Notas iniciais
oooi amorecos da minha life! Como estão? Espero que bem :3 Mais um capítulo para vocês, espero que gostem!

P O V JEN

Evan se levanta e sai para fora da sela, me mira dos pés a cabeça confuso. Ele dá meia volta a mim e pergunta:
–O que quer?
–Lúcifer me disse que você sabe como tira-lo da jaula.
–O que?
–Não ouviu? Ficou surdo com as torturas de Crowley?
–Eu conheço o feitiço, mas só farei se pedir com jeitinho!
–Qual é! -diz Lúcifer que se aproxima de Evan, que parece não notar sua presença. Claro né. Lúcifer só está na minha cabeça. -Pare com esse lengua-lengua e volte ao trabalho. -Evan olha diretamente para ele e se espanta. -Olá bastardo!
–M-mas como?
–Tem muitas coisas que você não sabe de mim mero tolo! -diz Lúcifer com uma expressão de nojo para ele, em seguida olha para mim sorrindo. -Agora tenho que ir filhota! Nos vemos em breve. -ele dá uma leve batida em minha cabeça, como se eu fosse um animal de estimação e antes de sumir dá uma gargalhada muito sinistra.
–Me siga...-diz Evan com a voz irritada. -E se aparecer alguém me de cobertura.
Ele anda até o fim do corredor e vira a esquerda. Eu nunca tinha reparado que esse corredor levava a outros. Assim que damos alguns passos, seis demônios aparecem. Eu fico nervosa e paraliso. Evan me encara e me da um empurrão.
–Vá chamar o Crowley! -diz um dos demônios ao outro. Antes que fosse avisar, por impulso estendo a mão e ele se explode. Os outros demônios vêem todos para cima de mim rapidamente, vejo Evan correndo corredor a frente, está fugindo. Que incrível! Assim que me tocam eles se transformam em cinzas, o que me impressiona, já que não fiz esforço nenhum para que isso acontecesse. Me sinto mais forte.
–Evan! -o chamo e corro até ele e o puxo pelo braço. -Onde você ta indo?
–Eu to indo embora daqui! -diz ele soltando o braço.
–Você não ia fazer a droga do feitiço? -pergunto confusa.
–Eu to fora! Não vou fazer nada. Assim que Lúcifer sair da gaiolinha dele, vai acabar comigo e eu não to falando de morte, ele vai me torturar para a eternidade. Eu não completei minha missão...na verdade foi culpa sua! Era pra ter dado certo aquela vez, se não fosse por você eu seria o braço direito dele e agora eu poderia estar comando o mundo.
–Nossa! Quanto drama...-digo sarcasticamente. -Mas eu tenho que fazer o feitiço!
–Por que? -ele questiona irritado. -Se você for esperta o suficiente foge daqui e fica livre...
–Eu não vou ficar livre, além de o Crowley vir atrás de mim, Lúcifer vai ficar me atormentando.
–Ok, digamos que nos livremos de Crowley e Lúcifer volta a terra, em que casca você acha que ele vai ficar? -ele continua. Não o respondo. -Na sua! Já que Sam Winchester já foi descartado, ele vai fazer você sair daqui e voltar ao se corpo em seguida você vai ser obrigada a "dividir" com ele. -ele termina fazendo aspas com as mãos. -E você acha que ele vai poupar os Winchester? Por favor né Jennifer. Acorda garota, a primeira coisa que ele vai fazer é se vingar de quem o jogou na gaiola...
–Mas você conhece a saída? -pergunto o interrompe.
–Claro né! Eu era um dos demônios mais fortes daqui antigamente.
–Já que você diz.
Ele continua correndo e eu vou indo logo atrás dele.
–Quem disse que você pode vir comigo? Eu não preciso mais, agora que você já exterminou a segurança da ala mais protegida, pode seguir seu caminho!
–Nãnaninanão! -digo o empurrando para a parede do corredor. -Vai me levar a saída!
–O que eu ganho com isso?
–Eu vou poupar sua vida!
–Minha vida? Que gentileza a sua. Se quiser pode me matar, é um grande favor para mim.
–Ótimo! -digo ironicamente. -A boneca vai querer o que então?
–Bem... já que você tem tanto poder, eu quero que você consiga algumas almas para mim!
–Eu não vou fazer nada disso!
