Notas iniciais
ooi! Tudo bem com vocês meus amores? Sei que está chato eu ficar pedindo mil desculpas pela demora em todo capítulo que posto, eu estou tentando enviar desde a semana passada, me desculpem mesmo Espero que gostem de mais um capítulo :3

P O V SAM

Cas e Leziel nos tele transportou para a frente da casa do Kevin e sua mãe, e nos escondemos atrás de umas caçambas de lixo e ficamos observando. Por um momento não vimos nenhuma movimentação suspeita, mas depois de alguns minutos, percebemos que tinha vizinhos que estavam muito tempo parados, sem fazer muita coisa. Demônios. Um deles molhava as flores sem parar as encharcando, outros ficavam sentados as suas varandas olhando para a casa dos Tran. Então bolamos um plano, para que Castiel e o Leziel matasse esses demônios enquanto nós entrássemos.
Nos aproximamos da porta, que estava semi-aberta, empurramos lentamente fazendo um rangido ecoar. Com a faca da Ruby a postos adentro primeiro pela escuridão da sala e checo se está limpo, em seguida Dean me acompanha.
Caminhamos mais alguns passos pelo escuro e nada aconteceu, nem sequer um barulho. Eu e Dean trocamos olhares desconfiados e continuamos a caminho da cozinha. Assim que colocamos os pés no comodo a luz se ascende sozinha e podemos ver o que está acontecendo.
A dor de cabeça e na nuca ficam mais intensas, suor frio escorrendo entre os dedos, o nervosismo predomina, minhas pernas parecem que diminuem sua força de sustentar meu tronco. Em seguida sinto meus braços serem presos fortemente para trás e sinto a faca da Ruby sendo tomada da minha mão, e vejo que Dean está na mesma situação, demônio no controle.
–Olá Sammy. -diz Lúcifer, que estava sentado ao centro da mesa na sua velha casca, e ao seu lado direito está Jennifer parada em pé me mirando fixamente com aqueles seus olhos azuis e uma expressão fria e amedrontadora, do lado esquerdo está o Adam, quero dizer, provável Miguel. E perto do balcão de mármore tem mais 4 demônios, cada dois deles seguram senhora Tran e Kevin. -É maravilhoso ver os Winchester em ação, ainda mais quando vai haver sangue. -diz pegando um biscoito natalino de cima da mesa e comendo sua cabeça. Escuto farfalhar de asas, com o canto dos olhos vejo que Castiel e Leziel estão de volta e com suas espadas angelicais a postos. -Achei que todos os anjos estavam aliados a nós. -diz lançando um olhar furioso a Miguel, que apenas engole a seco.
–Eu cuido disso agora. -diz Miguel dando um passo a frente mas Lúcifer o puxa pelo braço, o fazendo recuar e sair fumaça de seu braço que carbonizou instantaneamente em seguida estala os dedos e vejo que um demônio segura Leziel e o outro que segura Cas e consigo reconhecer. É a Meg.
–Olá Clarence. -murmura ela pouco próximo do ouvido do Castiel.
–Bem, já que vieram vão poder assistir. -diz Lucifer. Miro Jen e vejo que seus olhos desviam o olhar que reparo que Dean a lança, um daqueles de reprovação e desapontamento, e pode parecer impressão minha mas eu juro que vi uma lágrima escorrendo de um de seus olhos, e isso me deixou completamente confuso. Lúcifer mira Jen e revira os olhos e toca em seu braço assentindo com a cabeça. -Dispensados escravinhos. -estala os dedos sorrindo e os demônios que seguravam os Tran somem. Jen se aproxima deles com passos lentos e mirando Kevin ela diminui ainda mais seus passos. -Nossa, vai ganhar um Grammy de lerdisse. -diz Lúcifer debochando e Miguel solta uma risada sem humor algum e mira a ele e a Jen com um olhar que parecia de ódio. -Miguel...
–Sim. -responde.
–Seus serviços já não serão mais úteis. -Lúcifer estala os dedos e o faz explodir em milhares de pedaços de carne, espirrando em nós.
Cas e Leziel trocam olhares enquanto Jen passava a mão no rosto da senhora Tran, que estava segurando o choro e a mirava com raiva. Em seguida Leziel, num movimento rápido que mal pude ver mata o demônio que o prendia e mata o que fazia o mesmo comigo. Recupero a faca da Ruby e mato o demônio que segurava Dean, enquanto Cas lutava contra Meg, Leziel apareceu ao lado dos Tran e em um toque em seu ombro os tele transportou. Jen fica parada apenas observando, Lúcifer a mira com raiva e em seguida nos olha e quando estava prestes a estalar seus dedos como de costume, Jen rapidamente puxa sua mão quase o derrubando de sua cadeira.
