Bliss - o Segredo de Bob Marley
1 Capítulo Único
Continuo me lembrando da neblina de setembro. Um dia tão triste para muitos, foi o mais feliz para mim, ou talvez o segundo mais feliz.
Eu pude sentir uma brisa suave decorando ainda mais aquela estação. As folhas das árvores voavam sobre o jardim, havia tanta luz, tudo tão branco, a paisagem clara, limpa, azul e cinza. Cinza das árvores que pareciam mortas, azul da luz néon que penetrava o aposento, iluminando o rosto daquele que acabara de entrar em meu quarto.
Deitado na cama, pude ver Arthur se aproximar, olhar para ele me fazia ter sentimentos mornos, senti meu coração tão quente, não havia, nem nunca haveria, alguém no mundo que eu amasse tanto.
Meu melhor amigo...
Íntimo como ninguém.
Ele parecia tão preocupado. Não era pra menos, eu havia ligado o chamando com urgência, precisava contar um segredo para ele. O segredo que mudaria para sempre nossas vidas.
- Edu! — disse ele sorrindo.
- Oi Arthur! — tentei sorrir o mais gentil possível. Quando estou perto dele, não existem males, não há motivos para tratá-lo de forma diferente do que a melhor forma. — Vem, senta aqui.
Dei uns tapinhas na cama onde eu estava sentado de pernas cruzadas, bem debaixo da grande janela branca. Arthur se apressou e se sentou visivelmente ansioso.
- Sobre o que você quer falar? Tá acontecendo alguma coisa? É algum problema? Porque se for eu posso te... — ele perdeu a fala quando meus olhos penetraram fundo nos olhos dele. Aqueles olhos tão cinzentos, tão apropriados para aquela paisagem, ele parecia parte dela, com seus cabelos sem cor, pele tão clara. — Por que tá me olhando assim?
- Nada... — tentei disfarçar rindo junto com ele. — O que eu quero te falar é que... é sabe, é meio complicado. — eu tinha a detestável mania de perder a voz frente a situações como essa. Não era culpa minha, eu precisava tocar num assunto muito delicado antes de dizer o segredo a ele.
Pressenti que ele sabia do que eu estava falando. Me veio um frio na barriga. Tremi.
- Você quer falar... sobre o dia que fizemos aquilo? — ele me encarou sério naquele momento, sem medo, falar sobre o dia que fizemos aquilo nunca fora um problema para ele.
- Também... — disse eu enquanto o sentia acariciar minha mão.
- Não se preocupe... — ele tocou meu rosto de leve. Senti o calor de sua pele em contraste com a brisa fria que entrava pela janela. — Posso te beijar um pouco?
Ri sem graça enquanto ele se aproximava do meu rosto. Senti seus lábios tocando os meus de leve enquanto as lembranças do dia em que fizemos... o que não devíamos ter feito invadiam minha mente.
Posso me lembrar como se fosse ontem, estávamos bem ali, sentados naquela cama. Era um fim de tarde cinzento e minha mãe havia saído. Naquela época, ficar perto de Arthur me deixava um tanto incomodado, ele é meu amigo, mas é muito bonito, eu sou sem graça, tenho cabelos e olhos bem normais, e pele branca típica de todos aqueles que evitam estar no sol.
Assistíamos a um filme quente. Eu e Arthur ríamos baixinho das cenas pesadas de sexo. Por trás daqueles risos havia excitação, apenas um doente não se sentiria excitado vendo uma coisa daquelas. Estávamos os dois tão próximos e nos olhávamos o tempo todo. Demorei a me acostumar com isso.
- Não pensa que eu não tô vendo — disse ele rindo, apontando para o meio das minhas pernas, com aquele short de dormir ficava bem fácil de notar que eu estava bem no clima do filme. Rindo, coloquei o saco de pipocas de microondas que estávamos comendo bem no meio das pernas.
- Você não está vendo nada — disse eu envergonhado.
