Blind
2 Capítulo 2 - Um café e um livro não se nega a ninguém
Notas iniciais
Hashirama respirou fundo, pois havia passado as últimas duas horas ouvindo sobre teorias ridículas de todos os policiais envolvidos no caso do banqueiro e aquilo já o estava tirando do sério.
Shikamaru, o filho do chefe da polícia e principal investigador, decorreu sobre sua conclusão do assassinato planejado pelo tesoureiro do banco. E embora Hashirama quisesse usar sua própria caderneta de anotações para bater no rapaz, permaneceu em silêncio, sentado na sala juntamente com jornalistas que aguardavam ansiosamente pela conclusão.
No fim das contas, Shikamaru estava certo ao menos sobre uma coisa: o responsável era o tesoureiro do banco, Bakman, que estava desviando quantias milionárias. Ao encontrarem o diretor de empréstimos – que havia sido a última pessoa a ter contato com a vítima – ficou claro para a polícia tudo o que havia acontecido. Seu depoimento foi claro e conciso, mas apesar da conclusão óbvia, Hashirama sabia que aquilo estava parcialmente errado.
As digitais de Bakman foram encontradas no corpo de Ostermann e também na pistola que havia sido utilizada em sua execução. Apesar de ter tentado se livrar da arma, foi um trabalho “preguiçoso” na concepção do detetive. Parecia bom demais, ele sequer havia se esforçado de verdade para esconder o que fez. E era exatamente isso que lhe irritava na conclusão de Shikamaru, ele não se atentava aos detalhes.
Na manhã do terceiro dia de investigação, a polícia encontrou o corpo de Bakman num hotel de luxo no extremo norte da cidade. Ele havia ingerido veneno e morreu na noite após o assassinato de Ostermann. Hashirama sabia que alguma ali estava errada e apesar da polícia ter encerrado o caso, ele tratou de guardar todas as informações que possuía.
— A conclusão não lhe agrada. – Shikaku se aproximou de Hashirama após a entrevista coletiva ter terminado.
Em resposta, o detetive apenas balançou a cabeça.
— Tem algo de errado. Ele foi preguiçoso demais. – Comentou.
— Talvez você espere demais de simples criminosos, Hashirama. – O chefe de polícia suspirou. – E para nossa sorte, a grande ameaça que você espera enfrentar um dia, não existe.
Duas semanas após a frustrante conclusão do caso dos banqueiros mortos, Hashirama se sentia provocado pelo descuido do tesoureiro ao entregar seu crime de forma tão aberta e óbvia. Seus dois últimos casos haviam sido resolvidos de forma óbvia e este era o terceiro, o que o estava deixando enfurecido. No fundo, ele sabia que faltava alguma coisa em sua percepção e embora não quisesse admitir para ninguém, deveria considerar algumas horas em frente aos livros.
Havia um lugar naquela cidade que ele sabia, seria perfeito para seus estudos. Na tarde do dia seguinte Hashirama se dirigiu para a biblioteca da faculdade federal. Aquele era o maior prédio na cidade, uma mansão histórica, agora tombada pelo governo, ocupava cerca de cinco quarteirões nos limites da cidade. Era não somente a maior, mas também a mais prestigiada faculdade do país.
O campus era de livre acesso a todos, porém o prédio só podia ser acessado com permissão especial.
— Ora vamos Mito. – Hashirama quase implorava para a mulher na recepção da biblioteca. — Sabe que eu não sairia por aí carregando livros roubados de uma biblioteca.
A jovem de cabelos vermelhos riu e abaixou o rosto, erguendo-o novamente com uma expressão mais séria.
— Não posso permitir isso, Hashi. – Ela respondeu. – Mesmo que tenha sido aluno, não tem mais permissão para entrar nos prédios privados.
— Mito, é questão de vida ou morte... – Ele apelou, debruçando-se no balcão em frente à mulher.