–Vão! -diz ela com uma voz firme. Castiel a mira e inclina sua cabeça de leve e em seguida sinto um toque no ombro e num piscar de olhos vejo que estou no bunker e ao meu lado está Dean e a nossa frente os Tran sentados ao sofá ao lado de Leziel.
–Mas que porra foi es..-diz Dean passando as mãos nervosos em seu cabelos, em seguida se aproxima de Kevin e a senhora Tran. -Vocês estão bem? -eles assentem ainda assustados.
–Ai Clarence, com esse sua pegada gamo mais ainda. -escuta a voz de Meg atrás de nós. Eu e Dean nos viramos apressadamente e vimos Castiel a segurando. Nos entreolhamos confusos por algum instante.
–Precisamos prende-la. -diz Castiel de modo autoritário.
–Pena que não vão conseguir rapazes. -diz ela, e em seguida faz uma espécie de força e nada acontece. -Mas o que... -com uma das mãos Castiel descobre a manga do braço de Meg e mostra o símbolo, aquele que faz com que o demônio fique preso nessa casca. Ela o mira e revira os olhos. -Previsível... -ela bufa. -e muito rápido. -Em seguida caminhamos até a uma das centenas de salas desse enorme lugar, a sala onde se prende demônio e a deixamos lá. Assim que fechamos a porta, conseguimos escutar ela reclamando.
–O que faremos agora? -pergunto seguindo Dean e Cas em retorno a sala de antes.
–Fechem o portão do inferno imediatamente. -responde Castiel com seu tom que sempre foi calmo um pouco tenso. -Lúcifer está irritado e vai nos destruir na primeira oportunidade.
–Gênio como sempre. -diz Dean sarcasticamente.
–E a Jen? -insisto.
–Se ela não virou ração de cão infernal... -diz Leziel se levantando do sofá e se aproximando. Fico o encarando sentindo meu nervosismo dobrar de proporção.
–Vamos Sammy. -diz Dean indo até a mesa que estávamos a pesquisar, senta a uma das cadeiras e folha alguns arquivos organizados em pasta, em seguida pega algumas projeções. -Vai lá buscar o projetor. -diz Dean autoritário. Reviro os olhos.
–Se vocês quiserem descansar, -digo me aproximando dos Tran. -há dois quartos ao final daquele corredor. -aponto para a minha esquerda os indicando. Eles assentem.
–Por enquanto ficaremos mais um pouco aqui. -responde senhora Tran. Forço um sorriso e vou ao corredor a minha direita e subo uma escada e entro numa sala que eu já havia bisbilhotado antes e pego o tal projetor, e volto a mesa. Arrumamos e começamos a assistir as projeções, que continham um padre exorcizando um demônio, daquela maneira diferente, na qual lemos anteriormente, para trazer de volta ku dar ao demônio sua humanidade, curá-lo.
Depois de algumas horas assistindo e lendo mais anotações, arquivos, registros, e Castiel sentado a um cadeira ao canta da cozinha fitando o nada, e Leziel acabando com os estoques de bebida do frigobar e os Tran finalmente tinham ido descansar, nós decidimos arriscar logo e iniciar o último teste.
–Cas, -diz Dean se levantando da cadeira, se espreguiçando fazendo um enorme som do estralo dos ossos de suas costas ecoar. -está na hora. -Castiel se levanta também com um olhar marejado e nos fita por alguns segundos, Leziel se aproxima deixando meia garrafa de cerveja em cima da mesinha de centro.
–Boa sorte. -digo estendendo a mão para que apertasse. Leziel a encara e me abraça, me sinto fazer uma careta. Quando me solta vejo que Dean estava segurando a risada e também é surpreendido por um abraço e agora eu seguro a risada.
–Boa sorte para vocês também. -diz Cas tocando nossos ombros.
–Isso é um adeus. -diz Leziel com sua voz toda tremula, provavelmente devido as bebidas.