Ele riu e se espalhou pela cama, quase deitando, de pernas abertas, deixando à mostra o volume incomum na bermuda.
- Toca uma pra mim. — disse entre risadinhas, se virando para mim com um rosto agora bem vermelho.
- Por que você não pede pra sua mãe? — Retruquei enquanto mastigava pipoca e dava mais algumas espiadas naquele filme tarado da TV.
- Porque você tem cara de quem tem mão boa.
- Cara de quem tem mão boa? Nossa! De onde você tirou isso? — perguntei com uma careta.
- Porque você tem cara de quem pratica o dia inteiro.
Eu ri e enfiei na boca mais pipoca pra não responder.
- Eu sabia! — ele gritou pulando em mim.
- AAAAH!! SAI DAQUI!! — tentando tirá-lo de cima de mim acabei chutando o saco de pipoca, que se esparramou pela cama. — Ahhhhh nãooo, olha só o que você fez, agora vai ter que arrumar.
- Eu não vou arrumar enquanto você não tocar uma pra mim, háhá há.
- Ah sai fora seu gay! — minha barriga doía enquanto ele, por cima de mim, fazia cócegas.
- Você que é um gay! Nem conseguir me tirar de cima de você, você consegue. — disse enquanto me apertava por cima, ainda fazendo cócegas, enquanto espalhávamos ainda mais pipoca sobre a cama.
- Sai de mim, — disse chutando, enquanto olhava para aquele rosto brincalhão — AAAAAAAH eu vô morrer! — não estava mais suportando, eu era fraco para aquele tipo de coisa e minha barriga doía de tanto rir.
- Péra, vamos tirar a prova.
- Prova de que? — perguntei enquanto me sentava de novo, agradecendo aos céus por ele ter me soltado.
- Prova de que você é um nerd punheteiro.
- O que???!! Você é nojento, sai daqui.
Ele agarrou meu pé quando eu tentei lhe dar um chute e subiu encima de mim de novo.
- Ahhhh não, cosquinha de novo não — implorei enquanto ele levantava minha camisa.
- Que cócegas o que, eu quero é ver isso daqui ó. — ele apertou o bico do peito devagar, senti uma estranha e incômoda sensação.
- Tira a mão daí.
- É durinho — disse ele rindo. — Você tem peito de pedra AHÁAA!! Deve ficar o dia inteiro na frente desse computador vendo sabe-se lá o que.
- Ahh sai fora, — abaixei minha camisa de novo — eu não vejo nada que você também não tenha visto.
- Um exemplo é esse filme né? — olhamos juntos pra TV e nos deparamos com mais uma cena daquelas.
- É — rimos juntos. — Posso ver o seu? — perguntei, olhando para Arthur, já suado, de joelhos na cama, olhando para mim.
- Ver o que? — perguntou ele.
Eu me ajoelhei como ele e levantei sua camisa. Ele não fez nada para me impedir, continuei. O bico de seu peito era rosado, sorri enquanto o acariciava.
- Nem adianta, eu não sou punheteiro que nem você não. — disse ele rindo enquanto eu examinava.
- Eu não estou reparando nisso. É que tipo, seu peito é rosa... que coisa mais gay.
Ele me empurrou.
- Deixa meu peito rosa, ok? As garotas adoram isso, háaa!!
- Até parece que você gosta de garotas né... — disse debochando enquanto segurava em sua cintura.
- Eu gosto. — ele me olhava fundo nos olhos agora. — Você que não consegue disfarçar essa pinta de bicha.
- Bicha é seu pai.
- O que você tem contra a opção sexual do meu pai?
Rimos juntos e caímos sentados naquele colchão. Estar perto dele me fazia sempre tão, mas tão feliz. Olhamos um para o outro e nos aproximamos, logo nos encostamos aos travesseiros e ficamos nos olhando.
- Eu te amo — disse ele.
- Eu também me amo — respondi. — e te amo um pouco também.
