Blessing or Curse?
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P O V DEAN
Sam se senta na beirada da cama e fica observando cada passo da Jen, que andava de um lado para o outro do quarto, de vez em quando ela me mirava mas logo desviava o olhar, em seguida ela se senta ao lado do meu maninho.
–Não tinha terminado com ela Sammy? -pergunto num tom provocativo. Droga! Não sei o que deu em mim. Ele me encara me fuzilando.
–Eu terminei, mas nós somos amigos! -diz ele forçando um sorriso.
–Você tem certeza Sam? -pergunta Jen, parecendo mais calma do que ela realmente está, mas sua voz começa a embargar. -Se você não quiser ficar mais comigo tudo bem, eu te deixo livre.
–Ta louca Jen?!? -diz Sam tocando seu rosto. Eu me viro e paro de os olhar, eu não consigo mais, não entendo, antes eu conseguia aguentar as melosidades deles, mas agora eu não consigo mais! -Eu te amo demais, e tudo que eu mais quero é ficar com você, mas você fica sumindo e...-ele continua falando e de repente ele para, eu retorno os mirar e eles estavam se beijando. Mereço.
–Bem Sammy, -digo me aproximando e os interrompendo. Evito contato visual com Jen quando ela está me mirando, só a olho quando ela não estiver fazendo o mesmo. -quero saber o motivo de você ter ignorado Kevin.
–É que...é... -ele gagueja e dá uma pausa. -Espera, você andou mexendo no meu celular?
–O ponto é...você deixou de atender e responder nosso amigo, um parte da nossa família Sam! Como que você pode?
–Dean eu tava....
–Sozinho e bla bla...-digo irritado. -Vamos atrás dele agora!
–Você sabe onde que ele ta? -pergunta Jen.
–Sei, nessa ultima mensagem, que foi há quatro meses atrás ele disse sua localização. -visto meu casaco e preparo as armas.
–Você vem Jen? -pergunta Sam.
–Claro.
–Só vou tomar um banho antes ok?
–Ok. -respondo. Jen assente e dá um beijo no rosto dele que se levanta e vai ao banheiro. Termino de arrumar as coisas e fico tentando pensar em outras coisas para resistir de ficar a olhando.
P O V JEN
Essa situação que passei com Dean foi uma das mais estranhas e confusas que já passei. Quando eu o abracei meu coração se apertou e aqueles seus olhos verdes lindos me deixaram de certa forma constrangida, parece que eles podiam ler a confusão que senti. Quando tentei fugir desse momento esquisito ele me beijou e o pior de tudo eu permiti e ainda quase que o deixei seguir adiante. Tudo isso foi errado. De tantas coisas que de ruim que já fiz, essa foi a pior. Sam finalmente chega e meu coração quase salta do meu peito de tanta felicidade, mas fico super furiosa em rever a sem graça da Amelia, a vontade de mata-la fica cada vez maior.
Sam vai tomar um banho antes de irmos atrás do tal profeta Kevin Tran. Ótimo! Meus planos, quero dizer os planos do Crowley estão todos engatados.
Eu tentei o máximo não encarar o Dean, não quero que minha fraqueza seja flagrada, espera eu pensei fraqueza? Eu quis dizer...bem...é...nem sei o que eu quis dizer, talvez não quero ser flagrada por aquele par de belos olhos, se bem que eu sinto eles pairando sobre mim. Finalmente Sam se arruma e partimos, ele se senta ao meu lado no banco de trás e pega minha mão e eu a seguro forte e em seguida ele a beija e trocamos sorrisos.
–Espero que tenha tomado conta da minha Baby! -diz Dean se sentando no banco de motorista. -Espera, que cheiro de vira-lata molhado é esse? -ele mira o Sam pelo retrovisor. -Sammy você deu carona pra pulguentos?
–Sim, ele transportou um pulguento .-respondo rindo. -Era o animalzinho de estimação dele.
–E falando nisso, -diz Sam um pouco chateado. -lembra que hoje pela manhã a...
–A Amelia. -rolo os olhos.
–Sim Jen, -diz ele rindo e em seguida fica sério.-Então ela já tinha limpado tudo e ela só descobriu que era o Riot porque sua cabeça estava em cima da cama dela, e eu desconfiei que era obra de um demônio...
–Por que um demônio iria matar seu sarnento e ainda jogar os restos no quarto da sua ex? -questiona Dean segurando a risada.
–Foi isso que eu pensei. -ele diz pensativo. -Eu até procurei sinais de enxofre, mas não tinha nada e ainda procurei por campos eletromagnéticos na esperança de ser um fantasma, mas também não achei nada.