–Então eu sinto muito, não vai sair daqui.
–Não quer outra coisa não?
–É...bem...-ele diz examinando suas unhas. -Não!
–Que merda! -digo colocando meu cabelo para trás e dando uma pausa para refletir. Reviro os olhos -Tudo bem...
–Sabia que faria uma escolha esperta!
–Só cala a boca e vamos para a saída! -digo. Ele rola os olhos e eu o sigo enquanto corre entre vários e vários corredores. Depois de muito tempo ele para repentinamente fazendo eu me bater nas costas dele. -Eei! Avisar quando for parar é bom!
–Shhh... -ele diz caminhando lentamente e abaixando o tom da voz. -Chegamos. Aquela falha da parede é a nossa passagem.
–Então vamos logo! -murmuro.
Andamos vagarosamente até um grande pedaço de pedra encostada na parede. Evan a puxa e abre a tal falha, se espreme e passa. Faço o mesmo. Eu imaginei que esse buraco iria dar para fora daquele lugar horroroso, mas na verdade deu para a sala de tortura de Crowley. Droga!!
–Olá querida. -diz Crowley se aproximando de mim. Ao lado vejo Evan se rebatendo e lutando para fugir de dois demônios que estão o segurando com sorrisos imbecis em seus rostos. -Foi divertido ver vocês se esforçando para fugir de mim e se esquecendo que o rei conhece seu território. -ele estende seu braço e me faz ficar pressionada na parede. -Olha Jennifer eu tive um péssimo dia hoje e só queria poder voltar e ter uma noite de torturas tranquila mas...
–Então quer dizer que seu planinho com Castiel não deu certo? Mas que peninha.
–Pois é, a gente acha que se pode confiar em anjos, mas nem neles podemos.
–C-como assim?
–Ah nada de mais amor, nada a se preocupar, ele só quebrou o trato e pegou todas as coisas só para ele, desde almas a criaturas.
–Ele o que?
–É, isso mesmo que você ouviu. Ele me traiu! Enfim, chega de conversa mole e vamos para a ação. -ele estrala os dedos e antes que eu pudesse rebater Evan se explode em milhares de pedacinhos, espirrando para todo que é lado, inclusive em mim. Ninguém merece! Crowley tira um lenço do bola e de seu paletó e limpa sua face. Que merda! Eu não consigo tirar essa nojeira de mim, estou completamente presa aqui na parede. -Bem, agora vou cuidar de você...realmente eu não queria fazer isso, mas você não esta me dando outra opção, e estou farto de esperar para que aconteça. E sabe o que eu fiquei sabendo?
–Não quero saber! Quero que você termine essa porra logo.
–Ah Jennifer, como você é estraga prazeres! Mesmo não querendo vou falar mesmo assim...fiquei sabendo que você estava conspirando com seu pai anjinho no MEU inferno, não gostei nada disso. Mais um motivo para eu apelar para...
–Apelar para que? -indago assustada.
–Logo logo você verá! assim que ele termina de falar some. Tento me soltar da parede, mas aquelas correntes aparecem por dentro dos meus pulsos e pés me mantendo ainda pressionada.
Fecho os olhos para me concentrar, mas eu não consigo. Além de eu estar sentindo muita dor, o medo está me dominando. Passa-se mais e mais tempo, de vez em quando parecia um demônio e outro e ficava me observando e alguns deles passavam aqui só para testar algumas das ferramentas de tortura. E as vezes Lúcifer aparecia e jogava na minha cara que se eu tivesse o soltado eu não estaria aqui, e também fazia aparecer imagens de Sam e Dean sofrendo. E por fim Crowley volta. Pode parecer estranho, mas eu fiquei um pouco aliviada por ele retornar, pois só assim Lúcifer para de me atormentar.
–Voltei querida!
–Nossa, não me diga! -respondo ironicamente já exausta de tanto ficar aqui e de tantas torturas.
–Está pronta?
–Vai logo seu maldito.
–Não fique nervosinha, olhe eu até trouxe um flor para você. -ele tenta colocar uma flor no meu cabelo, mas eu mecho minha cabeça e cuspo nele. -Ok, se não quer ser tratada bem, o que posso fazer...
