Estou vendo uma grande luz branca. Não faço a mínima idéia de que lugar é esse. Começo a andar, não tem nada além da luz. Escuto alguém me chamando, uma voz familiar de homem.
–Jennifer, minha preciosa filha, finalmente você poderá ser aquilo que planejei. Ele me chamou de filha, mas não é a voz do meu pai, aquele que me criou. Me viro tentando ver quem é. Há uma figura masculina um pouco longe, corro até ela. Me aproximando não consigo ver sua face. Ele diz:–Agora que consegui estabelecer um laço entre nós, poderei voltar e continuar de onde parei...–Quem é você? -pergunto, ele dá uma gargalhada aterrorizante e tudo começou a sumir."...Última tentativa. Carga máxima, se afastem...Ela está dado sinal de vida!! Oxigênio..." Abro meus olhos, estou num quarto de hospital. A visão está um pouco embasada. Vejo dois homens, um sentado numa cadeira ao lado da minha maca e outro em pé perto da porta.– Sam? Dean?–Jenn, estamos aqui -responde Sam.–Temos que ir, antes que venham fazer perguntas.- disse Dean- Nos encontre no estacionamento. Eles saem do quarto, troco a roupa do hospital pelas minhas. Saio discretamente, mas meu peito ainda está doendo e devo estar medicada pois estou bem tonta. Encontro eles perto do carro. Caímos na estrada. Eu estou fraca e exausta, quase dormindo encostada na janela do banco de trás. –Acho melhor não voltarmos á casa do Bobby enquanto não resolvermos essa parada.- diz Dean. –Os demônios só vão aonde ela estiver. -disse Sam assentindo Dean. Acredito que eles acham que estou adormecida. Escuto barulho de asas. Resisto a não "acordar". O carro derrapa de leve, Dean deve ter se assustado.– Crowley está interessado em Jennifer — diz Castiel.– Não diga -interrompe Dean.–E há outro alguém com planos para ela, -continua o anjo -vocês precisam descobrir quem é. Vou fingir que acordei. Abro os olhos e não tem ninguém no carro. Saio na rua, estou no estacionamento de um hotel. Vou até a recepção, não há ninguém. Subo aos quartos, o único que está destrancado é o 103. –Olá querida. -diz um homem sentado em uma das três camas. É aquela voz que diz ser meu pai, da minha experiência quase morte, agora posso ver seu rosto, no qual juro ter visto antes em algum lugar mas estou muito fraca para ao menos forçar me lembrar. -Sente-se. Me sento na beirada da outra cama. –Farejo seu medo, não tema. você é minha filha não vou te machucar. Você precisa de mim e eu preciso de você.- Ele toca em minha mão e me dá um papel cheio de escritas. Como não se apavorar com essa situação? -Quando você estiver pronta vai conseguir ler e saberá o que fazer. Sinto um toque no meu ombro. Tudo fica embasado outra vez, esfrego meus olhos e me deparo com Sam me acordando. Que merda! Era só um daqueles malditos pesadelos. Através da janela vejo o mesmo estacionamento do sonho. –Cadê o Dean? -pergunto tentando não parecer psicótica.–Foi fazer a reserva de um quarto. — responde Sam.–Se eu te contar uma coisa, você vai me achar louca? Ele faz que não com a cabeça. Eu conto desse meu pesadelo e daquela visão que eu tive antes de eu voltar a vida. Ele não parece surpreso. Acho que é porque ele já viu tantas coisas piores que isso, lembro quando toquei na mão dele e pude ver um pouco do que ele já passou. Sam me conta aquilo que Castiel veio avisar. Por um minuto nós ficamos em silêncio. Eu olho para ele, que estranhamente estava me encarando do mesmo jeito constrangedor antes de Dean ter interrompido; olhando em meus olhos e para minha boca. Sam se aproxima vagarosamente, eu não consigo fazer nada para o parar. Do mesmo jeito que não quero eu quero. Ele encosta seus lábios nos meus, sinto uma de suas mãos na minha cintura e a outra na minha nuca. Sinto seu calor, e por um momento aquela angústia que eu estava sentindo, todo aquele medo passa. Alguém bate na janela. Droga! É o Dean. Ele faz um a cara maliciosa e diz:– Já aluguei o quarto e se quiserem eu deixo os pombinhos sozinhos. -ele finaliza com uma risada que me deixa com mais vergonha ainda. Nós subimos para o quarto, que por coincidência ou não, era o quarto número 103. Minhas pernas ficam bambas e meu coração fica disparado. Coloco a mão no bolso do meu jeans e sinto um papel, no qual não tenho coragem de olhar o que tem escrito. Aquele homem, não consigo o chamar de pai, me dá arrepios. Entramos, Sam está contando a Dean as minhas loucuras. Na hora que ele fala desse papel, eu instintivamente o tiro do meu bolso e os mostro.–Não conheço essa escrita, vou pesquisar um pouco. -diz Sam colocando o notebook sobre a mesa.–Eu vou sair um pouco. -diz Dean colocando as bolsas de armas e outras coisas deles perto da cama. –Você vai a um bar? -pergunto eu.– Vou.– Me espera, preciso beber também. Você não vem Sam?– Não, valeu. Vou tentar descobrir o que está escrito aqui. -responde Sam com o maldito papel em suas mãos.– Deixa para amanhã, vamos Sam... — insisto. Consigo o convencer. Nós todos estamos acabados, merecemos relaxar um pouco, nada melhor que fazer isso em um bar.
