Notas iniciais
oooi amores! Como estão? Saudades de mim? (claro, todo me amam u.u ~le eu humilde) Eu peço mil desculpas pela demora

P O V LÚCIFER

Minha pimpolhinha recusou meu abraço. Que coisa mais feia! Tanto andar com aqueles anjinhos metidos a besta está ficando ignorante, ou será que ela sempre foi? Ah, isso não importa. O que realmente interessa é que sua alma está perfeita, nem parece humana, está do jeito que é para estar, está do jeito que eu posso facilmente influenciar, colocar pensamentos em sua mente devastada, como eu fiz há umas horas atrás, assim que ela decidiu ir pra esse lugarzinho chichilento.
–Desembucha! -ela diz visivelmente irritada. -Como saiu?
–Ah foi moleza. -respondo já me levantando. -Acha que eu dependo inteiramente de você? Esqueceu quem sou? -ela continua me encarando. Posso sentir que não me teme. Isso não é tão bom. -Como aquele vendedor foi morto e o inferno está de cabeça para baixo foi facinho convencer um idiota a fazer o feitiço ainda mais que Crowley guardou um pouco de seu sangue.
–Ótimo. -responde. -Já que o diabão aí sabe se virar, por que está aqui me enchendo?
–Nossa quanta ousadia em falar com seu pai assim. Há algum tempo ficaria de castigo. -ela revira os olhos e me aproximo lentamente. -Sabe, desde que você nasceu eu sabia do que era capaz e agora que nada pode nos separar podemos ter...
–...o que quisermos. É, eu já sei disso e também aposto que ainda sabe a minha resposta.
–Ah para de ser hipócrita pimpolha. -digo segurando a risada. -Eu consigo sentir o que você realmente quer...não pode me enganar, ninguém pode. -o olhar dela desvia. Dou uma pausa deixando o silencio prevalecer, tudo que posso ouvir é o som da brisa, da agua do rio e os batimentos nervosos de seu coração. -E como eu estava dizendo, nós podemos ser o que quisermos, ter o que quisermos e não precisaremos olhar para trás, ninguém poderá te magoar mais, ninguém desconfiará mais de você, não precisa mais disfarçar o que você é, não precisa mais dar satisfações a ninguém. -dou uma pausa e respiro fundo soltando uma pequena risada. -E os Winchester? Quem precisa deles? Você sabe muito bem o que estou dizendo, sabe muito bem que eles não mudam, usam todos ao seu redor e depois descartam. E também que...
–O que eu tenho que fazer? -pergunta quase num sussurro.
–O que? Não ouvi direito. -coloco uma das mãos em direção da orelha e fico esperando que repita a frase.
–O que eu tenho que fazer?
–Bem, você vai ter que permitir me ajudar.
–O que? -pergunta confusa. Rolo os olhos.
–Como é lenta! Você tem que dizer sim ao que vou ter que fazer para te-la completamente ao meu lado.
–O que vai fazer?
–É sim ou não? -a desafio. Ela me encara pensativa, em seguida olha para o céu, para as estrelas, para a lua, olha para os lados me fazendo sentir sua indecisão, preocupação, medo, magoua, raiva, tristeza, aquela coisa nojenta, amor, todas essas coisas, esses sentimentos desprezíveis que esses miseráveis humanos sentem, misturados.
–Sim. -decide e logo sinto seu arrependimento, mas ignoro, afinal eu já consegui a permissão que precisava. Começo a gargalhar e as arvores ao nosso redor começam a secar e suas folhas ao caírem ao chão se tornam cinzas, a terra se transforma em brasas. Jennifer olha ao seu redor e sem que eu espere ela começa a gargalhar também e em seus olhos vejo as chamas, o calor do mal.
Coloco meus dedos em sua têmpora e faço o que é para ser feito, uma luz azul começa a cintilar em seus olhos e uma forte ventania surge daqui e logo se transforma num furacão com destino a cidade mais próxima, o céu estrelado começa a se encher de nuvens por completo e surge muitos trovões e relâmpagos e em seguida uma chuva forte cai. Me afasto lentamente dela, que cai de joelhos nas brasas que já estavam esfriando e sem muito esforço se levanta.
Começo a sentir uma sensação de queimação de dentro para fora e uma luz cinza começa a sair por minha pele. Sei exatamente o que está acontecendo.
–Cure minha casca! -digo quase entrando em desespero. Ela me lança um olhar debochado.
–Ai que lindo, o Satã desesperado. -retruca rindo.