–Essa Amelia, ela sabe que você é, aliás, era caçador? -pergunta Dean com um tom de voz ranzinza.
–Não, -ele rola os olhos. -eu dei um desculpa de querer ter a certeza que era o Riot mesmo, ela até me mostrou os restos dele no lixo.
–E o que ou quem você acha que fez isso? -pergunto me fazendo de inocente.
–Eu não sei. -Sam responde. -E também vi na internet que não muito longe daqui, numa cabana abandonada, foi achado um corpo de um homem com cruéis sinais de tortura, e uma chacina num galpão abandonado, eu liguei para o Garth e...
–Nossa, ligou para o Garth. -diz Dean com um tom irônico.
–Quem é Garth? -pergunto confusa.
–É um caçador que acha que é um Bobby. -responde Dean irritado. Sam revira os olhos e o encara pelo retrovisor. -O que foi Sammy? Vai dizer que é mentira?
–E então continua...-digo. -ligou para o Garth e...
–E ele tinha mandado outros caçadores para dar uma olhada e para variar eles não acharam nada, mas descobriram que as vitimas da chacina eram vampiros e o homem da cabana era um lobisomem.
–Então temos a solta uma coisa na qual não conhecemos matadora de monstros? -debocha Dean.
–Pode ser, -responde Sam. -mas por que essa coisa fez aquilo com meu cachorro na casa da Amelia?
–Eu não sei. -Dean me mira pelo retrovisor. Merda! Será que ele desconfiou de mim?
–Mas vamos descobrir não é? -digo disfarçando. Eles assentem e passamos o restante da viagem em silêncio.
–Chegamos. -diz Dean.
Saio do carro e observo o lugar. Uma pequena igreja abandonada feita de madeira e pintada de branco e aos lados muitas árvores. Nos aproximamos da porta que tinha um enorme cadeado, Dean tira um pequeno pedaço de ferro e o abre. Em seguida empurra a porta vagarosamente e adentramos. Sem que eu espere uma água é jogada no meu rosto embaçando minha vista, quando reabro meus olhos vejo um garoto asiático um pouquinho mais baixo que eu segurando uma daquelas arminhas que crianças brincam. Isso é agua benta, pelo gosto de pureza que tem.
–Sam, Dean! -diz ele espantado e em seguida os abraça. -E quem é essa?
–Kevin essa é a Jen, a garota do Sammy -Dean dá enfase a palavra garota. -Jen esse é o Kevin.
–Olá. -digo simpaticamente, até pareceu com a saudação de Crowley, só faltou o "querido". Que merda. Estendo a mão para cumprimenta-lo, mas ele a encara e ignora.
–Não sabia que o Sam tinha namorada. -diz o profeta colocando a arminha sobre uma mesa cheia de papeis com muitas palavras e ainda todas emboladas e também com desenhos. -Por que estão aqui? Eu tentei pedir ajuda a vocês mas fui ignorado e quase morri agora que eu consigo me virar sozinho vocês reaparecem!
–Foi mal Kevin, -diz Sam envergonhado. -foi culpa minha e...
–Não importa. Eu consegui algumas traduções da placa dos demônios e...cade o Castiel?
–Bem, -começa Dean com a voz triste. -eu fiquei preso no purgatório com ele e...
–Já entendi. -responde ele com os olhos brilhando. -Eu sinto muito.
–Que isso de placa dos demônios? -pergunto curiosa.
–Deus mandou seu escrivão escrever em três placas sobre tal assunto, e existe três delas que só o profeta pode decifrar... -diz Sam todo nerd. Eu amo quando ele faz isso. -e por enquanto só achamos a placa dos Leviatãs e a dos demônios.
–E qual é a terceira?
–Por que você quer saber de tudo isso? -pergunta Kevin desconfiado.
–É só curiosidade, por que se alguém–encaro Sam e Dean. -tivesse me falado antes eu não precisaria estar fazendo tantas perguntas.
–A terceira é a dos anjos. -responde Dean. Kevin e Sam o miram. -Cas me contou e me disse que não podia deixar que Crowley colocasse suas mãos nojentas de jeito nenhum.
–O Cas disse onde que está? -pergunta Sam.
–Não, ele não sabe. -diz Dean se aproximando da mesa e começa a olhar as folhas com as escrita, me aproximo para mira-las também. Dean percebe minha presença e por alguns segundos ele me fita e eu desvio o olhar e volta as escritas, ele faz o mesmo. -E então o que você consegui traduzir Kevin?
–Bem, eu...-o profeta começa mas logo é interrompido por Sam.
–Por que vocês estão estranhos?