Crowley arregaça uma de suas mangas e faz um corte no seu braço, enquanto seu sangue escorria ele dizia algumas palavras em latim e prende na pele da minha boca uma ferramenta, para mante-la aberta. Ele faz seu sangue descer garganta abaixo, queimando tudo aqui por dentro. Quando ele para, tira a ferramenta.
–E-eu sabia que o ritual não tinha funcionado! -digo com a minha voz rouca e ofegante.
–Claro que funcionou amor! Eu só estou acelerando o processo.
–Acho que ainda não funcio... -antes que eu pudesse terminar a frase me sinto como se fosse explodir, me levanto involuntariamente e uma luz vermelha toma toda a sala, fazendo o desgraçado do Crowley proteger seus olhos. Sinto uma fraqueza e em seguida caio no chão e meus olhos rapidamente se fecham.
Correndo. Correndo sem parar. É isso o que estou fazendo agora. Correndo intensamente entre os corredores do inferno de Crowley. Muitas lagrimas escorrem pelo meu rosto, suor frio passa entre os dedos das minhas mãos. Escuto uma voz de uma mulher logo atrás de mim "Não pode fugir!" seguido por passos de saltos alto vagarosos. Encontro um porta, a abro e entro, me encosto nela e a seguro para sei lá quem seja que está me perseguindo não entre. Controlo minha respiração desesperada para que possa ouvir seus passos, que ainda continuam fazendo ecos "toc toc". De repente o som para e depois de alguns minutos quando estou pronta para reabrir a porta, sinto a respiração de alguém no meu cangote. Me viro rapidamente e me vejo, vejo a mim como num reflexo, só que não é um simples reflexo, é uma outra de mim, com expressão mais confiante, cheia de si, com ar superior e malvado.
–oizinho para você! -diz ela.
–Q-quem é você?!?
–Eu sou você gata.
–M-mas...antes que eu termine ela toca minha testa e sua imagem desaparece e uma energia percorre pelo meu corpo inteiro.
Abro os olhos assustada. Era um pesadelo então? Olho ao meu redor e percebo que estou presa numa maca. Me esforço para sair, me chacoalhando o que faz barulhos de batidas. A porta ao fundo dessa sala se abre e entra Crowley. Ele estrala os dedos e sou desprendida da maca. Me levanto e ando calmamente até ele, eu queria correr e mata-lo, mas eu não consigo fazer isso. Parece que já não tenho controle das minhas pernas, meus braços, até da minha boca,eu queria xinga-lo, gritar e berrar, mas meu corpo não obedece a nenhum de meus comandos.
–É...eu acho que devia ter feito isso desde o começo. ele dá de ombros e estrala os dedos. Num piscar de olhos aparecemos num corredor de selas. -Bem, pode começar querida.
Começar o que seu desgraçado? Tento perguntar isso mas nenhuma palavra sai da minha boca, só sinto um sorriso de canto surgindo em meu rosto. Será que eu estou possuída? Eu não sei, acho que se eu estivesse eu poderia sentir mais alguem aqui dentro, mas não tem ninguém aqui, e alem disso eu sou uma alma sem meu corpo.
Me coloco a frente de uma porta de ferro, estendo um de meus braços e ela se abre. Avisto uma pobre alma de uma mulher sentada numa poca de sangue num canto encolhida e gemendo de medo "Por favor...". Roupas sujas e rasgadas, cabelo todo raspado, pele cheia de feridas abertas.
Olho para trás e vejo Crowley sorrindo com um dos ombros encostado na entrada da sela. Eu queria pegar a mão dessa mulher e sair correndo daqui, para bem longe. Mas como eu já mencionei antes, meu corpo não está ao meu controle. Me aproximou da pobre mulher que não parava sequer um segundo de chorar e soluçar, a puxo pelo braço e a encosto na parede a pressionando. Com um simples estalo de dedos faço suas feridas se abrirem ainda mais e ela grita de dor, seus dentes são arrancados da boca. Uma cena horrível, o que esta acontecendo comigo? Começo a gargalhar. Sinto a mão de alguém em meu ombro.
–Ótimo trabalho minha querida! -diz Crowley.

Notas finais
E então o que acharam? Por favor não deixem de comentar a opinião de vocês, vale muito para mim e conta muito para me incentivar a continuar a história :3 Muuuuuuuuuuuito obrigada por tudo seus lindões! Beijinhos docinhos