–É, -diz Dean. -tenho que confessar, vou sentir a sua falta. -Leziel dá uma leve sorriso e o abraça de novo, e dessa vez não seguro a risada, mesmo nessa tensão. -Que foi? -questiona Dean. Em um piscar de olhos, somem. Eu e Dean caminhamos até o final do corredor a esquerda e batemos as portas dos quartos ocupados pelos Tran. E em um segundo eles as abrem e nos fitam preocupados. -Não importa o que acontecer, quero que não saiam daqui. -diz Dean sobre a tensão do clima.
–Em hipótese alguma. Pelo menos até um de nós voltar. -minha voz falha talvez pelo medo, pela incerteza. Dean me mira com seus olhos brilhando pelas lágrimas que queria escorrer.
–Por que? -pergunta senhora Tran. -O que vocês vão aprontar?
–Mãe, -diz Kevin. -lembra daquelas placas e dos testes que eu te falei? -ela assente. -Eles estão indo realizar o último. -ela nos encara também com os olhos brilhando. -Dean e Sam não se preocupem, vai dar tudo certo. -diz o garoto forçando um sorriso e deixando uma lágrima escorrer de um de seus olhos.
–Parem de choradeira. -diz ela. -Vão lá e façam direito, se não vou puxar vocês pelas orelhas e dar um belo de um castigo igual quando fazia com esse menino aqui, quando não queria fazer a tarefa de casa.
–Pode deixar senhora Tran. -respondo sorrindo. Dean sorri também e nos viramos e seguimos. Pegamos as coisas necessárias, seringas, algemas com ciladas, sprays, sal, armas, tudo. Arrumamos o Impala e vamos até a sala onde Meg está presa, já que ela vai ser a demônia do teste. Quando Dean abre a porta, vemos ela cerrando os olhos devido a claridade do corredor que iluminava.
–Já voltaram? -pergunta ela com um tom debochado. -Achei que eu fosse ficar aqui na escuridão por mais tempo. -Caminhamos até ela, enquanto Dean colocava as outras algemas nela eu colocava em sua cabeça um saco com símbolos para que não tentasse nada e soltamos. -Outras algemas? E uma venda? Isso está começando a ficar divertido. -diz ela terminando com uma risada pervertida. A ignoramos e a colocamos no porta malas do carro.
Dean dirige por alguns minutos até chegarmos a uma terra sagrada, uma igreja de estrada abandonada, que vimos há algumas semanas atrás. Saímos cautelosamente, atentos para qualquer ameaça demôniaca a mando de Lúcifer, tiramos Meg do porta malas e entramos tranquilamente.
Soltamos nossas coisas em malas em cima de um banco velho de madeira, e enquanto eu segurava a demônia, Dean colocou sal nas janelas e nas portas, e começou a fazer uma cilada ao meio do chão.
–Espero que tenham me trazido para um motel. -diz Meg com um tom reclamão. Dean quase termina e coloca uma cadeira ao centro, e segurando algumas cordas ele faz um sinal com a cabeça e eu a coloco dentro da cilada e ele a termina, a amarramos e tiro a venda. -Não to gostando dessa brincadeira e ...-diz ela. Eu e Dean já irritados reviramos os olhos.
–Cala a boca Meg! -a interrompemos em uníssono.
–Ui, tudo bem, -retruca. -não precisam se estressarem.
Nos viramos e tiramos da mala o que eu iria precisar e ficamos fitando por alguns segundos. Tudo o que passava em minha mente era medo de não dar certo, tanto aqui quanto para Leziel e Cas. Dean me mira com um olhar marejado e me abraça, nos soltamos e dou uma leve batida em seu ombro.
–Vamos conseguir. -digo mesmo não crendo.
–Vamos mandar esse malditos pro lugar deles. -responde forçando um sorriso, em seguida se vira e mira ao seu redor checando se tudo está certo.
–Dean, -o chamo e ele se vira novamente. -seja lá o que acontecer, quero que saiba que você foi e sempre será o herói que admiro, aquele que me inspira, aquele que me motivou a chegar até aqui, e que você sempre será o melhor irmão que alguém poderia ter. -finalizo rapidamente para que minha voz não falhe.
–Hey, -ele diz com os olhos brilhando. -não vai acontecer nada, por que você ta falando essas baboseiras? Até parece despedida, quero que você brigue comigo e não que fique de nhenhe, falou? -ele desvia o olhar e fecha a expressão com aquele jeito dele, sorrio e pego uma das seringas.

Notas finais
E então? O que acharam? Por favor não deixem de comentar, sabem que vale muito a opinião de vocês né? Muuuito obrigada por tudo mesmo beijinhos ♥