— Não Hashirama. – Ela ergueu as sobrancelhas. – Pela última vez...
— Oi! – Outra voz se intrometeu na discussão. Um rapaz de longos cabelos pretos carregava uma pilha de livros nos braços e se aproximou dos dois. – Desculpe Mito, eu pedi que ele viesse. – Falou com um sorriso culpado no rosto.
— Onde está o passe dele? – A moça perguntou como se conhecesse muito bem o outro rapaz.
— Eu me esqueci de pedir...
— Outra vez. – Ela vociferou. – E qual é o assunto de “vida ou morte”?
— Qual é Mito. Você já esteve na minha pele uma vez. Sabe o que vai acontecer comigo se eu não entregar esse TCC impecável. É sobre a minha morte!
Mito revirou os olhos e entregou um cartão de acesso nas mãos do estudante.
— Quero isso de volta quando passar por aqui.
— É por isso que eu te amo! – Ele se debruçou sobre o balcão e deixou um beijo da bochecha da mulher que apenas estreitou os olhos e balançou a cabeça.
— Falo sério Madara! Eu sei onde você mora, bastardo. – A recepcionista falou enquanto ambos passavam pela porta de vidro.
Hashirama seguiu o rapaz silenciosamente para dentro da biblioteca.
— Obrigado. – O detetive agradeceu assim que pararam em uma mesa onde Madara depositou sua pesada pilha de livros acadêmicos.
— Não tem de quê. – Ele sorriu para o detetive, tirando o cabelo do rosto. – Foi apenas uma forma de retribuir por aquele dia no bar.
— Aliás... – Hashirama riu baixinho, lembrando-se de como o rapaz parecia exasperado naquele dia e como estava calmo agora. – Conseguiu se livrar de seu perseguidor?
— Bem... – Ele riu de volta. – Considerando que frequentamos quase todas as mesmas classes, fica difícil realmente me livrar dele. No fim das contas ele me convenceu a ajudar. – Revirou os olhos.
— Lamento que ele tenha te encurralado. – Respondeu com humor.
— Nah. – Madara agitou a mão. – Algum conhecimento a mais nunca faz mal, mas não se coloca duas pessoas com perfil de liderança para trabalhar juntas. Você sempre acaba com mais discussão e menos trabalho. – Explicou. – Mas no fim das contas ele conseguiu alguma coisa produtiva. Bem, não vou tomar seu tempo, sei que está atrás de algo importante, afinal só assim para alguém discutir com a Mito.
— Ela foi minha colega de classe quando estudei aqui. – Hashirama comentou. – Mas ela costumava ser mais fácil de dobrar.
— Aquela ali adora regras. Mas é só saber lidar. – Sorriu, sentando-se na cadeira e espalhando seus livros e cadernos pela mesa grande. – Fique à vontade, apenas se lembre de onde tirou os livros, sim? Não me faça arrumar tudo por você depois que terminar.
Hashirama deixou o estudante com seus pensamentos e anotações e perdeu-se na enorme biblioteca. Corredores e corredores de livros, quatro andares de puro conhecimento. Por um momento ele se repreendeu por não buscar mais daquilo.
Depois de algum tempo escolhendo alguns autores e títulos que julgava interessantes, o detetive voltou para a mesa, encontrando Madara ainda enfiado em suas anotações e pesquisas. Ele se sentou e passou a folhear os livros.
Quase duas horas de leitura e completo silêncio se passaram, mas Hashirama não conseguia encontrar o foco que precisava. As palavras eram complexas e pesadas e não atraíam sua atenção. Era difícil se ver na pele de um estudante novamente.
Madara ergueu os olhos quando Hashirama se recostou na cadeira, deixando o livro aberto sobre a mesa. Analisou o detetive da cabeça aos pés com um olhar julgador, sendo encarado de volta ao ser notado. Seus cabelos cumpridos e pretos estavam presos num rabo alto, emoldurando seu rosto bonito de pele branca e olhos escuros como carvão. Ele sorriu de canto e abaixou a caneta, tomando a liberdade de pegar o livro da frente de Hashirama e olhar a capa.