Chegamos. Ótimo, o lugar está cheio, assim que eu gosto. Dean logo pede sua bebida e vai jogar sinuca e flertar com várias mulheres. Sento no balcão e peço whisky para começar, Sam senta ao meu lado.–Há uma garota te secando, por que você não vai falar com ela? -eu não deveria ter falado isso.–Você está com ciumes?–Não! Só estou querendo dizer para não se prender em mim, como seu irmão, ele não se prende a Castiel. Sam ri. E a risada dele é adorável. Droga! Que veadagem da minha parte. –Está com ciúmes. Escute, -diz ele segurando minha mão- eu não estou me prendendo a você, só quero estar com você porque me faz bem, sinto que você é parte da pouca família que tenho. -termina ele olhando para Dean, que ainda está na farra. Deslizo a mão em sua face, Sam se aproxima e me beija novamente. Estou com a sensação de estar sendo observada, abro os olhos e vejo atrás dele aquele tal homem. –O que foi? -diz Sam procurando o que estou olhando.–Não foi nada. Ficamos até quase amanhecer no bar e voltamos ao quarto de hotel. Eu não quero dormir, estou com muito medo do que posso ver no sonho. Eles deitam exaustos, eu fico sentada, lutando contra o sono. Numa piscada de olhos apareço na porta da minha antiga casa, sinceramente eu não queria voltar aqui nunca mais. Entro, vejo meu pai sentado no sofá assistindo o jogo de hockey, não aquele homem que tem uma risada apavorante, o meu pai mesmo, aquele que me educou e que se sacrificou para me dar tudo que precisei. E olho na cozinha, está minha mãe, preparando o jantar. Que saudades... Vou até ela, a abraço.–Aww Jenn também estou com saudades.–Isso é real ou é uma lembrança? -pergunto confusa.–Shh... -diz ela me puxando pelo braço subindo as escadas, entrando no quarto no qual eu os encontrei mortos, meu coração está com um grande aperto — Só eu sou real, não sei como estou conseguindo falar com você, minha filha -continua ela passando a mão em meus cabelos.–Mãe...–Jenn nosso tempo é curto, tenho uma coisa pra te mostrar, não posso falar disso, aqui não é seguro -diz ela olhando para os lados, eu não vejo nada; ela tira um diário do fundo falso da comoda -aqui tem algo que vai te ajudar. Me desculpe eu não falar antes de ... -sai uma lagrima dos olhos dela- antes de... você sabe. Antes que eu possa enxugar a lágrima, tudo some. Abro os olhos e me deparo com Dean verificando meu pulso.–Mas que porra é essa? –Você parecia morta, tava pálida e gelada. -responde ele.–Eu estou bem.–Ultima vez que disse isso você "morreu".– Cadê? -pergunto, procurando onde está o diário. -Droga! Ficou lá.–Do que você está falando? Tem certeza que você está bem? -pergunta Sam. Eu os conto sobre esse meu sonho, e ainda digo que não vou suportar voltar a aquela casa.–Eu vou buscar -Sam se oferece -e Dean fica para te proteger.–Obrigada -digo o abraçando. Eu e Dean o acompanhamos até o Impala.–Cuide bem do meu amor! -diz Dean o entregando a chave. Voltamos ao quarto. Liguei a televisão, Dean foi ao notebook. Passa-se mais ou menos uma hora. –Se importa se eu ver uns animes pôrno?–Claro que não. — os desenhos dele começa fazer barulhos — Mas você poderia abaixar o som? -Dean não parece contente em fazer isso, em seguida aparece Castiel atrás dele.–Olá Dean. Mas o que é... — diz o anjo apontando para a tela. –Droga Cas! -rapidamente Dean fecha o notebook.– Conseguiram algo? -pergunta Castiel examinando o quarto -Onde está Sam? Eu o conto um resumo dos meus sonhos e logo Sam chega com o esperado diário. Eu o abro, nas primeiras páginas não há nada de mais. Nas seguintes minha mãe fala que as vezes sentia cheiro de enxofre tinha sonhos estranhos. Os que me chama atenção aqui são: " Essa noite sonhei com minha tataravó, só a conheço por fotos, mas eu pude vê-la em uma noite pedindo ao um homem de terno muito dinheiro para nunca passar necessidade como está passando agora, o homem a pede uma coisa muito estranha, ainda posso ouvir sua voz 'sua primeira descendente mulher deve ter um filho do meu chefe' ela concede e depois se beijam..." "Tive o sonho mais aterrorizante em toda minha vida, não me lembro direito, mas lembro da parte que fui estrupada por um homem que tinha um jeito sombrio..." e depois desse pesadelo, ela parou de escrever por dois meses e quando retornou só para avisar que estava grávida e ia se casar, e depois não tem mais nada escrito. Mostrei para eles, nós todos ficamos sem reação. Então mostrei o papel a Castiel, mal olhei por medo da escrita.–Está em enoquiano -fala o anjo — e não é uma coisa boa. É tipo um feitiço que só pode ser feito pelo filho do anjo caído, com seu sangue e com algumas outras coisas. Aqui diz o nome do seu pai, Jennifer. -termina Castiel parecendo nervoso.–Fala logo Cas. -diz Sam.
Notas finais
Obrigada a todos que estão lendo, acompanhando
Mais uma vez peço para me incentivarem comentando,sugestionando e criticando.
Obrigada :3
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