Ele sorriu pra mim e colocou a mão no meu ombro. Aproximei-me, ficamos quase que abraçados de tão próximos.
- É incrível sabe... — continuou ele — A Jéssika me faz infeliz o tempo todo, ela é uma... — então respirou fundo — só quando estou com você me sinto em paz...
- Eu sei que eu sou foda.
- Nossa, por que você brinca com TUDO o que eu falo?? — perguntou ele me olhando vermelho de raiva.
- Porque eu acho lindo... quando você tá assim. — me arrependi de ter dito logo depois que as palavras saíram.
- Então a Jéssika deve me achar lindo o tempo todo. — ele olhou para a janela, triste.
- Esquece a Jéssika, mas que merda.
- Foi mal é que eu queria...
- Esquece... — eu disse no tom mais calmo possível. — Pelo menos enquanto está comigo.
- Ahhh... — ele me encarou com afeto — Você não existe.
- Existo sim. — sorri e cheguei ainda mais perto. — Posso ver seu peito de novo?
- Você adorou meu peitinho gay, pode falar. — disse ele enquanto levantava a camisa.
- Tira de uma vez.
Ele tirou. Eu de novo olhei para aquela pele bem branca, e para o bico cor-de-rosa dos peitos.
- Vem cá... — ele me disse com um tom doce na voz.
Deitei minha cabeça em seu peito enquanto ele me acariciava. Passei meu braço sobre ele, o abraçando.
- Dá uma mordidinha — disse ele entre risadinhas.
Eu, sério, beijei um dos peitos dele, realmente adorava aquela cor, sempre sonhei em ter uma esposa com bicos rosados nos seios, ele não era bem uma esposa, mas beijei assim mesmo.
- Ahhh... — pude ouvi-lo gemer. Logo olhei para sua bermuda e notei que ele estava com o pênis bem rígido de novo, mas dessa vez por causa de mim, não pelo filme. Fiquei feliz, sempre havia me considerado tão incapaz de dar prazer para as pessoas.
Arthur continuou gemendo enquanto eu lambia seu peito, subindo para o pescoço, beijando bem devagar. O vi fechar os olhos e morder os lábios. O cheiro era tão bom, eu me sentia à vontade, aquele cheiro tão familiar, cheiro de melhor amigo.
- Por que parou? — perguntou ele, ainda de olhos fechados, mas sorrindo.
Voltei a beijar seu pescoço, me senti bem quente. Subi para seu rosto, beijei-lhe a bochecha, o senti tremer. Ele virou o rosto pra mim, dei um beijo de leve nos seus lábios. Ele abriu os olhos, me encarando com uma expressão que eu jamais havia visto. Beijei mais uma vez, senti suas mãos em minhas costas e logo eu já estava bem encima dele, enquanto nossas línguas se acariciavam devagar.
Sentia como se fosse voar, estar assim tão próximo de alguém que eu amo tanto. Encontrei naqueles lábios o paraíso.
- Tira a mão daí — disse baixinho quando o senti apertando minha bunda.
- Idiota — ele voltou a passá-la pelas minhas costas.
Abri os olhos e sentei encima dele, sentindo seu membro latejar sob mim.
- O que você tá fazendo? — perguntei rindo, colocando a mão nos ombros dele. — Bicha.
Ele riu e me tirou de cima, me deitando e ficando por cima dessa vez. Começou a levantar minha camisa, bem devagar. Eu dei um tapa em sua mão.
- O que é que foi? — perguntou como quem implora.
- Eu não quero tirar a camisa... — respirei fundo — Tenho vergonha.
Ele riu e puxou minha bermuda devagar.
- Uhhuuu, olha só o que eu encontrei aqui! — disse ele debochando, ao ver o volume na minha cueca.
- há há há, não tem graça. — disse eu rindo.
- Você me adora né? — disse ele olhando provocante. — o seu p... — olhou para os lados — me diz isso — riu.
