Notas iniciais
Olá pessoas da Terra e do outer space, como vão? Li um AU legal na internet e quis tentar, espero que não tenha ficado muito chato.

Por Kenny Stuart, 21 de maio.

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Ok, primeiramente eu gostaria de dizer que quem inventou essa história de que só casas velhas que são mal-assombradas tem mais é que ir pra put-

Pro inferno. É.

Segunda coisa, quem disse que fantasmas são agressivos também era um puta dum idiota e provavelmente não sabia nada sobre eles.

Mas tudo bem, não posso culpá-lo. Afinal, todo mundo tem medo do desconhecido e atribui o mal a ele. É natural pensar assim (acho), então tá tudo bem.

Só que deixa eu falar que se essa é a sua ideia de fantasma — uma pessoa sangrando, que fica gemendo e derrubando coisas e possuindo pessoas, e assombra uma casa porque é apegado a alguma coisa nela -, você está totalmente enganado.

Bom, essa também era minha ideia de fantasma, mas ah... Ah, Deus, como eu estava enganado. E acho que é uma punição dos céus por ter sido tão ignorante minha vida toda.

Enfim, agora que a introdução desse blog está pronta, é hora de me apresentar. Meu nome é Kenny, tenho 20 anos e moro em Boston num apartamentozinho no centro da cidade. Eu estava cursando design gráfico, mas larguei a faculdade e agora trabalho como barista num muquifo aqui no final da rua.

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OI GENTE!!!!!! CARAMBA ISSO É TÃU9YRE[-REF

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Meu Deus. Sério, isso está saindo do controle. Não aguento mais essa vida.

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KENNY CALA A BOCA QUE TU ME AMA SEU VIADO

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UGH CHEGA! Vou pegar meu computador e ir escrever em outro lugar, por que isso daqui tá foda.

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Pronto, bem melhor. Como eu ia dizendo, minha vida meio que está um caos agora. Desde que falei que iria largar a faculdade, minha mãe ameaçou me dar um tiro e me deserdar; eu fui muito esperto e disse que era mentira, mas larguei mesmo assim. O que os olhos da minha mãe não veem, o coração dela não sente. Certo?

Oh, Deus, só espero que ela não descubra sobre esse blog. Bom, vocês já sabem que se eu não atualizar nas próximas semanas, minha mãe me baleou. Ela é muito agressiva pra uma senhorinha, tá? Não tretem com ela na fila da padaria, muito obrigado (essa é uma história que planejo compartilhar depois).

Ah, espera, me desviei do assunto. Ok, eu estava dizendo como a minha vida tem sido um inferno essas últimas semanas, principalmente por causa do Matt. Sério, ele é uma peste. E ele odeia meu gato. Mas deixa eu contar a história do começo.

Acho que fazia uma semana desde que eu tinha largado a faculdade, e eu cheguei em casa exausto depois de fazer sei lá o quê. Fiz o jantar, comi e fui dormir. Até aí tudo bem.

No meio da noite eu acordei com sede, e fui até a cozinha para beber água. A porta da geladeira estava aberta, e havia um galão de leite vazio no chão e vários pacotes de bolacha abertos espalhados por todo lado. Fiquei puto; como assim alguém tinha comido minhas bolachas?!

Mas aí eu lembrei: eu moro sozinho, e certamente não tinha comido nenhuma bolacha ou tomado leite, ou mesmo deixado a porta da geladeira aberta. Lembro de ter pensando um grande e belo "fodeu". Alguém tinha entrado em casa, caralho! Peguei a vassoura e vasculhei todos os cantos de casa, mas não achei ninguém.

Aí eu lembrei que minha mãe disse que eu sempre fui meio sonâmbulo e me acalmei. Era simples: eu tinha acordado a noite e comido tudo o que vira pela frente. Só isso. Guardei a vassoura, bebi a maldita da água e voltei pro quarto.