–Nós? -indaga Dean apontando para si mesmo e logo para mim.
–Sim. -Sam rola os olhos.
–Não estamos estranhos...-responde Dean.
–Por que você acha isso? -pergunto um pouco nervosa.
–Não sei, é que vocês se olharam e...ah esquece! -ele abaixa a cabeça e dá de ombros. Eu pego seu queixo e fixo meus olhos nos seus. Kevin pigarreia nos interrompendo e em seguida ele diz:
–Eu descobri como trancar todos os demônios e trancar as portas do inferno.
–E como que se faz isso? -pergunta Dean.
–Só consegui entender uma pequena parte, que diz que existe três testes que se aquele que passar neles banirá os demônios.
Sam ia falar alguma coisa mas um forte estrondo vindo da porta e de uma das paredes o interrompe. A porta violentamente se abre e a parede é quebrada, o chão com as ciladas de diabo se racham e em seguida alguns demônios entram rindo, reviro os olhos. Mereço. O que esses merdas estão fazendo aqui? Esses demônios começam a atacar Sam e Dean, e o Kevin rapidamente pega suas anotações, a placa e agua benta e se esconde para dentro de um confessionário.
Estalos os dedos e alguns dos demônios começam a se contorcer e vomitarem a sua fumaça negra e quando tocam ao chão queimam e suas respectivas cascas despencam. Os Winchester que continuavam lutando/matando com os que sobraram me encaram surpresos.
–Vão!!! Pegue o Kevin e saiam daqui! -digo mandona.
–Mas...-começa Sam, mas logo o interrompo.
–Vai logo, eu me viro!
Dean me fita desconfiado enquanto abria a porta do confessionário, Sam puxa Kevin rapidamente e logo saem da igreja. Cada vez mais e mais demônios iam aparecendo e ia consequentemente ia os matando. Por que Crowley os mandou aqui? Maldito! Quando eu termino com o último nojento, ele aparece bem a minha frente.
–Olá querida!
–Olá o caralho! Por que você fez isso seu idiota?! -questiono indignada.
–Bem, -ele começa. -como você me disse que não tinha nenhuma informação, eu fui atrás dos fatos e encontrei uma vampirinha muito simpática, e eu descobri que você está escondendo coisas.
–Escondendo que coisas querido?
–Por isso eu estou aqui, para descobrir que coisas são essas, aquela nojentinha da vampira não quis me dizer, mas não se preocupe ela ta viva ainda. -ele estala os dedos e vejo aos meus braços demônios me segurando.
P O V DEAN
Sam levou Kevin ao Impala e eu estava prestes a dar a partida, mas Sammy começou a me encher porque queria que queria voltar a igreja para ajudar a Jen, sendo que ta na cara que ela não precisa da nossa ajuda, e se voltarmos pra lá vai dar merda.
–DROGA DEAN! E se aqueles demônios pegarem ela e..e...
–TA SAMMY!–rolo os olhos cansado do lengua lengua dele. -EU vou lá e vejo se ela precisa de ajuda, você fica aqui e protege o Kevin e a placa.
–Por que eu tenho que ficar aqui e você tem que ir? -indaga ele igual uma criança birrenta
–Por que eu sou o mais velho aqui e eu que mando nessa porra! Agora fica de boa aí que eu já volto, e se eu não voltar em 5 minutos de a partida na Baby e fuja.
Relutantemente ele assente revirando os olhos e aparentemente irritado.
Saio do carro e me aproximo da porta da igreja sorrateiramente, para ver o que está acontecendo, escuto a voz do desgraçando do Crowley. "..não se preocupe ela ta viva ainda." QUEM TA VIVA? Dou uma olhada pelo pequeno buraco na porta da igreja e vejo dois demônios segurando a Jen. MERDA! Por que ela não está reagindo?
–Agora meu amor, vamos para o meu covil! -Crowley diz e antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele estala os dedos e some junto com ela. BOSTA! Como que vou voltar e falar isso pro Sam? Penso um pouco e resolvo voltar logo. Me reaproximo do Impala e entro, bato a porta e dou partida com uma expressão fechada no rosto.
–Cade a Jen?!? -pergunta Sam nervoso enquanto seguíamos estrada a frente.
–O que aconteceu? -pergunta Kevin. -Era o Crowley?
–Fala Dean! Cade a Jen?
–Calma aí! Eu fui lá e já não tinha mais ninguém. -minto. -Então eu não sei o que aconteceu e não sei se era o Crowley, falou?
–Não acredito! Você ta de zoera né Dean?-pergunta Sam indignado.
–Olha pra minha cara e diga se eu to zoera. -o encaro pelo retrovisor.
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