Eu não respondi, fechei os olhos enquanto sentia ele me apertar. Senti minha cueca molhada enquanto ele passava a mão.
- Posso ver? — perguntou ele.
- Não. — disse eu, frio, mas ele tentou assim mesmo, eu me movi e tentei impedir.
- Qual é... eu sou seu melhor amigo, esqueceu?
Eu o encarei sério, ele me apertou mais uma vez, não resisti e gemi baixo. Quando o senti abaixando minha cueca mais uma vez, meu rosto ardeu como se tivesse em chamas.
- Ficou vermelhinho! — brincou ele, enquanto me olhava. — É, como eu imaginei, o meu é maior.
Ele ria enquanto eu tinha vontade de sumir. O escutei tirando a bermuda também, espiei e o vi nu. Me sentia tão desconfortável, pois o corpo dele era tão perfeito.
Arthur pareceu notar que eu não me sentia bem, logo deitou sobre mim, deixando o rosto bem perto ao mesmo, pude sentir nossas intimidades coladas.
- Não fica com medo. — ele sussurrou — Eu amo você.
Não respondi.
- Você me ama? — ele continuou.
- Amo.
Ele se aproximou do meu rosto devagar. Beijou-me bem de leve. Eu estava latejando, tinha vontade de mergulhar o quanto antes com ele num oceano de prazer.
- Deixa eu ajudar você. — ele pegou um lenço sobre a mesa de cabeceira. — Olha só. — o observei até ter meus olhos vendados pelo mesmo lenço. — Não precisa ter vergonha. Você nem vai ver nada, tá?
Tentei argumentar, mas já havia perdido a voz. Senti a mão dele percorrer pela minha barriga, foi descendo até chegar no ponto que eu mais queria que ele tocasse.
- Ahhh, Arthur... — gemi baixinho enquanto ele me apertava e apertava, para frente e para trás. — owwwn... eu te amo... tanto...
Pude o ouvir rir enquanto levantava minhas pernas. Temi o que vinha pela frente, sabia o que ele iria fazer e a dor que eu iria sentir. Não havia o que temer, ele era o meu melhor amigo, se alguém um dia tivesse que fazer isso comigo, sim, seria ele.
- Espera. — eu finalmente disse.
- O que foi?
- Eu quero ver. — tirei minha venda. Vi aquele garoto lindo, pronto para ter prazer comigo.
- Tudo bem. — disse ele sorrindo. — Relaxa, eu vou te comer com amor, ok?
Apenas ri e me deitei de novo. Ele novamente levantou minhas pernas e se posicionou em meio a elas. O senti se esbarrando, era grande demais, iria me machucar. Pude também sentir com força ele tentando entrar. Cerrei os olhos.
- Espera — disse ele, para ele mesmo, não pra mim.
Abri meus olhos de novo, pois não sentia mais seu toque. Ele estava chupando o próprio dedo.
- O que vai fazer? — perguntei.
- Calma. — respondeu.
Olhei para o teto e deixei o dedo dele me penetrar. Fundo. Cada vez mais fundo. Mordi os lábios, não queria gritar. Senti mexer para frente... para trás. Logo depois não sentia nada.
Não sabia exatamente o que ele estava fazendo.
Segundos depois descobri. Senti o toque de seu membro de novo. Mordi os lábios com mais força. Ele forçava para penetrar. Gemi baixo de tanta dor. Como alguém poderia gostar daquilo?
Aos poucos o sentia dentro de mim. Mais fundo... mais fundo... Meus olhos reviraram. Não agüentei, gemi enquanto sentia Arthur entrar em mim cada vez mais. Senti dor, mas não havia prazer algum, me sentia como se alguém me rasgasse por dentro. Senti vontade de sumir de novo. Que humilhante, hoje me tornei um homem sem honra. Numa situação como essa nem posso me chamar de homem. Estava deixando alguém usar do meu corpo para obter o que todos querem obter... prazer.