Deitei na cama, mas não estava conseguindo dormir nem fodendo. O quarto estava super frio, e mesmo debaixo das cobertas meus pés estavam congelando. Eu virei pra pegar umas meias na gaveta ao lado da cama e vi uma coisa sentada no chão ao lado da porta.

Meu coração voou na garganta e eu prendi a respiração já a ponto de dar um berro. A coisa no chão ergue a cabeça e olha na minha direção.

Era uma maldita criança. Pronto, era agora que meu coração explodia pra fora do meu peito e caía inerte no chão. Foi quase, viu. Foi por muito pouco que isso não aconteceu.

Continuando, a criança olhou pra mim e meu sangue congelou e o cérebro derreteu e coisa e tal. Ela continuou olhando pra mim e eu continuei olhando pra ela. Aí ela abriu a boca.

"Bú".

E abaixou a cabeça e continuou a mexer no que parecia ser um celular.

Eu continuei parado lá feito idiota, com o coração na mão e literalmente apertando o cu de medo. Só isso. Um "bú" sem a menor empolgação. Soltei o ar vagarosamente, ainda mantendo o olho na criança, e acendi a luz do abajur na mesa de cabeceira.

ERA MESMO UMA CRIANÇA. Ok, não uma criança. Um adolescente. Acho que ele deve ter uns 15 anos, sei lá. Nunca parei pra perguntar a idade dele. Mas enfim.

Ele estava vestindo uma calça jeans preta e uma camisa branca, uma jaqueta com um capuz e segurava um celular nas mãos, e parecia bem entretido com ele.

"Hm, oi?" eu perguntei, meio com medo, meio querendo sumir dali.

"Mano, apaga essa luz. Meus olhos são sensíveis." ele respondeu.

"D-Desculpe, mas quem é você mesmo?"

"Ah, é. Quase esqueci o protocolo", ele levantou a cabeça e puxou o capuz para trás. Era mesmo um garoto. "É, meu nome é Matt, eu sou um fantasma e a partir de agora eu te assombro. Prazer em te conhecer".

Foi isso. Ainda não posso acreditar nessa coisa, sério. Como diabos isso foi acontecer comigo? Por que eu?

"Ahn, ok. Então pare de me assombrar, não quero isso".

"Foi mal, cara, não sou eu quem decide, sabe? São os superiores."

Ainda não sei quem são os "superiores", mas acho que esse não é o caso agora.

Ele continuou sentado ao lado da minha porta, mexendo no celular, e eu tentei ir dormir. Depois de muito tempo, eu consegui. Acordei na manhã seguinte sozinho no quarto e pensei que tinha sido só um pesadelo, mas aí eu dei de cara com o Matt jogando meu videogame na sala.

A partir desse dia, minha vida tem sido um inferno.

Argh, não acredito nisso. Matt está gritando pela janela e diz que vai jogar meu peixe pelo ralo se eu não subir logo e fizer comida pra ele. Criança mimada da porra. Tive que vir escrever aqui na mesa da pracinha da frente de casa porque o peste estava atrapalhando tudo — aquelas letras sem sentido são obra dele, por sinal.

Não quero que Gary desça pelo ralo, então vou ter que subir logo. Já não basta quando ele raspou o pelo do rabo do Robby com a máquina de barbear... Sério, o Matt é um capeta. Acho que os superiores dele são dessa laia também. Ai meu Deus, ele está segurando o Gary pra fora da janela. Puta que pariu, eu vou matar esse moleque.

Ah, ele já está morto. Merda.

Enfim, vou terminar esse post rapidinho. Não sei se alguém vai acompanhar esse blog, mas espero que aconteça. Caso alguém também tenha problemas com fantasmas desse gênero, sinta-se livre para compartilhar e deixar um recado. Vou ler e responder todos. Até a próxima.

Notas finais
Bom, o Kenny está aí pra responder quaisquer perguntas que vocês tiverem sobre o Matt, então podem mandar reviews pra ele. Por sinal, qualquer tipo de review é muito bem vinda, só pra deixar claro mesmo.