–Rápido! CURE MINHA CASCA!–berro fazendo as arvores recém-secadas entrarem em total combustão.
–Ok, ok...-ela revira os olhos. -Quanto escândalo!
Quando eu já sentia minha casca estar prestes a explodir, sinto seu toque na minha cabeça e uma espécie de carga elétrica me revitaliza e em questão de segundos me sinto tão bem quanto da vez que estava na minha casca oficial, Sam Winchester, mas é claro que antes dele abrir a porta e me jogar naquela jaula. Desgraçado! Vou fazer pagar por isso, ele e seu irmãozinho.
–Ótimo! Vamos começar. -me viro e dou uns passos a frente e escuto os passos dela me seguindo. Paro assim que vejo meu maninho, companheiro de gaiolinha.
–O que quer Miguelzito? -questiono. -Agora que já está livre graças a minha esperteza, pode fazer o que quiser, inclusive voltar a suas tarefinhas angelicais. -finalizo deixando que sinta meu desprezo.
–Estou aqui para lhe informar que eu não voltarei a essas tais tarefas, missões...-diz se aproximando e deixando a vista sua casca extremamente danificada. -eu também quero vingança e quero inteiramente a posse do céu.
–Ambição? -o provoco. -Fica estranho em você.
–Não se espante caro irmão, esse tempo juntos eu pude perceber que...
–Que ser bom não vale a pena e bla bla...-interrompe Jennifer. -Parem se se enrolar e vamos logo.
–Então me cure garota. -responde. Ela revira os olhos e faz o que fez a minha casca. -Então eu me informarei das situações aqui por cima e você Lúcifer vai...
–Não sigo ordens meu caro. E as coisas serão assim, eu ordeno e você obedece ou...
–Acabo com você. -Jennifer diz em uníssono junto a mim.
–E você sabe muito bem quem é mais forte aqui. -ela finaliza.
–Como eu sou o chefe, ordeno que você espie o que acontece entre os alados enquanto ajeitamos o inferno, a terra e assim conseguiríamos tudo, do modo da minha estrategia, vai ocorrer dentro do conforme. -digo autoritário. Miguel fica me encarando em seguida mira pimpolha e bate as asinhas e some.
Sem hesitar toco o ombro de Jennifer e aparecemos no andar de baixo.
Vejo as criaturas repugnantes que criei torturando algumas almas por todo lado, algazarra, berros, gritos e suspiros de dor e agonia ecoando alto e estridente por todo ao redor. O chão está todo sujo de coisas que nem sei identificar e nem me importo com isso, as celas que Crowley havia organizado estavam todas destruídas, correntes para todos os lados, cheiro de enxofre excessivo e um calor absurdo, mais do que o normal. Argh! Está desprezível. Incompetentes!
Dou alguns passos a frente, desviando vestígios de carniça de cães infernais e outras coisas, os fazendo parar aquilo que estavam fazendo e me encarar.
–Eu estou de volta! -digo gargalhando. -Se ajoelhem agora! -os demônios se entreolham e em seguida voltam a me mirar e em seguida Jennifer, que apenas bufou.
Alguns deles se ajoelham sem questionar e até posso sentir o temor deles, e outros continuam parados me encarando.
–Estão esperando o que aberrações? Biscoito? -dou uma pausa. -Vão! Se ajoelhem!
–Você não é mais o dono daqui...-diz um deles. Dou uma gargalhada o fazendo ficar confuso.
–Como não seu ingrato? -questiono irritado. -Eu voltei e as coisas serão bem diferentes, já se esqueceu quem sou eu? E sabe quem é ela? -aponto para pimpolha.
–M-mas Abaddon é melhor governante do que...-antes que termine a frase estalo os dedos o fazendo em mil pedaços se espalhando por toda a extensão do corredor.
–Mais alguém contra mim? -pergunto e os outros que estavam ainda em pé caem de joelhos rapidamente. -Ótimo! Quando eu voltar quero esse lugar do jeito que era antes das reformas do inútil do Crowley. -digo e continuo andando pelos corredores checando todas as expressões dos demônios, para ver se estão mesmo com medo. Depois de um tempo chego a uma parte quase vazia, a uma parte que parece que foi deixado do jeito que Crowley deixou, com selas fechadas. Passo na frente delas olhando para cada alma, que me encaram e começavam a gemer de medo, me fazendo rir de tanta felicidade e satisfação. Me aproximando da ultima sela vejo que não há ninguém nela, o que me deixa confuso e muito irritado.
