, as casas dos caçadores eram assim. Ela cheirava a madeira, mas de uma forma agradável. Eu havia reformado a casa com o que pude. Agora, parecia uma casa normal, uma de visitas, ou uma casa onde se aluga para passar um tempo na lua de mel. Entrei em casa com um suspiro. Não havia nada bagunçado, minha cama se tornava intacta. afinal. eu não dormia. somente descansava a mente. Não precisava dormir. Meu corpo já trabalhava sozinho era único. Minhas veias fluiam de veneno, meu coração não precisava bater. Me sentei no sofá. Normalmente, eu somente via o que tinha e saia para fazer algo mas desdes os acontecimentos em Seal, me sentia estranha com a policia tão perto. Mortes de Homens em Raven Land também eram freqüentes. e a Policia não podia vir aqui. O noticiário era o de sempre. Mortes, mortes e mortes. Não entendo as ações humanas. Mulheres em seus desfiles dizendo quero a paz mundial, ou algo ecológico. Mas eles passavam na mente de cada pessoa o mal, o que o mundo trazia. Humanos se tornavam repugnantes de vez em quando, essse é um dos motivos além do prazer de caça-los. A diversão, o prazer, e a exterminação. Ouvi um bater na porta. Mas pela sensação do meu sangue, eu já sabia quem era.

Não atendi a porta. Ele sabia que não era bem vindo. Não o convidaria a entrar. Ele continuara a bater suavemente na porta. O intervalo de tempo entre uma batida e outra o trazia de um filme de terror. Ele continuou a bater na porta. O tempo não importava, os segundos para mim não eram nada. Fechei os olhos e respirei fundo, contava mentalmente as batidas de meu dedo na poltrona, como criança contava os segundos depois de um raio até o trovão. Ele ainda contuinuava a bater na porta. Abri meus olhos furiosamente. O que aquele vampiro queria? A batida parou. Fui até a porta e a abri. Não havia Scott ali . Olhei para os lados como uma coruja focando tudo que podia, somente via as arvores e as montanhas. Corvos voavam em direção ao sul indo na mesma direção que o vento. a chuva estava para chegar. Mesmo sem Scott, sentia o odor dele por debaixo de mim, foi quando vi um papel branco envelhecido e uma rosa negra. O abri ' Scarlet. Você precisa ser mais educada donzela. Não sei o porque de tanta raiva. Eu vim dizer a você somente isso, já que foi convidada a festa de primavera, quem sabe eu não vá. O seu amigo Jesse ficará bem feliz com minha presença não? Bom sonhos madame. ass, Scott.' Olhei para a rosa negra. Grande galanteado o Scott. Só que eu não sou humana. Sentia a presença dele ali ainda então rasguei o papel. Senti ele indo ebora e entre com a flor.

A rosa tinha um cheiro suave. Nunca havia visto uma rosa negra. E ela me parecia perfeita. Coloquei-a em um copo e enchi de água. deveria ser a primeira vez que mexia na cozinha. Olhei para a rosa, seu brilho era diferente de qualquer uma que eu havia visto. era, perfeita. Scott, que vampiro estranho. Me troquei. Eu não queria passar mais nenhum tempo em minha casa. O Cheiro dele ainda estava ali, eu não iria me apegar a esse cheiro hoje nem nunca. Sai de casa sem trancar as portas. A chuva chegaria em meia hora, e eu queria comprar uma roupa nova. Corria entre as arvores sentindo o cheiro das folhas secas. Também haviam muitos animais, e cada um com seu cheiro. O Sangue de onças, cobras e corvos não tinham atração para mim. Era como beber água em vez de um refrigerante. O que eu não tomava há dois anos. Desde que havia me transformado, nunca mais sentira vontade de nada. Refrigerantes, comidas, nada. somente sangue me saciava. Não havia problema nenhum em beber qualquer coisa, tudo teria seus efeitos normais em meu corpo. Infelizmente o alcoolismo era algo que me afeta demais. A bebida se mistura em meu veneno, em meu sangue. se torna algo bem mais rápido e forte. Mas não se comparava a sensação de sangue. Nada se comparava.

Notas finais
Proximo capítulo "O carro estava silencioso, até eu sentir o cheiro forte em minha narina. Ele aumentara cada vez mais. Não vinha das meninas, e não era a fome. Mas o cheiro aumentava. Ouvi a sirene soar no carro e era a policia. Marry que dirigia parou o carro com medo. Já era dez da noite e eu não prescisaria comer se não fosse o cheiro. Rosnei quando a fome veio."
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.