— “Fundamentos da psicanálise.” – Ele leu o título com humor e fez uma careta em seguida, deixando o livro fechado em cima de suas anotações. – Disse que já estudou aqui. Qual sua formação?
Hashirama sorriu como se tivesse sido pego em flagrante.
— Relações públicas. – Respondeu rapidamente, arrancando um sorriso ainda mais aberto de Madara. – O quê?
— Vai por mim. Você não quer começar com isso aqui. – Apontou para o livro.
— O que estou procurando então, doutor? – Perguntou com humor.
— Não sou doutor ainda. – Ele riu e se levantou, arrastando Hashirama com ele. – Mas eu posso dar um palpite profissional, analisando seu comportamento e o tipo de leitura.
Hashirama apenas aguardou a conclusão do estudante, observando-o andar na sua frente olhando para as prateleiras altas.
— Poderia facilmente chutar que é investigador da polícia. Se isso não comprometer nenhum tipo de disfarce seu, é claro. Caso comprometa, posso chutar que você é um atendente de bar muito entusiasmado sobre comportamento psicológico criminal.
O detetive sorriu. – Eu me rendo.
— Certo, barista. – Madara caçoou, pegando um livro da prateleira mais alta e estendendo-o para Hashirama. – Comece com este. São palavras mais simples e sem tantos termos técnicos. Sem ofensas, é claro.
O detetive sorriu e pegou o livro. “Psicologia do comportamento criminal.”
— Obrigado, outra vez.
— Sem problemas. Essa prateleira toda é a mais indicada para os calouros de psicologia. Geralmente fica mais fácil de entender quando você tem algum acompanhamento, mas não é nada que você não possa encarar com ajuda da internet. – Ele ficou mudo por um momento, olhando para o livro. – Porém receio que não vai poder levar nenhum deles com você. Eu poderia pegar e te emprestar, mas estou usando todos os empréstimos que posso para o TCC...
— Não quero te causar problemas. – Hashirama foi rápido na resposta. – Eu sei que Mito pode ser legal quando quer, mas ela iria até o inferno atrás de você. – Ele falou sorrindo.
— Posso te conseguir um passe livre, cada estudante do último ano tem direito a um. Mas talvez demore algumas semanas...
— Não, imagine! Não quero que se complique, por favor.
— Bem... Se é o que diz. – Madara pegou uma caneta do bolso e um pedaço de papel já rasurado e anotou algo entregando para o detetive. – Se precisar de alguém para convencer a Mito qualquer dia desses, já sabe... – Ele sorriu e caminhou de volta para sua mesa.
Hashirama guardou o papel no bolso do casaco e seguiu Madara de volta, sentando-se novamente para ler. O estudante tinha razão sobre o livro. Rapidamente as palavras grudavam em sua mente, bem como a ideia do autor.
Após dezenas de capítulos e anotações tomadas, Hashirama ergueu o rosto para ver seu colega de estudos bocejar e se espreguiçar. As luzes da biblioteca estavam acesas e as janelas revelavam a noite do lado de fora. Ele pegou o celular rapidamente, apenas para confirmar que já passava das dezoito horas.
— Uau, o tempo voa... – Comentou.
— Se você diz. – Madara bocejou novamente, como se não dormisse havia dias. Soltou os cabelos e passou as mãos pelo rosto, fechando o caderno e os oito livros abertos sobre a mesa, arrumando-os em uma pilha novamente. Ele se levantou e suspirou. – Bem inspetor, se você ainda tem pique para ficar aí, boa sorte...
— Não, não. Estou de saída também. – Ele pegou a pilha de livros que havia escolhido antes e tratou de devolvê-los em seus devidos lugares. Madara pegou o título que lhe indicou e misturou em sua própria pilha, saindo juntamente com o detetive. Ao passarem pela porta, Hashirama devolveu o passe para Mito e a agradeceu, saindo do prédio.