–Ele fugiu. -diz ela analisando o lugar. Percebo água em seus olhos.
–Quem fugiu? -questiono controlando o ódio.
–Bobby Singer.
–Inúteis. -murmuro. Rapidamente volto para onde estava os demônios. Eles estavam ainda parados. -Cade a alma de Bobby Singer? -pergunto calmamente.
–Está na sela 6666, meu senhor.
–Você tem certeza? -pergunto o encarando fixamente, o fazendo engolir a seco e entreolhar outros demônios.
–E-eu...-ele gagueja.
–Bando de imprestáveis. -reclama Jennifer. Me aproximo do demônio e com apenas um olhar sua casca e sua essência negra se derrete.
–Para o resto de vocês, se não quiserem acabar como seu coleguinha é melhor serem mais atenciosos e ficarem de olho em tudo que acontece e é bom avisar os que ainda não sabem que eu voltei e agora para ficar.
–E não esqueçam de dar um jeito aqui, porque está igual a cara de vocês. -finaliza filhota.
Saímos daqui e voltamos a superfície da Terra. Nos transportamos para uma cidade onde senti cheiro de penas. Começo a caminhar pelas ruas sem conseguir conter minha risada, sem conter minha vontade de me divertir e de descontar o ódio. Alguns humanos passam ao meu lado nos encarando então estalo os dedos e seus pescoços giram a 360 graus, Jennifer apenas ri.
–Miguel está se aproximando. -ela diz. Volto meu corpo para trás e em questão de segundos, um farfalhar de asas o faz aparecer.
–Mas já está de volta? -questiono ironicamente.
–Sam e Dean realizaram o segundo teste para fecharem os portões do inferno. -diz rapidamente.
O QUE?–berro fazendo a cidade ir pelos ares e em seguida sinto presença celestial. Reviro os olhos e dou de cara com a verme da Naomi e um exército de anjos. -Como vocês são gentis. -digo ainda sorrindo. -Adorei a calorosa recepção, agora podem me trazer uma soda com gelo?
–Vamos direto ao assunto Lúcifer, -diz a vadia. -como eu já fiz antes, vou acabar com você e seu descendente.
–Tsc tsc -respondo fingindo propositalmente irritação. -Pelo que me lembro não foi você que me jogou na primeira jaula e matou meu filhinho não, foi o agora bebum Leziel.
Todos os anjos a encaram confusos e Miguel parece estar rindo enquanto a fita também.
–Ele está mentindo. -ela começa a olhar para os anjos também e em seguida dá uma pausa e balança a cabeça em reprovação. -Como podem confiar naquele que traiu os céus, naquele que...
–Naomi e seus discursos de hipocrisia. -retruca Miguel.
–Viemos aqui para impedi-los -Naomi se vira e mira os outros emplumadinhos. -e não para escutar calúnias. -eles se entreolham e consigo sentir a confusão deles.
–Mas Miguel est... -começa um deles.
–Não vê? -ela questiona. -Miguel nos traiu também.
–Eu não traí, -retruca Miguelzito. -eu apenas abri os olhos, o que muitos deveriam fazer... -ele dá uma pausa e fita cada anjo, que continuavam em repleta confusão.
–A única falsa está no meio de vocês. -concluo.
–Eu poderia recomeçar algo para nós, sem mentiras, sem ordens desnecessárias...-continua Miguel mas logo é interrompido por Naomi:
–Não os escutem, tudo que dizem é para iludi-los. -alguns anjos simplesmente batem as asas e se vão, outros ficam parados ainda observando a situação e outros logo aparecem do nosso lado, me fazendo abrir um largo sorriso. -Aos que sobraram, aos vitoriosos, -continua ela com aquela vozinha estridente e irritante. -vamos acabar logo com os verdadeiros traidores e trazer a paz e harmonia para nosso lugar, para o lugar do nosso Pai.
Vejo Jennifer revirando os olhos e consigo sentir sua fúria. Em seguida vejo os anjos que se juntaram a nós segurando em posição estratégica suas espadas angelicais, Miguel também sente muita fúria, a vadia da Naomi se prepara junto a seus lacaios para nos atacar, eu sento num destroço, num pedaço de algo que carbonizei.
–Prossiga Naomi. -digo tranquilamente.

Notas finais
E então o que acharam? Comentem a opinião de vocês, vale muito para mim, me deixam feliz, me incentivam, e eu amo demais ♥ muuuito obrigada por tudo mesmo, não teria chegado até aqui sem vocês beijinhos amores ♥