Arregalei os olhos quando ele investiu com força pela primeira vez. Mais uma. Pra frente. Pra trás. Segurei firme no lençol.
- AAAHHHHHH...
- Tá doendo muito? — senti algo que parecia uma mistura de piedade, preocupação e prazer na voz de Arthur.
- Uhum.
- Quer que eu pare?
- Err eu AAAAAAAH...
Ele havia feito de novo, mais uma vez, mais uma vez. Pra frente, pra trás, pra frente, pra trás. Urrei de dor, mas ele não parou. Pra frente, pra trás, pra frente, pra trás.
- AHHHHH... AHH... AHH... AHH... — tentei gemer o mais baixo possível, ele não pronunciava som algum, apenas podia ouvir minha própria voz e o atrito entre nossos corpos. — Arthur...
Via seu rosto perdido em êxtase. Me senti o menor de todos os homens da terra, eu não podia sentir prazer. Estou tão submisso agora.
- Ahhhh... Arthur... ahhh... ahhh...
Agora ele vinha com mais força, eu o acompanhava, me sentia violado, como se fosse tudo tão proibido, meu coração bateu tão rápido, e ele vinha, mais rápido, mais forte, meus olhos revirando, minha voz saía involuntária, gritando, gritando...
- AAAHH... AHHH... Arthur... eu te amo, Arthur...
- Eu também... eu tamb... ahhh... ah... — as mãos dele apertavam minhas pernas com força, sua voz mal saía, Arthur e eu estávamos completamente submersos naquele banho de amor.
Só podia sentir amor agora, só podia sentir vontade de nunca mais estar longe, a paisagem nos olhava, com suas cores azul e cinza, tingida do rosa de nossa paixão.
- AAAAAAAAAAAAAAAAHH...
Pude sentir dentro de mim, o jato da vida, que me trouxe uma sensação de tanta paz.
Ali com ele, dois meses depois, nos beijando sobre a mesma cama, eu tinha que contar... o segredo.
- Arthur... — disse enquanto me afastava de seu rosto. — Eu preciso te dizer.
- O que...? — sussurrou ele.
- Nosso amor gerou em mim o fruto de uma nova existência.
- Owwn... — ele sorria para mim.
- Arthur, naquele dia nós... nós fizemos muito mais do que pretendíamos. Conduzi a mão dele até minha barriga. — Você pode sentir?
- Edu... — ele me olhava enquanto acariciava meu abdome. — Não me diga que...
- Sim... — rimos juntos. — Fizemos juntos algo maravilhoso e agora estamos vinculados para sempre.
- Ohhh, Edu... — Ele colocou a cabeça junto ao meu peito e desceu, a luz o iluminava diretamente agora, a ele e ao fruto da vida que ele deixara em mim naquele dia.
- Temos uma nova responsabilidade agora e iremos levá-la até o fim, pois, pelo menos pra mim, não há nada nesse mundo maior que nosso amor.
Ele me olhou.
Eu o olhei.
- Eu estou pronto para qualquer coisa ao seu lado. Não é só para você, sabe, não há nada em lugar nenhum que supere aquilo que eu sinto. Não há nada que seja mais engraçado do que rir com você, não há nada que seja mais prazeroso do que passar as horas do meu dia ao seu lado. Não há nada no mundo mais vivo do que o nosso amor. Edu... — então ele tirou do bolso uma pequena caixinha. — Quer se casar comigo?
Meus olhos se encheram de lágrimas antes dele abrir e revelar o lindo anel.
- Oh... Arthur... — olhei para ele com ternura. O abracei como nunca antes.
- Eternamente vinculados, não há nada nessa vida que me deixe mais feliz que...
O beijei.
Não precisamos dizer mais nada.
Pois nesse mundo não há nada mais feliz do que sorrir ao lado daquele que com você sorri.
- Espera.
- O que foi?
- Qual será o nome?
- ...
- ...
- ...Bob.
- Owm, Arthur...
Notas finais
Espero que tenham gostado
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