— Muito obrigado pela ajuda de hoje. – O detetive falou.
— Não precisa ficar agradecendo. – Madara apoiou a pilha num pequeno muro ao lado da saída e pegou do meio deles o livro que Hashirama estava lendo, entregando-o para o homem. – Divirta-se, mas me prometa que vai devolver isso dentro de duas semanas.
— Não precisa fazer isso. Não quero criar nenhum problema...
— Só estarei com problemas se você não aparecer dentro de duas semanas ou se ficar dizendo por aí que eu contrabandeei um livro para você. – O estudante ergueu uma sobrancelha.
— Certo, certo. – O detetive se rendeu. – Deixe-me ao menos pagar um café em troca.
Madara suspirou e olhou para os livros amontoados e em seguida para a torre do relógio da faculdade.
— É uma ideia tentadora, mas prefiro não me descuidar com os horários nessa reta final. – Se desculpou. – Obrigado pelo convite.
— A oferta estará sempre de pé. – Ele estendeu a mão e cumprimentou Madara, agradecendo novamente pela ajuda e prometendo voltar para devolver o livro.
Durante todos aqueles dias, Hashirama estudou aquelas palavras de uma ponta a outra, fazendo anotações, buscando mais conteúdo que o ajudasse a entender a ideia passada. Foi interessante sentir-se como um estudante outra vez, o detetive se lembrou de como sua letra era horrível e de como costumava simplesmente pular para as conclusões sobre qualquer assunto.
Embora o livro tivesse lhe ajudado com alguns conceitos, ele buscava mais e ficava mais claro a cada dia que dificilmente ele encontraria algo que complementasse seu conhecimento na internet. O que o irritava profundamente.
A quietude de seus dias também o irritava. Nenhum problema, nenhum crime, nada para investigar. Apenas o caso dos banqueiros martelando sua mente. Ele bufou e se levantou, pegando seu casaco e o celular. Colocou o livro dentro do bolso grande na parte de dentro do casaco e trancou a porta do apartamento.
Ao chegar no campus da faculdade, Hashirama se sentou na praça rodeada por estudantes e sacou seu celular.
“Trouxe seu livro contrabandeado” Enviou a mensagem para o número que Madara havia anotado no papel.
Quase uma hora se passou desde que ele havia enviado a mensagem e apesar de ter-se distraído relendo algumas sentenças, estava começando a ficar impaciente.
“Talvez Mito não desconfie de nada se eu deixar o livro em sua mesa na recepção” Escreveu e enviou, apenas para ver novamente que a mensagem foi recebida e não visualizada.
Mais alguns minutos se passaram até que Madara visse as mensagens.
“Espere.” Respondeu simplesmente.
Hashirama guardou o aparelho e aguardou para em alguns minutos ver o estudante saindo pela porta da frente do prédio principal, vestido em roupas sociais, usando óculos e de cabelos soltos. Sua beleza chamou a atenção do detetive enquanto ele caminhava em sua direção.

— Estava no meio de uma seção, não podia interromper. – Madara parou em pé na frente de Hashirama. – Achei que ficaria mais tempo com o livro.
— Desculpe, não quis te atrapalhar. – Por um momento ele se sentiu culpado por ter sido impaciente.
— Não tem problema. Era o último do dia. – Ele tirou os óculos e pendurou no bolso do paletó. Esfregou os olhos e tirou os cabelos do rosto. Tinha grandes olheiras e a aparência mais que cansada, parecia não dormir havia tempo.
— Parece morto... – Hashirama comentou, repreendendo-se logo em seguida por ser indelicado. – Sem ofensas.
— Sem ofensas. – Madara respondeu bocejando. – O TCC e os estágios combinados estão me matando. Se soubesse a quantidade de cafeína que tenho ingerido, ficaria surpreso.
Hashirama sorriu. – Eu posso imaginar. Se quiser uma dose gratuita, aquele convite para o café ainda está de pé.
Madara olhou para o relógio em seu pulso e então para o prédio da faculdade.
— Serei obrigado a aceitar, antes que eu acabe precisando da terapia ao invés do estágio. – O comentário fez Hashirama rir.
O estudante juntou o livro do detetive com mais alguns que deveria devolver na biblioteca e ficou feliz ao não ser descoberto pelo “contrabando”. O caminho até o pequeno centro comercial próximo da faculdade foi rápido, talvez pelo fato de Madara estar quase dormindo no banco do carro do detetive.
Ambos entraram no café e seguiram para a mesa, sentando-se de frente um para o outro. Madara pediu um café com leite grande e um lanche qualquer para comer, enquanto Hashirama deteve-se no clássico café preto com torradas. Madara prendeu os cabelos com o elástico em seu pulso e só pareceu um pouco mais desperto depois de metade do copo de café. O detetive conteve a expressão de riso ao se lembrar que já esteve no lugar de Madara, correndo atrás de tudo para se formar e se ver livre daquela pressão infernal.
Analisando bem o rapaz, Hashirama notou que tinham aparentemente a mesma idade, talvez com poucos meses de diferença. O detetive tinha facilidade em decifrar as pessoas, analisar seu comportamento, forma de falar e rapidamente traçar um perfil para elas, geralmente prevendo sua próxima ação ou fala, mas ao olhar para Madara, tudo o que via era cansaço e olheiras.
Madara riu. – Não me analise psicologicamente, por favor. – Deixou o copo de café sobre a mesa e olhou para Hashirama.
— É um hábito. – Ele sorriu.
— Então eu estava certo em dizer que é investigador da polícia.
— Quase isso. Sou detetive particular. – Hashirama conseguiu arrancar uma expressão de insatisfação de Madara com a resposta.
— Sempre erro alguma coisa na primeira análise. – Ele revirou os olhos, terminando a bebida.
— Considerando que nos encontramos apenas por alguns minutos antes de chegar a esta conclusão, eu diria que foi uma análise bem feita. – Hashirama o consolou. – Está no estágio final, hm. O que pretende fazer com sua formação?
Madara olhou novamente no relógio em seu pulso antes de responder.
— Estou fazendo residência na ala psiquiátrica do hospital central, e pretendo continuar por lá. – A resposta fez Hashirama pensar por alguns segundos e então olhar novamente para Madara com os olhos cerrados, arrancando-o um sorriso. – Não senhor detetive, essa não é minha primeira faculdade.
— Agora estou impressionado...
— Cursei medicina no meu país natal antes de decidir me mudar. – Ele terminou de engolir seu lanche e logo se levantou, olhando para o relógio. – Devo agradecer pela companhia, mas preciso ir, antes que acabe me atrasando para entrar no hospital.
— Eu te dou uma carona até lá. – Hashirama também se levantou.
— Não precisa se incomodar...
— Estou indo para o mesmo lado, não vai ser incômodo algum. – Falou, sem aceitar uma negativa como resposta.
Madara aceitou a carona no fim das contas e acabou por dormir no carro durante o percurso de quase uma hora até o centro da cidade onde ficava o hospital. Próximo de seu destino, o estudante despertou, desculpando-se mil vezes por sequer perceber que havia dormido e deixado o companheiro falando sozinho.
Entre conversas, Hashirama voltou ao mérito da segunda faculdade.
— Se já é formado em medicina, por que escolher outra área? – Perguntou ao estacionar próximo da entrada do hospital.
— Assim como você, detetive, eu acredito que a mente humana é muito mais interessante que seus corpos. – Ergueu uma sobrancelha ao responder. – Especialmente aquelas destruídas.
Madara agradeceu pela gentileza do detetive e deixou o carro, adentrando o hospital.
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